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sexta-feira, 13 de junho de 2008

CNBB: Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB está colocando ao alcance dos cristãos católicos as novas "Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2008-2010", cujo texto foi aprovado pela 46ª Assembléia Geral dos Bispos do Brasil, em Itaici, Indaiatuba (SP), no dia 10 de abril de 2008.

As Edições CNBB publicam as referidas Diretrizes Gerais, em forma de livro, composto de 152 páginas, distribuídas com as seguintes partes: apresentação, introdução, capítulo I (a realidade que nos interpela), capítulo II (discípulos missionários numa igreja em estado permanente de missão), capítulo III (pistas de ação para a missão evangelizadora) e conclusão ("ai de mim se eu não evangelizar"). Contém ainda sumário (páginas 7-8) e índice analítico (páginas 137-148).

As novas Diretrizes têm como referencial o Documento de Aparecida, com enfoque no binômio discípulos-missionários, como se antevê na apresentação feita por Dom Dimas Lara Barbosa, Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro-RJ e Secretário Geral da CNBB (páginas 9-11).

Entre as anteriores Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2003-2006 e as atuais há um vazio de um ano, o que é esclarecido por Dom Dimas Lara Barbosa, na já mencionada apresentação das novas Diretrizes: "É bom esclarecer que, pela seqüência do calendário, a elaboração das Diretrizes já deveria ter sido efetuada na Assembléia de 2007. Tendo em vista, porém, a realização da V Conferência Geral dos Bispos da América Latina e do Caribe, em maio de 2007, a definição das Diretrizes foi protelada por um ano, exatamente para incorporar as contribuições de Aparecida" (pág. 9).

No entanto, há a possibilidade de as presentes Diretrizes serem prorrogadas por mais quatro anos, se assim a Assembléia Geral dos Bispos da CNBB vier a decidir na ocasião oportuna (pág. 10).

Uma formação básica, centrada no querigma e na conversão, é a ante-sala da missionariedade. Tanto as anteriores Diretrizes quanto as atuais dedicam parágrafos à formação. O Documento de Aparecida indica cinco aspectos do processo de formação: a) o encontro com Jesus Cristo (centrado no querigma); b) a conversão (resposta ao chamado, com mudança na forma de pensar e de viver); c) o discipulado (amadurecimento crescente no conhecimento, amor e seguimento de Jesus, sendo fundamental a catequese permanente e a vida sacramental); d) a comunhão (vida em comunidade e participativa); e e) a missão (experiência da necessidade de compartilhar com os outros a alegria de ser discípulo enviado para construir o Reino de Deus) [1].

À primeira vista, deduz-se que o tempo de apenas três anos para as atuais Diretrizes é insuficiente para uma sólida formação dos cristãos. A formação se aperfeiçoa na medida que desperta, incute no formando a sua consciência de discípulo e o impulsiona a crescer no discipulado. E isso é importante para a nobre tarefa missionária, ou seja, a de fazer novos discípulos.

Parece, por conseguinte, válida a anunciada provável prorrogação por mais quatro anos das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2008-2010, para que seus objetivos sejam realmente alcançados.

As Diretrizes estão aí. Norteiam a ação da Igreja no Brasil para este e os próximos anos. Merecem ser lidas e aplicadas.



[1] ver Documento de Aparecida, n. 278, letras a, b, c, d e e.


Fonte da primeira imagem:
http://www.edicoescnbb.com.br/loja/script/detalhe_livro.asp?pid=128

Fonte da segunda imagem:
http://www.prodigyweb.net.mx/oarpantitlan/kerigma.html

domingo, 13 de abril de 2008

Bispos: profetas ameaçados

Mais uma vez chega ao conhecimento do público que três Bispos da Igreja Católica Romana no Brasil estão sendo ameaçados.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB divulgou Nota de Solidariedade com os Bispos que "sofrem perseguição e até ameças de morte, como se lê neste trecho: "Nós Bispos, juntamente com os Organismos, assessores e colaboradores da Igreja no Brasil, reunidos na 46ª Assembléia Geral da CNBB, em Itaici, Indaiatuba (SP), vimos nos solidarizar com os Bispos que, atualmente, por causa do Evangelho, sofrem perseguição e até ameaças de morte: Dom Erwin Krautler, da Prelazia do Xingu, Dom José Luiz Azcona Hermoso, da Prelazia do Marajó, e Dom Flávio Giovenale, da Diocese de Abaetuba. Qualquer agressão a eles atinge a todos nós, seus irmãos no ministério episcopal, e ao povo a quem servem com destemido zelo e corajosa profecia. (cf. Jr 18,18-23)."

Sempre que a Igreja denuncia estruturas ou casos concretos injustos recebe em contrapartida ameaças para amordaçá-la, que vão de intimidação, perseguição e até a morte. Hoje, no caso do Brasil, não são ameaças por parte do Império (Estado), mas por parte de cidadãos ou de organizações, todos interessados na manutenção do estado de injustiça. É certo, porém, que não raras vezes as injustiças são decorrentes da omissão do Estado, que também se acomoda a interesses daqueles que detêm poder econômico.

A injustiça, via de regra, se faz e prospera contra pessoas sem poder de organização. E a denúncia, própria do profetismo bíblico, conscientiza, alerta, e o que era disperso, amorfo, se aglutina, ganha visibilidade. Irrita e desestabiliza os que da injustiça vivem, e vivem muitas vezes faustosamente em detrimento daqueles a que lhes falta o imprescindível para sobreviverem.


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Fonte da primeira imagem:
http://oglobo.globo.com/blogs/amazonia/default.asp?a=251&cod_blog=171&palavra=&pagAtual=3%20&periodo=200705

Fonte da segunda imagem:
http://coracaofiel.com.br/blog/?p=191

Fonta terceira imagem:
http://www.isma.org.br/informativo/cgi/informisma.php?numero=42&metodo=get&acao=visualizar