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sábado, 21 de setembro de 2013

Egito: taxista é decapitado por ser cristão



Não é coisa do tempo dos romanos. Cuida-se de fato atual acontecido na cidade de Alexandria, no Egito. Um jovem foi morto barbaramente pelo simples fato de ser cristão.

Em 23 de agosto de 2013, a AsiaNews noticiou que no dia 16 de agosto, sexta-feira, uma multidão de muçulmanos parou e arrastou para fora do seu táxi o jovem Mina Rafaat Aziz, de Alexandria, e o massacrou com chutes, socos, espancando-o até a morte. 

Já morto, e como se isso não bastasse, o corpo foi pisoteado, decapitado e abandonado na calçada.

Mina Rafaat Aziz, taxista da Alexandria, foi martirizado pelo simples fato de trazer uma cruz pendurada no espelho retrovisor do seu táxi.

Esse martírio e outros massacres por ai afora merecem uma reflexão! O Cristo continua sendo massacrado!


Leia mais:

Egito: taxista decapitado por ter um crucifixo pendurado no espelho

Don Salvatore Lazzara: Il tassista e la croce

Egitto. Tassista cristiano decapitato per la sua croce | Tempi.it


Fonte da matéria:
http://www.asianews.it/notizie-it/Cristiana-egiziana:-Dopo-gli-attacchi-alle-chiese,-viviamo-nel-terrore-28818.html

Fonte da imagem:
http://www.fotografodigital.com.br/pesquisa/?pesquisa=Crucifixo&0=1&mdl=1/

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Antão: a santidade que vem do deserto


A Igreja Católica Romana celebra hoje, dia 17/1, a memória de Santo Antão.

Antão, em latim Antonius (Antonio), nasceu na região do Alto Egito por volta de 250 e faleceu com mais de cem anos, em 356.

Antão era cristão. Aos 20 anos distribuiu seus bens aos pobres e retirou-se para o deserto.

Antão pertence àqueles místicos chamados Padres do Deserto, cuja espiritualidade não era apenas profunda, mas simples.

Santo Atanásio (295-373), bispo de Alexandria, foi quem propagou em toda a Igreja o exemplo de vida de Antão. Santo Atanásio escreveu um livro sobre a vida de Antão - Vita Antonii (Vida de Antonio) - por volta de 360.

O deserto era considerado pelos antigos como lugar do demônio. E Antão foi para o deserto para lutar contra as tentações demoníacas, pois, vencendo-as, estaria contribuindo para o bem da humanidade.

Na feliz expressão de Anselm Grün: "O deserto é também o lugar da maior proximidade de Deus." (1)

Os israelistas não ficaram isentos de tentações na caminhada pelo deserto, mas experimentaram a maior proximidade de Deus. Jesus retirou-se para o deserto antes de iniciar a sua missão. O deserto tem, pois, uma sacralidade.

As tentações existem, como nos lembra a Oração do Pai-Nosso: e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Não se pede para Deus excluir a tentação, mas sim a graça divina para não se deixar cair na armadilha dela.

Para a celebração Eucarística de hoje, quando se faz a memória de Santo Antão, a Oração do Dia (Missal Romano) sinaliza a motivação que nos impele à imitação do Santo: "Ó Deus, que chamastes ao deserto Santo Antão, pai dos monges, para vos servir por um vida heróica, dai-nos, por suas preces, a graça de renunciar a nós mesmos e amar-vos acima de tudo."


(1) O céu começa em você - A sabedoria dos padres do deserto para hoje, tradução de Renato Kirchner, Petrópolis, Editora Vozes, 8ª edição, 2002, p. 42


Fonte da imagem: http://br.geocities.com/padresdodeserto/

domingo, 23 de setembro de 2007

Septuaginta: Escrituras Hebraicas em grego coiné


A tradução da Torá (= Pentateuco) para a língua grega, no dialeto coiné, ficou conhecida pela palavra latina Septuaginta, que significa Setenta, ou, em algarismo romano, LXX. Por extensão, Septuaginta é, em seu conjunto, uma coleção de todos os livros das Escrituras Hebraicas (= Antiga Aliança) traduzidos do hebraico para o grego.

A tradução foi feita em Alexandria, onde vivia forte comunidade hebraica, entre meados do século III e século I antes de Cristo e objetivava ao desejo dos judeus de fala grega, que viviam na diáspora egípcia, de ler e entender as Escrituras Sagradas no grego do dia-a-dia, que era o dialeto coiné.

Coiné (koiné) era a língua comum, popular, falada no período do helenismo, cultura esta propagada em razão das conquistas de Alexandre, o Grande, e que acabaram influenciando na divulgação da cultura grega na região mediterrânea.

A versão da Torá, da língua hebraica para a grega, apareceu, em Alexandria, pela metade do século III antes de Cristo. Foi a primeira tradução, e as demais traduções dos outros livros das Escrituras Hebraicas vieram depois, em espaço de tempo mais longo, encerrando-se no I século antes de Cristo.

Segundo diz a Carta de Aristeas a Filócrates, ou Carta de Aristéias a Filócrates (meados do II século antes de Cristo), a tradução esteve a cargo de anciãos, expertos na Lei (Torá), sendo seis de cada tribo de Israel, perfazendo o total de setenta e dois tradutores (6 x 12). E mais: a tradução foi concluída ao cabo de setenta e dois dias.

A isso se juntou posteriormente a lenda de que aqueles anciãos trabalharam separada e independentemente, e que, ao final dos setenta e dois dias, compararam seus trabalhos: as setenta e duas traduções gregas coincidiram perfeitamente palavra por palavra. Essa lenda queria ensinar que as traduções (gregas) haviam sido realizadas sob a inspiração divina (Deus) e que nelas devia se reconhecer a mesma autoridade das Escrituras originais hebraicas.

Setenta é um número simbólico. No contexto bíblico = todos os povos. Nesse sentido, a tradução grega do Antiga Aliança "é indicada como a abertura da fé de Israel para os povos". [1]

Em homenagem aos setenta e dois anciãos, essa tradução da Lei, do hebraico para o grego, passou a chamar-se Versão dos Septuaginta, ou simplesmente Septuaginta (Setenta), ou ainda, em algarismo romano, LXX.

Diga-se ainda que a Carta de Aristéia a Filócrates é uma apologia da referida versão grega.

As Escrituras Hebraicas traduzidas para o grego acolheram a palavra leitourgía (liturgia) para indicar o serviço de culto ao Deus de Israel (Javé) confiado a tribo de Levi (levitas). Na primeira fase, realizado no deserto (tenda) e, depois, no Templo em Jerusalém.

A palavra leitourgía assume, então, um sentido restrito, técnico, para designar o culto público e oficial realizado pelos sacerdotes e levitas no Templo. Em contrapartida, a mesma Septuaginta usou as palavras também gregas latreía (latria) e douleía (dulia) para o culto privado.


[1] cf. Joseph Ratzinger - Bento XVI, Jesus de Nazaré, tradução de José Jacinto Ferreira de Farias, SCJ, São Paulo, Editora Planeta do Brasil Ltda., 2007, pp. 161-162.

Leia também:


Fonte da primeira imagem:
http://www.freewebs.com/camiloezagui/tora.jpg

Fonte da segunda imagem:
http://torah.foroportal.es/viewtopic.php?t=9


sábado, 15 de setembro de 2007

O termo Liturgia: sua origem


A palavra liturgia, que se tornou familiar depois do Concílio Vaticano II (1962-1965), pertence à língua grega clássica. Os dois termos gregos: leitos (= público) e érgein (= fazer) dão origem à leitourgia (leit-o-erg-ia). Por sua vez, leitos é originário de léos, forma dialetal de laós (= povo). Érgein, também por sua vez, é um verbo fora de uso, porém que sobrevive no futuro érxoi e no substantivo érgon (= trabalho, serviço, obra).

Assim visto, liturgia se caracteriza por dois elementos: público (não privado) e fazer (ação).

Literalmente, liturgia significa serviço prestado ao povo, fundamentalmente sem objetivos particulares.

Na antiga Grécia, ou mais especificamente em Atenas, era o serviço feito por alguém de posses, de condição social elevada, a favor do povo. Algo destinado ao público (= povo, coletividade). Esse alguém o fazia espontaneamente, com liberdade, ou se sentindo no dever, como que obrigado a fazê-lo em razão da posição econômica ou social que ocupava na sociedade.

Mais tarde, ou mais precisamente na época helenista (helenismo), quer por leis, quer pelo uso ou pelo costume, o serviço passa a ser obrigatório por parte do cidadãos de posses, abastados, em favor do povo, da coletividade.

Eram tipos de liturgia, por exemplo, a realização de obras, como hospedaria para acolher forasteiros, construção de pontes, estradas; prestação de serviços, como a apresentação de coro no teatro; outros, como armamento de navios, promoção de jogos olímpicos, festas nacionais. E assim por diante.


Ainda mais tarde, sobretudo no Egito (fazia parte do mundo helênico), onde estava a cidade de Alexandria, por liturgia já se entendia qualquer prestação pública de serviço. E partir do século II antes de Cristo, na medida em que a religião tinha caráter preponderantemente público, a palavra liturgia, por extensão desse sentido, entra para o mundo religioso pagão para significar o serviço de culto (serviço cultual) prestado aos deuses por pessoas para tal fim designadas.

Estava preparado o caminho para ingresso do termo liturgia nas Escrituras Hebraicas, o que veremos n'outra oportunidade.


Fonte da primeira imagem:
http://www.nomismatike.hpg.ig.com.br/Grecia/ArquteturaGrega.html

Fonte da segunda imagem:
http://www.descobriregipto.com/biblioteca-antiga-alexandria.html