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domingo, 12 de abril de 2020

Feliz e Santo Domingo da Páscoa na Ressurreição do Senhor !


Ressuscitei, ó Pai, e sempre estou contigo:
pousaste sobre mim a tua mão,
tua sabedoria é admirável, aleluia!
(Missa do Dia, Antífona da entrada, in Missal Romano, 2ª edição típica para o Brasil, p. 295)





Eu sou o caminho, a verdade e a vida


Feliz e Santo Domingo da Páscoa na Ressurreição do Senhor !




Fonte da imagem:
https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2019-09/dom-dal-toso-pom-mundo-precisa-salvacao-cristo-jornadas-teologia.html

sábado, 20 de abril de 2019

Feliz e Santa Páscoa do Senhor !

O centurião e os que com ele guardavam Jesus, vendo o tremor de terra e o que estava a acontecer, ficaram apavorados e disseram: «Este era verdadeiramente o Filho de Deus!» (Mt 27,54)





Feliz e Santa Páscoa do Senhor !




Fonte da imagem:
https://www.portadeassis.com.br/publicacoes/artigos/18187-quaresma-semana-santa-e-pascoa

sábado, 31 de março de 2018

Feliz e Santa Páscoa do Senhor!


Os discípulos fizeram o que Jesus tinha ordenado e prepararam a Páscoa. (Mt 26, 19)




Feliz e Santa Páscoa do Senhor !



Fonte da imagem:
https://lecionario.com/semana-da-páscoa-do-senhor-c6c165e82e10?gi=d762a0cd57b0

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Maria deu à luz, Maria deu-nos a Luz

O povo que caminhava nas trevas viu uma grande luz; para aqueles que habitavam no país da sombra da morte, uma luz resplandeceu. (Is 9,1)




Conhece-se Jesus a partir dos quatro Evangelhos. Pelo viés simplesmente histórico ("Jesus histórico"), recorre-se principalmente aos Evangelhos de Marcos, Mateus e Lucas, chamados sinóticos.

Pondere-se, porém, que Jesus, o Cristo, o Messias, o "Jesus histórico", outro não há senão o dos Evangelhos. A este respeito, depois de fazer indicações metodológicas que distinguem a figura de Jesus no Novo Testamento, Joseph Ratzinger - Bento XVI esclarece:

Para minha representação de Jesus, isto significa, principalmente, que eu confio nos Evangelhos. Naturalmente que se pressupõe tudo o que o Concílio e a moderna exegese nos dizem sobre os gêneros literários, sobre a intenção narrativa, sobre o contexto comunitário dos Evangelhos e o seu falar neste contexto vivo. Então, acolhendo tudo isto - tanto que foi possível -, quis tentar representar o Jesus dos Evangelhos como o Jesus real, como o "Jesus histórico" no sentido autêntico. Estou convencido, e espero que também o leitor possa ver, que esta figura é mais lógica e historicamente considerada mais compreensível do que as reconstruções com as quais fomos confrontados na últimas décadas. Penso que precisamente este Jesus - o dos Evangelhos - é uma figura racional e manifestamente histórica. (Jesus de Nazaré - Primeira Parte - Do Batismo no Jordão à Transfiguração, São Paulo, Planeta, 2007, p. 17)

O estudo dos Evangelhos proporciona, com autoridade, o conhecimento de Jesus. Entretanto, os Evangelhos não são escritos que ficam lá no passado. Ao contrário, são atuais e operantes. Os Evangelhos exercem uma ação atrativa destinando-se a fazer discípulo e a estabelecer uma relação do seu leitor com o Cristo que vive. Ou, nas precisas palavras de Joachim Gnilka:

É evidente que o estudo dos Evangelhos permite conhecer Jesus, tornar-se seu discípulo. Este é o objectivo dos Evangelhos. A sua intenção não é simplesmente evocar acontecimentos históricos, mas estabelecer, em primeiro lugar, uma ligação com o Cristo vivo. É importante que o leitor deste tipo de Evangelho tenha presente que não está diante de material passado, histórico, morto, mas sim com alguém que a pessoa sabe, na fé, que está vivo, que interpela a vida do leitor e que actua na comunidade. (Jesus de Nazaré - Mensagem e história, 1ª edição, Lisboa, Editorial Presença, 1999, p. 312).

Jesus nasceu em dado momento histórico, determinável. O Cardeal Ratzinger, hagiógrafo de Jesus dos Evangelhos, afirma:

Jesus não nasceu nem apareceu em público naquele indefinido "uma vez", típico do mito; mas pertence a um tempo, que pode datar com precisão, e a um ambiente geográfico exatamente definido; o universal e o concreto tocam-se mutuamente. (A infância de Jesus, São Paulo, Planeta, 2012, p. 57)

Pois bem, é no contexto histórico e geográfico indicado no Evangelho de Lucas (Lc 2, 1-14) que Jesus nasceu. E esse Evangelho corresponde ao elenco das leituras da Santa Missa na Noite do Natal do Senhor (Calendário Litúrgico: Ano B - São Marcos), celebrada universalmente na noite do dia 24 de dezembro de 2017.

O Papa Francisco inicia a sua homilia na solene celebração da Santa Missa na Noite do Natal do Senhor (Basílica de São Pedro, 24 de dezembro de 2017), realçando o duplo papel de Maria no nascimento de Jesus:

«Completaram-se os dias de [Maria] dar à luz e teve o seu filho primogênito, que envolveu em panos e recostou numa manjedoura, por não haver lugar para eles na hospedaria» (Lc 2, 6-7). Com esta afirmação simples mas clara, Lucas leva-nos ao coração daquela noite santa: Maria deu à luz, Maria deu-nos a Luz. Uma narração simples para nos entranhar no acontecimento que muda para sempre a nossa história. Tudo, naquela noite, se tornava fonte de esperança.  

A homilia ocupa-se de quatro eixos: luz, esperança, fé e caridade. Repita-se: a homilia papal tem como ponto de partida Maria. A ação de Maria é dupla:

Maria deu à luz, Maria deu-nos a Luz.

A Luz com que somos presenteados por intermédio de Maria é o Cristo, Filho de Deus. Essa grande luz que ilumina a escuridão, que dissipa as trevas, remete-nos ao Mistério da Ressurreição, cujo símbolo é o Círio Pascal.


Leia mais:

Audiência Geral - Quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Qual é o sentido da ressurreição de Jesus para um cristão?


Fonte da imagem:
http://www.centroloyola.puc-rio.br/espiritualidade/retiro-o-caminho-da-luz-rumo-ao-coracao-de-deus/

sábado, 15 de abril de 2017

Feliz e Santa Páscoa do Senhor!


Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá. (Jo 11, 25)




Feliz e Santa Páscoa do Senhor !



Fonte da imagem:
https://padrepauloricardo.org/episodios/aspirai-as-coisas-do-alto-pascoa-do-senhor

domingo, 3 de abril de 2016

A esperança cristã é um dom que Deus nos concede - afirma Papa Francisco



A homilia do Papa Francisco na celebração da Vigília Pascal, 26 de março de 2016, continua contagiando. Num mundo de desesperança, ela chega em boa hora, portando a esperança.

O Papa afirma ser a esperança um dom de Deus. Se assim é, precisamos a Deus pedi-la. Se a temos, a Deus agradecer.

Se a salvação veio para todos, a todos a esperança é acessível. Basta não ficar fechado em si mesmo. Ouçamos nas palavras do Papa:
Também nós, como Pedro e as mulheres, não podemos encontrar a vida, permanecendo tristes e sem esperança e permanecendo aprisionados em nós mesmos. Mas abramos ao Senhor os nossos sepulcros selados - cada um de nós os conhece -, para que Jesus entre e dê vida; levemos-Lhe as pedras dos ressentimentos e os penedos do passado, as rochas pesadas das fraquezas e das quedas. Ele deseja vir e tomar-nos pela mão, para nos tirar para fora da angústia. Mas a primeira pedra a fazer rolar para o lado nesta noite é esta: a falta de esperança, que nos fecha em nós mesmos. O Senhor nos livre desta terrível armadilha: sermos cristãos sem esperança, que vivem como se o Senhor não tivesse ressuscitado e o centro da vida fossem os nossos problemas.
Essa pérola de homilia é um oásis na vida agitada, do corre-corre, do apreço pelas coisas imediatas e sensíveis, da maximização do presente. A homilia cai como presente de Páscoa, para além do túmulo vazio da existência.

Leitura recomendada e o texto completo, em português, pode ser lido aqui.


Fonte da imagem:
http://br.radiovaticana.va/news/2016/03/26/vig%C3%ADlia_pascal_papa_exorta_%C3%A0_esperan%C3%A7a_crist%C3%A3,_dom_de_deus/1218302

domingo, 20 de março de 2016

Tempo Pascal do Ano C - São Lucas (2015-2016)


O ano litúrgico é dinâmico. O Tríduo Pascal, centro do ano litúrgico, dá lugar ao Tempo Pascal.

O Tempo Pascal constitui o período de cinquenta dias entre o Domingo de Páscoa da Ressurreição do Senhor e o Domingo de Pentecostes, a serem celebrados com alegria e exultação, como se fossem um só dia de festa, ou, como diz Santo Atanásio, "como um grande domingo" (cfr. NUALC, n. 22)

No Tempo Pascal, a cor litúrgica é branca.

Entretanto, para o Domingo de Pentecostes, que cairá no dia 15 de maio de 2016, a cor litúrgica é vermelha.

A liturgia do Tempo Pascal deve ser acompanhada pelo Diretório da Liturgia - 2016, às páginas 87 a 109, e pelo Missal Romano (2ª edição típica), às páginas 297 (segunda-feira da Oitava da Páscoa) a 343 (sábado do Sétimo Domingo da Páscoa).

Sobre a espiritualidade para o Tempo Pascal, conferir aqui.


No Tempo Pascal deve-se dar especial atenção ao Círio Pascal. Este, desde a Vigília Pascal, deve permanecer, sem deslocamentos para lá ou cá, no presbitério. Se as condições do presbitério forem favoráveis, o Círio Pascal permanece no candelabro junto do ambão. Ou, como registra o Missal Romano (2ª edição típica para o Brasil), para a celebração da Vigília Pascal:
O diácono coloca o círio pascal no candelabro no centro do presbitério ou junto ao ambão. (p. 273, n. 17)
Eis o que diz o Cerimonial dos Bispos
O círio pascal acende-se em todas as celebrações litúrgicas mais solenes deste tempo, tanto à Missa como em Laudes e Vésperas. (n. 372)
O Círio não é vela de enfeite.

Entre os possíveis modos de acender o Círio, tenho comigo que o uso da chama de uma vela reveste-se de maior proximidade com o rito de acendimento do Círio na Vigília Pascal. Seguramente, esta modalidade é muito mais respeitosa do que lançar mão de fósforos, isqueiros. Então, que tal usar a vela que, com o fogo novo, acendeu o Círio na Vigília Pascal?


Leia mais:

A Teologia do Círio Pascal


Fonte da primeira imagem:
http://www.diocese-sjc.org.br/entrar-no-ritmo-pascal/

Fonte da segunda imagem:
http://sarrabal.blogs.sapo.pt/40250.html

domingo, 29 de março de 2015

Tempo Pascal - Ano B - São Marcos (2014/2015)



O Tempo Pascal começa com o Primeiro Domingo da Páscoa, ou seja, com o Domingo da Páscoa na Ressurreição do Senhor, que cai no dia 5 de abril de 2015, e vai até o Domingo de Pentecostes, no dia 24 de maio de 2015.

O Tempo Pascal deve ser celebrado com alegria e exultação como se fosse um só dia de festa, ou melhor, na expressão de Santo Atanásio, "como um grande domingo" (cfr. Normas Universais do Ano Litúrgico e Calendário Romano Geral, n. 22)

A cor litúrgica do Tempo Pascal é branca. No Domingo de Pentecostes a cor é vermelha.

A liturgia do Tempo Pascal deve ser acompanhada pelo Diretório da Liturgia - 2015, às páginas 89 a 110, e pelo Missal Romano (2ª edição típica), às páginas 293 a 343.

Sobre a espiritualidade para o Tempo Pascal, conferir aqui.


Fonte da imagem:
http://dedico-teomeublog.blogspot.com.br/2012/04/em-tempo-pascal.html

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Semana Santa e Tríduo Pascal do Ano B - São Marcos (2014-2015)

Ele, para cumprir a vossa vontade e reunir um povo santo em vosso louvor, estendeu os braços na hora da sua paixão, a fim de vencer a morte e manifestar a ressurreição. (Oração Eucarística II, Missal Romano, p. 477).


Segundo as Normas Universais do Ano Litúrgico e o Novo Calendário Romano Geral - NALC,

A Semana Santa visa recordar a Paixão de Cristo, desde sua entrada messiânica em Jerusalém (n. 31)

A Semana Santa (Ano B - São Marcos - 2014-2015) começa no 6º Domingo da Quaresma chamado Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor (cf. NALC, n. 30), que cai no dia 29 de março de 2015.

Para o Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor a cor litúrgica é vermelha. Para Segunda, Terça, Quarta e Quinta-Feira Santas (antes da Ceia da Senhor), a cor litúrgica é roxa. Para a Missa vespertina da Ceia do Senhor, na Quinta-Feira Santa, a cor litúrgica é branca. Para a Sexta-Feira Santa e o Sábado Santo, a cor litúrgica é roxa.

Para a Missa da Vigília Pascal, na noite do dia 4 de abril de 2014 (sábado), a cor litúrgica é branca. No dia 5 de abril, Domingo da Páscoa na Ressurreição do Senhor a cor litúrgica é branca.

Na Semana Santa se conclui o Tempo da Quaresma, e nela se compreende todo o Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor.

O sagrado Tríduo Pascal resplandece como o ápice de todo o ano litúrgico (NALC, n. 18). De acordo com as sobreditas Normas Universais do Ano Litúrgico, 

O Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor começa com a Missa vespertina na Ceia do Senhor, possui o seu centro na Vigília Pascal e encerra-se com as Vésperas do domingo da Ressurreição (n. 19).

Para o acompanhamento das celebrações da Semana Santa, conferir o Diretório da Liturgia-2015, às páginas 80 a 89, e o Missal Romano (2ª edição típica para o Brasil), às páginas 220 a 296. 

Sugiro a consulta ao Pequeno Manual para a Semana Santa, do site Presbíteros, clicando aqui.


Leia mais:

Início da Semana Santa e do Tríduo Pascal do Ano C - Lucas (2012-2013)

A superficialidade de fazer da Semana Santa um feriadão pode ser um equívoco


Fonte da imagem:
http://liturgiahoje.blogspot.com.br/2010/04/vigilia-pascal-na-noite-santa.html

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Tempo Pascal - Ano A - São Mateus (2013-2014)


O Tempo Pascal vai desde o Domingo da Ressurreição do Senhor até o Domingo de Pentecostes inclusive. Em outras palavras, para o Ano A - São Mateus (2013-2014), o Tempo Pascal começa no dia 20 de abril e vai o até o dia 8 de junho de 2014 inclusive.

As Normas Universais do Ano Litúrgico e Calendário Romano Geral estabelecem que: Os cinquenta dias entre o domingo da Ressurreição e o domingo de Pentecostes sejam celebrados com alegria e exultação, como se fossem um só dia de festa, ou melhor, como "um grande domingo". É principalmente nesses dias que se canta o Aleluia. (n. 22)

A cor litúrgica é branca. Para o Domingo de Pentecostes (8 de junho de 2014), a cor litúrgica é vermelha.

O Tempo Pascal pode ser acompanhado pelo Diretório da Liturgia - 2014, às páginas 92 a 115. As orações próprias do tempo para as celebrações eucarísticas estão no Missal Romano  (2ª edição típica para o Brasil), às páginas 293 a 343.

Sobre a espiritualidade para o Tempo Pascal pede-se conferir aqui.


Fonte da imagem:
http://capuchinhosbc.org.br/festa-acao-de-deus-e-abertura-humana.html

terça-feira, 25 de março de 2014

Vigília Pascal: símbolos e significado


O padre José Manuel Garcia Cordeiro, ou simplesmente Padre José Cordeiro, hoje Bispo da Diocese Bragança-Miranda (Portugal), escreveu excelente artigo sobre a "Vigília Pascal: símbolos e significado", divulgado pela Agência Ecclesia em abril de 2011.

Aproxima-se a celebração da Vigília Pascal, que Santo Agostinho considera "a mãe de todas as santas vigílias". É, pois, oportuna a leitura do artigo do Padre José Cordeiro que continua atual, cujo texto reproduzo:

Vigília Pascal: símbolos e significado

Celebração central do calendário litúrgico é a mais importante na Igreja Católica


Na noite, em que Jesus Cristo passou da morte à vida, a Igreja convida os seus filhos a reunirem-se em vigília e oração. Na verdade, a Vigília pascal foi sempre considerada a mãe de todas a vigílias e o coração do Ano litúrgico. A sensibilidade popular poderia pensar que a grande noite fosse a noite de Natal, mas a teologia e a liturgia da Igreja adverte que é a noite da Páscoa, «na qual a Igreja espera em vigília a Ressurreição de Cristo e a celebra nos sacramentos» (Normas gerais sobre o Ano litúrgico, 20). No texto do Precónio pascal, chamado o hino “Exsultet” e que se canta nesta celebração, diz-se que esta noite é «bendita», porque é a «única a ter conhecimento do tempo e da hora em que Cristo ressuscitou do sepulcro! Esta é a noite, da qual está escrito: a noite brilha como o dia e a escuridão é clara como a luz». Por isso, desde o início a Igreja celebrou a Páscoa anual, solenidade das solenidades, com um vigília noturna.

A celebração da Vigília pascal articula-se em quatro partes: 1) a liturgia da luz ou “lucernário”; 2) a liturgia da Palavra; 3) a liturgia batismal; 4) a liturgia eucarística.

1) A liturgia da luz consiste na bênção do fogo, na preparação do círio e na proclamação do precónio pascal. O lume novo e o círio pascal simbolizam a luz da Páscoa, que é Cristo, luz do mundo. O texto do precónio evidencia-o quando afirma que «a luz de Cristo (...) dissipa as trevas de todo o mundo» e convida a «celebrar o esplendor admirável desta luz (...) na noite ditosa, em que o céu se une à terra, em que o homem se encontra com Deus!».

2) A liturgia da Palavra propõe sete leituras do Antigo Testamento, que recordam as maravilhas de Deus na história da salvação e duas do Novo Testamento, ou seja, o anúncio da Ressurreição segundo os três Evangelhos sinópticos, e a leitura apostólica sobre o Batismo cristão como sacramento da Páscoa de Cristo. Assim, a Igreja, «começando por Moisés e seguindo pelos Profetas» (Lc 24,27), interpreta o mistério pascal de Cristo. Toda a escuta da Palavra é feita à luz do acontecimento-Cristo, simbolizado no círio colocado no candelabro junto ao Ambão ou perto do Altar.

3) A liturgia batismal é parte integrante da celebração. Quando não há Batismo, faz-se a bênção da fonte batismal e a renovação das promessas do Batismo. Do programa ritual consta, ainda, o canto da ladainha dos santos, a bênção da água, a aspersão de toda a assembleia com a água benta e a oração universal. A Igreja antiga batizava os catecúmenos nesta noite e hoje permanece a liturgia batismal, mesmo sem a celebração do Batismo.

4) A liturgia eucarística é o momento culminante da Vigília, qual sacramento pleno da Páscoa, isto é, a memória do sacrifício da Cruz, a presença de Cristo Ressuscitado, o ápice da Iniciação cristã e o antegozo da Páscoa eterna.

Estes quatro momentos celebrativos têm como fio condutor a unidade do plano de salvação de Deus em favor dos homens, que se realiza plenamente na Páscoa de Cristo por nós. Por consequência, a Ressurreição de Cristo é o fundamento da fé e da esperança da Igreja.

Gostaria de destacar dois elementos expressivos desta solene vigília: a luz e a água.

A Vigília na noite santa abre com a liturgia da luz, evocando a ressurreição de Cristo e a peregrinação de Israel guiado pela coluna de fogo. A liturgia salienta a potência da luz, como o símbolo de Cristo Ressuscitado, no círio pascal e nas velas que se acendem do mesmo, na iluminação progressiva das luzes da igreja, ao acender das velas do altar e com as velas acesas na mão para a renovação das promessas batismais. O símbolo mais iluminador é o círio, que deve ser de cera, novo cada ano e relativamente grande, para poder evocar que Cristo é a luz dos povos. Ao acender o círio pascal do lume novo, o sacerdote diz: «A luz de Cristo gloriosamente ressuscitado nos dissipe as trevas do coração e do espírito» e depois apresenta o círio como «lumen Christi - a luz de Cristo». Quando alguém nasce, costuma-se dizer que «veio à luz» ou que «a mãe deu à luz». Podemos, por isso dizer que a Igreja veio à luz na Páscoa de Cristo. De facto, toda a vida da Igreja encontra a sua fonte no mistério da Páscoa de Cristo.

A água na liturgia é, igualmente, um símbolo muito significativo. «A água é rica de mistério» (R. Guardini). Ela é simples, pura, limpa e desinteressada. Símbolo perfeito da vida, que Deus preparou, ao longos dos tempos, para manifestar melhor o sentido do Batismo. A oração da bênção da água faz memória da ação salvífica de Deus na história através da água. Com efeito, a água é benzida, para que o homem, criado à imagem e semelhança de Deus, «no sacramento do Batismo seja purificado das velhas impurezas e ressuscite homem novo pela água e pelo Espírito Santo». Na tradição eclesial, a fonte batismal é comparada ao seio materno e a Igreja à mãe que dá à luz

O simbolismo fundamental da celebração litúrgica da Vigília é o de ser uma “noite clara”, ou melhor «a noite que brilha como o dia e a escuridão é clara como a luz». Esta noite inaugura o “Hodie - Hoje” da liturgia, como se tratasse de um único dia de festa sem ocaso (o dia da celebração festiva da Igreja que se prolonga pela oitava pascal e pelos cinquenta dias do Tempo pascal), no qual se diz «eis o dia que fez o Senhor, nele exultemos e nos alegremos» (Sl 118).

Padre José Cordeiro, Reitor do Pontifício Colégio Português (Roma)


Na Vigília Pascal, o Círio é um dos símbolos mais expressivos, razão pela qual recomendo a leitura do que já postamos a respeito - Círio Pascal: Eis a luz de Cristo!

Para preparar as celebrações da Semana Santa, inclusive a Vigília Pascal, recomendo, como já postado, a leitura do Pequeno Manual para a  Semana Santa.


Leia mais:

Semana Santa e Tríduo Pascal

A Teologia do Círio Pascal


Fonte do texto reproduzido:
http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=85314

Fonte da primeira imagem:
http://www.pnsps.com.br/2012/04/vigilia-pascal-ano-b.html

Fonte da segunda imagem:
http://www.sbjesus.com.br/o-cirio-pascal/

segunda-feira, 8 de abril de 2013

A retomada das Catequeses do Ano da Fé pelo Papa Francisco



As Catequeses do Ano da Fé, iniciadas por Bento XVI, tiveram prosseguimento pelo Papa Francisco, a partir da Audiência Geral da Quarta-Feira, dia 3 de abril de 2013.

Reproduzo a Catequese proferida pelo Papa Francisco no dia 3 de abril, seguida das saudações aos peregrinos de língua portuguesa.

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"Prezados irmãos e irmãs
Bom dia!

Hoje retomamos as Catequeses do Ano da fé. No Credo nós repetimos esta expressão: «Ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras». É precisamente o acontecimento que estamos a celebrar: a Ressurreição de Jesus, centro da mensagem cristã, que ressoou desde os primórdios e foi transmitido para que chegue até nós. São Paulo escreve aos cristãos de Corinto: «Transmiti-vos primeiramente o que eu mesmo tinha recebido: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras; foi sepultado e ressuscitou no terceiro dia, segundo as Escrituras; depois, apareceu a Cefas e em seguida aos Doze» (1 Cor 15, 3-5). Esta breve confissão de fé anuncia precisamente o Mistério pascal, com as primeiras aparições do Ressuscitado a Pedro e aos Doze: a Morte e a Ressurreição de Jesus são exactamente o coração da nossa esperança. Sem esta fé na morte e na ressurreição de Jesus, a nossa esperança será frágil, mas não será sequer esperança, e precisamente a morte e a ressurreição de Jesus são o coração da nossa esperança. O Apóstolo afirma: «Se Cristo não ressuscitou, a vossa fé é inútil, e ainda viveis nos vossos pecados» (v. 17). Infelizmente, muitas vezes procurou-se obscurecer a fé na Ressurreição de Jesus, e também entre os próprios crentes se insinuaram dúvidas. Um pouco daquela fé «diluída», como dizemos; não é a fé forte. E isto por superficialidade, às vezes por indiferença, preocupados com muitas coisas que se consideram mais importantes que a fé, ou então devido a uma visão apenas horizontal da vida. Mas é precisamente a Ressurreição que nos abre à maior esperança, porque abre a nossa vida e a vida do mundo para o futuro eterno de Deus, para a felicidade plena, para a certeza de que o mal, o pecado e a morte podem ser derrotados. E isto leva a viver com maior confiança as realidades diárias, a enfrentá-las com coragem e compromisso. A Ressurreição de Cristo ilumina com uma luz nova estas realidades quotidianas. A Ressurreição de Cristo é a nossa força! 

Mas como nos foi transmitida a verdade de fé da Ressurreição de Cristo? Há dois tipos de testemunhos no Novo Testamento: alguns têm a forma de profissão de fé, isto é, de fórmulas sintéticas que indicam o âmago da fé; outros, ao contrário, têm a forma de narração do acontecimento da Ressurreição e dos a eventos a ela ligados. O primeiro: a forma da profissão de fé, por exemplo, é aquele que há pouco ouvimos, ou seja, o da Carta aos Romanos, em que são Paulo escreve: «Se com a tua boca professares: “Jesus é o Senhor!”, e no teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo!» (10, 9). Desde os primeiros passos da Igreja, é bem sólida e clara a fé no Mistério de Morte e Ressurreição de Jesus. Hoje, porém, gostaria de meditar sobre o segundo, sobre os testemunhos na forma de narração, que encontramos nos Evangelhos. Antes de tudo, observemos que as primeiras testemunhas deste acontecimento foram as mulheres. De madrugada, elas vão ao sepulcro para ungir o corpo de Jesus e encontram o primeiro sinal: o túmulo vazio (cf. Mc 16, 1). Depois, segue-se o encontro com um Mensageiro de Deus que anuncia: Jesus de Nazaré, o Crucificado, não está aqui, ressuscitou (cf. vv. 5-6). As mulheres são impelidas pelo amor e sabem acolher este anúncio com fé: acreditam e imediatamente transmitem-no; não o conservam para si mesmas, mas transmitem-no. A alegria de saber que Jesus está vivo, a esperança que enche o coração, não podem ser contidas. Isto deveria verificar-se também na nossa vida. Sintamos a alegria de ser cristãos! Acreditemos num Ressuscitado que venceu o mal e a morte! Tenhamos a coragem de «sair» para levar esta alegria e esta luz a todos os lugares da nossa vida! A Ressurreição de Cristo é a nossa maior certeza; é o tesouro mais precioso! Como não compartilhar com os outros este tesouro, esta certeza? Não é somente para nós, devemos transmiti-la, comunicá-la aos outros, compartilhá-la com o próximo. Consiste precisamente nisto o nosso testemunho. 

Outro elemento. Nas profissões de fé do Novo Testamento, como testemunhas da Ressurreição, são recordados apenas homens, os Apóstolos, mas não as mulheres. Isto porque, segundo a Lei judaica daquela época, as mulheres e as crianças não podiam dar um testemunho confiável, credível. Nos Evangelhos, ao contrário, as mulheres desempenham um papel primário, fundamental. Aqui podemos entrever um elemento a favor da historicidade da Ressurreição: se fosse um episódio inventado, no contexto daquele tempo não estaria vinculado ao testemunho das mulheres. Os evangelistas, ao contrário, narram simplesmente o que aconteceu: as primeiras testemunhas são as mulheres. Isto diz que Deus não escolhe segundo os critérios humanos: as primeiras testemunhas do nascimento de Jesus são os pastores, pessoas simples e humildes; as primeiras testemunhas da Ressurreição são as mulheres. E isto é bonito. Esta é um pouco a missão das mulheres: mães e mulheres! Dar testemunho aos filhos e aos pequenos netos, de que Jesus está vivo, é o Vivente, ressuscitou. Mães e mulheres, ide em frente com este testemunho! Para Deus o que conta é o coração, quanto estamos abertos a Ele, se somos filhos que confiam. Mas isto leva-nos a meditar inclusive sobre o modo como as mulheres, na Igreja e no caminho de fé, tiveram e ainda hoje desempenham um papel especial na abertura das portas ao Senhor, no seu seguimento e na comunicação do seu Rosto, pois o olhar de fé tem sempre necessidade do olhar simples e profundo do amor. Os apóstolos e os discípulos têm dificuldade de acreditar. As mulheres não. Pedro corre até ao sepulcro, mas detém-se diante do túmulo vazio; Tomás deve tocar com as suas mãos as chagas do corpo de Jesus. Também no nosso caminho de fé é importante saber e sentir que Deus nos ama, não ter medo de o amar: a fé professa-se com a boca e com o coração, com a palavra e com o amor. 

Depois das aparições às mulheres, seguem-se outras mais: Jesus torna-se presente de modo novo: é o Crucificado, mas o seu corpo é glorioso; não voltou para a vida terrena, mas sim para uma nova condição. No início não o reconhecem, e os seus olhos só se abrem através das suas palavras e dos seus gestos: o encontro com o Ressuscitado transforma, dá uma nova força à fé, um fundamento inabalável. Também para nós existem muitos sinais em que o Ressuscitado se faz reconhecer: a Sagrada Escritura, a Eucaristia, os outros Sacramentos, a caridade, os gestos de amor que trazem um raio de luz do Ressuscitado. Deixemo-nos iluminar pela Ressurreição de Cristo, deixemo-nos transformar pela sua força, para que também através de nós, no mundo, os sinais de morte deixem o lugar aos sinais de vida. Vejo que há muitos jovens na praça. Ei-los! Digo-vos: levai em frente esta certeza: o Senhor está vivo e caminha ao nosso lado na vida. Esta é a vossa missão! Levai em frente esta esperança. Permanecei alicerçados nesta esperança, nesta âncora que está no céu; segurai com força a corda, permanecei ancorados e levai em frente a esperança. Vós, testemunhas de Jesus, deveis levar em frente o testemunho de que Jesus está vivo, e isto dar-nos-á esperança, dará esperança a este mundo um pouco envelhecido devido às guerras, ao mal e ao pecado. Em frente, jovens! 


Saudações

Caríssimos peregrinos de língua portuguesa, em particular ao grupo de brasileiros vindo do Paraná: alegrai-vos e exultai, porque o Senhor Jesus ressuscitou! Deixai-vos iluminar e transformar pela força da Ressurreição de Cristo, a fim de que as vossas existências se tornem um testemunho da vida que é mais forte que o pecado e a morte. Boa Páscoa a todos!

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Fonte da Catequese reproduzida:
http://www.vatican.va/holy_father/francesco/audiences/2013/documents/papa-francesco_20130403_udienza-generale_po.html

Fonte da imagem:
http://brazil.frrole.com/o/dois-homens-de-deus---bento-xvi-e-papa-f-peanisioscj-rio-de-janeiro

terça-feira, 26 de março de 2013

Início do Tempo Pascal do Ano C - Lucas (2012-2013)



Chama-se Tempo Pascal o período de cinquenta dias que vai desde o Domingo da Ressurreição do Senhor (31 de março de 2013) até o Domingo de Pentecostes (19 de maio de 2013). E serão celebrados com alegria e exultação, como se fossem um só dia de festa, ou melhor, na expressão de Santo Atanásio, "como um grande domingo" (cfr. n. 22 das Normas Universais sobre o Ano Litúrgico e o Calendário).

A cor litúrgica desse Tempo é branca. Entretanto, a cor litúrgica do Domingo de Pentecostes é vermelha.

Para a festa de São Marcos Evangelista (dia 25 de abril), de São Felipe e São Tiago Menor Apóstolos (dia 3 de maio) e de São Matias Apóstolo (dia 14 de maio de 2013), a cor litúrgica é vermelha.

Para acompanhar a liturgia desse Tempo Pascal, recomendo a consulta ao Diretório da Liturgia - 2013, nas páginas 84 a 105


Leia mais:



Fonte da imagem:
http://www.usf.edu.br/News97content11225.shtml

quarta-feira, 13 de março de 2013

Início da Semana Santa e do Tríduo Pascal do Ano C - Lucas (2012-2013)



A Semana Santa (também chamada a "Grande Semana" ou a "Semana da Salvação") inicia-se no dia 24 de março de 2013 (Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor) e encerra-se com as Vésperas do Domingo da Ressurreição do Senhor (31 de março de 2013).

O Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor não faz parte do Tempo da Quaresma, mas compõe a Semana Santa.

O Tríduo Pascal começa com a celebração da Missa vespertina da Ceia do Senhor, na Quinta-Feira Santa (28/3/2013), e encerra-se, fechando a Semana Santa, com as Vésperas do Domingo da Ressurreição do Senhor (31/3/2013). 

Sobre as Vésperas do Domingo da Ressurreição do Senhor, a Instrução Geral sobre a Liturgia das Horas, na parte que aqui interessa, dispõe: "As Laudes do Domingo da Ressurreição são rezadas por todos. As Vésperas, convém celebrá-las em forma solene, para festejar a tarde deste dia sagrado e comemorar as aparições do Senhor aos seus discípulos. Onde existir, conserve-se religiosamente o costume tradicional de celebrar, no dia de Páscoa, as Vésperas batismais, com a procissão ao batistério acompanhada do canto dos salmos" (n. 213) - grifei.

Para o Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor (24/3/2013) a cor litúrgica é vermelha e toda a liturgia do próprio do tempo (ou seja, para este Domingo) está no Missal Romano (2ª edição típica, em uso no Brasil) às páginas 220 a 231.

Para Segunda, Terça e Quarta-Feiras da Semana Santa (25, 26 e 27/3/2013) a cor litúrgica é roxa e toda a liturgia do próprio do tempo está no Missal Romano às páginas 232 (Segunda-Feira), 233 (Terça-Feira) e 234 (Quarta-Feira).

Para a Quinta-Feira da Semana Santa (28/3/2013), há duas grandes celebrações. A primeira é na parte da manhã. O Bispo concelebra com o seu presbitério a Missa do Crisma. A cor litúrgica é roxa e a liturgia do próprio do tempo (Missa do Crisma) está no Missal Romano às páginas 235 a 246.

A segunda celebração vem ao cair da tarde dessa mesma Quinta-Feira Santa. Com a celebração da Missa vespertina da Ceia do Senhor começa o Tríduo Pascal. A cor litúrgica é branca e a liturgia do próprio do tempo (Missa vespertina da Ceia do Senhor) está no Missal Romano às páginas 247 a 253.

Para a Sexta-Feira da Semana Santa (29/3/2013) a cor litúrgica é vermelha e toda a liturgia do próprio do tempo está no Missal Romano às páginas 254 a 269. Nesta Sexta-Feira é dia de abstinência e jejum. Ao término da Celebração da Paxão do Senhor (que não é celebração de Missa), todos se retiram em silêncio e o altar é oportunamente desnudado.

Para o Sábado da Semana Santa (30/3/2013) a cor litúrgica é roxa. O Missal Romano (página 269) nada registra como próprio do tempo, isto é, neste dia, nenhuma celebração litúrgica há. No Sábado Santo, a Igreja permanece junto ao sepulcro do Senhor, meditando a sua Paixão e Morte. A Sagrada Comunhão só pode ser dada, se for como viático. O altar permanece desnudado.

Para a Vígilia Pascal (30/3/2013) a cor litúrgica é branca. A Vigília Pascal, que se celebra na noite santa deste Sábado, compõe-se de quatro partes.

Primeira parte começa com a Solene Celebração da Luz (benção do fogo e preparação do círio), Procissão e Proclamação da Páscoa. O próprio do tempo desta primeira parte está no Missal Romano, nas páginas 270 a 278.

Segunda parte compõe-se da Liturgia da Palavra, com sete leituras do Antigo Testamento e duas do Novo Testamento (Epístola e Evangelho). E começa com a exortação do sacerdote (padre) dirigida ao povo (rubrica n. 22 do Missal Romano, página 279). Por razões pastorais, pode-se diminuir o número de leituras do Antigo Testamento para três ou, em situações especiais, para duas, não podendo, porém, ser omitida a leitura do Livro do Êxodo, capítulo 14.

O próprio do tempo desta segunda parte está no Missal Romano, nas páginas 279 a 283.

As leituras e os salmos estão, como se sabe, no Lecionário Dominical. O Evangelho (Lc 24, 1-12) está no Evangeliário, ou, se a comunidade não tiver este livro, usa-se o Lecionário Dominical, onde também  está o Evangelho (Lc 24, 1-12).

Terceira parte compõe-se da Liturgia Batismal e começa com a exortação do sacerdote (padre) dirigida ao povo (uma das exortações previstas na rubrica n. 38 do Missal Romano, página 283).

O próprio do tempo desta terceira parte está contemplada no Missal Romano, nas páginas 283 a 290.

Quarta Parte compõe-se da Liturgia Eucarística, com a Oração sobre as Oferendas (rubrica n. 42 do Missal Romano, página 290), Prefácio da Páscoa I (rubrica n. 41 do Missal Romano, página 421) e Oração Eucarística I ou Cânon Romano (Missal Romano, páginas 469 a 476).

O Rito da Comunhão está nas páginas 500 a 504 do Missal Romano.

Ritos Finais estão na página 505 do Missal Romano.

A Benção Solene da Vigília Pascal e dia de Páscoa está nas páginas 522 a 523 do Missal Romano (rubrica n. 6).

Os seguintes livros litúrgicos fazem-se necessários: Missal Romano (No Brasil, a 2ª edição típica em vigor), Lecionários (Dominical e Ferial ou Semanal) e Evangeliário.

Para acompanhar a Semana Santa, incluindo evidentemente o Tríduo Pascal, recomendo a consulta ao Diretório da Liturgia - 2013, às páginas 76 a 84.

Por fim, sugiro a leitura do "Pequeno Manual para a Semana Santa" - do site Presbíteros, que considero muito bom e prático, cujo texto pode ser lido clicando aqui.



Feliz e Santa Páscoa do Senhor!


Leia mais:

Semana Santa: fonte de resistência e esperança, por Pe. João Batista Libânio

O tríduo pascal


Fonte da primeira imagem:
http://diocesedeuruacu.com.br/blogparoquianossasenhoraaparecidaestreladonorte/?p=779

Fonte da segunda imagem:
http://www.acaojose.com.br/especial_tempo_pascal.asp

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

O que é que o Sudário prova?



O livro "O Sinal - O Santo Sudário e o segredo da Ressurreição", de Thomas de Wesselow, dá origem ao artigo de Dom Redovino Rizzardo, Bispo da Diocese de Dourados  (MS), intitulado O que é que o Sudário prova?, publicado na página da CNBB, na internet, edição de 27 de junho de 2012.

Thomas Wesselow, agnóstico, é historiador da arte. Dom Redovino terminou a leitura do livro lá um tanto mais da metade. E isto porque, a partir daí, segundo Dom Redovino, "o autor passa a exercer a função de teólogo, com inúmeras e graves discrepâncias em relação à fé das Igrejas cristãs".

Também estou a ler "O Sinal" e espero completar a leitura em breve. As observações feitas por Dom Redovino são proveitosas, posto que você sente que o autor do livro, desde as primeiras páginas, quer fazer da Ressurreição algo de valor se entendido e comprovado cientificamente.

Por certo que, para o citado historiador da arte, a Ressurreição é o Sudário. Mas para os cristãos a fé na Ressurreição não se fundamenta no Sudário, mas sim no Novo Testamento, na Tradição e no Magistério da Igreja.

Afirma Dom Redovino: "Como qualquer outro racionalista, Thomas de Wesselow só admite o que a ciência explica. Mas, talvez por ter acolhido um lampejo de luz divina, fez uma descoberta fundamental e decisiva: "Os cristãos acreditam na ressurreição não porque consideram que o Sudário foi produzido pela desmaterialização luminosa de um corpo humano, mas porque têm fé nos relatos dos Evangelhos"."


Leia mais:

Um novo livro sobre o Sudário de Turim?


Fonte da imagem:
http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=88003

domingo, 8 de abril de 2012

Feliz Páscoa do Senhor




Feliz e Santa Páscoa


E ouça aqui Padre Zezinho cantando "Um certo Galileu".


Fonte da imagem:
http://liturgiahoje.blogspot.com.br/

sexta-feira, 3 de abril de 2009

A Última Semana: Um relato detalhado dos dias finais de Jesus



A semana que se aproxima me dá oportunidade para falar sobre um livro que tem o sugestivo título: A Última Semana: Um relato detalhado dos dias finais de Jesus. E que boa e oportuna coincidência: o atual ano litúrgico é o Ano "B", quando se lê o Evangelho de Marcos, e o livro foi escrito fundamentado no Evangelho de Marcos.

Realmente, a Semana Santa está às portas. E o livro cuida daqueles dias que compõem a Semana Santa. Ou mais exatamente, o livro vai do Domingo de Ramos ao Domingo da Páscoa, compondo oito dias.

A Última Semana foi escrito por Marcus J. Borg, luterano, e John Dominic Crossan, católico, ambos professores universitários e especialistas em História do Cristianismo, e publicado no Brasil pela Editora Nova Fronteira, com tradução de Alves Calado, em segunda impressão datada de 2007.

O livro contém 256 páginas, com linda gravura de capa, e o seguinte sumário: Prefácio - A primeira paixão de Jesus (páginas 7-12), A última semana (página 13): Um - Domingo de Ramos (páginas 15-47), Dois - Segunda-feira (páginas 49-73), Três - Terça-feira (páginas 75-107), Quatro - Quarta-feira (páginas 109-132), Cinco - Quinta-feira (páginas 133-162), Seis - Sexta-feira (páginas 163-193), Sete - Sábado (páginas 195-218), Oito - Domingo de Páscoa (páginas 219-249), e Notas (páginas 251-255).

Os autores advertem que: "Sem o Domingo de Páscoa, não teríamos conhecido a história de Jesus. Se a sua história tivesse terminado com a crucificação, ele provavelmente teria sido esquecido - mais um judeu crucificado pelo império romano num século sangrento que testeumunhou milhares de execuções assim. Talvez um ou dois rastros tivessem aparecido em Josefo ou em fontes rabínicas judaicas, mas seria apenas isso. De fato, sem o Domingo de Páscoa nem haveria a "Sexta-feira Santa", porque não existiria uma comunidade durável para lembrar e dar sentido à sua morte" (página 220).

E, com certeza, sem a Ressurreição não estaria hoje 'blogando' sobre o tema.

Pois bem, com essas criteriosas e esperançosas palavras, os autores trazem à tona um Jesus que se opunha ostensivamente ao poder dominante. Os autores usam a palavra "paixão" na sua ambivalência, significando sofrimento e também entusiasmado interesse por alguma coisa ou por um forte compromisso direcionado a determinado ponto, fim. A paixão de Jesus era o Reino de Deus. Apaixonado pelo Reino do Pai.

O primeiro dia já está marcado por situações opostas. É o Domingo de Ramos. Num dia de primavera do ano 30, antes da páscoa judaica, duas procissões entram em Jerusalém. Como era costume, os governadores romanos da Judéia se deslocavam para Jerusalém por ocasião das festividades judaicas (e estava prestes a acontecer a páscoa dos judeus). A procissão de Pôncio Pilatos, governador romano, formada por uma fileira da cavalaria e de soldados imperiais, com a extravagância de apetrechos para chamar a atenção (cavalos, armas, águias douradas, estandartes etc.), simbolizava o poder do Império Romano. A procissão de Jesus, formada por camponeses, proclamava o Reino de Deus. Dessa situação descrita pelos autores, eles afirmam: "Os dois cortejos corporificam o conflito central da semana que levou à crucificação de Jesus" (página 16).

Essa introdução dá bem a conhecer a linha de pensamento que segue o livro. Os autores fazem comentários numa sequência diária dos acontecimentos, como se vê do sumário do livro.


"O Domingo de Páscoa afirma: "Jesus é o Senhor" - os poderes deste mundo não são" (página 248).


Leia mais:



Fonte da primeira imagem:
http://www.submarino.com.br/produto/1/1933878/ultima+semana:+um+relato+detalhado+dos+dias+finais+de+jesus,+a

Fonte da segunda imagem:
http://www.pime.org.br/noticias.inc.php?&id_noticia=3157&id_sessao=3

Fonte da terceira imagem:
http://www.vatican.va/liturgy_seasons/holy-week/holy-week2003_po.html

Fonte da quarta imagem:
http://masp.art.br/servicoeducativo/assessoriaaoprofessor-fev07.php


Nota: Com exceção da primeira imagem, as demais não fazem parte do livro.

domingo, 23 de março de 2008

Tempo Pascal: as aparições do Jesus ressuscitado


Os cinqüenta dias que se seguem do Domingo da Ressurreição, inclusive, até o Domingo de Pentecostes, formam o Tempo Pascal.

Na expressão de Tertuliano (155-220): "Este tempo é propriamente um "dia da festa"." [1] É uma única festa pascal. Ou, como rezam as Normas Universais sobre o Ano Litúrgico e o Calendário: "Os cinqüenta dias entre o domingo da Ressurreição e o domingo de Pentecostes sejam celebrados com alegria e exultação, como se fossem um só dia de festa, ou melhor, "como um grande domingo"" (n. 22). Conforme nota de rodapé n. 12, para a expressão "como um grande domingo", as referidas Normas Universais se reportam a Santo Atanásio, Epist. fest., 1: PG 26, 1366.

É o tempo das aparições do Jesus ressuscitado. Não são aparições sem sentido. Ao contrário, elas visam educar, transmitir e fortalecer os apóstolos, hoje nós, na fé pascal, como, por exemplo, por intermédio daquela passagem de Os discípulos de Emaús (Lc 24, 13-35), interpretada por Caravaggio em A Ceia de Emaús (pintura acima).

Os Domingos do Tempo Pascal são tidos como Domingos da Páscoa. O Domingo da Páscoa na Ressurreição do Senhor, que é antecedido pela Vigília Pascal, é o primeiro Domingo da Páscoa. No Brasil, celebra-se a solenidade da Ascensão do Senhor no sétimo Domingo da Páscoa. No domingo seguinte, celebra-se a solenidade de Pentecostes, quando se encerra o Tempo Pascal.

O Círio Pascal, que é símbolo do Cristo ressuscitado, marca o Tempo Pascal. Estará aceso tanto nas Celebrações Eucarísticas (Missas) quanto nas laudes e vésperas da Liturgia das Horas, até o Domingo de Pentecostes inclusive.


Leia mais:

Círio Pascal: Eis a luz de Cristo!


[1] O Baptismo, n. 19, apud Antologia Litúrgica: textos litúrgicos, patrísticos e canónicos do primeiro milénio, recolha de textos, tradução e organização de José de Leão Cordeiro, Santuário de Fátima-Portugal, Secretariado Nacional de Liturgia, p. 200, n. 641.



Fonte da imagem:
http://www.pime.org.br/noticias.inc.php?&id_noticia=6557&id_sessao=2

quinta-feira, 20 de março de 2008

Tríduo Pascal: fonte da vida cristã

O Tríduo Pascal está no contexto da Semana Santa. Começa com a Missa vespertina da na Ceia do Senhor, na Quinta-Feira Santa, e termina na tarde com as Vésperas do domingo da Páscoa na Ressurreição do Senhor. Ou, como dizem as Normas Universais sobre o Ano Litúrgico e o Calendário: "O Tríduo pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor começa com a Missa vespertina na Ceia do Senhor, possui o seu centro na Vigília Pascal e encerra-se com as Vésperas do domingo da Ressurreição" (n. 19).

Na "Tabela dos Dias Litúrgicos" das mencionadas Normas Universais (n. 59), o Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor goza de primeiríssima ordem de precedência sobre qualquer outra celebração. E até mesmo sobre o Natal do Senhor, que muitos pensam ser a principal solenidade da Igreja. Não é. A principal solenidade da Igreja é o Tríduo Pascal.

Dada essa proeminência fundamental para os cristãos, Santo Agostinho adverte: "Presta atenção ao Tríduo sacratíssimo do crucificado, do sepultado e do ressuscitado. [...] no Evangelho, são claros não só o dia em que o Senhor foi crucificado, como também aquele em que esteve no sepulcro e aquele em que ressuscitou." [1]


O Tríduo Pascal tem seu ponto celebrativo mais elevado com a Vigília, de modo que as já mencionadas Normas Universais (n. 21) mandam que a sua celebração deve realizar-se à noite (Sábado Santo), começando depois do anoitecer e terminando antes da aurora do Domingo.

Esta Vigília Pascal é, na feliz expressão de Santo Agostinho, "a mãe de todas as santas vigílias". [2] E o santo exorta: "Permaneçamos, pois, de vela, e oremos para celebrar esta vigília, exterior e interiormente. Deus fala a nós pelas suas leituras, falemo-Lhe nós a Ele pelas nossas orações. Se escutarmos com obediência as suas palavras, Aquele que nós invocamos com a nossa oração morará em nós." [3]

Por fim, eis o que diz Santo Ambrósio (340-397), que foi bispo de Milão (Itália): "Devemos observar não só o dia da Paixão, mas também o da Ressurreição, de modo que tenhamos um dia de amargura e também um dia de alegria; jejuemos naquele, saciemo-nos neste. (...) É esse o Tríduo sagrado... durante o qual Cristo sofreu, repousou e ressuscitou, acerca do qual está escrito: Destruí este templo e em três dias o reedificarei." [4]



Leia mais:

Semana Santa: os dias decisivos de afirmação na esperança


[1] Carta 55, escrita a Januário, ns. 24 e 27, apud Antologia Litúrgica: textos litúrgicos, patrísticos e canónicos do primeiro milénio, recolha de textos, tradução e organização de José de Leão Cordeiro, Fátima -Portugal, Secretariado Nacional de Liturgia, p. 826, ns. 3428 e 3429.

[2] e [3] Sermão 219: Vigília pascal, apud Antologia..., acima citada, p. 911, n. 3857.

[4] Carta 23, ns. 12 e 13, apud Antologia..., acima citada, p. 548, n. 2099.


Fonte da primeira imagem:
http://www.30giorni.it/br/articolo.asp?id=2241

Fonte da segunda imagem:
http://criticomusical.blogspot.com/2003/06/deposio-de-cristo-no-tmulo-por.html

Fonte da terceira imagem:
http://www.catedraldeniteroi.com.br/santo_terco.html

sábado, 26 de maio de 2007

Círio Pascal: Eis a luz de Cristo!

A palavra círio provém da língua latina, cereus – “de cera”, “feito de cera”. É uma vela grande de cera. O círio simboliza a luz. Mas nem toda vela grande é Círio Pascal.

Círio Pascal - podemos dizer - é uma grande vela (maior em altura e diâmetro), feita de cera natural, novo a cada ano, único, que, preparado ritualmente na noite santa da Vigília Pascal (Sábado Santo) como previsto no Missal Romano, evoca que Cristo Ressuscitado é a luz do mundo. O Círio é aceso com o fogo novo, que é aquele fogo bento, da fogueira preparada na noite da Vigília.

As velas da procissão são acesas no fogo do Círio Pascal, no simbolismo de que do Cristo procede a luz que ilumina a todos.

Não é, pois, uma simples vela, cuja luz dele depende. O simbolismo do Círio Pascal permeia a vida da Igreja - povo de Deus - posto que ele toca o fundamento primeiro da fé cristã: a ressurreição.

O Círio Pascal é colocado no presbitério junto do ambão ou perto do altar. Deste lugar, aceso, está o Círio Pascal, símbolo do Cristo ressuscitado, atestando simbolicamente a Ressurreição.

O Círio Pascal é aceso em todas as celebrações litúrgicas (ao menos, nas mais solenes), tanto na Missa quanto em Laudes e Vésperas (Liturgia das Horas), até o Domingo de Pentecostes.

Depois da celebração do Domingo de Pentecostes, o Círio Pascal é apagado, colocado no batistério e nele conservado. Passará a ser aceso na celebração do batismo e na sua chama será acesa a vela dos batizados. Será aceso também na celebração das exéquias e deverá ser colocado junto do féretro, “para indicar que a morte é para o cristão a sua verdadeira Páscoa.” (Congregação do Culto Divino, Carta sobre a preparação e a celebração das festas pascais, de 16 de janeiro de 1988, n. 99).

O Diretório da Liturgia (2007, Ano C, São Lucas), da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB, prevê que: “Terminado, depois das Vésperas e Completas, o Tempo Pascal, convém guardar o Círio pascal, com veneração, no Batistério, para nele acender as velas dos batizados” (pág. 106).

Voltemos o olhar ao passado. Lá, na Velha Aliança (livro do Êxodo 13, 21-22) vamos encontrar a coluna de fogo, tomado como sugestivo símbolo do Círio Pascal. O povo da Velha Aliança tem pressa: precisa se distanciar da terra da escravidão (Egito). Então, caminha dia e noite no deserto rumo à Terra Prometida. E o Senhor se faz companheiro da caminhada. O Senhor como que se esconde nas colunas, seja na de nuvem seja na de fogo; e, com a sua presença, indica o caminho, e com a luz, permite ao povo vencer a escuridão. “O Senhor os precedia, de dia, numa coluna de nuvem, para lhes mostrar o caminho; de noite, numa coluna de fogo para iluminar, a fim de que pudessem andar de dia e de noite. De dia não se afastava do povo a coluna de nuvem, nem de noite a coluna de fogo” (Ex 13, 21-22).

O Círio Pascal evoca que a Cristo pertencem o tempo e a eternidade (Alfa e Ômega): Caminho, Verdade e Vida.

Eis a luz de Cristo!