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sexta-feira, 11 de abril de 2008

Ainda Emaús: Ano Catequético - 2009

É com os olhos em Emaús (Lc 24, 13-35) que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB está convocando a Igreja no Brasil para o Ano Catequético a ser celebrado em 2009, comemorando os cinqüenta anos do primeiro Ano Catequético (1959).

Segundo a CNBB, "O Ano Catequético terá sua culminância com a 3ª Semana Brasileira de Catequese que se realizará de 7 a 11 de outubro de 2009 em Itaici - Indaiatuba (SP). O tema desta Semana é "Catequese, caminho para o discipulado" e o lema: "Nosso Coração arde quando Ele fala, explica as Escrituras e parte o pão". (cf. Lc 24,13-35).

O Ano Catequético não pretende ser um fato isolado. Integra um contexto maior formado pelo Documento da Conferência de Aparecida e pelas novas Diretrizes Evangelizadoras da Igreja no Brasil, recentemente aprovadas pelos Bispos reunidos em Itaici, Indaiatuba (SP), e outras mais ações eclesiais.

A passagem "Os Discípulos de Emaús" é o eixo do conteúdo bíblico do Ano Catequético.

Vale ler, apreendendo a mensagem, o evangelista São Lucas, capítulo 24, versículos 13 a 35.


Leia mais:





Fonte das imagens:
http://www.capuchinhos.org/porciuncula/encontro_biblia/emaus.htm

sábado, 5 de abril de 2008

O itinerário da fé pascal


Do livro do padre Álvaro Barreiro, SJ, tomo por empréstimo o título deste post.

No Tempo Pascal dão-se as aparições do Jesus ressuscitado, ou cristofanias. É o tempo em que se vai como que preparando o atual tempo da história da salvação, chamado tempo da Igreja, ou o tempo do Espírito Santo.

Era o primeiro dia da semana (equivalente ao domingo). Abatidos com a morte do seu líder, dois discípulos abandonaram Jerusalém. Talvez quisessem tocar suas vidas fora do centro político, econômico e religioso - Jerusalém. Dirigiram-se, então, para um povoado chamado Emaús, distante de Jerusalém uns dez quilômetros.

Todos os acontecimentos da semana anterior, sobremodo a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém e os seus sofrimentos da quinta a sexta-feira, estavam frescos na cabeça dos discípulos. E, enquanto caminhavam, comentavam entre si esses fatos. E, naturalmente, a eles se juntou um viajante que acabou por interromper a viagem.

O evangelista Lucas descreve esse episódio dos dois discípulos, conhecido sob o título de Os dois discípulos de Emaús, ou Os discípulos de Emaús (Lc 24, 13-35) .

Neste tempo das aparições - Tempo Pascal -, a Igreja coloca a narração lucana em duas celebrações litúrgicas: eucaristia (missa) da quarta feira na Oitava da Páscoa (26/3) e eucaristia (missa) do terceiro Domingo da Páscoa (6/4).

"O itinerário da fé pascal" dos discípulos de então e dos de hoje passa pelo encontro com o Cristo - o viajante que, sem alarde, se junta a nós, para dar esperança, dar sentido à vida.

Sempre me fascinou essa maravilha de Os discípulos de Emaús. Nela, via e vejo como que a primeira Celebração Eucarística (Missa), em sua inteireza fundamental (liturgia da palavra e liturgia eucarística). Ou, como diz a Instrução Geral sobre o Missal Romano: "A Missa consta, por assim dizer, de duas partes, a saber: a liturgia de palavra e a liturgia eucarística, tão intimamente unidas entre si, que constituem um só ato de culto" (n. 28).

E ainda: o retorno dos discípulos a Jerusalém para unir-se aos demais bem define o sentido da celebração eucarística fazer um só corpo e um só espírito. E mais o ide da Missa coincide com o sentido do retorno: confirmar a alegre novidade; anunciá-la, não guardando só para si.

O livro "O itinerário da fé pascal", de autoria do padre Álvaro Barreiro, SJ, está plasmado em cima do texto Lucas (Lc 24,13-35), razão pelo qual a ele me reporto. O livro como que, trabalhando uma aparição do Tempo Pascal, ajuda a viver a espiritualidade deste kairós. É livro para ser lido e meditado não apenas no Tempo Pascal, mas a todo tempo, pois todo o tempo é tempo de escutar o Cristo, partir e repartir, retornar à unidade na fé, alegrar-se e anunciar.

Concluo com as palavras do padre Álvaro Barreiro, com perguntas, cujas repostas serão encontradas no decorrer do livro: "O relato da aparição de Jesus aos discípulos de Emaús responde às perguntas que eram feitas nas comunidades contemporâneas do evangelista; perguntas que continuam a ser feitas em nossas comunidades: Por que Jesus ressuscitado, "o Vivente" (vv. 5.24), não se manifesta? Por que nossos olhos são incapazes de vê-lo? Por que nossos corações são lentos para crer?" [1].


Leia mais:




[1] Álvaro Barreiro, SJ, O itinerário da fé pascal: A experiência dos discípulos de Emaús e a nossa (Lc 24, 13-35), São Paulo, Edições Loyola, 4ª edição, revista e ampliada, junho de 2005, p. 16.


Fonte da primeira imagem:
http://www.vilakostkaitaici.org.br/texto_estudos_quevedo21.htm

Fonte da segunda imagem:
http://www.escoladeevangelizacao.com.br/redir.php?show=shopping.php

domingo, 23 de março de 2008

Tempo Pascal: as aparições do Jesus ressuscitado


Os cinqüenta dias que se seguem do Domingo da Ressurreição, inclusive, até o Domingo de Pentecostes, formam o Tempo Pascal.

Na expressão de Tertuliano (155-220): "Este tempo é propriamente um "dia da festa"." [1] É uma única festa pascal. Ou, como rezam as Normas Universais sobre o Ano Litúrgico e o Calendário: "Os cinqüenta dias entre o domingo da Ressurreição e o domingo de Pentecostes sejam celebrados com alegria e exultação, como se fossem um só dia de festa, ou melhor, "como um grande domingo"" (n. 22). Conforme nota de rodapé n. 12, para a expressão "como um grande domingo", as referidas Normas Universais se reportam a Santo Atanásio, Epist. fest., 1: PG 26, 1366.

É o tempo das aparições do Jesus ressuscitado. Não são aparições sem sentido. Ao contrário, elas visam educar, transmitir e fortalecer os apóstolos, hoje nós, na fé pascal, como, por exemplo, por intermédio daquela passagem de Os discípulos de Emaús (Lc 24, 13-35), interpretada por Caravaggio em A Ceia de Emaús (pintura acima).

Os Domingos do Tempo Pascal são tidos como Domingos da Páscoa. O Domingo da Páscoa na Ressurreição do Senhor, que é antecedido pela Vigília Pascal, é o primeiro Domingo da Páscoa. No Brasil, celebra-se a solenidade da Ascensão do Senhor no sétimo Domingo da Páscoa. No domingo seguinte, celebra-se a solenidade de Pentecostes, quando se encerra o Tempo Pascal.

O Círio Pascal, que é símbolo do Cristo ressuscitado, marca o Tempo Pascal. Estará aceso tanto nas Celebrações Eucarísticas (Missas) quanto nas laudes e vésperas da Liturgia das Horas, até o Domingo de Pentecostes inclusive.


Leia mais:

Círio Pascal: Eis a luz de Cristo!


[1] O Baptismo, n. 19, apud Antologia Litúrgica: textos litúrgicos, patrísticos e canónicos do primeiro milénio, recolha de textos, tradução e organização de José de Leão Cordeiro, Santuário de Fátima-Portugal, Secretariado Nacional de Liturgia, p. 200, n. 641.



Fonte da imagem:
http://www.pime.org.br/noticias.inc.php?&id_noticia=6557&id_sessao=2