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sábado, 9 de julho de 2016

Maria Madalena: celebração elevada ao grau de festa



Por expresso desejo do Papa Francisco, a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos editou Decreto, datado de 3 de junho de 2016, elevando o grau da celebração litúrgica de Santa Maria Madalena, de memória para festa.

De fato, o Calendário Romano Geral contemplava, no grau de memória, a celebração litúrgica de Santa Maria Madalena. Agora, porém, por força do sobredito Decreto que a elevou, a celebração de Santa Maria Madalena passa a ser contemplada no grau de festa pelo Calendário Romano Geral.

O Calendário Romano inscreve a celebração litúrgica de Santa Maria Madalena no dia 22 de julho.

A propósito da festa de Santa Maria Madalena, o Arcebispo Artur Roche, Secretário da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, escreveu o artigo "Apóstola dos Apóstolos", que, a par do mencionado Decreto, merece ser lido para melhor compreender a figura feminina na Bíblia e na Igreja.

É bom ter em conta que o desejo do Papa Francisco, elevando o grau da celebração litúrgica de Santa Maria Madalena, se incorpora, com uma riqueza contributiva para a formação e a  espiritualidade, no contexto dos fatos que vão se desenvolvendo no Ano Santo do Jubileu Extraordinário da Misericórdia.

No original latino, tanto o Decreto quanto o Prefácio que o acompanha podem ser lidos aqui.

Segundo divulgou a Rádio Vaticano, convém considerar que:

O texto da Missa e o Ofício Divino permanecem inalterados, assim como para a Liturgia das Horas. Caberá às Conferências Episcopais traduzir para o próprio idioma o prefácio anexo ao decreto, enviá-lo à Santa Sé que deverá aprovar antes de inseri-lo em uma futura reimpressão do Missal Romano.

Para um claro entendimento da hierarquia das celebrações, ou graus das celebrações litúrgicas, em memória, festa e solenidade, proponho a leitura da resposta dada pelo padre Edward McNamara a uma pergunta que lhe fora feita sobre essas três categorias, ou classes básicas de celebração, clicando aqui.


Fonte da imagem:
http://www.agencia.ecclesia.pt/noticias/vaticano/vaticano-papa-decide-elevar-celebracao-de-santa-maria-madalena-no-calendario-liturgico/

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

É realmente legítimo receber a comunhão na mão?



Sobre a tradição e a legitimidade da comunhão na mão já tratei aqui. Mas, estou voltando ao tema considerando os esclarecimentos prestados pelo padre Edward McNamara, LC, professor de teologia e diretor espiritual, em artigo publicado pela Agência Zenit, em 21 de junho de 2013.

Na prática, a comunhão na mão, faz-se desta maneira: a mão esquerda deve ser colocada sobre a mão direita, de modo que a hóstia possa ser levada à boca com a mão direita.

Isso e muito mais você pode ler em É realmente legítimo receber a comunhão na mão?, clicando aqui.


Leia mais:

Você sabe comungar?


Fonte da imagem:
http://govvota.blogspot.com.br/2013/06/e-realmente-legitimo-receber-comunhao.html

sábado, 1 de dezembro de 2012

As velas da Coroa do Advento



Oportuno e interessante o artigo do padre Edward McNamara, publicado pela Agência Zenit, sob o titulo "As velas do advento", cujo texto, porém, reproduzo a seguir:


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"AS VELAS DO ADVENTO

Pe. Edward McNamara, LC, professor de teologia e diretor espiritual


ROMA, sexta-feira, 30 de novembro de 2012 (ZENIT.org) - Um leitor de língua inglesa enviou a seguinte pergunta ao padre Edward McNamara: 

Existe uma ordem estabelecida quanto à vela a ser acesa na segunda semana do advento? Alguns membros da comissão litúrgica disseram que é a vela à direita da primeira vela acesa (no sentido anti-horário), outros disseram que é a vela à esquerda (no sentido horário). Eu sei que na terceira semana é acesa a vela rosa (D.C., San José, Califórnia, EUA). 

McNamara deu a seguinte resposta:

Não consta que haja uma ordem estabelecida, nem oficial nem tradicionalmente, a não ser, justamente, que a vela rosa deve ser acesa no terceiro domingo (Gaudete) do advento. As outras três velas são geralmente na cor roxa, embora possam ser também brancas. Entre os protestantes, quatro velas vermelhas são o mais comum, com a adição ocasional de uma vela branca no centro para representar Cristo. Em algumas regiões de países como a Itália e o Brasil, são usadas às vezes ​​velas de quatro cores diferentes, que são iluminadas a partir da mais escura até a mais clara, para indicar a iluminação progressiva do mundo com a vinda de Cristo. 

Embora não haja nenhuma ordem estabelecida relativamente à primeira e à segunda vela, a tradição mantém a ordem em que elas vão sendo acesas. Em outras palavras, chegando-se ao quarto domingo, é acesa primeiro a vela da primeira semana, depois a da segunda semana, depois a vela rosa e, finalmente, a vela restante. Esta ordem deve ser mantida toda vez que as velas são acesas ao longo das quatro semanas.

Mais discutidas, por outro lado, são as origens da coroa do advento. Alguns as colocam nos primórdios da tradição escandinava pré-cristã. Outros argumentam que é um produto da Idade Média ou do luteranismo do século XVI. Um pesquisador propôs que as origens da versão moderna da coroa do advento estão na cidade alemã de Hamburgo, onde teria surgido em 1839 pela iniciativa do pastor protestante Johann Hinrich Wichern (1808-1881). O costume da coroa se espalhou a seguir pelas outras igrejas, incluindo a católica, e por outros países, como os Estados Unidos da década de 30 do século passado. Esta versão não é impossível: uma tradição como esta, sem documentos oficiais que comprovem o seu nascimento, pode parecer antiga depois de apenas três gerações. Com exceção da América do Norte, o costume da coroa do advento é relativamente novo e se espalhou por alguns países da América Latina e pela Itália somente nos últimos 20 anos. 

Seja qual for a verdade, a coroa é um símbolo que a maioria das denominações cristãs pode compartilhar e apreciar. 

O simbolismo da coroa do advento é muito bonito. O círculo da coroa, sem começo nem fim, e feito sempre de verde, representa a eternidade e a vida eterna encontrada em Cristo. As quatro velas representam as quatro semanas do advento, e seu acendimento progressivo expressa a expectativa e a esperança da vinda do Messias.

Existem várias maneiras de interpretar as quatro semanas. Por exemplo, a primeira semana evoca os patriarcas e a virtude da esperança. A segunda recorda os profetas e a paz. A terceira representa João Batista e a alegria, e a quarta e última semana traz a figura de Maria e a virtude do amor. Se houver uma quinta vela (branca, ao centro), ela representa Cristo, a luz do mundo, e é acesa na vigília de Natal ou no dia de Natal. 

Outras formas de interpretar as quatro semanas e velas são possíveis, desde que respeitem o caráter litúrgico do período."


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Permitam-me dar uma sugestão. Como a Coroa do Advento se compõe das quatro velas (quatro semanas do Tempo do Advento ou quatro Domingos do Advento), elas poderiam ser correspondentes às seguintes cores da liturgia da Igreja: verde para o Primeiro Domingo do Advento; roxa para o Segundo Domingo; rósea (ou vermelha) para o Terceiro Domingo; e branca para o Quarto Domingo do Advento. Ou ainda: as cores litúrgicas do próprio Tempo do Advento: todas roxas, com exceção da rósea para o Terceiro Domingo (Domingo Gaudete - Alegrai-vos).


Leia mais:

Coroa do Advento: para que serve?


Fonte da imagem:
http://www.apostoladoliturgico.com.br/pagina.php?id=48&busca=