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quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

Feliz e Santo Natal do Senhor !

 

"et Verbum caro factum est et habitavit in nobis et vidimus gloriam ejus gloriam quasi unigeniti a Patre plenum gratiæ et veritatis" (Jo 1,14)

"E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade." (Jo 1,14)

 


 

 Feliz e Santo Natal do Senhor !

 

 

Fonte da imagem:

https://cmisericordia.com.br/natal-do-senhor-missa-do-dia/

quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

Feliz e Santo Natal do Senhor !


O anjo disse-lhes: «Não temais, pois anuncio-vos uma grande alegria, que o será para todo o povo: Hoje, na cidade de David, nasceu-vos um Salvador, que é o Messias Senhor. Isto vos servirá de sinal: encontrareis um menino envolto em panos e deitado numa manjedoura.»
(Lc 2, 10-12)





Feliz e Santo Natal do Senhor !




Fonte da imagem:
http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&id=1096:natal-do-menino-jesus

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Feliz e Santo Natal do Senhor !


Brilhou hoje para nós mais um aniversário do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo [...] Celebremos, portanto, o nascimento do Senhor, com a afluência e a solenidade que merece. (Agostinho de Hipona, Sermão 184, nºs. 1 e 2, in Antologia Litúrgica, nºs. 3723 e 3724)





Feliz e Santo Natal do Senhor !




Fonte da imagem:
http://passionistas.pt/ano-b-solenidade-do-natal-do-senhor-missa-da-noite-2/

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Maria deu à luz, Maria deu-nos a Luz

O povo que caminhava nas trevas viu uma grande luz; para aqueles que habitavam no país da sombra da morte, uma luz resplandeceu. (Is 9,1)




Conhece-se Jesus a partir dos quatro Evangelhos. Pelo viés simplesmente histórico ("Jesus histórico"), recorre-se principalmente aos Evangelhos de Marcos, Mateus e Lucas, chamados sinóticos.

Pondere-se, porém, que Jesus, o Cristo, o Messias, o "Jesus histórico", outro não há senão o dos Evangelhos. A este respeito, depois de fazer indicações metodológicas que distinguem a figura de Jesus no Novo Testamento, Joseph Ratzinger - Bento XVI esclarece:

Para minha representação de Jesus, isto significa, principalmente, que eu confio nos Evangelhos. Naturalmente que se pressupõe tudo o que o Concílio e a moderna exegese nos dizem sobre os gêneros literários, sobre a intenção narrativa, sobre o contexto comunitário dos Evangelhos e o seu falar neste contexto vivo. Então, acolhendo tudo isto - tanto que foi possível -, quis tentar representar o Jesus dos Evangelhos como o Jesus real, como o "Jesus histórico" no sentido autêntico. Estou convencido, e espero que também o leitor possa ver, que esta figura é mais lógica e historicamente considerada mais compreensível do que as reconstruções com as quais fomos confrontados na últimas décadas. Penso que precisamente este Jesus - o dos Evangelhos - é uma figura racional e manifestamente histórica. (Jesus de Nazaré - Primeira Parte - Do Batismo no Jordão à Transfiguração, São Paulo, Planeta, 2007, p. 17)

O estudo dos Evangelhos proporciona, com autoridade, o conhecimento de Jesus. Entretanto, os Evangelhos não são escritos que ficam lá no passado. Ao contrário, são atuais e operantes. Os Evangelhos exercem uma ação atrativa destinando-se a fazer discípulo e a estabelecer uma relação do seu leitor com o Cristo que vive. Ou, nas precisas palavras de Joachim Gnilka:

É evidente que o estudo dos Evangelhos permite conhecer Jesus, tornar-se seu discípulo. Este é o objectivo dos Evangelhos. A sua intenção não é simplesmente evocar acontecimentos históricos, mas estabelecer, em primeiro lugar, uma ligação com o Cristo vivo. É importante que o leitor deste tipo de Evangelho tenha presente que não está diante de material passado, histórico, morto, mas sim com alguém que a pessoa sabe, na fé, que está vivo, que interpela a vida do leitor e que actua na comunidade. (Jesus de Nazaré - Mensagem e história, 1ª edição, Lisboa, Editorial Presença, 1999, p. 312).

Jesus nasceu em dado momento histórico, determinável. O Cardeal Ratzinger, hagiógrafo de Jesus dos Evangelhos, afirma:

Jesus não nasceu nem apareceu em público naquele indefinido "uma vez", típico do mito; mas pertence a um tempo, que pode datar com precisão, e a um ambiente geográfico exatamente definido; o universal e o concreto tocam-se mutuamente. (A infância de Jesus, São Paulo, Planeta, 2012, p. 57)

Pois bem, é no contexto histórico e geográfico indicado no Evangelho de Lucas (Lc 2, 1-14) que Jesus nasceu. E esse Evangelho corresponde ao elenco das leituras da Santa Missa na Noite do Natal do Senhor (Calendário Litúrgico: Ano B - São Marcos), celebrada universalmente na noite do dia 24 de dezembro de 2017.

O Papa Francisco inicia a sua homilia na solene celebração da Santa Missa na Noite do Natal do Senhor (Basílica de São Pedro, 24 de dezembro de 2017), realçando o duplo papel de Maria no nascimento de Jesus:

«Completaram-se os dias de [Maria] dar à luz e teve o seu filho primogênito, que envolveu em panos e recostou numa manjedoura, por não haver lugar para eles na hospedaria» (Lc 2, 6-7). Com esta afirmação simples mas clara, Lucas leva-nos ao coração daquela noite santa: Maria deu à luz, Maria deu-nos a Luz. Uma narração simples para nos entranhar no acontecimento que muda para sempre a nossa história. Tudo, naquela noite, se tornava fonte de esperança.  

A homilia ocupa-se de quatro eixos: luz, esperança, fé e caridade. Repita-se: a homilia papal tem como ponto de partida Maria. A ação de Maria é dupla:

Maria deu à luz, Maria deu-nos a Luz.

A Luz com que somos presenteados por intermédio de Maria é o Cristo, Filho de Deus. Essa grande luz que ilumina a escuridão, que dissipa as trevas, remete-nos ao Mistério da Ressurreição, cujo símbolo é o Círio Pascal.


Leia mais:

Audiência Geral - Quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Qual é o sentido da ressurreição de Jesus para um cristão?


Fonte da imagem:
http://www.centroloyola.puc-rio.br/espiritualidade/retiro-o-caminho-da-luz-rumo-ao-coracao-de-deus/

domingo, 24 de dezembro de 2017

Feliz e Santo Natal do Senhor !


E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade. (Jo 1, 14)





Feliz e Santo Natal do Senhor!





Fonte da imagem:
http://deniseludwig.blogspot.com.br/2012/12/arte-em-pinturas-nascimento-do-menino.html

domingo, 25 de dezembro de 2016

Celebrar o Natal em Família



Reproduzo mensagem do Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, sob o título "Celebrar o Natal em Família":


CELEBRAR O NATAL EM FAMÍLIA


O Natal é uma celebração em família: um casal, o nascimento de um menino, a curiosidade e alegria dos vizinhos, os presentinhos, a escolha do nome, a apresentação do recém-nascido no templo...

O mais encantador é que se trata de uma criança muito especial e, por isso, também tem sinais no céu, anjos a cantar, movimentação de príncipes e reis: o menino que nasceu de Maria não é ninguém menos que o próprio Filho Unigênito do eterno Deus, que se fez humano e veio ao mundo.

Deus quis participar de nossa frágil condição humana e partilhar a vida de suas criaturas, dando-lhes uma dignidade inimaginável! Mistério sublime, infinita misericórdia de Deus! Não é obra humana, é sabedoria divina, é ternura de Deus para conosco! Deus entra no mundo através das realidades e vivências familiares; com tudo o que faz parte dela, a família é lugar de revelação de Deus e de sua presença no mundo.

Neste ano, o Papa Francisco presenteou a Igreja e a humanidade com a Exortação Apostólica pós-sinodal “Amoris Laetitia” (A Alegria do Amor), sobre o amor no casamento e na família. O Papa trata de vocação e missão da família na Igreja e na sociedade contemporânea nesse documento precioso.

Francisco quer ajudar a família a viver a beleza e a grandeza de sua vocação e missão e também orienta a Igreja inteira a tratar com atenção e misericórdia as famílias e os casais. A Igreja quer ser parceira das famílias e renova sua disposição em ajudá-las.

Desejo a todos boa celebração do Natal em família, com alegria e fé! Celebremos o nascimento do Salvador da humanidade e do Senhor da sua Igreja. Que Jesus, Maria e José abençoem e alegrem a todos e cada uma das famílias! Feliz e santo Natal!

Cardeal Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo
Natal de Jesus Cristo, de 2016


Fonte do texto:
http://arquisp.org.br/sites/default/files/arquivos/12_25_2016_celebrar_o_natal_em_familia_.pdf

Feliz e Santo Natal do Senhor !


O povo, que andava na escuridão, viu uma grande luz (Is 9,1). 
Glória a Deus no mais alto dos céus, e paz na terra aos homens por ele amados (Lc 2,14)





Feliz e Santo Natal do Senhor!



Fonte da imagem:
http://khristianos.blogspot.com.br/2015/12/a-natividade-por-pintores-famosos.html

sábado, 26 de dezembro de 2015

Homilia do Papa Francisco na Santa Missa da Noite de Natal



O momento convida-nos a dar continuidade às alegrias do Natal do Senhor (E que bom se tal júbilo permanecesse ativo como algo sempre novo, sensivelmente motivador das nossas vidas!).

Nesse contexto, vamos reviver alguns desses momentos. E aqui me detenho na homilia do Papa Francisco proferida na Santa Missa da Noite do Natal do Senhor, 24 de dezembro de 2015. Destaco esta passagem:

Numa sociedade frequentemente embriagada de consumo e prazer, de abundância e luxo, de aparência e narcisismo, Ele chama-nos a um comportamento sóbrio, isto é, simples, equilibrado, linear, capaz de individuar e viver o essencial. Num mundo que demasiadas vezes é duro com o pecador e brando com o pecado, há necessidade de cultivar um forte sentido da justiça, de buscar e pôr em prática a vontade de Deus. No seio duma cultura da indiferença, que não raramente acaba por ser cruel, o nosso estilo de vida seja, pelo contrário, cheio de piedade, empatia, compaixão, misericórdia, extraídas diariamente do poço de oração.

Para ler isso e muito mais, reproduzo o texto completo da homilia:

Nesta noite, resplandece «uma grande luz» (Is 9, 1); sobre todos nós, brilha a luz do nascimento de Jesus. Como são verdadeiras e actuais as palavras que ouvimos do profeta Isaías: «Multiplicaste a alegria, aumentaste o júbilo» (9, 2)! O nosso coração já estava cheio de alegria vislumbrando este momento; mas, agora, aquele sentimento multiplica-se e sobreabunda, porque a promessa se cumpriu: finalmente realizou-se. Júbilo e alegria garantem-nos que a mensagem contida no mistério desta noite provém verdadeiramente de Deus. Não há lugar para a dúvida; deixemo-la aos cépticos, que, por interrogarem apenas a razão, nunca encontram a verdade. Não há espaço para a indiferença, que domina no coração de quem é incapaz de amar, porque tem medo de perder alguma coisa. Fica afugentada toda a tristeza, porque o Menino Jesus é o verdadeiro consolador do coração.

Hoje, o Filho de Deus nasceu: tudo muda. O Salvador do mundo vem para Se tornar participante da nossa natureza humana: já não estamos sós e abandonados. A Virgem oferece-nos o seu Filho como princípio de vida nova. A verdadeira luz vem iluminar a nossa existência, muitas vezes encerrada na sombra do pecado. Hoje descobrimos de novo quem somos! Nesta noite, torna-se-nos patente o caminho que temos de percorrer para alcançar a meta. Agora, deve cessar todo o medo e pavor, porque a luz nos indica a estrada para Belém. Não podemos permanecer inertes. Não nos é permitido ficar parados. Temos de ir ver o nosso Salvador, deitado numa manjedoura. Eis o motivo do júbilo e da alegria: este Menino «nasceu para nós», foi-nos «dado a nós», como anuncia Isaías (cf. 9, 5). A um povo que, há dois mil anos, percorre todas as estradas do mundo para tornar cada ser humano participante desta alegria, é confiada a missão de dar a conhecer o «Príncipe da paz» e tornar-se um instrumento eficaz d’Ele no meio das nações.

Por isso, quando ouvirmos falar do nascimento de Cristo, permaneçamos em silêncio e deixemos que seja aquele Menino a falar; gravemos no nosso coração as suas palavras, sem afastar o olhar do seu rosto. Se O tomarmos nos nossos braços e nos deixarmos abraçar por Ele, dar-nos-á a paz do coração que jamais terá fim. Este Menino ensina-nos aquilo que é verdadeiramente essencial na nossa vida. Nasce na pobreza do mundo, porque, para Ele e sua família, não há lugar na hospedaria. Encontra abrigo e protecção num estábulo e é deitado numa manjedoura para animais. E todavia, a partir deste nada, surge a luz da glória de Deus. A partir daqui, para os homens de coração simples, começa o caminho da verdadeira libertação e do resgate perene. Deste Menino, que, no seu rosto, traz gravados os traços da bondade, da misericórdia e do amor de Deus Pai, brota – em todos nós, seus discípulos, como ensina o apóstolo Paulo – a vontade de «renúncia à impiedade» e à riqueza do mundo, para vivermos «com sobriedade, justiça e piedade» (Tt 2, 12).

Numa sociedade frequentemente embriagada de consumo e prazer, de abundância e luxo, de aparência e narcisismo, Ele chama-nos a um comportamento sóbrio, isto é, simples, equilibrado, linear, capaz de individuar e viver o essencial. Num mundo que demasiadas vezes é duro com o pecador e brando com o pecado, há necessidade de cultivar um forte sentido da justiça, de buscar e pôr em prática a vontade de Deus. No seio duma cultura da indiferença, que não raramente acaba por ser cruel, o nosso estilo de vida seja, pelo contrário, cheio de piedade, empatia, compaixão, misericórdia, extraídas diariamente do poço de oração.

Como os pastores de Belém, possam também os nossos olhos encher-se de espanto e maravilha, contemplando no Menino Jesus o Filho de Deus. E, diante d’Ele, brote dos nossos corações a invocação: «Mostra-nos, Senhor, a tua misericórdia, concede-nos a tua salvação» (Sal 85/84, 8).

Confira o vídeo da Santa Missa aqui.


Fonte do texto da homilia:
http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/homilies/2015/documents/papa-francesco_20151224_omelia-natale.html

Fonte da imagem:
http://livrosmarianos.blogspot.com.br/2014/12/os-simbolos-do-natal.html

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Feliz e Santo Natal do Senhor !


“Vejam! O Criador do ser humano se fez homem para que, Aquele que governa do mundo sideral, se alimentasse de leite; para que o Pão tivesse fome; para a Fonte tivesse sede, a Luz adormecesse, o Caminho se fatigasse na viagem, a Verdade fosse acusada por falsos testemunhos, o Juiz dos vivos e dos mortos fosse julgado por um juiz mortal, a Justiça fosse condenada pelos injustos, a Disciplina fosse açoitada com chicotes, o Cacho de uvas fosse coroado de espinhos, o Alicerce fosse pendurado no madeiro; para que a Virtude se enfraquecesse, a Saúde fosse ferida e morresse a própria Vida”
(Santo Agostinho, Sermão 191,1: PL 38,1010).




Feliz e Santo Natal do Senhor!



Fonte do texto:
http://www.agustinosrecoletos.com/news/view/258-ultimas-noticias-actualidad/265-natal-segundo-santo-agostinho

Fonte da imagem:
http://verbo-pai.blogspot.com.br/2015/12/novena-de-natal-5-dia.html

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Tempo do Natal do Ano C - São Lucas (2015-2016)



O Natal do Senhor está chegando!

Com o término do Tempo do Advento, inicia-se o Tempo do Natal.

O Tempo do Natal se inicia com Vésperas da Solenidade do Natal do Senhor e termina com a Festa do Batismo do Senhor. Ou seja, o Tempo do Natal começa no dia 24 de dezembro de 2015, quinta-feira, com as Primeiras Vésperas, e termina no dia 10 de janeiro de 2016, Domingo, com a Festa do Batismo do Senhor.

No Tempo do Natal, a cor litúrgica é branca. Na celebração do Natal do Senhor, podem ser usadas vestes sagradas festivas ou mais nobres (Instrução Geral do Missal Romano, n. 346, g, e Instrução Redemptionis Sacramentum, n. 127).

Quais são, então, as cores para esse dia mais solene? São, por exemplo, as cores dourada e prateada.

A Missa do Natal do Senhor é celebração festiva: as cores, as luzes, as flores, os cantos...


Leia mais:




Fonte da imagem:
http://arquidiocesecampinas.com/natal-de-nosso-senhor-jesus-cristo.html

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Papa Francisco dá nome às doenças da Cúria Romana

Vos exorto a cuidar de vossa vida espiritual, da vossa relação com Deus, porque esta é a coluna vertebral de tudo aquilo que fazemos e de tudo o que somos. Um cristão que não se alimenta com a oração, os Sacramentos, a Palavra de Deus, inevitavelmente perde o vigor e seca.


O Papa Francisco apronta mais uma surpresa. Mas convenhamos, temos um Papa com grande bagagem de experiência pastoral, afinado com os problemas diários e mais comuns do povo e com os altos e baixos das administrações eclesiais.

A surpresa, desta vez, ficou por conta da apresentação dos tradicionais votos de Feliz Natal à Cúria Romana.

No discurso de felicitações, o Papa Francisco, na esteira da reforma e melhoria da Cúria Romana, cuidou de seduções do fascínio do poder. Ao mau funcionamento ou desvio de sua missão, o Papa, usando linguagem figurativa, compara a Cúria Romana ao corpo humano, sujeita a doenças, enfermidade, tentações.

Ninguém pense, porém, que as patologias do poder, reais ou possíveis (o Papa as nomeia em número de quinze "doenças") digam respeito exclusivamente à Cúria Romana. Pela mesma motivação, elas podem extensivamente alcançar todos os que exercem poder de administração na Igreja, inclusive nas paróquias. São doenças que rondam as pessoas que detenham qualquer parcela de poder (Cúria Romana, Cúrias Diocesanas, Paróquias).

Ninguém delas está livre. Nesse sentido, se expressa o Papa:

Irmãos, naturalmente todas estas doenças e tentações são um perigo para todo o cristão e para cada cúria, comunidade, congregação, paróquia, movimento eclesial, e podem atingir seja a nível individual seja comunitário.

Em síntese, a causa das doenças se depara nestas palavras do Papa Francisco:

A Cúria é chamada a melhorar, a melhorar sempre, crescendo em comunhão, santidade e sabedoria para realizar plenamente a sua missão.

Constato quatro palavras-chave: comunhão, santidade, sabedoria e missão. Cada palavra é de conteúdo denso e comporta estudo aprofundado em lugar próprio.

Para o Papa Francisco, o médico dessas doenças é o Espírito Santo:

É preciso deixar claro que o único que pode curar qualquer uma destas doenças é o Espírito Santo, a alma do Corpo Místico de Cristo, como afirma o Credo Niceno-Constantinopolitano: «Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida». É o Espírito Santo que sustenta todo o esforço sincero de purificação e toda a boa vontade de conversão.

Numa leitura rápida, três doenças chamam, por ora, a minha atenção: A doença da rivalidade e da vanglória (7ª), A doença da indiferença para com os outros (11ª) e A doença dos círculos fechados (14ª).

Por um ou outro viés, essas questões comportamentais têm ocupado a atenção de algumas pessoas. Por exemplo, Richard M. Gula, S.S., professor de Teologia Moral, tratou da ética em seu livro Ética no Ministério Pastoral. E já, em 1996, quando da publicação do livro nos Estados Unidos, afirmara:

Os ministros pastorais da Igreja Católica Romana não têm nenhum código formal de ética.

Propondo um Código de Ética (ver no mesmo livro), Richard M. Gula chegou a fazer um pequeno rol das virtudes morais a que todos os ministros devem aspirar, quais sejam: santidade, amor, confiabilidade, altruísmo e prudência. Estas virtudes comportam também explanações sobre elas em lugar próprio.

Por fim e por ser oportuno, a recente entrevista do Padre Antonio Spadaro, Diretor da revista La Civiltà Cattolica, à Radio Vaticano (RV), é neste aspecto muito interessante e esclarecedora, como a seguir reproduzo:

RV: Alguns repovam as contantes “batidas” que Francisco dá nos católicos e destacam como, pelo contrário, o fato de o Papa ser muito apreciado em ambientes distantes da Igreja e seja muito apreciado e considerado também por muitos ateus. Na sua opinião, o que significa tudo isto?

“São duas coisas diferentes. A primeira: eu diria que o Papa não “bate” nos fiéis, quando muito dirige a eles um apelo, um exame de consciência e um exercício espiritual. Também o famoso discurso à Cúria, para as felicitações de Natal, foi um discurso muito denso, muito forte, que teve o seu núcleo num apelo para se recordar da relação com Cristo: evitar o Alzheimer espiritual”, como ele o definiu. Portanto, fazer memória do encontro com Cristo para seguir em frente. Claramente, fazendo memória, nos damos conta de como é a vida que nós vivemos. É uma vida marcada por misérias, por pecados. E assim, o Papa faz um apelo para uma consciência nova, sobretudo para que o pecado não acabe se transformando em corrupção. Portanto, o Papa se torna muito duro, muito forte, porque quer que a Igreja testemunhe Cristo e não testemunhe uma série de práticas, de idéias que coloquem em risco o cristianismo. Por outro lado, esta mensagem é muito acolhida em ambientes também distantes, porque no fundo, a mensagem que prega Francisco é um Evangelho puro: não é tanto o Papa que toca, mas a mensagem que ele consegue comunicar com a sua pessoa, com absoluta simplicidade e coerência. Portanto, chega diretamente: se uma vez existia a necessidade de grandes interpretações – às vezes a mensagem do Papa na sua pureza foi depois fechada e engaiolada em interpretações e visões – aqui o Papa comunica diretamente. A mensagem chega no momento em que parte, poderíamos assim dizer...Esta é uma grande força: é o fascínio do Evangelho, no final das contas”.

O discurso do Papa Francisco, em sua íntegra e em português, pode ser lido aqui.


O amor e o poder não são necessariamente oponentes.
(Richard M. Gula, S.S.)


Fonte da imagem:
http://www.agencia.ecclesia.pt/noticias/vaticano/vaticano-papa-fala-sobre-15-doencas-na-igreja-no-encontro-de-natal-com-a-curia-romana/

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Feliz e Santo Natal do Senhor

hoje vos nasceu na Cidade de Davi um Salvador, que é o Cristo Senhor.




Feliz e Santo Natal do Senhor !



Fonte da imagem:
http://www.aascj.org.br/home/2011/12/23/nascimento-do-menino-jesus-momento-sublimissimo/

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Natal, delicadeza de Deus!

Olha para o presépio e não te envergonhes de ser o jumento do Senhor. Levarás Cristo, e não te enganarás no caminho que percorres, porque sobre ti vai o caminho.
 (Agostinho de Hipona, Sermão 189, 4.)


Do Natal do Senhor, no contexto da Bíblia, pouco se fala e menos se vive, a não ser o domínio de uma certa emoção um tanto difusa. Mas, e até demais ao próprio bolso, não poucos se deixam levar pelo natal mágico dos shoppings.

O Natal do Nascimento de Jesus é evento para ser celebrado na comunidade religiosa e também, por exemplo, na família. O natal consumista, este, sim, por ser mágico, atrai a todos. Os shoppings e as agências de viagens que o digam!

Nestes dias de corre-corre, das compras e mais compras, de enfeites e mais enfeites, de gente que se diz cansada e estressada, sem pesadas e rancorosas críticas é necessário encontrar o oásis, para, na contramão dessa dinâmica do mágico natal consumista, preparar, na candura e na tranquilidade, o Natal do Senhor, do Deus que se faz humano, criança, por amor a nós mesmos.

Nesse sentido, sem demonizar a realidade, o artigo de Dom Walmor Oliveira de Azevedo, Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte, sob o título Natal, delicadeza de Deus!, publicado pela Rádio Vaticano, em 19 de dezembro de 2014, merece ser lido e acolhido.

Do artigo, extraio as palavras de Santo Agostinho de Hipona:

“Desperta, ó homem: por tua causa Deus se fez homem. Desperta, tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e sobre ti Cristo resplandecerá (Ef 5,14). Por tua causa, repito, Deus se fez homem. Estarias morto para sempre, se ele não tivesse nascido no tempo. Jamais te libertarias da carne do pecado, se ele não tivesse assumido uma carne semelhante à do pecado. Estarias condenado a uma eterna miséria, se não fosse a sua misericórdia. Não voltarias à vida, se ele não tivesse vindo ao encontro da tua morte. Terias perecido, se ele não te socorresse. Estarias perdido, se ele não viesse salvar-te. Celebremos com alegria a vinda da nossa salvação e redenção. Celebremos este dia de festa, em que o grande e eterno Dia, gerado pelo Dia grande e eterno, veio a este nosso dia temporal e tão breve.”

O texto completo do artigo pode ser lido aqui.


Fonte da imagem:
http://cnbbleste1.org.br/2011/12/inaugurado-no-mexico-o-maior-presepio-do-mundo/

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Tempo do Natal do Ano B - São Marcos (2014-2015)



O término do Tempo do Advento dá lugar ao Tempo do Natal. E, para melhor se situar, não é de mais dizer que estamos no Ano Litúrgico - ciclo B - São Marcos.

Com as Vésperas da Solenidade do Natal do Senhor se inicia o Tempo do Natal, o qual termina com a Festa do Batismo do Senhor.

Em outras palavras, o Tempo do Natal começa no dia 24 de dezembro de 2014, à tarde, e vai até o dia 11 de janeiro de 2015, inclusive (Domingo - Festa do Batismo do Senhor).

No Tempo do Natal, a cor litúrgica é branca. Na celebração do Natal do Senhor, podem ser usadas vestes sagradas festivas ou mais nobres (Instrução Geral do Missal Romano, n. 346, g, e Instrução Redemptionis Sacramentum, n. 127).

Quais são, então, as cores para esse dia mais solene? São, por exemplo, as cores dourada e prateada.

A Missa do Natal do Senhor é celebração festiva: as cores, as luzes, as flores, os cantos...

As celebrações desse Tempo podem ser acompanhadas no Diretório da Liturgia - 2014, às páginas 205 a 209 e, no Diretório da Liturgia - 2015, às páginas 44 a 48.

O ofício do Tempo do Natal encontra-se no Missal Romano (2ª edição típica para o Brasil) às páginas 149 a 174. E as necessárias indicações para as celebrações estão nos sobreditos Diretórios da Liturgia.
 
No Tempo de Natal, o presépio é símbolo de grande atrativo popular, influenciado sobretudo pela iniciativa de São Francisco de Assis de montar uma manjedoura com palha e dois animais (boi e jumento), um de cada lado, para, com solenidade, celebrar aquele Natal do ano de 1223, na aldeia de Greccio, na vale Rieti, Itália.

Conta Frei Giulio Calcagna, Guardião do Convento de Greccio:

Ainda hoje, Greccio, chamada de “Belém Franciscana”, com a sua história e o seu fascínio natalino, continua, como Belém, a ser local privilegiado para uma mensagem de paz e de fraternidade para todos os homens do nosso tempo.

O Tempo do Natal, como já visto, encerra-se com a Festa do Batismo do Senhor, início da vida missionária de Jesus.



Leia mais:

A Missa da Aurora não é conventual


Fonte da primeira imagem:
http://blog.cancaonova.com/fragmentos/o-misterio-da-encarnacao-contemplado-com-os-olhos-de-francisco-de-assis/

Fonte da segunda imagem:
http://www.filhasdaigreja.org/admin/defaultview.aspx?itemid=13483&moduleid=module23351

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Somos povo em caminho: há trevas e luz

«O povo que andava nas trevas viu uma grande luz» (Is 9, 1)


Passada a noite de Natal, é momento de melhor refletirmos sobre o que Deus nos fala hoje pelos seus profetas. Nesse sentido, para reflexão, reproduzo a homilia do Papa Francisco proferida na Santa Missa da Noite do Natal - Solenidade do Natal do Senhor (24 de dezembro de 2013, terça-feira):

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1. «O povo que andava nas trevas viu uma grande luz» (Is 9, 1).

Esta profecia de Isaías não cessa de nos comover, especialmente quando a ouvimos na liturgia da Noite de Natal. E não se trata apenas dum facto emotivo, sentimental; comove-nos, porque exprime a realidade profunda daquilo que somos: somos povo em caminho, e ao nosso redor – mas também dentro de nós – há trevas e luz. E nesta noite, enquanto o espírito das trevas envolve o mundo, renova-se o acontecimento que sempre nos maravilha e surpreende: o povo em caminho vê uma grande luz. Uma luz que nos faz reflectir sobre este mistério: o mistério do andar e do ver.

Andar. Este verbo faz-nos pensar no curso da história, naquele longo caminho que é a história da salvação, com início em Abraão, nosso pai na fé, que um dia o Senhor chamou convidando-o a partir, a sair do seu país para a terra que Ele lhe havia de indicar. Desde então, a nossa identidade de crentes é a de pessoas peregrinas para a terra prometida. Esta história é sempre acompanhada pelo Senhor! Ele é sempre fiel ao seu pacto e às suas promessas. Porque fiel, «Deus é luz, e n’Ele não há nenhuma espécie de trevas» (1 Jo 1, 5). Diversamente, do lado do povo, alternam-se momentos de luz e de escuridão, fidelidade e infidelidade, obediência e rebelião; momentos de povo peregrino e momentos de povo errante.

E, na nossa historia pessoal, também se alternam momentos luminosos e escuros, luzes e sombras. Se amamos a Deus e aos irmãos, andamos na luz; mas, se o nosso coração se fecha, se prevalece em nós o orgulho, a mentira, a busca do próprio interesse, então calam as trevas dentro de nós e ao nosso redor. «Aquele que tem ódio ao seu irmão – escreve o apóstolo João – está nas trevas e nas trevas caminha, sem saber para onde vai, porque as trevas lhe cegaram os olhos» (1 Jo 2, 11). Povo em caminho, mas povo peregrino que não quer ser povo errante.

2. Nesta noite, como um facho de luz claríssima, ressoa o anúncio do Apóstolo: «Manifestou-se a graça de Deus, que traz a salvação para todos os homens» (Tt 2, 11). 

A graça que se manifestou no mundo é Jesus, nascido da Virgem Maria, verdadeiro homem e verdadeiro Deus. Entrou na nossa história, partilhou o nosso caminho. Veio para nos libertar das trevas e nos dar a luz. N’Ele manifestou-se a graça, a misericórdia, a ternura do Pai: Jesus é o Amor feito carne. Não se trata apenas dum mestre de sabedoria, nem dum ideal para o qual tendemos e do qual sabemos estar inexoravelmente distantes, mas é o sentido da vida e da história que pôs a sua tenda no meio de nós.

3. Os pastores foram os primeiros a ver esta «tenda», a receber o anúncio do nascimento de Jesus. Foram os primeiros, porque estavam entre os últimos, os marginalizados. E foram os primeiros porque velavam durante a noite, guardando o seu rebanho. É lei do peregrino velar, e eles velavam. Com eles, detemo-nos diante do Menino, detemo-nos em silêncio. Com eles, agradecemos ao Pai do Céu por nos ter dado Jesus e, com eles, deixamos subir do fundo do coração o nosso louvor pela sua fidelidade: Nós Vos bendizemos, Senhor Deus Altíssimo, que Vos humilhastes por nós. Sois imenso, e fizestes-Vos pequenino; sois rico, e fizestes-Vos pobre; sois omnipotente, e fizestes-Vos frágil.

Nesta Noite, partilhamos a alegria do Evangelho: Deus ama-nos; e ama-nos tanto que nos deu o seu Filho como nosso irmão, como luz nas nossas trevas. O Senhor repete-nos: «Não temais» (Lc 2, 10). Assim disseram os anjos aos pastores: «Não temais». E repito também eu a todos vós: Não temais! O nosso Pai é paciente, ama-nos, dá-nos Jesus para nos guiar no caminho para a terra prometida. Ele é a luz que ilumina as trevas. Ele é a misericórdia: o nosso Pai perdoa-nos sempre. Ele é a nossa paz. Amen.

ooo0ooo 

Papa fala do "mistério do andar e do ver" proporcionado pela leitura de Isaías, e que, segundo Francisco, somos povo em caminho, e ao nosso redor – mas também dentro de nós – há trevas e luz.
 
Os pastores eram pessoas sem posses, trabalhadores que não gozavam de destaque na sociedade da época. Eles guardavam, à noite, os rebanhos nos campos. Eram os vigias noturnos de então. Pois bem, é a estes, considerados últimos na sociedade, que os mensageiros de Deus dão, em primeira mão, a notícia do nascimento do Salvador. E que Boa Notícia!

Os pastores nos ensinam alguma coisa sobre o "mistério do andar e da luz". Eles guardavam os rebanhos, foram envoltos em luz. Lucas retrata esse momento indescritível com estas palavras:

Naquela região havia pastores, que passavam a noite nos campos, tomando conta do rebanho.
Um anjo do Senhor apareceu aos pastores; a glória do Senhor os envolveu em luz, e eles ficaram com muito medo.
Mas o anjo disse aos pastores: "Não tenham medo! Eu anuncio para vocês a Boa Notícia, que será uma grande alegria para todo o povo: 
hoje, na cidade de Davi, nasceu para vocês um Salvador, que é o Messias, o Senhor (Lc 2, 8-11).

Confira o ofício da celebração litúrgica da Solenidade do Natal do Senhor - Santa Missa da Noite, clicando aqui. E o vídeo da celebração pode ser visto aqui.


Fonte do texto reproduzido:
http://www.vatican.va/holy_father/francesco/homilies/2013/documents/papa-francesco_20131224_omelia-natale_po.html


Fonte da imagem:
http://www.news.va/pt/news/o-primeiro-natal-do-papa-francisco-a-versao-integr

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

E o Menino está entre nós




Feliz e Santo Natal do Senhor !


Fonte da imagem:
http://redecorrenteviva.wordpress.com/2010/12/23/entao-e-natal-e-festa-crista/

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Natal: Deus está ao nosso lado, afirma Papa Francisco

 

"[...] o Natal de Jesus, festa da confiança e da esperança, que supera a incerteza e o pessimismo"
(Papa Francisco na Audiência Geral de 18 de dezembro de 2013)

A catequese do Papa sobre o Natal de Jesus é um convite à meditação acerca do significado do seu nascimento. Francisco extrai duas relevantes considerações, como segue:

Da contemplação jubilosa do mistério do Filho de Deus que nasceu para nós, podemos fazer duas considerações.

A primeira é que, se no Natal Deus se revela não como alguém que está no alto e que domina o universo, mas como Aquele que se abaixa, que desce sobre a terra pequenino e pobre, significa que para sermos semelhantes a Ele não devemos colocar-nos acima dos outros mas, ao contrário, abaixar-nos, pôr-nos ao seu serviço, tornar-nos pequeninos com os pequeninos, pobres com os pobres. Mas é triste quando vemos um cristão que não quer humilhar-se, que não aceita servir. É triste quando o cristão se vangloria em toda a parte: ele não é cristão, mas pagão. O cristão serve, abaixa-se. Façamos com que estes nossos irmãos e irmãs nunca se sintam sozinhos!

A segunda consideração: se, através de Jesus, Deus se comprometeu com o homem a ponto de se tornar como um de nós, quer dizer que tudo o que fizermos a um irmão ou a uma irmã, a Ele o fazemos. Foi o próprio Jesus quem no-lo recordou: quem alimenta, acolhe, visita e ama um destes mais pequeninos e mais pobres entre os homens, ao Filho de Deus que o faz.

O Natal de Jesus é evento que acontece neste mundo real e que nos motiva a reconhecer no rosto do próximo, sobretudo dos mais frágeis, o rosto do próprio Cristo.

O serviço da beata Irmã Dulce, retratado na figura acima, é a imagem viva do ensinamento do Papa Francisco, e assim se pode dizer que: Quem acolhe o recém nascido abandonado, acolhe o Menino Jesus que nasce. Quem alimenta a criança faminta, e faminta de carinho, alimenta e acaricia o Menino da Manjedoura. 
 
O vídeo e o texto da catequese (em português) podem ser conferidos aqui.

E a razão da nossa esperança é a seguinte: Deus está ao nosso lado, Deus ainda confia em nós!
(Papa Francisco)


Fonte da imagem:
http://www.irmadulce.org.br/bemaventurada/multimidia_galeria.php

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Tempo do Natal - Ano A - São Mateus (2013-2014)


https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjGRgAOBMIJwvB6xYhk7MPeUhcTHiwkMhqBFlKjRIbkvs3ts7Y98N0_cl6htmh3uSZ4U9asDOzzHORZgNyqWgQqndRYOBIyRxb8aNEnEQGPrPrWRwfjr9mmyTXDSYo-jBRAhyphenhyphenuD/s1600/presepio+de+s%C3%A3o+francisco.jpg

O Tempo do Natal já se avizinha. Sua expressão máxima está no nascimento do Menino Jesus, cujo conjunto simbólico desse extraordinário acontecimento na História da Salvação e na História Humana o presépio procura retratar.

Segundo as Normas Universais do Ano Litúrgico e o Novo Calendário Romano Geral,

"O Tempo do Natal vai das Primeiras Vésperas do Natal do Senhor ao domingo depois da Epifania ou ao domingo depois do dia 6 de janeiro inclusive" (n. 33).

Em outras palavras, o Tempo do Natal começa no dia 24 de dezembro de 2013, à tarde, e vai até o dia 12 de janeiro de 2014 - Festa do Batismo do Senhor.

O ofício do Tempo do Natal encontra-se no Missal Romano (2ª edição típica para o Brasil) às páginas 149 a 174. E as necessárias indicações para as celebrações estão no Diretório da Liturgia - Ano C - São Lucas (2012-2013), às páginas 200, no fim, a 204, bem como no Diretório da Liturgia - Ano A - São Mateus (2013-2014), às páginas 42 a 47.

No Tempo do Natal predomina a cor litúrgica branca. Entretanto, conforme a Instrução Geral sobre o Missal Romano (3ª edição típica):

"Em dias mais solenes podem ser usadas vestes sagradas festivas ou mais nobres, mesmo que não sejam da cor do dia" (n. 346, g).

Quais são, então, as cores para esses dias mais solenes? São, por exemplo, as cores dourada e prateada.

A Missa do Natal do Senhor é celebração festiva: as cores, as luzes, as flores, os cantos...


Leia mais:

Tempo do Advento - Ano A - São Mateus (2013-2014)

Diálogo na intimidade - Palavra: AMOR

História da Salvação

O tempo na história da salvação

A história de Deus e a intrincada história humana


Fonte da imagem:
http://vocacionadosdedeusemaria.blogspot.com.br/2012/12/o-presepio-e-sao-francisco-de-assis.html

sábado, 23 de novembro de 2013

Tempo do Advento - Ano A - São Mateus (2013-2014)


O ano litúrgico está prestes a terminar. E o novo ano litúrgico se inicia com o tempo chamado do Advento, fazendo parte do denominado Ciclo do Natal.

Como é sabido, cada ano litúrgico da Igreja tem a sua própria nomenclatura: Ano A - São Mateus, Ano B - São Marcos e Ano C - São Lucas.

Terminado o Ano A, onde se lê o Evangelho de São Mateus, passa-se para o Ano B, onde se lê o Evangelho de São Marcos; terminado o Ano B, passa-se ao Ano C, onde se lê o Evangelho de São Lucas. E, por fim, terminado o Ano C, retoma-se o Ano A - São Mateus.

O Evangelho de São João não compõe especificamente um ano litúrgico. O Evangelho de São João vai aparecer nas últimas semanas do Tempo da Quaresma e muito no Tempo Pascal, assim como preenche, em parte, o Ano B (Evangelho de São Marcos). Em outras palavras, o Evangelho de João, teologicamente trabalhado, funciona, se assim posso me expressar, como se fosse um "curinga".

Agora, a Igreja vai terminar o Ano C - São Lucas e vai iniciar o Ano A - São Mateus. O início e o término do ano litúrgico não coincidem com os do ano civil.

O último Domingo do Ano C - São Lucas (2012-2013), ou 34º Domingo do Tempo Comum - Ano C,  vai ocorrer no dia 24 de novembro de 2013, Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, e o último dia do término do Ano C - São Lucas (2012-2013) será no dia 30 de novembro de 2013, sábado, antes das primeiras vésperas (Vésperas I) do início do novo ano litúrgico, ou seja, antes das Primeiras Vésperas do Primeiro Domingo do Advento do Ano A - São Mateus (2013-2014).

Ao contrário do que se pensa, o ano litúrgico não termina com a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, mas sim no sábado seguinte, posto que os dias que se seguem àquela Solenidade ainda são segunda, terça, quarta, quinta e sexta feiras da 34ª semana do Tempo Comum do Ano C - São Lucas (34ª semana do TC), inclusive o sábado até antes das Primeiras Vésperas do primeiro Domingo do Tempo de Advento.

O novo ano litúrgico (Ano A - São Mateus - 2013-2014) continua, mas o Tempo do Advento termina no dia 24 dezembro de 2013 antes das Primeiras Vésperas do Natal do Senhor. Ou, como dizem as Normas Universais sobre o o Ano Litúrgico e o Calendário:

"O Tempo do Advento começa com as Primeiras Vésperas do domingo que cai no dia 30 de novembro ou no domingo que lhe fica mais próximo, terminando antes das Primeiras Vésperas do Natal do Senhor" (nº 40).

No tempo do Advento, a cor litúrgica é roxa, podendo no terceiro Domingo (Domingo Gaudete) usar a cor rósea. Não se recita e nem se canta o Glória.

Entretanto, no dia 8 de dezembro de 2013, Domingo, por determinação da CNBB e autorização da Santa Sé, será celebrada a Solenidade da Imaculada Conceição de Nossa Senhora; usa-se a cor litúrgica branca e canta-se o Glória, com ofício e leituras próprias (consultar o Diretório da Liturgia 2013 - Ano C - São Lucas, às páginas 193 e 194, bem como o Missal Romano, 2ª edição típica para o Brasil, às páginas 713 a 717). Harmonizando-se com a celebração da Imaculada Conceição de Nossa Senhora (Segundo Domingo do Advento), sugiro que se acenda a segunda vela da Coroa do Advento na cor branca (vela branca).

No Terceiro Domingo do Advento (dia 15 de dezembro de 2013), por determinação da 36ª Assembleia Geral da CNBB, haverá, em todas as igrejas, capelas e oratórios, a coleta da Campanha para a Evangelização.


Leia mais:




Fonte da imagem:
http://www.congregacionesmarianas.org/tiempo.htm

sábado, 12 de janeiro de 2013

Reflexão sobre a Homilia de Bento XVI na Missa da Noite de Natal-2012



O Papa Bento XVI presidiu, na noite do dia 24 de dezembro de 2012, a Missa da Solenidade do Natal do Senhor (Missa do Galo), na Basílica Vaticana, ou Basílica de São Pedro. A Homilia proferida pelo Papa, em tradução para o português, pode ser lida aqui. E dela destaco duas passagens, comentando-as.

1. Deus se faz criança. Há razões neste mistério de Deus. "Como se [Deus] dissesse: Sei que o meu esplendor te assusta, que à vista da minha grandeza procuras importe-te a ti mesmo. Por isso venho a ti como menino, para que Me possas acolher e amar" (Bento XVI). O Deus distante, todo poderoso e sentado em suntuoso trono, não é o Deus da Noite de Natal. O Deus da Noite de Natal, comunicativo e despido de dominação, se achega a nós em forma humana (antropomórfica), como recém nascido. Aqui, cresce em idade e sabedoria, proclama o Reino de Deus e, por causa dessa novidade, é julgado, condenado e morto na cruz. Ressuscitado, vive entre nós.

2. O tempo e espaço para Deus. O homem moderno está com a sua agenda cheia. Os horários  e espaços já estão todos ocupados. Encaixar algo mais só com muito jeito, à margem da agenda. Mas, para Deus, não tem jeito mesmo.

O Papa afirma: "E recordamos então que esta notícia, aparentementre casual, da falta de lugar na hospedaria que obriga a Sagrada Família a ir para o estábulo, foi aprofundada e referida na sua essência pelo evangelista João nestes termos: "Veio para o que era Seu, e os Seus não O acolheram (Jo 1,11). Deste modo, a grande questão moral sobre o modo como nos comportamos com os prófugos, os refugiados, os imigrantes ganha um sentido ainda mais fundamental: Temos verdadeiramente lugar para Deus, quando Ele tenta entrar em nós? Temos tempo e espaço para Ele? Porventura não é ao próprio Deus que rejeitamos? Isto começa pelo facto de não termos tempo para Deus. Quanto mais rapidamente nos podemos mover, quanto mais eficazes se tornam os meios que nos fazem poupar tempo, tanto menos tempo temos disponível. E Deus? O que diz respeito a Ele nunca parece uma questão urgente. O nosso tempo já está completamente preenchido."

Com tanta tecnologia, o tempo tornou-se curto, ou melhor, na medida em que se aperfeiçoam e crescem os meios tecnológicos (parece que a tecnologia quer nos socorrer nessa falta de tempo, mas, contraditoriamente, o homem fica com menos tempo), cada vez mais o tempo vai ficando escasso. Então, afirma o Papa: "Quanto mais rapidamente nos podemos mover, quanto mais eficazes se tornam os meios que nos fazem poupar tempo, tanto menos tempo temos disponível."

Nessa escassez de tempo, em que tudo se mede e se move pela utilidade e fruição imediatas, Deus não encontra lugar e tempo no coração do homem.

O meio cultural acaba influindo no comportamento do homem. O deus da velocidade, da utilidade e do imediatismo submete o homem a um ritmo de ansiedade avassaladora, para fazer dele um ser onipresente (estar em todos os lugares, fazer todas as coisas...).

O Papa tem proposto a questão dos valores, das prioridades, do significado do Natal, o que, aliás, vem como antídoto à escassez de tempo para Deus.

É necessário que o homem retome a matriz da sua identidade como ser criado à imagem e semelhança de Deus (Gn 1, 26-27).

Há outras reflexões, mas listo essas duas, sendo a segunda de grande relevância para o momento em que vive a humanidade. Dada a sua importância, eis as palavras de Bento XVI:

A metodologia do nosso pensamento está configurada de modo que, no fundo, Ele [Deus] não deva existir. Mesmo quando parece bater à porta do nosso pensamento, temos de arranjar qualquer raciocínio para O afastar; o pensamento, para ser considerado «sério», deve ser configurado de modo que a «hipótese Deus» se torne supérflua. E também nos nossos sentimentos e vontade não há espaço para Ele. Queremo-nos a nós mesmos, queremos as coisas que se conseguem tocar, a felicidade que se pode experimentar, o sucesso dos nossos projectos pessoais e das nossas intenções. Estamos completamente «cheios» de nós mesmos, de tal modo que não resta qualquer espaço para Deus.


Fonte da imagem:
http://www.news.va/pt/news/se-se-apaga-a-luz-de-deus-apaga-se-tambem-a-dignid