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domingo, 16 de outubro de 2011

História da Salvação e liturgia



Dá-se o nome de História da Salvação a um outro modo de viver a mesma história humana.

A salvação (shalôm, sôtêría, salus) diz respeito à plenitude de vida no plano pessoal e social, material e divina. Em outras palavras, se Deus criou o homem e a mulher à sua imagem e semelhança (Gn 1, 26-27), a salvação é o viver plenamente essa condição divina, usufruindo as coisas humanas saudáveis, desde a saúde e a liberdade até a paz e a serenidade de espírito.

É a história repleta da presença e de ações salvadoras de Deus, iniciando-se com a criação, e a presença e a intervenção que se tornam plenas e manifestas ao entrar na carnalidade humana (Jesus).

Criação e encarnação são faces da mesma dinâmica de Deus em se revelar à humanidade e ao mundo.

A comunicação de Deus se faz por diálogo, e ele o faz com a humanidade e com o mundo, que formam toda a criação. Da parte de Deus: o Verbo (Cristo) e o Espírito Santo; conteúdo: revelação e graça. Da parte da humanidade: o povo de Israel e a Igreja; conteúdo: liberdade e fé. Da parte do mundo: a realidade cósmica e histórica, com sua civilização, cultura, progresso; conteúdo: acontecimentos humanos e mundanos sem os quais o diálogo não assume toda a realidade criada.

Na História da Salvação há um antes e um depois de Jesus, ou seja, há um tempo de preparação, um tempo de realização (demonstração definitiva) e um tempo de cumprimento (ou de oferta à conversão de todos).

“A liturgia não celebra o Jesus histórico, mas o Cristo da fé; ou seja, não o Jesus do passado, mas o Cristo Senhor, atual, presente no meio da sua Igreja. (...). A liturgia é atualidade e não recordação. Por isso, não é teatro, mas mistério, celebração dos mistérios.” (Luís Maldonado, Como se celebra, in A Celebração na Igreja, vol 1, pág. 223).

Presentemente, estamos no último tempo da História da Salvação, o chamado tempo da Igreja ou tempo do Espírito Santo, que se expressa e se atualiza ao longo da liturgia. A liturgia é, pois, o momento atual da história da salvação, cujos sacramentos são a expressão significativa da continuidade do diálogo.


Leia mais:

Constituição Dogmática Dei Verbum sobre a Revelação Divina 

Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium sobre a Sagrada Liturgia



Fonte da imagem: http://calmeiro-matias.blogspot.com/2009/02/final-da-historia-humana-e-salvacao.html

domingo, 19 de setembro de 2010

Sinais do Mistério de Cristo



Salvatore Marsili (1910-1983), abade beneditino e professor no Pontifício Ateneu de Santo Anselmo, em Roma (Itália), foi um grande estudioso e pesquisador da liturgia. Publicou muitos livros e artigos sobre o tema - liturgia. E, entre as obras, destaca-se um livro editado postumamente, que corresponde, em um só volume, às apostilas por ele elaboradas para os cursos de liturgia ministrados no Pontifício Ateneu de Santo Anselmo e no Instituto Regina Mundi, também em Roma.

Cuida-se da obra intitulada Sinais do Mistério de Cristo: teologia litúrgica dos sacramentos, espiritualidade e ano litúrgico, tradução de José Afonso Beraldin da Silva, Editora Paulinas, 2009, com 704 páginas. Originalmente apostilas, goza o livro de um caráter didático.

O livro está entre aquelas obras sobre liturgia, cuja leitura, para aprofundamento, se recomenda.


Fonte da imagem:
http://www.paulinas.org.br/imprensa/sl_press_release.aspx?ItemID=714