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domingo, 29 de março de 2020

CNBB reforça a recomendação do distanciamento social. Ou seja: igrejas fechadas!

 Conheço teu comportamento: tu não és frio nem quente; quem dera que fosses frio ou quente! Assim, porque és morno, nem frio e nem quente, estou para vomitar-te de minha boca.
(Ap 3, 15-16)  
  
 Penso nas pessoas que certamente abandonarão a Igreja, quando esse pesadelo acabar, porque a Igreja as abandonou quando precisavam.
(Padre Yoannis Lahzi Gadi, secretário do Papa Francisco, [Quo vadis, Domine? (Senhor, para onde vais?)]




1. Eu penso que o cristão católico não quer a sua igreja de portas fechadas. Decretos injustos, determinando o fechamento de igrejas, menosprezam-nas e chegam a equipará-las a estabelecimentos comerciais, como se elas praticassem atos de comércio.

Fechar igrejas é feri-las de morte; é desafiar a ira divina.

Igreja fechada sugere igreja sem Cristo! Anúncio de que Deus está morto!

De outra banda, ao contrário do que se entrevê por aí, a internet não é substituta de igreja católica; desta, não faz as suas vezes.


2. O distanciamento social recomendado pela Conferência Nacional do Bispos do Brasil - CNBB conduz a igrejas católicas fechadas, a igrejas católicas de portas cerradas. 

Essa posição da CNBB não é a mais acertada. Nos templos da Igreja Católica Apostólica Romana está presente, diuturnamente, o Cristo Ressuscitado e Glorioso. Não é pouca coisa!

A rigor, o Governo Federal (Decreto nº 10.292, de 25/03/2020) não precisava incluir as igrejas entre os serviços que atraem para si a aplicação do princípio da continuidade do serviço público (princípio que extraio do Direito Administrativo). Mas o fez, quiçá porque entes político-administrativos outros da República imiscuíram-se, indevida e arbitrariamente, em crença religiosa, negligenciando direitos fundamentais.

À guisa de exemplo, o Município de Santos (SP) determinou o fechamento de igrejas. Fechamento não é a mesma coisa que restrição à realização de culto sob a ótica da saúde pública.

O Regulamento Sanitário Internacional (2005), promulgado pelo Decreto nº 10.212, de 30 de janeiro de 2020, ao estabelecer no artigo 3º Princípios para a sua aplicação, diz:  
1. A implementação deste Regulamento será feita com pleno respeito à dignidade, aos direitos humanos e às liberdades fundamentais das pessoas.
Disso decorre, obviamente, que a crença religiosa e a sua prática pública são direitos amparados também pela artigo 3º, inciso 1, do sobredito Regulamento.

Já falei sobre o fechamento de igrejas católicas. A Lei Federal e os Decretos que a regulamentam, quando falam de funcionamento, falam-no no sentido de não fechamento - penso eu.

As igrejas da Igreja Católica estão para além de essencialidade eventualmente normatizada pelo direito positivo. As igrejas têm uma essencialidade própria, inextinguível e divina para realizar as coisas materiais (caridade, hospitalidade...). E o núcleo da razão de ser das igrejas (Igreja Católica Apostólica Romana) está no mandato recebido de Deus, Pai Eterno: a missão de guiar os homens  para serem elevados à participação da vida divina. Esse mandato não é pouco! Em verdade, o Concílio Ecumênico Vaticano II expõe:
O Eterno Pai, pelo libérrimo e insondável desígnio da Sua sabedoria e bondade, criou o universo, decidiu elevar os homens à participação da vida divina e não os abandonou, uma vez caídos em Adão, antes, em atenção a Cristo Redentor «que é a imagem de Deus invisível, primogénito de toda a criação» (Col. 1,15) sempre lhes concedeu os auxílios para se salvarem. Aos eleitos, o Pai, antes de todos os séculos os «discerniu e predestinou para reproduzirem a imagem de Seu Filho, a fim de que Ele seja o primogénito de uma multidão de irmãos» (Rom. 8,29). E, aos que crêem em Cristo, decidiu chamá-los à santa Igreja, a qual, prefigurada já desde o princípio do mundo e admiràvelmente preparada na história do povo de Israel e na Antiga Aliança, foi constituída no fim dos tempos e manifestada pela efusão do Espírito, e será gloriosamente consumada no fim dos séculos. Então, como se lê nos Santos Padres, todos os justos depois de Adão, «desde o justo Abel até ao último eleito», se reunirão em Igreja universal junto do Pai. (Constituição Dogmática Lumen Gentium sobre a Igreja, n. 2) - destaques em negrito não são do original.
Mais adiante:
Pelo que a Igreja, enriquecida com os dons do seu fundador e guardando fielmente os seus preceitos de caridade, de humildade e de abnegação, recebe a missão de anunciar e instaurar o Reino de Cristo e de Deus em todos os povos e constitui o germe e o princípio deste mesmo Reino na terra. Enquanto vai crescendo, suspira pela consumação do Reino e espera e deseja juntar-se ao seu Rei na glória. (Constituição Dogmática Lumen Gentium sobre a Igreja, n. 5)
No Comunicado acima, a CNBB interpreta o conjunto de normas sobre o enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus (Covid-19) sob a ótica estritamente literal, quando, em verdade, as dúvidas na aplicação dessas disposições legais reclamam ser equacionadas pela interpretação finalística (teleológica). E ainda mais: a legislação está redigida num linguajar comum, corrente, e não no das crenças que é mais técnica (bíblica, teológica), razão para ter-se cautela na interpretação. Não se contentar somente com interpretação literal.

A CNBB está passando para os brasileiros, sobretudo para os leigos católicos, a inquietante sensação de que ela está anuindo à decretação de igrejas católicas fechadas. É muito estranho! Não se lê aqui ou alhures uma nota de repúdio por parte de autoridade eclesiástica. Passividade que suscita dubiedade.


3. Para reflexão, gostaria de finalizar com as palavras do Padre Yoannis Lahzi Gaid, secretário do Papa Francisco:
É bom que as igrejas permaneçam abertas. Os padres devem estar na linha de frente. Os fiéis devem encontrar coragem e conforto olhando para os pastores. Os fiéis devem saber que, a qualquer momento, podem correr a refugiar-se nas igrejas e paróquias e encontrá-las abertas e prontas para os acolher. A Igreja deve ser chegar às pessoas também através de um "número verde" para o qual a pessoa possa ligar para ser consolada, pedir combinar uma confissão, para receber a Sagrada Comunhão comunicado ou para que seja dada a entes queridos. 
Devemos aumentar as visitas às casas, casa por casa, usando todas as precauções necessárias para evitar o contágio; nunca nos fechando mas sim vigiando. Caso contrário, acontece que são entregues nas casas as refeições, as pizzas, mas não a Comunhão, especialmente a pessoas idosas, doentes e carentes. Acontece que supermercados, quiosques e tabacarias permanecem abertos, mas não as igrejas. 
O Governo tem o dever de garantir cuidado e apoio material às pessoas, mas nós temos o dever de fazer o mesmo com as almas. Que nunca se diga: "Eu não vou a uma igreja que não me veio visitar quando eu precisava". [Quo vadis, Domine?(Senhor, para onde vais?)]


Leia mais:

Um quadro da perseguição aos cristãos no mundo


Fonte da imagem:
https://pt.aleteia.org/2017/08/29/quo-vadis-domine/

domingo, 8 de janeiro de 2017

Diretório da Liturgia - 2017




O Diretório da Liturgia - Ano A - São Mateus (2016-2017) para a Igreja no Brasil já foi lançado pelas Edições CNBB, nas versões brochura (imagem acima) e espiral. E se encontra à venda nas livrarias católicas. 

Sobre a importância do Diretório da Liturgia e outras informações podem ser conferidas aqui

Esclareça-se que, no Brasil, o Tempo do Natal do Ano A - São Mateus vai até o dia 9 de janeiro de 2017, segunda-feira, inclusive. Este dia é dedicado à festa do Batismo do Senhor. A partir do dia imediatamente seguinte (10/01, terça-feira), começa o Tempo Comum (1ª fase).


Leia mais:

O ano litúrgico e o calendário


Fonte da imagem:
http://www.edicoescnbb.com.br/diretorio-da-liturgia-2017-brochura.html

domingo, 7 de fevereiro de 2016

CFE - 2016 - Campanha da Fraternidade Ecumênica



A Campanha da Fraternidade para o Tempo da Quaresma deste ano é Ecumênica, porque, como diz o texto abaixo, "Todas as pessoas que assumem a fé em Jesus Cristo são chamadas a trabalhar juntas no cuido da Casa Comum".

Portanto, não é uma Campanha somente da Igreja Católica Apostólica Romana no Brasil, mas sim das demais Igrejas que comungam a mesma fé em Jesus Cristo, ou melhor, das Igrejas membro do CONIC - Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil.

Orientações para os educadores e as educadoras

A IV Campanha da Fraternidade Ecumênica tem como tema: “Casa Comum, nossa responsabilidade” e nos propõe dois objetivos entrelaçados e decorrentes do nosso compromisso de fé.

O primeiro objetivo tem relação com o tema central dessa Campanha que é o saneamento básico. Entendemos que o acesso a esse serviço é condição essencial para a garantia de justiça socioambiental, que se expressa na erradicação da pobreza, no cuidado com o meio ambiente e na redução na mortalidade infantil. O saneamento básico compreende o abastecimento de água potável, o esgoto sanitário, a limpeza urbana, o manejo dos resíduos sólidos, o controle de meios de transmissão de doença e a drenagem de águas pluviais. 

O segundo objetivo é motivar a vivência ecumênica. Todas as pessoas que assumem a fé em Jesus Cristo são chamadas a trabalhar juntas no cuido da Casa Comum. Essa responsabilidade é conferida a nós pelo Batismo. Para tanto, precisamos superar os conflitos e nos abrirmos para o diálogo, para conhecer e saber quem é o irmão e a irmã da outra igreja. Isso significa valorizar a unidade cristã sem desconsiderar que há formas diferentes de viver a fé em Jesus Cristo. Nosso testemunho torna-se mais evidente quando podemos fazer isso juntos.

Estes dois objetivos têm a ver com o que Deus quer de nós, com seu projeto de construção de um mundo mais fraterno e justo.

Leia mais sobre o objetivo geral e os objetivos específicos da Campanha da Fraternidade Ecumênica - 2016, clicando na página da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB aqui.

Confira também o material do CONIC - Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil sobre a CFE-2016, clicando aqui.

Por fim, num horizonte bem maior, universal, não se pode deixar de mencionar a Carta Encíclica Laudato Si' sobre o cuidado da casa comum, do Papa Francisco, que trata do desenvolvimento sustentável e integral, unindo toda a família humana na proteção da nossa casa comum.



Leia mais:

Papa Francisco: zeloso cuidador da Casa Comum, por Leonardo Boff


Fonte do texto:
http://edicoescnbb.com.br/CFE2016_atividade_para_crian%C3%A7a.pdf

Fonte da imagem e do vídeo oficial da Campanha:
http://www.conic.org.br/portal/cf-ecumenica

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Diretório da Liturgia - 2016



O Diretório da Liturgia - Ano C - São Lucas (2015-2016) foi lançado pelas Edições CNBB nas versões brochura (imagem acima), espiral e de bolso. E já se encontra à venda nas livrarias católicas.

Sobre a importância do Diretório da Liturgia e outras informações podem ser conferidas aqui.

Esclareça-se que todo o Tempo do Advento e parte do Tempo do Natal do Ano C - São Lucas (2015-2016) encontram-se no Diretório da Liturgia - 2015 (páginas 195-214).


Leia mais:

O ano litúrgico e o calendário


Fonte da imagem:
http://www.edicoescnbb.com.br/liturgia/diretorio-da-liturgia-2016-brochura

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Campanha da Fraternidade - 2015: "Eu vim para servir"



A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB lançou para o Tempo da Quaresma a Campanha da Fraternidade - CF 2015, com estas palavras iniciais:

Com o tema “Fraternidade: Igreja e Sociedade” e lema “Eu vim para servir” (cf. Mc 10, 45), a Campanha da Fraternidade (CF) 2015 buscará recordar a vocação e missão de todo o cristão e das comunidades de fé, a partir do diálogo e colaboração entre Igreja e Sociedade, propostos pelo Concílio Ecumênico Vaticano II.

O binômio Igreja e Sociedade está no centro da CF-2015. O forte apelo evangélico Eu vim para servir, traduzido pela figura do Papa Francisco no gesto concreto do lava-pés, fala por si.

Textos e hinos da CF-2015 podem ser encontrados aqui.


Leia mais:

A indiferença e a renovação da Igreja no centro da Mensagem do Papa para a Quaresma-2015

Eu vim para servir!, por Dom Orani João Tempesta, Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro


Fonte da imagem:
http://www.cnbb.org.br/campanhas-1/fraternidade/15079-cnbb-publica-texto-base-da-cf-2015

sábado, 1 de novembro de 2014

Diretório da Liturgia - 2015



O novo Diretório da Liturgia e da Organização da Igreja no Brasil para o ano de 2015 já se encontra à venda nas livrarias católicas, podendo ser adquirido diretamente nas Edições CNBB.

As Edições CNBB disponibilizam também o Diretório da Liturgia na versão espiral e de bolso.

Ano litúrgico da Igreja não é igual ao ano civil. 

O ano civil, é claro, começa no dia 1º de janeiro e termina no dia 31 de dezembro. São fixas as datas de início e de término, ao passo que no ano litúrgico a data inicial e a data de término são móveis, ou variáveis. 

O novo Ano Litúrgico, chamado Ano B (São Marcos), começará no dia 29 de novembro de 2014, sábado, com as Vésperas do Primeiro Domingo do Advento (que cai no dia 30 de novembro de 2014), e terminará no dia 28 de novembro de 2015, sábado, antes das Vésperas do Primeiro Domingo do Advento do Ano C - São Lucas (que cairá no dia 29 de novembro de 2015).

Como se vê, o Tempo de Advento, do Natal e parte do Tempo Natalino do Ano B - São Marcos ainda estão regulados pelo Diretório da Liturgia - 2014 (páginas 192 a 209). 

Mais coerente com o calendário litúrgico, seria melhor que o Diretório da Liturgia regulasse, por inteiro, em um só volume, o Ano Litúrgico desde o seu início até o seu término. 

Cuida-se de livro importante para a vida da Igreja no Brasil, desde capelas, paróquias, catedrais até pessoas comuns do povo interessadas na orientação diária quanto à liturgia das horas e da própria liturgia eucarística. 

A apresentação do Diretório da Liturgia é feita por Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Brasília e Secretário Geral da CNBB. 

Fonte da imagem:
http://www.edicoescnbb.com.br/loja/produto-302647-2536-diretorio_liturgico_2015_brochura

sábado, 5 de abril de 2014

Cuidar a Liturgia

 Leitura bem feita dá gosto de ouvir (padre Enio José Rigo)


O padre Enio José Rigo escreveu para Liturgia em Mutirão III, da CNBB, artigo sobre o Cuidar a Liturgia. Li-o e o considero muito bom pela sua praticidade e objetividade.

Nele se encontrarão elementos, e importantes, para a realização das celebrações litúrgicas, desde a acolhida, passando pela coleta na missa, até a formação de equipe de celebração.

O artigo é finalizado com estas expressivas palavras:
Quem ama não deixa que só “a fulana e o fulano” carreguem o peso sozinho. Quem ama dá um jeito e ajeita. Que não ama arruma desculpa e se justifica, lava as mãos. Quem ama, encara o desafio com fé, e ajuda a convencer a si e a outros que ajudar é a melhor maneira de amar.
Isso e muito mais pode mais pode  ser lido em Cuidar a Liturgia, clicando aqui.


Leia mais:

Os folhetos de Missa e as leituras bíblicas


Fonte da imagem:
http://www.santoafonso.com/?PG=detalhacms&cod_cms=31

sexta-feira, 21 de março de 2014

Padre J. B. Libanio: Migração e tráfico de seres humanos

As pessoas fogem da vida dura e penosa do campo. Não têm as comodidades que a vitrine da cidade ostenta. Nas cidades, o trabalho, o melhor salário, as cores e luzes do consumismo e do prazer, as possibilidades culturais, a experiência de liberdade seduzem altamente. E as migrações aumentam. (Padre J. B. Libanio)


O Padre João Batista Libanio, com seu olhar de teólogo, deixou-nos um precioso artigo sobre a migração e o tráfico de seres humanos publicado em 16/4/2010.

A Campanha da Fraternidade de 2014 (CF-2014), que tem como tema "Fraternidade e Tráfico Humano", acaba de coincidir com a mesma preocupação que já tivera o Padre Libanio, em abril de 2010, ao escrever o artigo "Migração e tráfico de seres humanos".

Por sua pertinência com a CF-2014, reproduzo, em sua inteireza, o artigo:

Migração e tráfico de seres humanos
A migração data do início da hominização. Os primeiros humanos se nomadizaram. Iam à cata de frutos selvagens e de caça. Esgotavam-se esses recursos, caminhavam então para frente. Assim viveram milhões de anos. Por volta dos anos 8000 a.C., acontece a revolução agrícola. O nômade se fixa no cultivo da terra e na domesticação de animais para o trabalho. Tal fato provoca o sedentarismo com moradia fixa em aldeias.
Daí para frente a migração e a estabilidade disputam as pessoas. Sempre houve aventureiros que se lançaram a navegar pelos oceanos e a caminhar pelas terras. A sociedade rural, porém, manteve certa estabilidade. Vivia-se onde se trabalhava. As grandes movimentações aconteciam em momentos de catástrofes.
A revolução industrial desequilibrou a balança. Demandava mão de obra e começava a formar aglomerados urbanos. Esses atraiam cada vez mais os camponeses que migraram massivamente para as cidades. Até hoje o fenômeno continua. No Brasil, as metrópoles incham desordenadamente com o êxodo rural.
Somam vários fatores. As pessoas fogem da vida dura e penosa do campo. Não têm as comodidades que a vitrine da cidade ostenta. Nas cidades, o trabalho, o melhor salário, as cores e luzes do consumismo e do prazer, as possibilidades culturais, a experiência de liberdade seduzem altamente. E as migrações aumentam.
O sistema capitalista industrial deslocou pessoas do campo, mas, de certa maneira, fixou-as na cidade. O êxodo se fazia contínuo do espaço rural para o urbano. A transformação do capitalismo por obra da eletrônica, informática, alta tecnologia está a produzir outro desequilíbrio. As massas urbanas caem no desemprego. E elas começam a mover-se das regiões, cidades, países e até continentes pobres para outros lugares que acenam para futuro melhor. Os habitantes de países ricos refugam trabalhos braçais, de baixo salário e sujos. Então contratam estrangeiros de países pobres para executá-los. De novo, voltam as migrações já de outra natureza.
Mais: o capitalismo neoliberal aumenta a brecha entre os Mundos Primeiro e Terceiro. Então gera imensas massas de miseráveis que se deslocam à busca de sobrevivência que não encontram onde moram. A Europa e a América do Norte surgem como a meca de tantos famintos. Mas elas cerram as fronteiras reforçando o policiamento contra os migrantes. Imensa tragédia humana que tende a crescer. O sistema econômico comete, ao mesmo tempo, dois crimes. Aumenta o número das vítimas e cerra-lhes as portas de saída.
Soma-se a essa monstruosidade social o nefando tráfico humano sexual que alimenta a vida perversa de grandes centros urbanos tanto nacionais como estrangeiros. Acenam a presas carentes o dinheiro fácil do comércio sexual. E a ética naufraga por todos os lados.


Leia mais:

O legado do padre João Batista Libanio


Fonte do artigo reproduzido:
http://www.jblibanio.com.br/modules/wfsection/article.php?articleid=576

Fonte da imagem:
http://www.domtotal.com.br/colunas/detalhes.php?artId=4058

quarta-feira, 5 de março de 2014

CF-2014: Mensagem do Papa Francisco

A pessoa humana não se deveria vender e comprar como uma mercadoria. (Papa Francisco)


Por ocasião da Campanha da Fraternidade-2014, cuja abertura oficial acontece nesta Quarta-Feira de Cinzas, o Papa Francisco enviou Mensagem aos brasileiros, que, na íntegra, reproduzo:

"MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO
AOS FIÉIS BRASILEIROS
POR OCASIÃO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE DE 2014

Queridos brasileiros

Sempre lembrado do coração grande e da acolhida calorosa com que me estenderam os braços na visita de fins de julho passado, peço agora licença para ser companheiro em seu caminho quaresmal, que se inicia no dia 5 de março, falando-lhes da Campanha da Fraternidade que lhes recorda a vitória da Páscoa: «É para a liberdade que Cristo nos libertou» (Gal 5,1). Com a sua Paixão, Morte e Ressurreição, Jesus Cristo libertou a humanidade das amarras da morte e do pecado. Durante os próximos quarenta dias, procuraremos conscientizar-nos mais e mais da misericórdia infinita que Deus usou para conosco e logo nos pediu para fazê-la transbordar para os outros, sobretudo aqueles que mais sofrem: «Estás livre! Vai e ajuda os teus irmãos a serem livres!». Neste sentido, visando mobilizar os cristãos e pessoas de boa vontade da sociedade brasileira para uma chaga social qual é o tráfico de seres humanos, os nossos irmãos bispos do Brasil lhes propõem este ano o tema “Fraternidade e Tráfico Humano”. 

Não é possível ficar impassível, sabendo que existem seres humanos tratados como mercadoria! Pense-se em adoções de criança para remoção de órgãos, em mulheres enganadas e obrigadas a prostituir-se, em trabalhadores explorados, sem direitos nem voz, etc. Isso é tráfico humano! «A este nível, há necessidade de um profundo exame de consciência: de fato, quantas vezes toleramos que um ser humano seja considerado como um objeto, exposto para vender um produto ou para satisfazer desejos imorais? A pessoa humana não se deveria vender e comprar como uma mercadoria. Quem a usa e explora, mesmo indiretamente, torna-se cúmplice desta prepotência» (Discurso aos novos Embaixadores, 12 de dezembro de 2013). Se, depois, descemos ao nível familiar e entramos em casa, quantas vezes aí reina a prepotência! Pais que escravizam os filhos, filhos que escravizam os pais; esposos que, esquecidos de seu chamado para o dom, se exploram como se fossem um produto descartável, que se usa e se joga fora; idosos sem lugar, crianças e adolescentes sem voz. Quantos ataques aos valores basilares do tecido familiar e da própria convivência social! Sim, há necessidade de um profundo exame de consciência. Como se pode anunciar a alegria da Páscoa, sem se solidarizar com aqueles cuja liberdade aqui na terra é negada?

Queridos brasileiros, tenhamos a certeza: Eu só ofendo a dignidade humana do outro, porque antes vendi a minha. A troco de quê? De poder, de fama, de bens materiais… E isso – pasmem! – a troco da minha dignidade de filho e filha de Deus, resgatada a preço do sangue de Cristo na Cruz e garantida pelo Espírito Santo que clama dentro de nós: «Abbá, Pai!» (cf. Gal 4,6). A dignidade humana é igual em todo o ser humano: quando piso-a no outro, estou pisando a minha. Foi para a liberdade que Cristo nos libertou! No ano passado, quando estive junto de vocês afirmei que o povo brasileiro dava uma grande lição de solidariedade; certo disso, faço votos de que os cristãos e as pessoas de boa vontade possam comprometer-se para que mais nenhum homem ou mulher, jovem ou criança, seja vítima do tráfico humano! E a base mais eficaz para restabelecer a dignidade humana é anunciar o Evangelho de Cristo nos campos e nas cidades, pois Jesus quer derramar por todo o lado vida em abundância (cf. Evangelii gaudium, 75). 

Com estes auspícios, invoco a proteção do Altíssimo sobre todos os brasileiros, para que a vida nova em Cristo lhes alcance, na mais perfeita liberdade dos filhos de Deus (cf. Rm 8,21), despertando em cada coração sentimentos de ternura e compaixão por seu irmão e irmã necessitados de liberdade, enquanto de bom grado lhes envio uma propiciadora Bênção Apostólica.

Vaticano, 25 de fevereiro de 2014.

Franciscus PP. "


Muitas coisas sobre a pessoa humana Francisco já as enfrentou na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, e também estas palavras do Papa concorrem para encorpar o tema da Campanha da Fraternidade de 2014 (Fraternidade e Tráfico Humano):

“Sempre me angustiou a situação das pessoas que são objecto das diferentes formas de tráfico. Quem dera que se ouvisse o grito de Deus, perguntando a todos nós: «Onde está o teu irmão?» (Gn 4, 9). Onde está o teu irmão escravo? Onde está o irmão que estás matando cada dia na pequena fábrica clandestina, na rede da prostituição, nas crianças usadas para a mendicidade, naquele que tem de trabalhar às escondidas porque não foi regularizado? Não nos façamos de distraídos! Há muita cumplicidade... A pergunta é para todos! Nas nossas cidades, está instalado este crime mafioso e aberrante, e muitos têm as mãos cheias de sangue devido a uma cómoda e muda cumplicidade.” (n. 211)


Leia mais:

Iniciemos a Quaresma, por Dom Orani João Tempesta


Fonte da Mensagem reproduzida:
http://www.vatican.va/holy_father/francesco/messages/pont-messages/2014/documents/papa-francesco_20140225_messaggio-fraternita_po.html

Fonte da imagem:
http://regiaoipiranga.com.br/brasil-e-fonte-e-destino-do-trafico-humano-segundo-oim.html

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Campanha da Fraternidade-2014



Como sempre o faz, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB lançou, para a Quaresma-2014, a Campanha da Fraternidade centrada no tema "Fraternidade e Tráfico Humano", cujo lema, extraído da passagem da Carta do Apóstolo Paulo, "É para a liberdade que Cristo nos libertou" (Gl 5,1).

A Bíblia, na tradução da CNBB, registra, assim, a passagem paulina da Carta aos Gálatas: É para a liberdade que Cristo nos libertou. Ficai firmes e não vos deixeis amarrar de novo ao jugo da escravidão (Gl 5,1).

A segunda parte do versículo exorta a não se deixar tomar pela passividade, mas, antes, exige firmeza e vigilância. É o deixar-se conduzir pelo Espírito. E o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, bondade, benevolência, fé, mansidão e domínio de si (Gl 5, 22-23).

Conforme divulgação da CNBB, reproduzo, para a compreensão, os esclarecimentos sobre o significado do cartaz da Campanha: 

"Entenda o significado do cartaz:

1-O cartaz da Campanha da Fraternidade quer refletir a crueldade do tráfico humano. As mãos acorrentadas e estendidas simbolizam a situação de dominação e exploração dos irmãos e irmãs traficados e o seu sentimento de impotência perante os traficantes. A mão que sustenta as correntes representa a força coercitiva do tráfico, que explora vítimas que estão distantes de sua terra, de sua família e de sua gente.

2-Essa situação rompe com o projeto de vida na liberdade e na paz e viola a dignidade e os direitos do ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus. A sombra na parte superior do cartaz expressa as violações do tráfico humano, que ferem a fraternidade e a solidariedade, que empobrecem e desumanizam a sociedade.

3-As correntes rompidas e envoltas em luz revigoram a vida sofrida das pessoas dominadas por esse crime e apontam para a esperança de libertação do tráfico humano. Essa esperança se nutre da entrega total de Jesus Cristo na cruz para vencer as situações de morte e conceder a liberdade a todos. “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5, 1), especialmente os que sofrem com injustiças, como as presentes nas modalidades do tráfico humano, representadas pelas mãos na parte inferior.

4-A maioria das pessoas traficadas é pobre ou está em situação de grande vulnerabilidade. As redes criminosas do tráfico valem-se dessa condição, que facilita o aliciamento com enganosas promessas de vida mais digna. Uma vez nas mãos dos traficantes, mulheres, homens e crianças, adolescentes e jovens são explorados em atividades contra a própria vontade e por meios violentos. (Fonte: CF 2014)."

A meu ver, a Campanha da Fraternidade de 2014 e Mensagem para a Quaresma de 2014 guardam proximidade de unicidade. Tanto os Bispos (CNBB) quanto o Papa partem das palavras do Apóstolo Paulo (Gl 5,1 e 2 Cor 8,9 respectivamente) para desenvolver os objetivos para a Quaresma, todos centrados na promoção da pessoa humana numa perspectiva bíblica.

Confira a partitura do Hino da Campanha da Fraternidade (CF-2014), clicando aqui.

E abaixo, um vídeo da CF-2014:




Leia mais:

Tráfico de pessoas. Vergonha, por Dom Odilo Pedro Scherer

Preparemos a Quaresma, por Dom Orani João Tempesta


Fonte da imagem:
http://www.cnbb.org.br/campanhas-1/fraternidade/12900-cnbb-divulga-cartaz-e-os-subsidios-da-campanha-da-fraternidade-2014-fraternidade-e-trafico-humano

sábado, 30 de novembro de 2013

Diretório da Liturgia - 2014



O novo Diretório da Liturgia e da organização da Igreja no Brasil para o ano de 2014 já se encontra à venda nas livrarias católicas, podendo ser adquirido diretamente nas Edições CNBB. Neste ano, as Edições CNBB disponibilizam também o Diretório da Liturgia em edição de bolso.

Ano litúrgico da Igreja não é igual ao ano civil. O ano civil, é claro, começa no dia 1º de janeiro e termina no dia 31 de dezembro. São fixas as datas de início e de término, ao passo que no ano litúrgico a data inicial e a data de término são móveis, ou variáveis.

O novo Ano Litúrgico, chamado Ano A (São Mateus), começará no dia 30 de novembro de 2013, sábado, com as Primeiras Vésperas do Primeiro Domingo do Advento (que cai no dia 1º de dezembro de 2013), e terminará no dia 29 de novembro de 2014, sábado, antes das Primeiras Vésperas do Primeiro Domingo do Advento do Ano Litúrgico B - São Marcos (que cairá no dia 30 de novembro de 2014).

Como se vê, o Ano Litúrgico A (São Mateus) tem todo o Tempo de Advento, Natal e parte do Tempo Natalino ainda regulados pelo Diretório da Liturgia - 2013 (páginas 189 a 204).

Mais coerente com o calendário litúrgico, seria melhor que o Diretório da Liturgia regulasse, por inteiro, em um só volume, o Ano Litúrgico desde o seu início até o seu término.

Cuida-se de livro importante para a vida da Igreja no Brasil, desde capelas, paróquias, catedrais até pessoas comuns do povo interessadas na orientação diária quanto à liturgia das horas e da própria liturgia eucarística.

A apresentação do Diretório da Liturgia é feita por Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Brasília e Secretário Geral da CNBB.


Fonte da imagem:
http://www.edicoescnbb.com.br/loja/produto-302647-2273-

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Mensagem de Bento XVI para a Campanha da Fraternidade - 2013



O Papa Bento XVI enviou à Igreja, no Brasil, a Mensagem por ocasião da Campanha da Fraternidade de 2013, cujo texto em português pode ser lido aqui

É interessante e oportuno notar que o Papa, ao se reportar ao Discurso aos jovens brasileiros, está fazendo presentes aqueles belos dias da sua visita ao Brasil, especialmente o encontro com os jovens no Estádio Municipal do Pacaembu, em São Paulo, na noite do dia 10 de maio de 2007.


Fonte da imagem:
http://www.diocese-sjc.org.br/bento-xvi-envia-mensagem-aos-brasileiros-no-inicio-da-campanha-da-fraternidade/

sábado, 26 de janeiro de 2013

Campanha da Fraternidade-2013 e Jornada Mundial da Juventude-2013


cartaz_CF_2013

Dois eventos católicos, com temas que se complementam acontecem no Brasil, em 2013. A Campanha da Fraternidade (CF-2013), de natureza nacional, e a Jornada Mundial da Juventude (JMJ-2013), de cunho internacional. Estes acontecimentos são enriquecidos com o Ano da Fé, que começou em 11 de outubro de 2012, no cinquentenário da abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II e vigésimo aniversário da promulgação do Catecismo da Igreja Católica, e vai até 24 de novembro de 2013, na Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo.

A CF-2013 tem como tema Fraternidade e Juventude e como lema Eis-me aqui, envia-me! (Is 6,8). A Campanha será lançada no dia 13 de fevereiro de 2013, quarta-feira de Cinzas (início do Tempo da Quaresma). A CF-2013 se prolonga pelo Tempo da Quaresma e termina no dia 24 de março de 2013 (Domingo de Ramos da Paixão do Senhor). Leia e acompanhe no portal da CF 2013.

A JMJ-2013 será realizada de 23 a 28 de julho de 2013, na cidade do Rio de Janeiro (Brasil). Contará com jovens do Brasil e de todas as partes do mundo. O Papa Bento XVI será o grande peregrino e anfitrião desse encontro mundial da juventude. Leia e acompanhe no portal da JMJ Rio 2013.

Em ambos os eventos, a missionariedade (apostolado dos leigos) está em evidência. E também o conhecimento da e o seu amadurecimento.



Leia mais:





Fonte da primeira imagem:
http://www.cnbb.org.br/site/campanhas/fraternidade/11121-campanha-da-fraternidade-sera-lancada-no-dia-13-de-fevereiro

Fonte da segunda imagem:
http://www.rio2013.com/pt/noticias/detalhes/202/logomarca-oficial-da-jmj-rio2013-conceito

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Diretório da Liturgia - 2013



O novo Diretório da Liturgia e da organização da Igreja no Brasil para o ano de 2013 já se encontra à venda nas livrarias católicas, podendo ser adquirido diretamente nas Edições CNBB.

Ano litúrgico da Igreja não é igual ao ano civil. O novo Ano Litúgico, chamado Ano "C" (Lucas), começará com as Vésperas (tarde de sábado do dia 1º/12/12) do Primeiro Domingo do Advento (que cai no dia 2 de dezembro de 2012), e terminará antes das Vésperas (antes da tarde de sábado do dia 30/11/13) do Primeiro Domingo do Advento do Ano Litúrgico "A" - Mateus (que cairá no dia 1º de dezembro de 2013).

Como se vê, o Ano Litúrgico "C" (Lucas) tem todo o Tempo de Advento, Natal e parte do Tempo Natalino ainda regulados pelo Diretório da Liturgia - 2012.

O ano civil, é claro, começa no dia 1º de janeiro e termina no dia 31 de dezembro. São fixas as datas de início e de término, ao passo que no ano litúrgico a data inicial e a data de término são variáveis.

Mais coerente com o calendário litúrgico, seria melhor que o Diretório da Liturgia regulasse, por inteiro, em um só volume, o Ano Litúrgico desde o seu início até o seu término.

Cuida-se de livro importante para a vida da Igreja no Brasil, desde capelas, paróquias, catedrais até pessoas comuns do povo interessadas na orientação diária quanto à liturgia das horas e da própria liturgia eucarística.

A apresentação do Diretório da Liturgia é feita por Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Brasília e Secretário Geral da CNBB.


Fonte da imagem:
http://www.edicoescnbb.com.br/loja/produto-302647-1851-diretorio_da_liturgia_2013_brochura

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Ainda: Anencefalia



Sobre o tema da interrupção da gravidez de anencéfalos, votado recentemente pelo Supremo Tribunal Federal - STF, pareceu-me elucidativo trazer à memória o post do Blog do Cláudio Fonteles sob o título "A propósito da Anencefalia", cujo texto pode ser lido aqui.

Como é sabido, o STF votou em proveito da interrupção da gravidez de anencéfalos, com oito votos a favor e dois contra. Estes dos ministros Cezar Peluso (então presidente do STF) e Ricardo Lewandowski (clique na foto acima e veja-a em tamanho maior).




Fonte da imagem:
http://noticias.uol.com.br/saude/album/1204_julgamento_frases_album.htm#fotoNav=12

quinta-feira, 22 de março de 2012

Dia Mundial da Água



O "Dia Mundial da Água", criado pela Organização das Nações Unidas - ONU, está sendo comemorado  hoje, dia 22 de março, quinta-feira, cuja mensagem do Secretário-Geral Ban Ki-moon pode ser lida aqui.

A Igreja no Brasil, pela Conferência Nacional dos Bispos - CNBB, deu um forte recado com a Campanha da Fraternidade 2004, cujo o tema foi Fraternidade e água e com o lema Água, fonte de vida.

O Papa Bento XVI lançou no último domingo (dia 18/3) um apelo pelo "uso responsável da água em prol das gerações futuras", conforme noticiado pela Rádio Vaticana.


Leia mais:



Fonte da imagem: 
http://www.onu.org.br/dia-mundial-da-agua-22-de-marco-de-2012/

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Campanha da Fraternidade - 2012



A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB, pelo seu secretário geral Dom Leonardo Ulrich Steiner, abrirá na Quarta-Feira de Cinzas, dia 22 de fevereiro de 2012, a Campanha da Fraternidade 2012, que coincide com o início do Tempo da Quaresma do Ano B - São Marcos, ou Quaresma - 2012.

A CF-2012 tem como tema Fraternidade e Saúde Pública e como lema Que a saúde se difunda sobre a terra (cf. Eclo 38,8).

A CF-2012 focaliza assunto que diz respeito à toda sociedade brasileira, com fundamentação bíblica no Livro Eclesiástico, ou Sirácida (Ben Sira), no capítulo 38, versículo 8.

Afinal, que a saúde, o bem-estar, sejam para todos, sejam difundidos sobre a face da terra (Eclo 38,8).


Fonte da imagem:
http://www.cnbb.org.br/site/campanhas/fraternidade/8726-campanha-da-fraternidade-sobre-saude-publica-sera-aberta-na-quarta-feira-de-cinzas

sábado, 7 de janeiro de 2012

Missa da Epifania - Bento XVI



Ainda no contexto do Tempo do Natal, o Papa Bento XVI presidiu na sexta-feira, dia 6 de janeiro, a celebração da Missa da solenidade da Epifania do Senhor, em que Deus revela seu Filho às nações.

No Brasil, por não ser dia de preceito, a solenidade da Epifania é celebrada no domingo, entre 2 e 8 de janeiro, conforme determinação da CNBB. Neste ano de 2012, a celebração da Epifania será amanhã, dia 8/1 (domingo), começando com as vésperas do dia precedente.

O Evangelho da solenidade (Mt 2, 1-12), relata que alguns magos do Oriente vieram adorar o rei dos judeus que acabara de nascer. Neles, Jesus se manifesta a todos povos. A Luz veio para todos. 

Voltando à celebração papal, Bento XVI conferiu durante a Missa a Ordenação Episcopal a dois sacerdotes. E o Papa faz um paralelo entre os Magos do Oriente que vão à frente e inauguram o caminho dos povos para Cristo e a missão dos Bispos.

"A Epifania é uma festa da luz" - assim começa a homilia de Bento XVI. 

Adiante continua: "Sim, veio ao mundo Aquele que é a Luz verdadeira, Aquele que faz com que os homens sejam luz. Dá-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus (cf. Jo 1, 9.12). Para a liturgia, o caminho dos Magos do Oriente é só o início de uma grande procissão que continua ao longo da história inteira. Com estes homens, tem início a peregrinação da humanidade rumo a Jesus Cristo: rumo àquele Deus que nasceu num estábulo, que morreu na cruz e, Ressuscitado, permanece conosco todos os dias até ao fim do mundo (cf. Mt. 28, 20)."

A homilia fornece alguns contornos para a compreensão do que sejam os Magos do Oriente, fazendo o próprio Papa esta pergunta: "Que tipo de homens eram os Magos?"

A resposta a essa pergunta, bem como a comparação entre os Magos do Oriente e a missão dos Bispos e muito mais você encontrará na homilia proferida por Bento XVI na Missa da solenidade da Epifania do Senhor celebrada no dia 6 de janeiro de 2012, na Basílica de São Pedro.

Homília em português e vídeo podem ser conferidos aqui.


Fonte da imagem:
http://es.wikipedia.org/wiki/Giotto

domingo, 18 de dezembro de 2011

Diretório da Liturgia - 2012


O novo Diretório da Liturgia e da organização da Igreja no Brasil 2012 - Ano B - São Marcos, além de ser encontrado na própria editora - Edições CNBB -, está à venda nas livrarias católicas.

Cuida-se de livro importante para a vida da Igreja no Brasil, desde capelas, paróquias, catedrais até pessoas comum do povo interessadas na orientação diária quanto à liturgia das horas e da própria liturgia eucarística.

A apresentação do Diretório é feita por Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM, Bispo da Prelazia de São Félix do Araguaia e Secretário Geral do CNBB.

Ano litúrgico da Igreja não é igual ao ano civil. O ano litúgico atual, chamado Ano "B", começou com o primeiro Domingo do Advento, no dia 27 de novembro de 2011, e terminará com o sábado seguinte à Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo (último Domingo do Tempo Comum), em 1º de dezembro de 2012. Nesse sentido, o ano litúrgico corrente tem todo o Tempo de Advento, Natal e parte do Tempo Natalino ainda regulado pelo Diretório da Liturgia - 2011.

O ano civil, é claro, começa no dia 1º de janeiro e termina no dia 31 de dezembro. É sempre fixo, ao passo que no ano litúrgico a data inicial e a data de término variam.

Mais coerente com o calendário litúrgico, seria melhor que o Diretório da Liturgia regulasse, por inteiro, em um só volume, o ano litúrgico desde o seu início até o seu término.


Fonte da imagem:
http://www.edicoescnbb.com.br/site/product_info.php?products_id=367&osCsid=u1aso2c16jngni4v4ls9hm7ts3 

domingo, 11 de setembro de 2011

Concílio Vaticano II fica e seus protagonistas se vão



Com o falecimento de Dom Clemente José Carlos Isnard, 94 anos, bispo emérito da Diocese de Nova Friburgo (RJ) e ex-vice presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB, o Concílio Ecumênico Vaticano II (1962-1965) perdeu mais de um dos seus padres conciliares, protagonistas da abertura da Igreja para o mundo e do retorno da liturgia às suas fontes.

Dom Clemente Isnard, ordenado bispo em 25 de julho de 1960, participou das sessões do Concílio Vaticano II, com acentuada atuação na área da liturgia. Sobre o papel desempenhado por Dom Clemente na liturgia da Igreja no Brasil já o tratamos aqui.

A quem queira aprofundar-se sobre o Concílio Ecumênico Vaticano II, ou mais especificamente acerca da participação dos prelados brasileiros, a tese de doutoramento do Pe. José Oscar Beozzo é, por certo, o documento indicado, de muita pesquisa e de valia histórica, com 463 páginas, sob o título "Padres conciliares brasileiros no Vaticano II: participação e prosopografia 1959-1965".


Leia mais:

Dom Clemente Isnard, por Dom Luiz Demétrio Valentini


Fonte da imagem: http://seminariodenovafriburgo.blogspot.com/p/diocese.html