terça-feira, 12 de maio de 2015

Revista dedicada ao Papa Francisco é lançada no Brasil



"O Meu Papa" (em italiano Il Mio Papa) é o título da revista dedicada ao Papa Francisco lançada no Brasil pela Panini Brasil Ltda.

A revista já vem sendo editada em vários outros países, e recebida com grande sucesso.

A publicação brasileira é mensal. O primeiro número de "O Meu Papa - A Revista Oficial do Papa Francisco", referente ao mês de abril de 2015, já se encontra à venda nas bancas de jornais.

A revista objetiva tratar, dentre outros temas, da rotina diária do Papa, e o faz em linguagem acessível. Desnecessário dizer que a revista interessa diretamente a todos os católicos romanos. Convém, porém, mencionar que a revista interessa a todos, posto que seu carro-chefe é essa figura singular, comunicativa, que é o Papa Francisco, preocupado com todos independentemente de seu credo religioso, de tê-lo ou não.

Gostei da revista "O Meu Papa", em seu todo.

Destaco as minhas impressões. Apresentação agradável, pouquíssimas propagandas comerciais e conteúdo claro e gostoso de se ler. A revista dedica as primeiras páginas à seção 30 dias com o Papa Francisco, onde a gente toma contato (e assim posso dizer) com o agir da Igreja. A seção O livro dos Santos se inicia com a fantástica vida de São Pedro apóstolo, enriquecida com farto material iconográfico, e, por fim, a seção As vozes da praça, onde a gente lê o que os peregrinos da praça de São Pedro pensam, e aqui se capta a universidade da Igreja, pois as histórias são de pessoas peregrinas não só de várias regiões da Itália, mas sobretudo de vários países. E ainda mais, na seção Passatempo, há palavras cruzadas. A maioria das matérias traz trechos destacados em amarelo, o que, à primeira vista, facilita uma rápida tomada de contato com o texto e a memorização daquilo para o qual se chama mais atenção.  Entretanto, na seção Almanaque, os santos desta edição referem-se aos do mês de março, sequer são os do mês da revista (abril). Os santos, no meu entender, deveriam ser os do mês de maio, que é o mês em curso (mês em que a revista chegou às bancas), para possibilitar, com proveito, o acompanhamento diário e presente da liturgia da Igreja.

Por isso, e por muito mais que essa revista formativa e informativa oferece, recomendo a sua leitura.

E que a revista tenha aqui, no Brasil, o grande sucesso como o vem tendo em todos os países onde está sendo publicada.

Boa e proveitosa leitura!


Fonte da imagem:
http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,das-figurinhas-da-copa-a-vida-do-santo-padre-imp-,1684342

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Tempo Comum do Ano B - São Marcos (2014-2015) - 2ª fase



Já tratei da primeira fase do Tempo Comum do Ano B - São Marcos (2014-2015). 

Agora, vou tratar desse mesmo Tempo Comum, porém em sua segunda fase.

Como é sabido, o Tempo Comum sofre como que um corte em seu curso. Ele para e dá lugar ao Ciclo Pascal (Quaresma, Tríduo Pascal e Tempo Pascal). 

Ele, o Tempo Comum - TC vai, no entanto, recomeçar no dia 25 de maio de 2015, segunda-feira, e vai até o seu término, no dia 28 de novembro de 2015, sábado (antes das Primeiras Vésperas do Primeiro Domingo do Advento, cf. NALC, n. 44). Este reinício do Tempo Comum é chamada segunda fase do TC.

Esta segunda fase do TC pode ser acompanhada no Diretório da Liturgia - 2015, às páginas 110 a 195. No Missal Romano (2ª edição típica), o próprio do TC se distribui pelas páginas 344 a 385, sendo que o TC reinicia com a oitava semana (ver Diretório da Liturgia, p. 111).

A cor litúrgica é verde, em regra.


Leia mais:

Liturgia: A Espiritualidade do Tempo Comum


Fonte da imagem:
http://jmvalferrarede.blogspot.com.br/2012/11/liturgia-do-xxxii-domingo-do-tempo.html

domingo, 29 de março de 2015

Tempo Pascal - Ano B - São Marcos (2014/2015)



O Tempo Pascal começa com o Primeiro Domingo da Páscoa, ou seja, com o Domingo da Páscoa na Ressurreição do Senhor, que cai no dia 5 de abril de 2015, e vai até o Domingo de Pentecostes, no dia 24 de maio de 2015.

O Tempo Pascal deve ser celebrado com alegria e exultação como se fosse um só dia de festa, ou melhor, na expressão de Santo Atanásio, "como um grande domingo" (cfr. Normas Universais do Ano Litúrgico e Calendário Romano Geral, n. 22)

A cor litúrgica do Tempo Pascal é branca. No Domingo de Pentecostes a cor é vermelha.

A liturgia do Tempo Pascal deve ser acompanhada pelo Diretório da Liturgia - 2015, às páginas 89 a 110, e pelo Missal Romano (2ª edição típica), às páginas 293 a 343.

Sobre a espiritualidade para o Tempo Pascal, conferir aqui.


Fonte da imagem:
http://dedico-teomeublog.blogspot.com.br/2012/04/em-tempo-pascal.html

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Semana Santa e Tríduo Pascal do Ano B - São Marcos (2014-2015)

Ele, para cumprir a vossa vontade e reunir um povo santo em vosso louvor, estendeu os braços na hora da sua paixão, a fim de vencer a morte e manifestar a ressurreição. (Oração Eucarística II, Missal Romano, p. 477).


Segundo as Normas Universais do Ano Litúrgico e o Novo Calendário Romano Geral - NALC,

A Semana Santa visa recordar a Paixão de Cristo, desde sua entrada messiânica em Jerusalém (n. 31)

A Semana Santa (Ano B - São Marcos - 2014-2015) começa no 6º Domingo da Quaresma chamado Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor (cf. NALC, n. 30), que cai no dia 29 de março de 2015.

Para o Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor a cor litúrgica é vermelha. Para Segunda, Terça, Quarta e Quinta-Feira Santas (antes da Ceia da Senhor), a cor litúrgica é roxa. Para a Missa vespertina da Ceia do Senhor, na Quinta-Feira Santa, a cor litúrgica é branca. Para a Sexta-Feira Santa e o Sábado Santo, a cor litúrgica é roxa.

Para a Missa da Vigília Pascal, na noite do dia 4 de abril de 2014 (sábado), a cor litúrgica é branca. No dia 5 de abril, Domingo da Páscoa na Ressurreição do Senhor a cor litúrgica é branca.

Na Semana Santa se conclui o Tempo da Quaresma, e nela se compreende todo o Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor.

O sagrado Tríduo Pascal resplandece como o ápice de todo o ano litúrgico (NALC, n. 18). De acordo com as sobreditas Normas Universais do Ano Litúrgico, 

O Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor começa com a Missa vespertina na Ceia do Senhor, possui o seu centro na Vigília Pascal e encerra-se com as Vésperas do domingo da Ressurreição (n. 19).

Para o acompanhamento das celebrações da Semana Santa, conferir o Diretório da Liturgia-2015, às páginas 80 a 89, e o Missal Romano (2ª edição típica para o Brasil), às páginas 220 a 296. 

Sugiro a consulta ao Pequeno Manual para a Semana Santa, do site Presbíteros, clicando aqui.


Leia mais:

Início da Semana Santa e do Tríduo Pascal do Ano C - Lucas (2012-2013)

A superficialidade de fazer da Semana Santa um feriadão pode ser um equívoco


Fonte da imagem:
http://liturgiahoje.blogspot.com.br/2010/04/vigilia-pascal-na-noite-santa.html

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Campanha da Fraternidade - 2015: "Eu vim para servir"



A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB lançou para o Tempo da Quaresma a Campanha da Fraternidade - CF 2015, com estas palavras iniciais:

Com o tema “Fraternidade: Igreja e Sociedade” e lema “Eu vim para servir” (cf. Mc 10, 45), a Campanha da Fraternidade (CF) 2015 buscará recordar a vocação e missão de todo o cristão e das comunidades de fé, a partir do diálogo e colaboração entre Igreja e Sociedade, propostos pelo Concílio Ecumênico Vaticano II.

O binômio Igreja e Sociedade está no centro da CF-2015. O forte apelo evangélico Eu vim para servir, traduzido pela figura do Papa Francisco no gesto concreto do lava-pés, fala por si.

Textos e hinos da CF-2015 podem ser encontrados aqui.


Leia mais:

A indiferença e a renovação da Igreja no centro da Mensagem do Papa para a Quaresma-2015

Eu vim para servir!, por Dom Orani João Tempesta, Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro


Fonte da imagem:
http://www.cnbb.org.br/campanhas-1/fraternidade/15079-cnbb-publica-texto-base-da-cf-2015

sábado, 31 de janeiro de 2015

A indiferença e a renovacão da Igreja no centro da Mensagem do Papa para a Quaresma-2015

Hoje, esta atitude egoísta de indiferença atingiu uma dimensão mundial tal que podemos falar de uma globalização da indiferença. Trata-se de um mal-estar que temos obrigação, como cristãos, de enfrentar.
(Papa Francisco)


O Tempo da Quaresma está próximo. É tempo propício à conversão. E mais, o Papa Francisco, convocando a  todos e a cada um em particular à renovação, acentua com veemência:

Tempo de renovação para a Igreja, para as comunidades e para cada um dos fiéis, a Quaresma é sobretudo um «tempo favorável» de graça (cf. 2 Cor 6, 2).

O Papa Francisco acaba de divulgar a sua Mensagem para a Quaresma de 2015 (Ano B - São Marcos).

Fortalecei os vossos corações (Tg 5, 8). Esta passagem da Carta do Apóstolo Tiago inspira a Mensagem.

O estilo do Papa Francisco, já bem conhecido, se traduz em linguagem direta e simples.

Em sua Mensagem, o Papa não deixa de indicar os pontos, ou melhor, três passagens bíblicas, para reflexão no curso da Quaresma, válidos, diga-se, para quaisquer tempos e lugares. Ou, nas palavras do Papa:

Por isso, o povo de Deus tem necessidade de renovação, para não cair na indiferença nem se fechar em si mesmo. Tendo em vista esta renovação, gostaria de vos propor três textos para a vossa meditação. 

As três passagens bíblicas são:

1. «Se um membro sofre, com ele sofrem todos os membros» (1 Cor 12, 26): A Igreja.

2. «Onde está o teu irmão?» (Gn 4, 9): As paróquias e as comunidades

3. «Fortalecei os vossos corações» (Tg 5, 8): Cada um dos fiéis

As reflexões, como se vê, partem do todo para o particular, ou seja, da Igreja, como um todo universal, passando pelas paróquias e as comunidades, para chegar a cada fiel.

Tudo isso e todo o mais, em texto completo e em português, pode ser conferido aqui.


Leia mais:

Editorial: Vertigem da indiferença

Quaresma: Papa desafia Igreja à renovação
 
Fonte da imagem:
http://www.news.va/pt/news/mensagem-do-papa-francisco-para-quaresma-2015-text

sábado, 17 de janeiro de 2015

Tempo da Quaresma do Ano B - São Marcos (2014-2015)

Celebremos tranquilamente a Páscoa, celebremos sossegadamente a Paixão d'Aquele que, não devendo nada a ninguém, pagou em vez dos devedores; falo de nosso Senhor Jesus Cristo...
(Agostinho de Hipona, Sermão 211, 6)


Ao término do Tempo Comum (1ª fase) sucede o Tempo da Quaresma.

No dia 18 de fevereiro de 2015, Quarta-Feira de Cinzas, começa o Tempo da Quaresma, que vai até a Missa Vespertina da Ceia do Senhor, exclusive, ou seja, até o dia 2 de abril de 2015, Quinta-Feira, antes do início da mencionada Missa Vespertina.

A cor litúrgica do Tempo da Quaresma é roxa. No Quarto Domingo da Quaresma (Laetare), que cai no dia 15 de março de 2015, pode-se usar a cor rósea.

O Tempo da Quaresma pode ser acompanhado pelo Diretório da Liturgia - 2015, às páginas 62 a 83, e pelo Missal Romano (2ª edição típica), às páginas 175 a 246.

Para a vivência da espiritualidade quaresmal, recomendo o artigo do Centro Loyola - Belo Horizonte-MG intitulado: Quaresma: "jejuar é dar espaço para outras fomes".


Fonte da imagem:
http://www.fatima.com.br/paginas/tempo-da-quaresma

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Dia Mundial do Doente - 2015

La celebración anual de la Jornada mundial del enfermo tiene, por tanto, como objetivo manifiesto sensibilizar al pueblo de Dios y, por consiguiente, a las varias instituciones sanitarias católicas y a la misma sociedad civil, ante la necesidad de asegurar la mejor asistencia posible a los enfermos; ayudar al enfermo a valorar, en el plano humano y sobre todo en el sobrenatural, el sufrimiento; hacer que se comprometan en la pastoral sanitaria de manera especial las diócesis, las comunidades cristianas y las familias religiosas; favorecer el compromiso cada vez más valioso del voluntariado; recordar la importancia de la formación espiritual y moral de los agentes sanitarios; y, por último, hacer que los sacerdotes diocesanos y regulares, así como cuantos viven y trabajan junto a los que sufren, comprendan mejor la importancia de la asistencia religiosa a los enfermos. 


No dia 13 de maio de 1992, o Papa João Paulo II dirigiu Carta ao Cardeal Fiorenzo Angelini, Presidente do Conselho Pontifício para a Pastoral no Campo da Saúde, por ocasião da instituição do Dia Mundial do Doente.

O Papa fixou 11 de fevereiro como data do Dia Mundial do Doente.

De lá pra cá, vinte anos estão se passando. Na sequência dos anos, coube, pois, ao Papa Francisco a Mensagem para o XXIII Dia Mundial do Doente a ser celebrado no dia 11 de fevereiro de 2015, cujo tema é:

«Sapientia cordis. “Eu era os olhos do cego e servia de pés para o coxo” (Job 29, 15)»

, o servo justo e sofredor. É no livro dele (Jó 29, 15) que o Papa Francisco se inspirou para o tema da Mensagem.

E, segundo o Livro da Sabedoria, esta é:

É ela uma efusão da luz eterna, um espelho sem mancha da atividade de Deus, e uma imagem de sua bondade. (Sb 7, 26)

Ou melhor, fiquemos com o conceito dado pelo Papa Francisco à sabedoria do coração, fruto do Espírito Santo:

Esta sabedoria não é um conhecimento teórico, abstracto, fruto de raciocínios; antes, como a descreve São Tiago na sua Carta, é «pura (…), pacífica, indulgente, dócil, cheia de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem hipocrisia» (3, 17). Trata-se, por conseguinte, de uma disposição infundida pelo Espírito Santo na mente e no coração de quem sabe abrir-se ao sofrimento dos irmãos e neles reconhece a imagem de Deus. Por isso, façamos nossa esta invocação do Salmo: «Ensina-nos a contar assim os nossos dias, / para podermos chegar à sabedoria do coração» (Sal 90/89, 12). Nesta sapientia cordis, que é dom de Deus, podemos resumir os frutos do Dia Mundial do Doente.

A sabedoria do coração (sapientia cordis), algo para além do saber acadêmico, tem um núcleo profundo, espiritual, transcendente, sem fronteiras, cuja tradução é uma disposição amorosa para e com todas as pessoas, necessitadas, carentes, doentes...

Nesse sentido, com sabedoria, e sabedoria do coração, é mais confortável defrontar-se com a realidade da doença e dos doentes. É algo amoroso. É uma virtude.

O Papa nomeia quatro espécies da sabedoria do coração que inspiram a disposição de colocar-se a serviço do e com o doente:

Sabedoria do coração é servir o irmão. 
Sabedoria do coração é estar com o irmão.
Sabedoria do coração é sair de si ao encontro do irmão.
Sabedoria do coração é ser solidário com o irmão, sem o julgar.

O texto completo da Mensagem para o XXIII Dia Mundial do Doente, em português, pode ser lido aqui.


Leia mais:

Mensagens para o Dia Mundial do Enfermo, de João Paulo II

Mensagens para o Dia Mundial do Doente, de Bento XVI

Mensagens para o Dia Mundial do Doente, de Francisco


Fonte da imagem:
http://www.chiesacattolica.it/pls/cci_new_v3/v3_s2ew_consultazione.mostra_pagina?id_pagina=62039

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Santa Mãe de Deus, Maria: homilia do Papa Francisco

O Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e te favoreça. O Senhor volte para ti a sua face e te dê a paz (Nm 6, 24-26).


A homilia do Papa Francisco na Solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus e do Dia Mundial da Paz focaliza, além da paz, a bênção, essa dádiva divina para todos nós.

O Papa inicia dizendo:

Hoje voltam à mente as palavras com que Isabel pronunciou a sua bênção sobre a Virgem Santa: «Bendita és Tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. E donde me é dado que venha ter comigo a mãe do meu Senhor?» (Lc 1, 42-43). 

Esta bênção está em continuidade com a bênção sacerdotal que Deus sugerira a Moisés para que a transmitisse a Aarão e a todo o povo: «O Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e te favoreça. O Senhor volte para ti a sua face e te dê a paz» (Nm 6, 24-26). Ao celebrar a solenidade de Santa Maria, a Santa Mãe de Deus, a Igreja recorda-nos que Maria é a primeira destinatária desta bênção. N’Ela tem a sua realização perfeita: na verdade, mais nenhuma criatura viu brilhar sobre si a face de Deus como Maria, que deu uma face humana ao Verbo eterno, para que todos nós O pudéssemos contemplar.

 E o Papa, coroando a bênção, afirma:

Amados irmãos e irmãs! Jesus Cristo é a bênção para cada homem e para a humanidade inteira.

Sobre a Paz, ouçamos o Papa:

Que esta Mãe doce e carinhosa nos obtenha a bênção do Senhor para a família humana inteira! Hoje, Dia Mundial da Paz, invoquemos de modo especial a sua intercessão para que o Senhor dê paz a estes nossos dias: paz nos corações, paz nas famílias, paz entre as nações. Este ano, a mensagem especial para o Dia Mundial da Paz reza: «Já não escravos, mas irmãos». Todos somos chamados a ser livres, todos chamados a ser filhos; e cada um chamado, segundo as próprias responsabilidades, a lutar contra as formas modernas de escravidão. Nós todos, de cada nação, cultura e religião, unamos as nossas forças. Que nos guie e sustente Aquele que, para nos tornar irmãos a todos, Se fez nosso servo!

Maria é anunciada pela Antífona de entrada da Missa da Solenidade da Santa Mãe de Deus:

Salve, ó Santa Mãe de Deus,
vós destes à luz o Rei
que governa o céu e a terra
pelos séculos eternos.

O texto completo da homilia, em português, pode ser lida aqui.


Leia mais:

Dia Mundial da Paz - 2015: Mensagem do Papa Francisco


Fonte da imagem:
http://ocdsprovinciasaojose.blogspot.com.br/2012/01/solenidade-de-santa-maria-mae-de-deus.html

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Feliz e Próspero Ano Novo - 2015 !

Que Deus todo-poderoso, fonte e origem de toda bênção, vos conceda a sua graça, derrame sobre vós as suas bênçãos e vos guarde sãos e salvos todos os dias deste ano.
(Missal Romano)



Feliz e Próspero Ano Novo !


Fonte da imagem:
http://www.apassagemdeano.com/passagem-de-ano-em-roma/

Papa Francisco dá nome às doenças da Cúria Romana

Vos exorto a cuidar de vossa vida espiritual, da vossa relação com Deus, porque esta é a coluna vertebral de tudo aquilo que fazemos e de tudo o que somos. Um cristão que não se alimenta com a oração, os Sacramentos, a Palavra de Deus, inevitavelmente perde o vigor e seca.


O Papa Francisco apronta mais uma surpresa. Mas convenhamos, temos um Papa com grande bagagem de experiência pastoral, afinado com os problemas diários e mais comuns do povo e com os altos e baixos das administrações eclesiais.

A surpresa, desta vez, ficou por conta da apresentação dos tradicionais votos de Feliz Natal à Cúria Romana.

No discurso de felicitações, o Papa Francisco, na esteira da reforma e melhoria da Cúria Romana, cuidou de seduções do fascínio do poder. Ao mau funcionamento ou desvio de sua missão, o Papa, usando linguagem figurativa, compara a Cúria Romana ao corpo humano, sujeita a doenças, enfermidade, tentações.

Ninguém pense, porém, que as patologias do poder, reais ou possíveis (o Papa as nomeia em número de quinze "doenças") digam respeito exclusivamente à Cúria Romana. Pela mesma motivação, elas podem extensivamente alcançar todos os que exercem poder de administração na Igreja, inclusive nas paróquias. São doenças que rondam as pessoas que detenham qualquer parcela de poder (Cúria Romana, Cúrias Diocesanas, Paróquias).

Ninguém delas está livre. Nesse sentido, se expressa o Papa:

Irmãos, naturalmente todas estas doenças e tentações são um perigo para todo o cristão e para cada cúria, comunidade, congregação, paróquia, movimento eclesial, e podem atingir seja a nível individual seja comunitário.

Em síntese, a causa das doenças se depara nestas palavras do Papa Francisco:

A Cúria é chamada a melhorar, a melhorar sempre, crescendo em comunhão, santidade e sabedoria para realizar plenamente a sua missão.

Constato quatro palavras-chave: comunhão, santidade, sabedoria e missão. Cada palavra é de conteúdo denso e comporta estudo aprofundado em lugar próprio.

Para o Papa Francisco, o médico dessas doenças é o Espírito Santo:

É preciso deixar claro que o único que pode curar qualquer uma destas doenças é o Espírito Santo, a alma do Corpo Místico de Cristo, como afirma o Credo Niceno-Constantinopolitano: «Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida». É o Espírito Santo que sustenta todo o esforço sincero de purificação e toda a boa vontade de conversão.

Numa leitura rápida, três doenças chamam, por ora, a minha atenção: A doença da rivalidade e da vanglória (7ª), A doença da indiferença para com os outros (11ª) e A doença dos círculos fechados (14ª).

Por um ou outro viés, essas questões comportamentais têm ocupado a atenção de algumas pessoas. Por exemplo, Richard M. Gula, S.S., professor de Teologia Moral, tratou da ética em seu livro Ética no Ministério Pastoral. E já, em 1996, quando da publicação do livro nos Estados Unidos, afirmara:

Os ministros pastorais da Igreja Católica Romana não têm nenhum código formal de ética.

Propondo um Código de Ética (ver no mesmo livro), Richard M. Gula chegou a fazer um pequeno rol das virtudes morais a que todos os ministros devem aspirar, quais sejam: santidade, amor, confiabilidade, altruísmo e prudência. Estas virtudes comportam também explanações sobre elas em lugar próprio.

Por fim e por ser oportuno, a recente entrevista do Padre Antonio Spadaro, Diretor da revista La Civiltà Cattolica, à Radio Vaticano (RV), é neste aspecto muito interessante e esclarecedora, como a seguir reproduzo:

RV: Alguns repovam as contantes “batidas” que Francisco dá nos católicos e destacam como, pelo contrário, o fato de o Papa ser muito apreciado em ambientes distantes da Igreja e seja muito apreciado e considerado também por muitos ateus. Na sua opinião, o que significa tudo isto?

“São duas coisas diferentes. A primeira: eu diria que o Papa não “bate” nos fiéis, quando muito dirige a eles um apelo, um exame de consciência e um exercício espiritual. Também o famoso discurso à Cúria, para as felicitações de Natal, foi um discurso muito denso, muito forte, que teve o seu núcleo num apelo para se recordar da relação com Cristo: evitar o Alzheimer espiritual”, como ele o definiu. Portanto, fazer memória do encontro com Cristo para seguir em frente. Claramente, fazendo memória, nos damos conta de como é a vida que nós vivemos. É uma vida marcada por misérias, por pecados. E assim, o Papa faz um apelo para uma consciência nova, sobretudo para que o pecado não acabe se transformando em corrupção. Portanto, o Papa se torna muito duro, muito forte, porque quer que a Igreja testemunhe Cristo e não testemunhe uma série de práticas, de idéias que coloquem em risco o cristianismo. Por outro lado, esta mensagem é muito acolhida em ambientes também distantes, porque no fundo, a mensagem que prega Francisco é um Evangelho puro: não é tanto o Papa que toca, mas a mensagem que ele consegue comunicar com a sua pessoa, com absoluta simplicidade e coerência. Portanto, chega diretamente: se uma vez existia a necessidade de grandes interpretações – às vezes a mensagem do Papa na sua pureza foi depois fechada e engaiolada em interpretações e visões – aqui o Papa comunica diretamente. A mensagem chega no momento em que parte, poderíamos assim dizer...Esta é uma grande força: é o fascínio do Evangelho, no final das contas”.

O discurso do Papa Francisco, em sua íntegra e em português, pode ser lido aqui.


O amor e o poder não são necessariamente oponentes.
(Richard M. Gula, S.S.)


Fonte da imagem:
http://www.agencia.ecclesia.pt/noticias/vaticano/vaticano-papa-fala-sobre-15-doencas-na-igreja-no-encontro-de-natal-com-a-curia-romana/

sábado, 27 de dezembro de 2014

Dia Mundial da Paz - 2015: Mensagem do Papa Francisco

Hoje como ontem, na raiz da escravatura, está uma concepção da pessoa humana que admite a possibilidade de a tratar como um objecto.
(Papa Francisco)


A Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial da Paz a ser celebrado no dia 1º de janeiro de 2015 leva o título: Já não escravos, mas irmãos

É bem sabido que foi o Papa Paulo VI o promotor e incentivador da celebração do "Dia da Paz", hoje denominado "Dia Mundial da Paz", celebrado no dia 1º do ano civil. Em outras palavras, "Dia da Paz" para ser celebrado no dia 1° de janeiro de cada ano.

A Mensagem do Papa Francisco, em sua íntegra e em português, pode ser lida aqui.


Fonte da imagem:
http://www.arquidiocesepoa.org.br/paf.asp?catego=19&exibir=5746

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Feliz e Santo Natal do Senhor

hoje vos nasceu na Cidade de Davi um Salvador, que é o Cristo Senhor.




Feliz e Santo Natal do Senhor !



Fonte da imagem:
http://www.aascj.org.br/home/2011/12/23/nascimento-do-menino-jesus-momento-sublimissimo/

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Natal, delicadeza de Deus!

Olha para o presépio e não te envergonhes de ser o jumento do Senhor. Levarás Cristo, e não te enganarás no caminho que percorres, porque sobre ti vai o caminho.
 (Agostinho de Hipona, Sermão 189, 4.)


Do Natal do Senhor, no contexto da Bíblia, pouco se fala e menos se vive, a não ser o domínio de uma certa emoção um tanto difusa. Mas, e até demais ao próprio bolso, não poucos se deixam levar pelo natal mágico dos shoppings.

O Natal do Nascimento de Jesus é evento para ser celebrado na comunidade religiosa e também, por exemplo, na família. O natal consumista, este, sim, por ser mágico, atrai a todos. Os shoppings e as agências de viagens que o digam!

Nestes dias de corre-corre, das compras e mais compras, de enfeites e mais enfeites, de gente que se diz cansada e estressada, sem pesadas e rancorosas críticas é necessário encontrar o oásis, para, na contramão dessa dinâmica do mágico natal consumista, preparar, na candura e na tranquilidade, o Natal do Senhor, do Deus que se faz humano, criança, por amor a nós mesmos.

Nesse sentido, sem demonizar a realidade, o artigo de Dom Walmor Oliveira de Azevedo, Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte, sob o título Natal, delicadeza de Deus!, publicado pela Rádio Vaticano, em 19 de dezembro de 2014, merece ser lido e acolhido.

Do artigo, extraio as palavras de Santo Agostinho de Hipona:

“Desperta, ó homem: por tua causa Deus se fez homem. Desperta, tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e sobre ti Cristo resplandecerá (Ef 5,14). Por tua causa, repito, Deus se fez homem. Estarias morto para sempre, se ele não tivesse nascido no tempo. Jamais te libertarias da carne do pecado, se ele não tivesse assumido uma carne semelhante à do pecado. Estarias condenado a uma eterna miséria, se não fosse a sua misericórdia. Não voltarias à vida, se ele não tivesse vindo ao encontro da tua morte. Terias perecido, se ele não te socorresse. Estarias perdido, se ele não viesse salvar-te. Celebremos com alegria a vinda da nossa salvação e redenção. Celebremos este dia de festa, em que o grande e eterno Dia, gerado pelo Dia grande e eterno, veio a este nosso dia temporal e tão breve.”

O texto completo do artigo pode ser lido aqui.


Fonte da imagem:
http://cnbbleste1.org.br/2011/12/inaugurado-no-mexico-o-maior-presepio-do-mundo/

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Tempo Comum do Ano B - São Marcos (2014-2015) - 1ª fase



Ao término do Tempo do Natal, inicia-se o Tempo Comum, na sua primeira fase, que vai de 12 de janeiro de 2015, segunda-feira, a 17 de fevereiro de 2015, terça-feira.

A cor litúrgica é verde.

A primeira fase do Tempo Comum - TC pode ser acompanhada pelo Diretório da Liturgia - 2015, às páginas 48 a 62, que compreenderá a 1ª até a 6ª semana do TC (terça-feira, dia 17/02/2015).

No dia 2 de fevereiro, segunda-feira, a Igreja celebra a festa da Apresentação do Senhor, cuja cor litúrgica é branca. Para orientar-se quanto à celebração desta festa, pode-se consultar o já mencionado Diretório da Liturgia 2015, à página 56. As orações eucológicas do Missal Romano estão às páginas 547 a 551.


Leia mais:

Espiritualidade litúrgica do Tempo Comum, por Dom Emanuele Bargellini


Fonte da imagem:
http://www.wikiart.org/en/vincent-van-gogh/the-sower-sower-with-setting-sun-1888

sábado, 6 de dezembro de 2014

O Ciclo de Leituras da Torah na Sinagoga

Por acaso, não temos todos nós um único Pai? Por acaso, não foi um só o Deus que nos criou?


Acabo de ter em mãos o denso livro do Padre Fernando Gross - O Ciclo de Leituras da Torah na Sinagoga -, editado pela Distribuidora Loyola de Livros Ltda., com 1046 páginas.

O livro é apresentado por Dom Jacyr Francisco Braido, Bispo da Diocese de Santos, e prefaciado por Elio Passeto, nds, religioso da Congregação de Nossa Senhora de Sion, em Jerusalém.

Cuida-se, pelo seu conteúdo, de obra pouco comum em língua portuguesa. E deve-se ter em consideração a motivação que levou o autor a escrever o livro:

O objetivo principal deste estudo do Ciclo de Leituras da Torah na Sinagoga é de ser mais um instrumento e incentivo para conhecer melhor o grande Patrimônio Espiritual Comum aos cristãos e aos judeus. E, por isso, o título: "Para aumentar os laços de estima e amizade entre judeus e cristãos".

Não é livro para ser lido, de uma só vez, do começo ao fim, mas, para seu bom aproveitamento, deve ser lido por etapas. Ler de cada vez um tema, que equivale a uma porção semanal (Sêder ou Parashat) da Torá. Os judeus leem a porção semanal na Sinagoga, no dia de Sábado (Shabat).

Como as Escrituras Sagradas não eram, como o são hoje, divididas em capítulos e versículos, os judeus liam, e leem, a Torá por porções (digamos temas), seguindo-se a ordem dos livros que a compõem, de tal forma que, no período de um ano, ela é inteiramente proclamada, lida, estudada. 

Segundo a Enciclopédia Católica Popular:

Os livros da B. [Bíblia] en­contram-se dispostos, não por ordem cronológica da redacção, mas agrupados em categorias. Para facilitar a lo­ca­lização de cada passagem da B. os li­vros estão divididos em capítulos e ver­sículos. A divisão em capítulos apa­re­ceu em 1226, na Bíblia da Uni­ver­si­dade de Paris (por iniciativa de Langs­ton, chan­celer e depois arc. de Can­tuária); e, em versículos, no ano de 1551, numa ed. gr. do NT (por iniciativa de R. Es­tien­ne, impressor fran­cês); generalizando-se rapidamente apesar das suas imperfeições.

Como se vê, a divisão da Bíblia em capítulos aparece por volta de 1226 e, em versículos, ao redor de 1551. Hodiernamente, também a Torá está dividida em capítulos e versículos (cfr., por exemplo, Torá - A Lei de Moisés, tradução, explicações e comentários do rabino Meir Matzliah Melamed, Editora e Livraria Sêfer Ltda.).

Inicialmente, para o melhor aproveitamento da obra, o leitor deve consultar o Sumário do livro (páginas 5 e 6). Aí estão todas as porções semanais, além de outras leituras das festas judaicas (por exemplo, Chanucá, Purim, Pessach - Páscoa), com transliteração para o português, tudo antecedido pela indicação dos correspondentes livros da Bíblia (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio). Daí, situar e ler na Bíblia o livro sagrado e seus capítulos e versículos (por exemplo, livro do Gênesis - Gn 1, 1-6,8), para depois ler em O Ciclo de Leituras da Torah na Sinagoga os comentários correspondentes segundo a tradição judaica (páginas 45 a 62). E, assim, por diante.

Às páginas 40 a 43 do livro O Ciclo de Leituras da Torah na Sinagoga há, de forma bem didática, a distribuição das porções semanais e das leituras dos Profetas (Haftará), estas relacionadas àquelas.

O livro do Padre Fernando Gross é um instrumento não apenas de conhecimento e de formação, mas também de grande estímulo a crescente aproximação entre cristãos e judeus, pois ambos têm um único Pai Criador e Amoroso.


Fonte da imagem:
https://www.livrarialoyola.com.br/detalhes.asp?secao=livros&CodSub=1&ProductId=485964&Menu=1

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Tempo do Natal do Ano B - São Marcos (2014-2015)



O término do Tempo do Advento dá lugar ao Tempo do Natal. E, para melhor se situar, não é de mais dizer que estamos no Ano Litúrgico - ciclo B - São Marcos.

Com as Vésperas da Solenidade do Natal do Senhor se inicia o Tempo do Natal, o qual termina com a Festa do Batismo do Senhor.

Em outras palavras, o Tempo do Natal começa no dia 24 de dezembro de 2014, à tarde, e vai até o dia 11 de janeiro de 2015, inclusive (Domingo - Festa do Batismo do Senhor).

No Tempo do Natal, a cor litúrgica é branca. Na celebração do Natal do Senhor, podem ser usadas vestes sagradas festivas ou mais nobres (Instrução Geral do Missal Romano, n. 346, g, e Instrução Redemptionis Sacramentum, n. 127).

Quais são, então, as cores para esse dia mais solene? São, por exemplo, as cores dourada e prateada.

A Missa do Natal do Senhor é celebração festiva: as cores, as luzes, as flores, os cantos...

As celebrações desse Tempo podem ser acompanhadas no Diretório da Liturgia - 2014, às páginas 205 a 209 e, no Diretório da Liturgia - 2015, às páginas 44 a 48.

O ofício do Tempo do Natal encontra-se no Missal Romano (2ª edição típica para o Brasil) às páginas 149 a 174. E as necessárias indicações para as celebrações estão nos sobreditos Diretórios da Liturgia.
 
No Tempo de Natal, o presépio é símbolo de grande atrativo popular, influenciado sobretudo pela iniciativa de São Francisco de Assis de montar uma manjedoura com palha e dois animais (boi e jumento), um de cada lado, para, com solenidade, celebrar aquele Natal do ano de 1223, na aldeia de Greccio, na vale Rieti, Itália.

Conta Frei Giulio Calcagna, Guardião do Convento de Greccio:

Ainda hoje, Greccio, chamada de “Belém Franciscana”, com a sua história e o seu fascínio natalino, continua, como Belém, a ser local privilegiado para uma mensagem de paz e de fraternidade para todos os homens do nosso tempo.

O Tempo do Natal, como já visto, encerra-se com a Festa do Batismo do Senhor, início da vida missionária de Jesus.



Leia mais:

A Missa da Aurora não é conventual


Fonte da primeira imagem:
http://blog.cancaonova.com/fragmentos/o-misterio-da-encarnacao-contemplado-com-os-olhos-de-francisco-de-assis/

Fonte da segunda imagem:
http://www.filhasdaigreja.org/admin/defaultview.aspx?itemid=13483&moduleid=module23351

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Pacto das Catacumbas da Igreja Serva e Pobre



O Pacto das Catacumbas da Igreja Serva e Pobre, ou simplesmente Pacto das Catacumbas, completou 49 anos no dia 16 de novembro de 2014, domingo.

No dia 16 de novembro de 1965, segunda-feira, quarenta Padres Conciliares, dias antes do término do Concílio Vaticano II, visitaram as catacumbas romanas e, depois de aí celebrarem a Eucaristia, assinaram um documento em que se comprometiam a viver de forma simples, sem serem chamados por pomposos títulos, viver, enfim, de forma ordinária àquela em que o cidadão comum vive no seu dia a dia, quer na alimentação, quer na moradia ou quer nos meios de transporte. Sob o signo da pobreza, nascia, pois, o Pacto das Catacumbas.

Vários cardeais e bispos brasileiros assinaram o Pacto das Catacumbas, entre eles, Dom Helder Câmara e Dom Aloísio Lorscheider.

O texto do Pacto das Catacumbas da Igreja Serva e Pobre, em português, pode ser lido aqui.


Leia mais:

Pacto das Catacumbas completa 49 anos: Igreja serva e pobre 

Rememorando o "Pacto das Catacumbas" com Dom Helder Câmara, Dom Antônio Fragoso, Dom Adriano Hipólito

Pacto das Catacumbas


Fonte da imagem:
http://www.primeroscristianos.com/it/index.php/tesori-di-roma/item/296-las-catacumbas-de-domitila/296-las-catacumbas-de-domitila

sábado, 15 de novembro de 2014

Papa faz novo apelo em prol dos cristãos perseguidos



A perseguição aos cristãos não dá sinais de que esteja arrefecendo. Ao contrário, ela se mostra violenta e bárbara como ultimamente noticiamos.

O Papa Francisco tem estado atento a tais fatos nefandos e mostrado proximidade espiritual com os cristãos perseguidos e assassinados e seus familiares, bem assim com as respectivas comunidades a que pertencem, sem dizer de seus apelos à liberdade religiosa, e incentivando-os a viverem sua fé nos países onde são cidadãos.

Na penúltima Audiência Geral de Quarta-feira (12 de novembro de 2014), o Papa Francisco voltou a fazer apelo em favor dos cristãos perseguidos e assassinados, e orar por eles.

O pronunciamento do Papa, nessa Audiência Geral, teve (e continua tendo) dupla destinação, ou seja, para fora e para dentro da Igreja. Para fora, apelou às autoridades responsáveis que desçam de seus pedestais e assumam efetivamente o seu papel de guardiães da liberdade religiosa em seus próprios países, de forma que as minorias possam livre e publicamente expressar os seus credos religiosos. Para dentro, é uma exortação à caridade fraterna, por exemplo, na oração. E por que não em fraterna, ordeira e pacífica manifestação pública?

Na atual situação, não há espaço para a indiferença!

Aos nossos olhos, coloquemos, porém, as próprias palavras ditas pelo Papa na conclusão da referida Audiência Geral de Quarta-feira (12 de novembro de 2014):

Acompanho com grande trepidação as dramáticas vicissitudes dos cristãos que, em várias regiões do mundo, são perseguidos e assassinados por causa do seu credo religioso. Sinto a necessidade de manifestar a minha profunda proximidade espiritual às comunidades cristãs duramente atingidas por uma violência absurda que não dá sinais de diminuir, enquanto encorajo os pastores e os fiéis a ser fortes e firmes na esperança. Mais uma vez, dirijo um forte apelo a quantos têm responsabilidades políticas à nível local e internacional, assim como a todas as pessoas de boa vontade, a fim de que haja uma vasta mobilização das consciências a favor dos cristãos perseguidos. Eles têm o direito de reencontrar a segurança e a tranquilidade nos seus países, professando livremente a nossa fé. Agora convido-vos a recitar o Pai-Nosso por todos os cristãos, perseguidos porque são cristãos.

É a liberdade religiosa que está em jogo. As perseguições e assassinatos de cristãos violam aquilo que há de mais essencial e nobre ao ser humano: a vida. Vidas são tiradas porque os malfeitores não respeitam uma coisa mínima de convivência: a liberdade religiosa.

Paira uma difusa indiferença ou generalizado silêncio; ou, nas palavras do Editorial da Rádio Vaticano, Silêncio da indiferença. O Ocidente ainda não acordou ou faz de conta que nada vê. Não se denuncia, ou não se fala a ponto de ter uma ressonância pública. Sobre isso, Dom Héctor Aguer, arcebispo de La Plata, na Argentina, exorta-nos a não "ficar em silêncio", porque

existe a realidade fundamental de que todos somos membros do povo de Deus, da Igreja. Somos membros do Corpo Místico de Cristo e, se um membro sofre, como diz São Paulo, todos os outros sofrem com ele.


Leia mais:

Casal cristão assassinado: Centenas de pessoas pedem por justiça e pelo fim da lei da blasfêmia


Fonte da imagem:
http://fundacaoais.wordpress.com/2014/08/25/mais-de-uma-centena-de-cristaos-mortos-nos-ultimos-12-meses-no-paquistao/

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Cristãos queimados vivos no Paquistão: Cardeal Tauran entrevistado pela Radio Vaticano

Estou perplexo, fica-se sem palavras, obviamente, perante um ato de tamanha barbárie. 
(Cardeal Tauran) 


Os cristãos estão sendo martirizados, e duramente, em regiões do Oriente. E disso já tratamos aqui.

No dia 4 deste mês, terça-feira, um casal cristão foi queimado vivo no Paquistão, no distrito de Kasur, província de Punjab, sob a alegação de crime de blasfêmia (leis antiblasfêmia do Paquistão). 

Ele tinha 26 anos e se chamava Shahzab, e ela, 24 anos, se chamava Shama e estava grávida. O jovem casal foi empurrado por cerca de 100 muçulmanos para dentro de um forno destinado a fabricação de tijolos e, ali, foram queimados vivos.

Sobre essa tremenda barbárie, a Rádio Vaticano entrevistou o Cardeal Jean-Louis Pierre Tauran, presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, cujo texto completo, em português, pode ser lido aqui.

O Cardeal Tauran reforça a necessidade do diálogo. E, indagado sobre a esperança e a ajuda para essas pessoas que vivem diariamente tais situações dramáticas, o Cardeal acena com a esperança:

Com a solidariedade. Existem, inclusive, coisas muito bonitas que se realizam por lá. Por exemplo, eu visitei uma família muçulmana que acolheu uma família cristã; em Baghdad, também, os Padres Dominicanos instituíram a Academia das Ciências Sociais, em plena guerra. Existem também coisas muito bonitas que se realizam... Acredito que seja necessário focalizar na fraternidade, que foi o tema da Jornada Mundial da Paz...

Apesar de tudo isso, há nichos de solidariedade e fraternidade, sinais da presença de Deus misericordioso.

Que o sangue dos cristãos hoje martirizados seja estímulo à unidade dos cristãos e alimento que reforça a fé e a esperança dos seguidores do Cristo.

A Igreja que sofre, no Paquistão, precisa de ajuda na oração e na solidariedade. Entretanto, é toda a Igreja que sofre, posto que formamos um só corpo.

Fonte da imagem:
http://www.acidigital.com/noticias/extremistas-muculmanos-queimam-um-casal-de-cristaos-a-esposa-estava-gravida-23750/