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domingo, 9 de janeiro de 2011

Morre Dom Manoel Pestana Filho



Dom Manoel Pestana Filho, que já andava com a saúde bem debilitada, faleceu ontem (dia 8), pela manhã, em Santos, sua cidade natal, onde estava passando férias em visita a seus familiares.

Em Santos, o velório será na Catedral de Santos, bairro Centro, a partir das 8 horas do domingo (dia 9) e, depois da Missa a ser celebrada às 15 horas, o corpo será trasladado para Anápolis.

Em Anápolis, o velório ocorrerá durante toda a segunda-feir
a (dia 10). E às 19 horas do mesmo dia 10, será celebrada Missa de Exéquias na Catedral do Bom Jesus. Logo depois, o sepultamento será realizado na Capela do Santíssimo Sacramento, na Cripta da Catedral do Bom Jesus.

Dom Manoel Pestana Filho era bispo emérito da Diocese de Anápolis, Estado de Goiás.

Conheci o então padre Pestana, depois monsenhor, desde os primeiros anos do seu retorno de Roma, já ordenado sacerdote, lá pelo ano de 1955 aproximadamente. Guardo boas lembranças. Um padre atencioso, calmo, estudioso e muito culto.

Um santo Bispo!



Leia mais:

O primeiro bispo nascido em Santos

Roma: discurso de Dom Manoel Pestana Filho, bispo emérito de Anápolis, em conferência sobre Fátima.

Fratres in Unum entrevista Dom Manoel Pestana Filho, bispos emérito de Anápolis (Goiás).

Morre o bispo emérito de Anápolis, dom Manoel Pestana Filho


Fonte da primeira imagem:
http://www.novomilenio.inf.br/santos/h0348b.htm

Fonte da segunda imagem:
http://atanasiano.blogspot.com/

sábado, 26 de maio de 2007

Círio Pascal: Eis a luz de Cristo!

A palavra círio provém da língua latina, cereus – “de cera”, “feito de cera”. É uma vela grande de cera. O círio simboliza a luz. Mas nem toda vela grande é Círio Pascal.

Círio Pascal - podemos dizer - é uma grande vela (maior em altura e diâmetro), feita de cera natural, novo a cada ano, único, que, preparado ritualmente na noite santa da Vigília Pascal (Sábado Santo) como previsto no Missal Romano, evoca que Cristo Ressuscitado é a luz do mundo. O Círio é aceso com o fogo novo, que é aquele fogo bento, da fogueira preparada na noite da Vigília.

As velas da procissão são acesas no fogo do Círio Pascal, no simbolismo de que do Cristo procede a luz que ilumina a todos.

Não é, pois, uma simples vela, cuja luz dele depende. O simbolismo do Círio Pascal permeia a vida da Igreja - povo de Deus - posto que ele toca o fundamento primeiro da fé cristã: a ressurreição.

O Círio Pascal é colocado no presbitério junto do ambão ou perto do altar. Deste lugar, aceso, está o Círio Pascal, símbolo do Cristo ressuscitado, atestando simbolicamente a Ressurreição.

O Círio Pascal é aceso em todas as celebrações litúrgicas (ao menos, nas mais solenes), tanto na Missa quanto em Laudes e Vésperas (Liturgia das Horas), até o Domingo de Pentecostes.

Depois da celebração do Domingo de Pentecostes, o Círio Pascal é apagado, colocado no batistério e nele conservado. Passará a ser aceso na celebração do batismo e na sua chama será acesa a vela dos batizados. Será aceso também na celebração das exéquias e deverá ser colocado junto do féretro, “para indicar que a morte é para o cristão a sua verdadeira Páscoa.” (Congregação do Culto Divino, Carta sobre a preparação e a celebração das festas pascais, de 16 de janeiro de 1988, n. 99).

O Diretório da Liturgia (2007, Ano C, São Lucas), da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB, prevê que: “Terminado, depois das Vésperas e Completas, o Tempo Pascal, convém guardar o Círio pascal, com veneração, no Batistério, para nele acender as velas dos batizados” (pág. 106).

Voltemos o olhar ao passado. Lá, na Velha Aliança (livro do Êxodo 13, 21-22) vamos encontrar a coluna de fogo, tomado como sugestivo símbolo do Círio Pascal. O povo da Velha Aliança tem pressa: precisa se distanciar da terra da escravidão (Egito). Então, caminha dia e noite no deserto rumo à Terra Prometida. E o Senhor se faz companheiro da caminhada. O Senhor como que se esconde nas colunas, seja na de nuvem seja na de fogo; e, com a sua presença, indica o caminho, e com a luz, permite ao povo vencer a escuridão. “O Senhor os precedia, de dia, numa coluna de nuvem, para lhes mostrar o caminho; de noite, numa coluna de fogo para iluminar, a fim de que pudessem andar de dia e de noite. De dia não se afastava do povo a coluna de nuvem, nem de noite a coluna de fogo” (Ex 13, 21-22).

O Círio Pascal evoca que a Cristo pertencem o tempo e a eternidade (Alfa e Ômega): Caminho, Verdade e Vida.

Eis a luz de Cristo!