sábado, 27 de fevereiro de 2016

Semana Santa e Tríduo Pascal do Ano C - São Lucas (2015-2016)



No curso do Tempo da Quaresma, Jesus foi preparando-nos, gradualmente, para o Mistério da Morte e Ressurreição, e leva-nos a Jerusalém.

A caminho de Jerusalém, Jesus adianta aos doze discípulos o que irá acontecer ao Filho do Homem:
Enquanto subia para Jerusalém, Jesus tomou consigo os doze discípulos em particular e, durante a caminhada, disse para eles: «Eis que estamos subindo para Jerusalém, e o Filho do Homem vai ser entregue aos chefes dos sacerdotes e aos doutores da Lei. Eles o condenarão à morte, e o entregarão aos pagãos para zombarem dele, flagelá-lo e crucificá-lo. E no terceiro dia ele ressuscitará.» (Mt 20, 17-19)
Assim preparados, com a fé mais iluminada, chegamos à Semana Santa. Semana Maior, ou Grande Semana, e Semana da Salvação como também é denominada. Sem que um exclua o outro, são qualificativos que se somam e enriquecem os dias em que a liturgia segue, passo a passo, os últimos acontecimentos da vida terrena de Jesus (Augusto Bergamini).

A Semana Santa visa recordar a Paixão de Cristo, desde sua entrada messiânica em Jerusalém (n. 31)
O Tríduo Pascal é o tempo em que a Igreja celebra a paixão, a morte e a ressurreição de Jesus, constituindo o ponto alto da Semana Santa e o ponto central do Ano Litúrgico. O Tríduo se inaugura na Quinta-feira Santa, com a Missa Vespertina da Ceia do Senhor, em que faz atual a Última Ceia, na qual o Senhor instituiu a eucaristia, o sacerdócio ministerial e o sacramento do amor, encerrando-se com o Ofício das Vésperas da liturgia das horas do Domingo de Páscoa da Ressurreição do Senhor.

Para Santo Agostinho é o sacratíssimo tríduo do crucificado, do sepultado e do ressuscitado (sacratissimum triduum crucifixi, sepulti, suscitati).

Na expressão sintética de Augusto Bergamini, o tríduo é a 'páscoa celebrada em três dias'.

A Semana Santa do Ano C - São Lucas (2015-2016) começa com o Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, que cai no dia 20 de março de 2016, e termina no dia 24 de março de 2016 (Quinta-feira), imediatamente antes do início da celebração da Missa Vespertina da Ceia do Senhor.

O Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor vai desde a celebração da Missa Vespertina da Ceia do Senhor, no dia 24 de março de 2016 (Quinta-feira Santa), até as Vésperas do Domingo de Páscoa da Ressurreição do Senhor, e tem seu ponto alto na Vigília Pascal (Sábado Santo). Ou, como dispõem as Normas Universais do Ano Litúrgico e Novo Calendário Romano Geral:
O Tríduo pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor começa com a Missa vespertina na Ceia do Senhor, possui o seu centro na Vigília Pascal e encerra-se com as Vésperas do domingo da Ressurreição. (n. 19).

Sugestões práticas:


Para o Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor (20/3/2016) a cor litúrgica é vermelha e toda a liturgia do próprio do tempo (ou seja, para este Domingo) está no Missal Romano (2ª edição típica, em uso no Brasil) às páginas 220 a 231.

Para Segunda, Terça e Quartas-feiras da Semana Santa (21, 22 e 23/3/2016) a cor litúrgica é roxa e toda a liturgia do próprio do tempo está no Missal Romano às páginas 232 (Segunda-feira), 233 (Terça-feira) e 234 (Quarta-feira).

Para a Quinta-feira da Semana Santa (24/3/2016), há duas grandes celebrações. A primeira é na parte da manhã. O Bispo concelebra com o seu presbitério a Missa do Crisma. A cor litúrgica é roxa e a liturgia do próprio do tempo (Missa do Crisma) está no Missal Romano às páginas 235 a 246.

A segunda celebração vem ao cair da tarde dessa mesma Quinta-feira Santa. Com a celebração da Missa vespertina da Ceia do Senhor começa o Tríduo Pascal. A cor litúrgica é branca e a liturgia do próprio do tempo (Missa vespertina da Ceia do Senhor) está no Missal Romano às páginas 247 a 253.

Para a Sexta-feira da Semana Santa (25/3/2016) a cor litúrgica é vermelha e toda a liturgia do próprio do tempo está no Missal Romano às páginas 254 a 269. Nesta Sexta-feira é dia de abstinência e jejum. Ao término da Celebração da Paixão do Senhor (que não é celebração de Missa), todos se retiram em silêncio, e o altar é oportunamente desnudado.

Para o Sábado da Semana Santa (26/3/2016) a cor litúrgica é roxa. O Missal Romano (página 269) nada registra como próprio do tempo, isto é, neste dia, nenhuma celebração litúrgica há. No Sábado Santo, a Igreja permanece junto ao sepulcro do Senhor, meditando a sua Paixão e Morte. A Sagrada Comunhão só pode ser dada, se for como viático. O altar permanece desnudado.

Para a Vígilia Pascal (26/3/2016) a cor litúrgica é branca. A Vigília Pascal, que se celebra na noite santa deste Sábado, compõe-se de quatro partes.

Primeira parte começa com a Solene Celebração da Luz (bênção do fogo e preparação do círio), Procissão e Proclamação da Páscoa. O próprio do tempo desta primeira parte está no Missal Romano, nas páginas 270 a 278.

Segunda parte compõe-se da Liturgia da Palavra, com sete leituras do Antigo Testamento e duas do Novo Testamento (Epístola e Evangelho). E começa com a exortação do sacerdote (padre) dirigida ao povo (rubrica n. 22 do Missal Romano, página 279). Por razões pastorais, pode-se diminuir o número de leituras do Antigo Testamento para três ou, em situações especiais, para duas, não podendo, porém, ser omitida a leitura do Livro do Êxodo, capítulo 14.

O próprio do tempo desta segunda parte está no Missal Romano, nas páginas 279 a 283.

As leituras e os salmos estão, como se sabe, no Lecionário Dominical. O Evangelho (Lc 24, 1-12) está no Evangeliário, ou, se a comunidade não tiver este livro, usa-se o Lecionário Dominical, onde também  está o Evangelho (Lc 24, 1-12).

Terceira parte compõe-se da Liturgia Batismal e começa com a exortação do sacerdote (padre) dirigida ao povo (uma das exortações previstas na rubrica n. 38 do Missal Romano, página 283).

O próprio do tempo desta terceira parte está contemplada no Missal Romano, nas páginas 283 a 290.

Quarta Parte compõe-se da Liturgia Eucarística, com a Oração sobre as Oferendas (rubrica n. 42 do Missal Romano, página 290), Prefácio da Páscoa I (rubrica n. 41 do Missal Romano, página 421) e Oração Eucarística I ou Cânon Romano (Missal Romano, páginas 469 a 476).

O Rito da Comunhão está nas páginas 500 a 504 do Missal Romano.

Ritos Finais estão na página 505 do Missal Romano.

A Bênção Solene da Vigília Pascal e dia de Páscoa está nas páginas 522 a 523 do Missal Romano (rubrica n. 6).

Para o Domingo de Páscoa da Ressurreição do Senhor (27/03/2016), a cor litúrgica é branca, e o próprio do tempo está às páginas 295-296 do Missal Romano.


Para a Semana Santa e o Tríduo Pascal, os seguintes livros litúrgicos fazem-se necessários: Missal Romano (No Brasil, a 2ª edição típica em vigor), Lecionários (Dominical e Ferial ou Semanal) e Evangeliário.

Para acompanhar a Semana Santa e evidentemente o Tríduo Pascal, incluindo o Domingo de Páscoa da Ressurreição do Senhor, recomendo a consulta ao Diretório da Liturgia - 2016, às páginas 78 a 87.

Por fim, sugiro a leitura do "Pequeno Manual para a Semana Santa" - do site Presbíteros, que considero muito bom e prático, cujo texto pode ser lido clicando aqui.


Atenção!


Com o término do canto do Glória da Missa Vespertina da Ceia do Senhor, na Quinta-feira Santa, não mais se tocam quaisquer sinos (da torre e do altar), voltando a serem tocados somente com o canto do Glória da Missa da Vigília Pascal, no Sábado Santo.

Neste período em que os sinos permanecem silenciosos, toca-se matraca nas situações em se tocaria sino, quer da torre, quer do altar.

Para a procissão da Missa da Vigília Pascal não se leva cruz processional, nem tochas.


Leia mais:

Paschalis Sollemnitatis: A Preparação e Celebração das Festas Pascais, de 16 de janeiro de 1998, da Congregação para o Culto Divino

Decreto In Missa in Cena Domini, de 6 de janeiro de 2016, da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos

Comentário ao Decreto In Missa in Cena Domini, da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos

O Tríduo Pascal do Senhor crucificado, sepultado e ressuscitado, por Dom Edmar Peron


Fonte da imagem:
http://diocesedecacador.org.br/site/entrevista-dom-severino-explica-sobre-a-semana-santa/

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Declaração Conjunta do Papa Francisco e do Patriarca Cirilo entra para a História



A visão profética de São João XXIII vai-se tornando realidade: a promoção da unidade na família cristã e humana.

Há onze anos, São João Paulo II, na esteira da promoção da unidade cristã (ecumenismo), sonhou com um encontro com Alexis II, então Patriarca de Moscou e toda a Rússia, por ocasião da restituição do ícone de Nossa de Senhora de Kazan. Tal encontro pessoal, porém, não se concretizou.

Alexis II foi sucedido por Cirilo (Patriarca Kirill) no Patriarcado de Moscou e toda a Rússia (A Igreja da Rússia). É com ele que prosseguiram os entendimentos entre a Igreja Católica de Roma e a Ortodoxa da Rússia, para, já amadurecidos, culminar no histórico encontro entre o Papa Francisco e o Patriarca Cirilo, em Havana (Cuba) a 12 de fevereiro de 2016.

Ambas as lideranças religiosas trocaram significativos presentes. O Patriarca Cirilo ofertou a Francisco uma cópia do ícone de Nossa Senhora de Kazan. O Papa Francisco lhe correspondeu com dois presentes: um relicário de São Cirilo e um cálice.

No encontro, Francisco, Bispo de Roma e Papa da Igreja Católica Romana, e Kirill (Cirilo), Patriarca de Moscovo e toda a Rússia, assinaram uma Declaração Conjunta, que, por certo, passará para a História. Nela, entre tantos outros pontos relevantes, há o reconhecimento dos princípios fundamentais do cristianismo, exemplificativamente:

1. Por vontade de Deus Pai de quem provém todo o dom, no nome do Senhor nosso Jesus Cristo e com a ajuda do Espírito Santo Consolador, nós, Papa Francisco e Kirill, Patriarca de Moscovo e de toda a Rússia, encontramo-nos, hoje, em Havana. Damos graças a Deus, glorificado na Trindade, por este encontro, o primeiro na história. 

4. Damos graças a Deus pelos dons que recebemos da vinda ao mundo do seu único Filho. Partilhamos a Tradição espiritual comum do primeiro milénio do cristianismo. As testemunhas desta Tradição são a Virgem Maria, Santíssima Mãe de Deus, e os Santos que veneramos. Entre eles, contam-se inúmeros mártires que testemunharam a sua fidelidade a Cristo e se tornaram «semente de cristãos».

5. Apesar desta Tradição comum dos primeiros dez séculos, há quase mil anos que católicos e ortodoxos estão privados da comunhão na Eucaristia. Estamos divididos por feridas causadas por conflitos dum passado distante ou recente, por divergências – herdadas dos nossos antepassados – na compreensão e explicitação da nossa fé em Deus, uno em três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Deploramos a perda da unidade, consequência da fraqueza humana e do pecado, ocorrida apesar da Oração Sacerdotal de Cristo Salvador: «Para que todos sejam um só, como Tu, Pai, estás em Mim e Eu em Ti; para que assim eles estejam em Nós» (Jo 17, 21).

6. Conscientes da permanência de numerosos obstáculos, esperamos que o nosso encontro possa contribuir para o restabelecimento desta unidade querida por Deus, pela qual Cristo rezou. Que o nosso encontro inspire os cristãos do mundo inteiro a rezar ao Senhor, com renovado fervor, pela unidade plena de todos os seus discípulos. Num mundo que espera de nós não apenas palavras mas gestos concretos, possa este encontro ser um sinal de esperança para todos os homens de boa vontade!

7. Determinados a realizar tudo o que seja necessário para superar as divergências históricas que herdámos, queremos unir os nossos esforços para testemunhar o Evangelho de Cristo e o património comum da Igreja do primeiro milénio, respondendo em conjunto aos desafios do mundo contemporâneo. Ortodoxos e católicos devem aprender a dar um testemunho concorde da verdade, em áreas onde isso seja possível e necessário. A civilização humana entrou num período de mudança epocal. A nossa consciência cristã e a nossa responsabilidade pastoral não nos permitem ficar inertes perante os desafios que requerem uma resposta comum.

30. Cheios de gratidão pelo dom da compreensão recíproca manifestada durante o nosso encontro, levantamos os olhos agradecidos para a Santíssima Mãe de Deus, invocando-A com as palavras desta antiga oração: «Sob o abrigo da vossa misericórdia, nos refugiamos, Santa Mãe de Deus». Que a bem-aventurada Virgem Maria, com a sua intercessão, encoraje à fraternidade aqueles que A veneram, para que, no tempo estabelecido por Deus, sejam reunidos em paz e harmonia num só povo de Deus para glória da Santíssima e indivisível Trindade!

A histórica Declaração Conjunta será, certamente, fonte de referência para estudos e ações nos diversos temas nela contemplados, tais como a liberdade religiosa, família, defesa da vida, perseguição aos cristãos, Europa e sua fidelidade às raízes cristãs, conflitos, diálogo inter-religioso.

Dada a sua importância histórica não só para o cristianismo romano quanto para o ortodoxo, bem assim para as pessoas de boa vontade, leia, na íntegra e em português, a sobredita Declaração Conjunta assinada pelo Papa Francisco e pelo Patriarca Kirill (Cirilo), clicando aqui.
Carta do Papa Bento XVI à sua Santidade Aleixo II Patriarca de Moscovo e de todas as Rússias

História resumida do Patriarcado de Moscou


Fonte da imagem:
https://pt.zenit.org/articles/um-manifesto-desconfortavel-para-o-mundo-vindouro/

domingo, 7 de fevereiro de 2016

CFE - 2016 - Campanha da Fraternidade Ecumênica



A Campanha da Fraternidade para o Tempo da Quaresma deste ano é Ecumênica, porque, como diz o texto abaixo, "Todas as pessoas que assumem a fé em Jesus Cristo são chamadas a trabalhar juntas no cuido da Casa Comum".

Portanto, não é uma Campanha somente da Igreja Católica Apostólica Romana no Brasil, mas sim das demais Igrejas que comungam a mesma fé em Jesus Cristo, ou melhor, das Igrejas membro do CONIC - Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil.

Orientações para os educadores e as educadoras

A IV Campanha da Fraternidade Ecumênica tem como tema: “Casa Comum, nossa responsabilidade” e nos propõe dois objetivos entrelaçados e decorrentes do nosso compromisso de fé.

O primeiro objetivo tem relação com o tema central dessa Campanha que é o saneamento básico. Entendemos que o acesso a esse serviço é condição essencial para a garantia de justiça socioambiental, que se expressa na erradicação da pobreza, no cuidado com o meio ambiente e na redução na mortalidade infantil. O saneamento básico compreende o abastecimento de água potável, o esgoto sanitário, a limpeza urbana, o manejo dos resíduos sólidos, o controle de meios de transmissão de doença e a drenagem de águas pluviais. 

O segundo objetivo é motivar a vivência ecumênica. Todas as pessoas que assumem a fé em Jesus Cristo são chamadas a trabalhar juntas no cuido da Casa Comum. Essa responsabilidade é conferida a nós pelo Batismo. Para tanto, precisamos superar os conflitos e nos abrirmos para o diálogo, para conhecer e saber quem é o irmão e a irmã da outra igreja. Isso significa valorizar a unidade cristã sem desconsiderar que há formas diferentes de viver a fé em Jesus Cristo. Nosso testemunho torna-se mais evidente quando podemos fazer isso juntos.

Estes dois objetivos têm a ver com o que Deus quer de nós, com seu projeto de construção de um mundo mais fraterno e justo.

Leia mais sobre o objetivo geral e os objetivos específicos da Campanha da Fraternidade Ecumênica - 2016, clicando na página da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB aqui.

Confira também o material do CONIC - Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil sobre a CFE-2016, clicando aqui.

Por fim, num horizonte bem maior, universal, não se pode deixar de mencionar a Carta Encíclica Laudato Si' sobre o cuidado da casa comum, do Papa Francisco, que trata do desenvolvimento sustentável e integral, unindo toda a família humana na proteção da nossa casa comum.



Leia mais:

Papa Francisco: zeloso cuidador da Casa Comum, por Leonardo Boff


Fonte do texto:
http://edicoescnbb.com.br/CFE2016_atividade_para_crian%C3%A7a.pdf

Fonte da imagem e do vídeo oficial da Campanha:
http://www.conic.org.br/portal/cf-ecumenica

Quaresma de 2016: Mensagem do Papa Francisco



Para o Tempo da Quaresma do Ano C - São Lucas (2015-2016), o Papa Francisco, na esteira do Ano Jubilar da Misericórdia, envia a Mensagem Quaresmal centrando nestas palavras:

«“Prefiro a misericórdia ao sacrifício” (Mt 9, 13). As obras de misericórdia no caminho jubilar»

O Papa enfatiza a necessidade de aproveitar este tempo favorável à conversão para sair da própria alienação existencial:

Portanto a Quaresma deste Ano Jubilar é um tempo favorável para todos poderem, finalmente, sair da própria alienação existencial, graças à escuta da Palavra e às obras de misericórdia. Se, por meio das obras corporais, tocamos a carne de Cristo nos irmãos e irmãs necessitados de ser nutridos, vestidos, alojados, visitados, as obras espirituais tocam mais directamente o nosso ser de pecadores: aconselhar, ensinar, perdoar, admoestar, rezar. Por isso, as obras corporais e as espirituais nunca devem ser separadas.

Essas e outras mais passagens da Mensagem do Papa para a Quaresma de 2016 podem ser lidas aqui.


Fonte da imagem:
http://www.opusdei.pt/pt-pt/document/o-papa-convoca-o-jubileu-da-misericordia/

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Tempo da Quaresma do Ano C - São Lucas (2015-2016)



A primeira fase do Tempo Comum dará lugar ao Tempo da Quaresma.

O Tempo da Quaresma começa no dia 10 de fevereiro de 2016, Quarta-Feira de Cinzas, e vai até o dia 24 de março de 2016, Quinta-Feira Santa, antes do início da Missa Vespertina da Ceia do Senhor.

É tempo de preparação da Páscoa do Senhor.

A cor litúrgica é roxa, podendo usar a cor rósea no Domingo Laetare (Quarto Domingo da Quaresma), que cai no dia 6 de março de 2016. 

De regra geral, neste tempo, omitem-se o Glória e o Aleluia. Não se ornamenta o espaço litúrgico com flores.

A Quarta-Feira de Cinzas é dia de jejum e abstinência. À abstinência estão obrigados os que houverem completado catorze anos de idade e vai até o fim da vida. Ao jejum estão obrigados os maiores de idade (no Brasil, 18 anos completos) e vai até os sessenta anos começados (em outras palavras, até os 59 anos completos). A respeito, pode-se consultar os canônes 1249 a 1253 do Código de Direito Canônico aqui.

O Tempo da Quaresma do Ano C - São Lucas (2015-2916) pode ser acompanhado pelo Diretório da Liturgia - 2016, às páginas 61 a 81.


Leia mais:


Fonte da imagem:
http://www.diocese-aveiro.pt/v2/?p=13514

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Dia Mundial da Paz: Vence a indiferença e conquista a paz



Como sempre faz a Igreja, foi divulgada a Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial da Paz - 2016, que se celebra a cada dia 1º de janeiro, cujo texto completo, em português, pode ser lido aqui.

Desde que tal celebração foi instituída pelo Papa Paulo VI, a Mensagem corresponde ao XLIX Dia Mundial da Paz


Leia mais:





Fonte da imagem:
http://www.a12.com/santo-padre/noticias/detalhes/dia-mundial-da-paz-de-2016-vence-a-indiferenca-e-conquista-a-paz

domingo, 3 de janeiro de 2016

Tempo Comum do Ano C - São Lucas (2015-2016) - primeira fase



A dinâmica do Ano Litúrgico vai revelando os tempos em que ele se decompõe. Aproxima-se o Tempo Comum, que se divide em duas fases, porque, entre uma e outra, intercalam-se o Tempo da Quaresma e o Tempo da Páscoa.

A primeira fase, que é o início do Tempo Comum - TC, começa no dia 11 de janeiro de 2016, segunda-feira, e vai até o dia 9 de fevereiro de 2016, terça-feira, inclusive. A segunda fase, que é nada mais nada menos do que o recomeço do TC, começa no dia 16 de maio de 2016, segunda-feira, e vai até o dia 26 de novembro 2016, imediatamente antes das Primeiras Vésperas do Primeiro Domingo do Advento.

A cor litúrgica do TC é verde.

Para acompanhamento do Tempo Comum (Ano C - São Lucas), consultar o Diretório da Liturgia - 2016 às páginas 48-60 e às páginas 109-198.

Desde o dia 8 de dezembro de 2015, Solenidade da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, até o dia 20 de dezembro de 2016, Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, transcorre o Ano Santo da Misericórdia do proclamado Jubileu Extraordinário da Misericórdia, evento este que enriquece intensamente o Ano C - São Lucas (2015-2016).

Mais detalhes oficiais sobre o Jubileu da Misericórdia, confira aqui.


Fonte da imagem:
http://www.diocese-aveiro.pt/v2/?p=3612

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Feliz e Próspero Ano Novo - 2016 !


“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”
(Madre Teresa de Calcutá)




Feliz e Próspero Ano Novo !



Fonte da frase:
http://www.frasesfamosas.com.br/frase/madre-teresa-de-calc-o-importante-nao-e-o-que-se-d/

Fonte da imagem:
http://www.dw.com/pt/madre-teresa-de-calcut%C3%A1-ser%C3%A1-canonizada-pelo-vaticano/a-18927526

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Retrospectiva 2015: Um ano com o Papa Francisco

A Igreja Católica Romana em ação no mundo, ou breve retrospectiva de 2015: um ano com o Papa Francisco.



Fonte do vídeo:
http://br.radiovaticana.va/news/2015/12/29/retrospectiva_2015_um_ano_com_papa_francisco/1197479

sábado, 26 de dezembro de 2015

Homilia do Papa Francisco na Santa Missa da Noite de Natal



O momento convida-nos a dar continuidade às alegrias do Natal do Senhor (E que bom se tal júbilo permanecesse ativo como algo sempre novo, sensivelmente motivador das nossas vidas!).

Nesse contexto, vamos reviver alguns desses momentos. E aqui me detenho na homilia do Papa Francisco proferida na Santa Missa da Noite do Natal do Senhor, 24 de dezembro de 2015. Destaco esta passagem:

Numa sociedade frequentemente embriagada de consumo e prazer, de abundância e luxo, de aparência e narcisismo, Ele chama-nos a um comportamento sóbrio, isto é, simples, equilibrado, linear, capaz de individuar e viver o essencial. Num mundo que demasiadas vezes é duro com o pecador e brando com o pecado, há necessidade de cultivar um forte sentido da justiça, de buscar e pôr em prática a vontade de Deus. No seio duma cultura da indiferença, que não raramente acaba por ser cruel, o nosso estilo de vida seja, pelo contrário, cheio de piedade, empatia, compaixão, misericórdia, extraídas diariamente do poço de oração.

Para ler isso e muito mais, reproduzo o texto completo da homilia:

Nesta noite, resplandece «uma grande luz» (Is 9, 1); sobre todos nós, brilha a luz do nascimento de Jesus. Como são verdadeiras e actuais as palavras que ouvimos do profeta Isaías: «Multiplicaste a alegria, aumentaste o júbilo» (9, 2)! O nosso coração já estava cheio de alegria vislumbrando este momento; mas, agora, aquele sentimento multiplica-se e sobreabunda, porque a promessa se cumpriu: finalmente realizou-se. Júbilo e alegria garantem-nos que a mensagem contida no mistério desta noite provém verdadeiramente de Deus. Não há lugar para a dúvida; deixemo-la aos cépticos, que, por interrogarem apenas a razão, nunca encontram a verdade. Não há espaço para a indiferença, que domina no coração de quem é incapaz de amar, porque tem medo de perder alguma coisa. Fica afugentada toda a tristeza, porque o Menino Jesus é o verdadeiro consolador do coração.

Hoje, o Filho de Deus nasceu: tudo muda. O Salvador do mundo vem para Se tornar participante da nossa natureza humana: já não estamos sós e abandonados. A Virgem oferece-nos o seu Filho como princípio de vida nova. A verdadeira luz vem iluminar a nossa existência, muitas vezes encerrada na sombra do pecado. Hoje descobrimos de novo quem somos! Nesta noite, torna-se-nos patente o caminho que temos de percorrer para alcançar a meta. Agora, deve cessar todo o medo e pavor, porque a luz nos indica a estrada para Belém. Não podemos permanecer inertes. Não nos é permitido ficar parados. Temos de ir ver o nosso Salvador, deitado numa manjedoura. Eis o motivo do júbilo e da alegria: este Menino «nasceu para nós», foi-nos «dado a nós», como anuncia Isaías (cf. 9, 5). A um povo que, há dois mil anos, percorre todas as estradas do mundo para tornar cada ser humano participante desta alegria, é confiada a missão de dar a conhecer o «Príncipe da paz» e tornar-se um instrumento eficaz d’Ele no meio das nações.

Por isso, quando ouvirmos falar do nascimento de Cristo, permaneçamos em silêncio e deixemos que seja aquele Menino a falar; gravemos no nosso coração as suas palavras, sem afastar o olhar do seu rosto. Se O tomarmos nos nossos braços e nos deixarmos abraçar por Ele, dar-nos-á a paz do coração que jamais terá fim. Este Menino ensina-nos aquilo que é verdadeiramente essencial na nossa vida. Nasce na pobreza do mundo, porque, para Ele e sua família, não há lugar na hospedaria. Encontra abrigo e protecção num estábulo e é deitado numa manjedoura para animais. E todavia, a partir deste nada, surge a luz da glória de Deus. A partir daqui, para os homens de coração simples, começa o caminho da verdadeira libertação e do resgate perene. Deste Menino, que, no seu rosto, traz gravados os traços da bondade, da misericórdia e do amor de Deus Pai, brota – em todos nós, seus discípulos, como ensina o apóstolo Paulo – a vontade de «renúncia à impiedade» e à riqueza do mundo, para vivermos «com sobriedade, justiça e piedade» (Tt 2, 12).

Numa sociedade frequentemente embriagada de consumo e prazer, de abundância e luxo, de aparência e narcisismo, Ele chama-nos a um comportamento sóbrio, isto é, simples, equilibrado, linear, capaz de individuar e viver o essencial. Num mundo que demasiadas vezes é duro com o pecador e brando com o pecado, há necessidade de cultivar um forte sentido da justiça, de buscar e pôr em prática a vontade de Deus. No seio duma cultura da indiferença, que não raramente acaba por ser cruel, o nosso estilo de vida seja, pelo contrário, cheio de piedade, empatia, compaixão, misericórdia, extraídas diariamente do poço de oração.

Como os pastores de Belém, possam também os nossos olhos encher-se de espanto e maravilha, contemplando no Menino Jesus o Filho de Deus. E, diante d’Ele, brote dos nossos corações a invocação: «Mostra-nos, Senhor, a tua misericórdia, concede-nos a tua salvação» (Sal 85/84, 8).

Confira o vídeo da Santa Missa aqui.


Fonte do texto da homilia:
http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/homilies/2015/documents/papa-francesco_20151224_omelia-natale.html

Fonte da imagem:
http://livrosmarianos.blogspot.com.br/2014/12/os-simbolos-do-natal.html

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Feliz e Santo Natal do Senhor !


“Vejam! O Criador do ser humano se fez homem para que, Aquele que governa do mundo sideral, se alimentasse de leite; para que o Pão tivesse fome; para a Fonte tivesse sede, a Luz adormecesse, o Caminho se fatigasse na viagem, a Verdade fosse acusada por falsos testemunhos, o Juiz dos vivos e dos mortos fosse julgado por um juiz mortal, a Justiça fosse condenada pelos injustos, a Disciplina fosse açoitada com chicotes, o Cacho de uvas fosse coroado de espinhos, o Alicerce fosse pendurado no madeiro; para que a Virtude se enfraquecesse, a Saúde fosse ferida e morresse a própria Vida”
(Santo Agostinho, Sermão 191,1: PL 38,1010).




Feliz e Santo Natal do Senhor!



Fonte do texto:
http://www.agustinosrecoletos.com/news/view/258-ultimas-noticias-actualidad/265-natal-segundo-santo-agostinho

Fonte da imagem:
http://verbo-pai.blogspot.com.br/2015/12/novena-de-natal-5-dia.html

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Tempo do Natal do Ano C - São Lucas (2015-2016)



O Natal do Senhor está chegando!

Com o término do Tempo do Advento, inicia-se o Tempo do Natal.

O Tempo do Natal se inicia com Vésperas da Solenidade do Natal do Senhor e termina com a Festa do Batismo do Senhor. Ou seja, o Tempo do Natal começa no dia 24 de dezembro de 2015, quinta-feira, com as Primeiras Vésperas, e termina no dia 10 de janeiro de 2016, Domingo, com a Festa do Batismo do Senhor.

No Tempo do Natal, a cor litúrgica é branca. Na celebração do Natal do Senhor, podem ser usadas vestes sagradas festivas ou mais nobres (Instrução Geral do Missal Romano, n. 346, g, e Instrução Redemptionis Sacramentum, n. 127).

Quais são, então, as cores para esse dia mais solene? São, por exemplo, as cores dourada e prateada.

A Missa do Natal do Senhor é celebração festiva: as cores, as luzes, as flores, os cantos...


Leia mais:




Fonte da imagem:
http://arquidiocesecampinas.com/natal-de-nosso-senhor-jesus-cristo.html

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Diocese de Santos: Jubileu da Misericórdia com gestos concretos



Para a melhor vivência e proveito do Ano Santo da Misericórdia na Diocese de Santos (SP), Dom Tarcísio Scaramussa, SDB, editou o "Decreto para o Ano Santo da Misericórdia 2015-2016", onde estão explicitadas as ações concretas propostas e as condições para ganhar Indulgência Plenária, cujo texto completo pode ser lido aqui.

Dom Tarcísio está, pois, impulsionando e motivando a vivência do Jubileu Extraordinário da Misericórdia na sua Diocese.

No dia 11 de dezembro de 2015, sexta-feira, às 19h30, Dom Tarcísio presidirá a solene Missa de inauguração do Ano Santo da Misericórdia, na Catedral de Santos, com a abertura da Porta Santa.

Em linguagem simples e concisa, vejamos o vídeo em que Dom Tarcísio conclama os fiéis a viverem o Ano Santo da Misericórdia 2015-2016 com gestos concretos:



Leia mais:

(Jubileu Extraordinário da Misericórdia: Missa da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, Praça de São Pedro, 8 de dezembro de 2015, terça-feira)

O que é um Jubileu e um Ano Santo?


Fonte da imagem:
https://pebesen.wordpress.com/2015/04/18/proclamacao-do-jubileu-da-misericordia/

domingo, 6 de dezembro de 2015

Acompanhe o Jubileu da Misericórdia



O Jubileu Extraordinário da Misericórdia proclamado pelo Papa Francisco será aberto no Vaticano (abertura da Porta Santa da Basílica de São Pedro), no dia 8 de dezembro de 2015, terça-feira, data em que a Igreja celebra a Solenidade da Imaculada Conceição de Nossa Senhora.

Confira os detalhes do desenvolvimento do Jubileu da Misericórdia, acessando aqui. Por exemplo:

O Jubileu que terá início no dia 8 de dezembro será uma experiência de misericórdia que permitirá a todos experimentar o amor de Deus. Assim o Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Arcebispo Rino Fisichella, iniciou a apresentação esta manhã, 4, na Sala de Imprensa da Santa Sé, do desenvolvimento do Jubileu da Misericórdia, que será aberto com uma celebração presidida pelo Papa Francisco no Basílica e na Praça São Pedro no dia 8, às 9h30. A Rádio Vaticano transmitirá a cerimônia, com comentários em português, a partir das 6h20, horário de Brasília.

Pela primeira vez na história dos Jubileus, no domingo dia 13 serão abertas as Portas Santas em todas as Catedrais do mundo. A data coincide com as celebrações do 50º aniversário de conclusão do Concílio Ecumênico Vaticano II.


Leia mais:

O que é um Jubileu e um Ano Santo?


Fonte da imagem:
http://www.iubilaeummisericordiae.va/content/gdm/pt/news/evidenza/2015-10-06-pcpne.html

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Tempo do Advento - Ano C - São Lucas (2015-2016)



Nos dizeres das Normas Universais do Ano Litúrgico,

O Tempo do Advento começa com as Primeiras Vésperas do domingo que cai no dia 30 de novembro ou no domingo que lhe fica mais próximo, terminando antes das Primeiras Vésperas do Natal do Senhor (n. 40).

Em outras palavras, o Tempo do Advento do Ano C - São Lucas (2015-2016) começa na tarde de sábado do dia 28 de novembro de 2015, quando já se celebra a liturgia (Missa Vespertina) do Primeiro Domingo do Advento, e termina na quinta-feira do dia 24 de dezembro de 2015, antes do cair da tarde.

Um símbolo bem popular que acompanha esse Tempo é a Coroa do Advento. E, para maiores detalhes, conferir aqui.

A cor litúrgica é roxa, podendo ser usada a rósea no Terceiro Domingo do Advento (dia 13 de dezembro de 2015), que também se denomina Domingo Gaudete.


Leia mais:

Meditações para o caminho de Advento, por José Tolentino Mendonça

Hora da Missa Vespertina


Fonte da imagem:
http://gporainhadapaz.blogspot.com.br/2014/12/que-maravilhoso-e-belo-e-o-tempo-do.html

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Ano Novo Litúrgico: Ano C - São Lucas (2015-2016)



O ano novo litúrgico está chegando!

Como já postado, o tempo litúrgico se desenvolve em ritmos diário, semanal e anual. O ritmo anual compreende três ciclos. No primeiro, chamado ciclo A, lê-se o Evangelho de Mateus; no segundo, chamado ciclo B, lê-se o Evangelho de Marcos; e no terceiro, chamado ciclo C, lê-se o Evangelho de Lucas.

O próximo ano litúrgico é o ano C - São Lucas (2015-2016).

O novo ano litúrgico (Ano C - São Lucas) já começa no sábado, dia 28 de novembro de 2015, à tarde, com as Primeiras Vésperas do Primeiro Domingo do Advento, e termina no dia 26 de novembro de 2016, sábado, antes das Primeiras Vésperas.


Fonte da imagem:
http://catequesederendufinho.blogspot.com.br/p/ano-liturgico.html

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Diretório da Liturgia - 2016



O Diretório da Liturgia - Ano C - São Lucas (2015-2016) foi lançado pelas Edições CNBB nas versões brochura (imagem acima), espiral e de bolso. E já se encontra à venda nas livrarias católicas.

Sobre a importância do Diretório da Liturgia e outras informações podem ser conferidas aqui.

Esclareça-se que todo o Tempo do Advento e parte do Tempo do Natal do Ano C - São Lucas (2015-2016) encontram-se no Diretório da Liturgia - 2015 (páginas 195-214).


Leia mais:

O ano litúrgico e o calendário


Fonte da imagem:
http://www.edicoescnbb.com.br/liturgia/diretorio-da-liturgia-2016-brochura

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Cartaz divulgado em rede social desvirtua a noção de família

O homem hoje já não é capaz de formas de discernimento que ultrapassem o fôlego curto do útil e do imediato: já não reconhece o que corresponde ou o que repele as peculiaridades que o tornam verdadeiro homem. 
(Gerhard Ludwig Müller, Pobre para os pobres: A missão da Igreja, Paulus Editora, Lisboa, pp. 93-94)


O Papa Francisco, na recente Viagem Apostólica aos Estados Unidos da América do Norte, afirmou solenemente que a família tem uma carta de cidadania divina.

Porém, não é, assim, como pensa um órgão público do Brasil. Com efeito, o Conselho Nacional do Ministério Público divulgou em rede social (Facebook) cartaz com imagens de bonequinhos, expandindo indevidamente a noção de família, para defini-la como pessoas que se amam e querem ficar juntas ou, como se desponta do cartaz, pessoas e animais que se amam. Ou ainda, como dito na rede social: 

Família = pessoas que se amam e querem ficar juntas

O cartaz acima instila mais. Pelas imagens do cartaz, uma mulher e um felino (gata/o) é uma família! 

É uma situação simplesmente grotesca!

Diante do que o cartaz injeta no imaginário da opinião pública, move a dizer que uma pessoa montada num cavalo possa constituir uma família (pessoa e cavalo). Para a instituição divulgadora do cartaz, isso não é inimaginável!

Na contramão do que incita o cartaz, Jacques Leclercq, com claridade e segurança, aponta o caminho da essência da instituição familiar em A Família (Editora Quadrante e Editora da Universidade de São Paulo, SP):

A sexualidade tem sido estudada no nosso tempo mais do que em nenhum outro, e nesses estudos sublinhou-se a repercussão do sexo sobre o conjunto da personalidade, não somente física, mas intelectual e moral, como também se fez notar até que ponto o homem e a mulher são complementares um do outro, de todos os pontos de vista. A conclusão que daí se desprende é que a união dos sexos não é somente física nem se limita às satisfações propriamente físicas da união, mas tem um caráter moral que exige a união da vida comum, a entreajuda mútua em todas as atividades. O amor dá ao homem e à mulher o desejo dessa união. 
[...]
O amor humano tem, pois, por objeto a união tão completa quanto possível de um homem e de uma mulher que encontram um no outro o seu complemento.
[...]
O homem e a mulher têm necessidade um do outro em toda a progressão de suas vidas, e a vida é um todo contínuo. O desenvolvimento da personalidade masculina reclama a união com uma personalidade feminina correspondente, e o mesmo se passa, em sentido contrário, com a personalidade feminina. (pp. 14-15)

A religião tem muito a ver com a família. Pontes de Miranda reconhece, em sua clássica obra Introdução à Sociologia Geral (Editora Forense, Rio, 2ª edição), que:

Todas as religiões desenvolvem, em sistema de valores, o seu plano de adaptação acima da moral, da economia, do direito, da política. (p. 160)

Ainda esse grande jurista brasileiro:

É por isto que, em certo sentido, a religião julga a moral e esta o direito. (p. 17)

Rodolfo Sacco escreveu, entre outras obras, um livro sobre a antropologia voltada para a área jurídica intitulado Antropologia jurídica: contribuição para uma macro-história do direito (Editora WMF Martins Fontes, São Paulo, p. 315), onde constata que:

Do matrimônio e da filiação, nasce a família nuclear, instituição universal, que satisfaz determinadas necessidades sexuais, econômicas, reprodutivas, educativas.

Genuínos direitos fundamentais são aqueles reconhecidos pelo Estado, isto é, são aqueles que o Estado fundamentalmente os declara, não os cria. Tais direitos antecedem ao Estado. A família é um deles. Ela precede ao Estado.

A família tem seu germe na relação entre um homem e uma mulher. Disso se segue que, para o Direito Civil, ela é declarada pelo instituto do casamento (Art. 1514. O casamento se realiza no momento em que o homem e a mulher manifestam, perante o juiz, a sua vontade de estabelecer vínculo conjugal, e o juiz os declara casados); e, para o Direito Canônico, a família é firmada pelo sacramento do matrimônio (pacto matrimonial, pelo qual o homem e a mulher constituem entre si o consórcio de toda vida..., cfr. cânone 1055, § 1).

Nas normas de ambos os Códigos (Direito Civil e Direito Canônico) não se registram, e de outra forma não poderia ser, pessoas outras que não sejam o homem e a mulher a gestar uma família. Figuras outras, eventuais, que escapem a esse figurino estruturante da sociedade, e também divino, podem ter outros nomes (para coisa nova, nome novo), mas nunca o nome de família. A semente da família está no encontro entre um homem e uma mulher. E não entre dois homens ou duas mulheres, e muito menos entre uma pessoa e um ou mais animais (ainda que domésticos).

O Conselho Nacional do Ministério Público está vulgarizando, banalizando o conceito de família perante a opinião pública. É isso é muito ruim!

A família tem sua base nuclear no amor que leva à união de um homem e de uma mulher

Ademais, o povo brasileiro, na sua quase totalidade, tem na sua gênese a formação religiosa judaico-cristã.

O amor é o eixo do cristianismo. Nesse sentido, Romano Guardini afirma-o em O mundo e a pessoa: ensaio para uma doutrina cristã do homem (Livraria Duas Cidades, São Paulo, p. 207):

Diz-se - e o Novo Testamento parece confirmá-lo - , que o cristianismo é a religião do amor.

O reducionismo do amor a interesse ou a gosto pessoal contradiz com a matriz de formação do povo brasileiro.

Concluo com as palavras do grande estadista britânico Winston Churchill:

Onde a família começa? Ela começa com um jovem se apaixonando por uma garota - nenhuma alternativa superior foi encontrada ainda.


Leia mais:


Fonte da imagem:
https://www.facebook.com/cnmpoficial/photos/a.320163384712345.73373.188813301180688/973550232706987/?type=3&theater

sábado, 24 de outubro de 2015

Quais são os "poderes" de um diácono permanente?



O canonista Edson Sampel escreveu o artigo sob o título Quais são os "poderes" de um diácono permanente?, divulgado em 21 de outubro de 2015 pela Agência Zenit, que reproduzo a seguir:

Antes de darmos uma resposta à pergunta sobre os “poderes diaconais”, é importante lembrar que o Concílio Vaticano II felizmente restaurou a figura do diácono permanente, cuja origem se encontra nos primórdios do cristianismo (At 6, 1-6). 

Vamos, agora, direto ao ponto, pois há bastantes dúvidas por parte dos católicos. Afinal de contas, um leigo (ou uma leiga), com autorização especial, em determinadas circunstâncias, pode executar qualquer ofício litúrgico ou eclesiástico atribuído a um diácono? A resposta é afirmativa. E a explicação é assaz simples: o diácono frui do sacerdócio comum de todos os fiéis. Por exemplo, tanto quanto um leigo, o diácono, transitório ou permanente, não pode celebrar uma missa. O diácono permanente não é um sacerdote, como o são o presbítero (padre) e o bispo. Por este motivo, em vista do papel desempenhado pelos chamados leigos ministros extraordinários, muitas dioceses ainda não viram a necessidade pastoral de ordenar homens casados para o diaconato. Em alguns lugares, por exemplo, leigos de vida ilibada assistem aos matrimônios, após o beneplácito do bispo, com a competente delegação da testemunha qualificada, isto é, do pároco. 

As atribuições próprias do diácono permanente não decorrem do sacramento da ordem, mas do direito canônico; vale dizer, do código ou de leis extravagantes. Por exemplo, o diácono permanente, no rito latino, é ministro ordinário do sacramento do batismo (cânon 861, § 1.º), embora a administração do referido sacramento seja encargo precípuo do pároco (cânon 530, 1.º). Sem embargo, qualquer ser humano, varão ou mulher, católico, acatólico ou mesmo ateu, dispõe do “poder” de batizar. Já não se dirá o mesmo, por exemplo, com a função de, no confessionário, perdoar os pecados em nome de Jesus, conferida tão somente aos padres e bispos, por força do sacramento da ordem, recebido em segundo e terceiro graus, respectivamente. As bênçãos dadas por um diácono permanente a objetos de uso piedoso, disciplinadas pelo direito canônico, estão teologicamente fundamentadas na vocação evangelizadora de que gozam todos os batizados. 

Em resumo, os ditos “poderes” do diácono permanente não advém do sacramento da ordem, e sim do sacramento do batismo, porquanto o diácono permanente, tal como o leigo, está revestido do sacerdócio comum e não do sacerdócio ministerial. 

De qualquer modo, fique clara uma coisa: não é adequado usar a palavra “poder”, para criar uma distinção sacramental entre os membros da hierarquia (diáconos, padres e bispos) e os leigos, 90 por cento do povo de Deus. Desta feita, não se é um cristão mais santo, em virtude da recepção do sacramento da ordem. Um bispo não é melhor que um padre ou que uma leiga. Não se há de nutrir uma visão mágica dos sacramentos! A propósito, o papa Francisco explicitou bem este tema, demonstrando que a única diferença ontológica e teologal entre os seres humanos repousa no sacramento do batismo, disponível a quem quiser. Escreveu o vigário de Cristo: “O sacerdócio ministerial é um dos meios que Jesus utiliza a serviço do seu povo, mas a grande dignidade vem do batismo, acessível a todos.” (Evangelii Gaudium, n. 104). E conclui o bispo de Roma: “Na Igreja, as funções não dão justificação à superioridade de uns sobre os outros. Com efeito, uma mulher, Maria, é mais importante do que os bispos.” (Idem).


Fonte do texto reproduzido:
http://www.zenit.org/pt/articles/quais-sao-os-poderes-de-um-diacono-permanente

Fonte da imagem:
http://oanunciador.com/2011/04/08/conheca-identidade-e-desafios-do-diaconato-permanente/

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Acompanhe o Sínodo dos Bispos sobre a Família



Os trabalhos do Sínodo da Família já se iniciaram nesta segunda-feira (dia 5/10) e vão até 25 de outubro de 2015, cujo acompanhamento diário pode ser feito aqui.


Leia mais:

A família, de acordo com o Papa Francisco


Fonte da imagem:
http://www.duc-in-altum.com.br/papa_francisco_homilia_diaria.html