sábado, 24 de outubro de 2015

Quais são os "poderes" de um diácono permanente?



O canonista Edson Sampel escreveu o artigo sob o título Quais são os "poderes" de um diácono permanente?, divulgado em 21 de outubro de 2015 pela Agência Zenit, que reproduzo a seguir:

Antes de darmos uma resposta à pergunta sobre os “poderes diaconais”, é importante lembrar que o Concílio Vaticano II felizmente restaurou a figura do diácono permanente, cuja origem se encontra nos primórdios do cristianismo (At 6, 1-6). 

Vamos, agora, direto ao ponto, pois há bastantes dúvidas por parte dos católicos. Afinal de contas, um leigo (ou uma leiga), com autorização especial, em determinadas circunstâncias, pode executar qualquer ofício litúrgico ou eclesiástico atribuído a um diácono? A resposta é afirmativa. E a explicação é assaz simples: o diácono frui do sacerdócio comum de todos os fiéis. Por exemplo, tanto quanto um leigo, o diácono, transitório ou permanente, não pode celebrar uma missa. O diácono permanente não é um sacerdote, como o são o presbítero (padre) e o bispo. Por este motivo, em vista do papel desempenhado pelos chamados leigos ministros extraordinários, muitas dioceses ainda não viram a necessidade pastoral de ordenar homens casados para o diaconato. Em alguns lugares, por exemplo, leigos de vida ilibada assistem aos matrimônios, após o beneplácito do bispo, com a competente delegação da testemunha qualificada, isto é, do pároco. 

As atribuições próprias do diácono permanente não decorrem do sacramento da ordem, mas do direito canônico; vale dizer, do código ou de leis extravagantes. Por exemplo, o diácono permanente, no rito latino, é ministro ordinário do sacramento do batismo (cânon 861, § 1.º), embora a administração do referido sacramento seja encargo precípuo do pároco (cânon 530, 1.º). Sem embargo, qualquer ser humano, varão ou mulher, católico, acatólico ou mesmo ateu, dispõe do “poder” de batizar. Já não se dirá o mesmo, por exemplo, com a função de, no confessionário, perdoar os pecados em nome de Jesus, conferida tão somente aos padres e bispos, por força do sacramento da ordem, recebido em segundo e terceiro graus, respectivamente. As bênçãos dadas por um diácono permanente a objetos de uso piedoso, disciplinadas pelo direito canônico, estão teologicamente fundamentadas na vocação evangelizadora de que gozam todos os batizados. 

Em resumo, os ditos “poderes” do diácono permanente não advém do sacramento da ordem, e sim do sacramento do batismo, porquanto o diácono permanente, tal como o leigo, está revestido do sacerdócio comum e não do sacerdócio ministerial. 

De qualquer modo, fique clara uma coisa: não é adequado usar a palavra “poder”, para criar uma distinção sacramental entre os membros da hierarquia (diáconos, padres e bispos) e os leigos, 90 por cento do povo de Deus. Desta feita, não se é um cristão mais santo, em virtude da recepção do sacramento da ordem. Um bispo não é melhor que um padre ou que uma leiga. Não se há de nutrir uma visão mágica dos sacramentos! A propósito, o papa Francisco explicitou bem este tema, demonstrando que a única diferença ontológica e teologal entre os seres humanos repousa no sacramento do batismo, disponível a quem quiser. Escreveu o vigário de Cristo: “O sacerdócio ministerial é um dos meios que Jesus utiliza a serviço do seu povo, mas a grande dignidade vem do batismo, acessível a todos.” (Evangelii Gaudium, n. 104). E conclui o bispo de Roma: “Na Igreja, as funções não dão justificação à superioridade de uns sobre os outros. Com efeito, uma mulher, Maria, é mais importante do que os bispos.” (Idem).


Fonte do texto reproduzido:
http://www.zenit.org/pt/articles/quais-sao-os-poderes-de-um-diacono-permanente

Fonte da imagem:
http://oanunciador.com/2011/04/08/conheca-identidade-e-desafios-do-diaconato-permanente/

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Acompanhe o Sínodo dos Bispos sobre a Família



Os trabalhos do Sínodo da Família já se iniciaram nesta segunda-feira (dia 5/10) e vão até 25 de outubro de 2015, cujo acompanhamento diário pode ser feito aqui.


Leia mais:

A família, de acordo com o Papa Francisco


Fonte da imagem:
http://www.duc-in-altum.com.br/papa_francisco_homilia_diaria.html

domingo, 4 de outubro de 2015

Família: Missa de abertura da XIV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos



Presidida pelo Papa Francisco, veja aqui a Missa do XXVII Domingo do Tempo Comum (4/10/2015), celebrada na abertura da XIV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, que tem por tema "A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo".

«Se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós e o seu amor chegou à perfeição em nós» (1 Jo 4, 12). 

As Leituras bíblicas deste Domingo parecem escolhidas de propósito para o evento de graça que a Igreja está a viver, ou seja, a Assembleia Ordinária do Sínodo dos Bispos que tem por tema a família e é inaugurada com esta celebração eucarística.

Aquelas estão centradas em três argumentos: o drama da solidão, o amor entre homem-mulher e a família.

Essas e outras passagens da homilia do Papa Francisco podem ser lidas aqui.

Vale lembrar que hoje, dia 4 de outubro, a abertura do Sínodo da Família coincide com a celebração da memória de São Francisco de Assis. O Cardeal Jorge Mario Bergoglio, uma vez eleito Papa, passou a utilizar o nome Francisco, em referência ao Santo de Assis. Tal concurso de circunstâncias é bom, deita luzes na compreensão dos desígnios divinos.



Fonte da primeira imagem:
http://www.a12.com/formacao/detalhes/a-caminho-do-sinodo-ordinario-em-2015

Fonte da segunda imagem:
http://www.agr1324-cne-escutismo.org/Lobitos/index.php/sao-franscisco

sábado, 3 de outubro de 2015

A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo



No dia 4 de outubro de 2015, Domingo, será inaugurada no Vaticano a XIV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, que se prolongará até o dia 25 de outubro, para tratar do tema "A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo".

Toda a Igreja estará atenta aos trabalhos da referida assembleia sinodal.


Confiemos os frutos do Sínodo à ação do Espírito Santo, orando:


Oração à Sagrada Família

Jesus, Maria e José, em vós contemplamos o esplendor do verdadeiro amor; a Vós, com confiança, nos dirigimos. 

Sagrada Família de Nazaré, tornai também as nossas famílias lugares de comunhão e cenáculos de oração, escolas autênticas do Evangelho e pequenas Igrejas domésticas. 

Sagrada Família de Nazaré, que nunca mais se faça, nas famílias, experiência de violência, egoísmo e divisão: quem ficou ferido ou escandalizado depressa conheça consolação e cura. 

Sagrada Família de Nazaré, que o próximo Sínodo dos Bispos possa despertar, em todos, a consciência do caráter sagrado e inviolável da família, a sua beleza no projeto de Deus. 

Jesus, Maria e José, 
escutai, atendei a nossa súplica.


Leia mais:

Relatio Synodi da III Assembleia Geral Extraordinária (5-19 de outubro de 2014)


Fonte da imagem:
http://www.agencia.ecclesia.pt/noticias/nacional/sinodo-2015-bispo-de-portalegrecastelo-branco-pede-oracao-pelas-familias/

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

A família tem uma carta de cidadania divina, afirma Papa Francisco



No Encontro Mundial das Famílias - 2015, em Filadélfia (Estados Unidos da América do Norte), o Papa Francisco, deixando de lado o texto oficial, fez, de forma espontânea, o discurso que abaixo reproduzo:

“Queridos irmãos e irmãs, queridas famílias A beleza nos leva a Deus. Um testemunho verdadeiro nos leva a Deus. Porque Deus também é verdade. Beleza e Verdade. E um testemunho dado para servir é bom, nos faz bons, porque Deus é bondade. Todos os bons, todos os verdadeiros, toda a beleza nos levam a Deus, porque Deus é bom, é belo, é verdade. Obrigado a todos, a todos que deram testemunho, e a presença de vocês que também é um testemunho de que vale a pena a vida em família. De que uma sociedade cresce forte, cresce boa, cresce sólida se se edifica na família. 

Uma vez, uma criança me perguntou. Sabem, crianças fazem perguntas difíceis. Padre, o que Deus fazia antes de criar o mundo? 

Lhes asseguro que me custou muito responder. E disse o que vou dizer agora: antes de criar o mundo, Deus amava, porque Deus é amor. 

Era tal o amor, do Pai, Filho e Espírito Santo que transbordava, não sei se e muito teológico, era tão grande que não poderia ser egoísta, tinha que sair de si mesmo. Para compartilhar o amor quem ele amava, e então Ele criou esse mundo lindo em que vivemos. E, por estarmos um pouco confusos, o estamos destruindo. Mas o mais lindo que Deus fez foi a família. 

Criou o homem e a mulher, e lhes entregou tudo. O mundo. Cresçam, multipliquem-se, cultivem a terra, façam produzir, crescer, com todo o amor que fez a Criação, entregou a uma família. Todo o amor, a beleza e entrega a família... quando essa abre os braços e recebe. 

Não existe paraíso na terra. Existem problemas, porque por astúcia do diabo os homens aprenderam a se dividir. Todo esse amor que Deus nos deu, foi quase perdido. Em pouco tempo, o primeiro crime, o primeiro fratricídio. Um irmão mata outro irmão. A guerra, o amor, a beleza e a verdade de Deus e a destruição da guerra, e entre essas duas posições, caminhamos hoje. 

Cabe a nós escolher, decidir o caminho que queremos seguir. Vamos para trás...quando o homem e sua mulher se equivocaram, Deus não os abandonou. É muito grande o amor de Deus, que começou então a caminhar com seu povo até que chegou o momento justo e deu a maior expressão de seu Amor, seu Filho: e para onde mandou seu Filho? A um palácio, uma empresa... não, mandou-O a uma família. 

Pôde fazer isso porque era uma família que tinha o amor aberto ao coração, as portas abertas. Pensemos em Maria, não poderia acreditar. Como isso pode acontecer? Quando explicaram, ela obedeceu. Pensemos em José, cheio de planos e, de repente, se encontra nessa situação que não entende, mas aceita. E em obediência, de amor de Maria e José, se dá uma família em que Deus vem. Deus sempre bate às portas dos corações. Ele gosta de fazer isso. Ele sai de dentro. Mas sabe o que mais gosta? Bater às portas das famílias, encontrar famílias que se amam, que fazem crescer seus filhos, que os levam adiante, que criam uma sociedade de bondade, de verdade e de beleza. 

Estamos na festa da família. A família tem cidadania divina. A carta de identidade que elas têm foi dada por Deus para que no coração da famílias cresçam a bondade, verdade e beleza. 

Alguns podem dizer. Padre, você fala isso porque é solteiro. A família tem dificuldade. Em família discutimos. A família, às vezes quebra pratos. Nas famílias, os filhos dão dor de cabeça, não falemos das sogras. 

Mas, nas famílias, sempre há cruz. Porque o amor de Deus, do Filho de Deus, também nos abriu esse caminho. Mas nas famílias depois da cruz há ressurreição, porque o Filho de Deus nos abriu esse caminho. Por isso a família é uma fábrica de esperança, de esperança e ressurreição. Deus abriu este caminho e os filhos, dão trabalho, sim. Nós como filhos demos trabalho. Às vezes, em casa, vejo alguns de meus colaboradores que vêm trabalhar com olheiras, que têm um bebe de 1 mês, 2 meses...e pergunto: não dormiste? - Não pude porque eles não dormiram a noite toda. Na família há dificuldades. Mas essas dificuldades se superam com amor. O ódio não supera nenhuma dificuldade.

A divisão dos corações não supera nenhuma dificuldade. Somente o amor é capaz de superar. O amor é festa. O amor é alegria. O amor é seguir em frente. Não quero falar muito porque já é tarde, mas queria dizer de dois pontos sobre as famílias. 

Queria que se tivesse... não só queria, mas temos que ter cuidado: das crianças e dos avós. 

As crianças e os jovens são a força, são aqueles nos quais colocamos as esperanças. Os avós são a memória das famílias. São os que nos deram a fé, nos transmitiram a fé. Cuidar dos avós e das crianças é a mostra do amor, não sei se maior, mas mais promissor da família, porque promete o futuro. Um povo que não sabe cuidar das crianças e um povo que não sabe cuidar dos avós é um povo sem futuro. Porque não tem a força e não tem a memória que o leva adiante. 

A família é beleza, mas tem problemas. Às vezes há inimizades. Maridos que brigam com as mulheres, os filhos que não se entendem com os pais. Lhes sugiro um conselho: nunca terminem um dia sem fazer as pazes. Em uma família não se pode terminar o dia em guerra. Que Deus os abençoe. Que Deus lhes dê a força que lhes anime a seguir adiante. Cuidemos a família, defendamos a família, porque aí está em jogo o nosso futuro. Rezem por mim”.

O fato de a família ter uma carta de cidadania divina coloca-a em situação privilegiada. Não é a lei dos homens que a cria, competindo, sim, a lei humana reconhecê-la. Ela antecede à lei dos homens. E isso é muito importante!


Fonte do texto: 
http://br.radiovaticana.va/news/2015/09/27/papa_na_festa_das_fam%C3%ADlias_%E2%80%9Ca_fam%C3%ADlia_tem_cidadania_divina%E2%80%9D/1175036

Fonte da imagem:
http://www.acidigital.com/noticias/apresentado-no-vaticano-o-encontro-mundial-das-familias-filadelfia-2015-53220/

domingo, 13 de setembro de 2015

Misericórdia - O agir do Pai: o agir dos filhos

A misericórdia de Deus é a sua responsabilidade por nós.
 (Papa Francisco)




Misericórdia é categoria bíblica muito realçada pelo Papa Francisco, própria do Deus da Bíblia, cuja visibilidade encarnada foi expressada nestes precisos termos na abertura da Bula Misericordiae Vultus - O rosto da misericórdia:
Jesus Cristo é o rosto da misericórdia do Pai.
A misericórdia é tão importante, norte do viver cristão, que mereceu ser objeto de um ano de graça, porque, como diz o Papa:
Há momentos em que somos chamados, de maneira ainda mais intensa, a fixar o olhar na misericórdia, para nos tornarmos nós mesmos sinal eficaz do agir do Pai (Misericordiae Vultus, n. 3)
Nessa linha de conscientização e ação, Francisco proclamou um Jubileu Extraordinário da Misericórdia. É um Ano Santo, que começa no dia 8 de dezembro de 2015, solenidade da Imaculada Conceição, e termina no dia 20 de dezembro de 2016, solenidade de Jesus Cristo, Rei do Universo.

A misericórdia dá concretude ao amor e ela constitui o modo do agir de Deus para conosco, como dá contas o Papa Francisco:
Na Sagrada Escritura, como se vê [refere-se, entre outras expressões da misericórdia divina, a parábolas ricas em misericórdia extraídos de Lucas e Mateus], a misericórdia é a palavra-chave para indicar o agir de Deus para conosco. Ele não Se limita a afirmar o seu amor, mas torna-o visível e palpável. Aliás, o amor nunca poderia ser uma palavra abstrata. Por sua própria natureza, é vida concreta: intenções, atitudes, comportamentos que se verificam na atividade de todos os dias. A misericórdia de Deus é a sua responsabilidade por nós. Ele sente-Se responsável, isto é, deseja o nosso bem e quer ver-nos felizes, cheios de alegria e serenos. E, em sintonia com isto, se deve orientar o amor misericordioso dos cristãos. Tal como ama o Pai, assim também amam os filhos. Tal como Ele é misericordioso, assim somos chamados também nós a ser misericordiosos uns para com os outros. (Misericordiae Vultus, n. 9).
Por tudo isso,
É o tempo de regresso ao essencial, para cuidar das fraquezas e das dificuldades dos nossos irmãos. (Misericordiae Vultus, n. 10)
Para enriquecer o tema, tomo a liberdade de reproduzir as palavras de Luís Alonso Schökel, SJ (1920-1998), sobre a misericórdia, extraídas do Vocabulário de Notas Temáticas que acompanha a Bíblia do Peregrino:
Misericórdia. A misericórdia divina é a qualidade quase predominante de Deus com relação ao homem; inclui os aspectos de compaixão, ternura, clemência, piedade, paciência, tolerância. A rigor, todo benefício de Deus ao homem tem caráter de misericórdia, pois não se baseia em direitos ou méritos humanos. Entra na definição de Deus (Ex 34,6; Sl 86,15; 103,8). Sua extensão é universal (Jonas); sua duração, eterna (Sl 136, com estribilho comum na liturgia). Motiva a prece e funda a confiança. Adia o castigo, mitiga-o e até mesmo o suspende, e triunfa libertando o necessitado. A misericórdia é o arco extremo que abrange todas as etapas históricas e estabelece a última: porque a misericórdia de Deus torna a conversão possível e a transformação do homem real. O homem deve ser misericordioso com seu próximo (Pr 3,27; 20,28; Eclo 40,17; Sb 12,19). NT: a) Jesus dá mostras constantes de misericórdia em sentimento e em obras: à multidão (Mc 6,34), aos doentes (Mt 14,14), à viúva (Lc 7,13); preocupa-se, compadece-se (Hb 4,15); assim se revela o perfil de seu Pai. b) Deus é rico em misericórdia (Ef 2,4, Cf. Ex 34,6), pela qual nos salva (Tt 3,5), nos regenera (1Pd 1,3); na parábola do filho pródigo (Lc 15,20), com os pagãos (Rm 15,9), o leva como título (2Cor 1,3); pelo que o homem deve imitá-lo (Lc 6,36). c) O cristão: tem uma bem-aventurança (Mt 5,7), o bom samaritano ((Lc 10,33), o mau administrador (Mt 18,33); sentimentos (Cl 3,12); vale mais que o sacrifício (Mt 9,13) e que as observâncias (Mt 23,23).
O Salmo 136 (135) a que recorre a Misericordiae Vultus (n. 7) não se cansa de reiterar a cada versículo essa qualidade que entra na definição de Deus (Luís Alonso Schökel), porque é eterna sua misericórdia.
Neste Jubileu, deixemo-nos surpreender por Deus. Ele nunca Se cansa de escancarar a porta do seu coração, para repetir que nos ama e deseja partilhar conosco a sua vida. (Misericordiae Vultus, n. 25).
Não se pode deixar de mencionar que a misericórdia divina foi muito cara a João Paulo II, que dedicou a ela a Carta Encíclica Dives in Misericordia sobre a Misericórdia Divina, onde o Papa diz: 
O amor misericordioso, é sobretudo indispensável entre aqueles que estão mais próximos: os cônjuges, os pais e os filhos e os amigos; e é de igual modo indispensável na educação e na pastoral. (Dives in Misericordia, n. 14.)
O Pontifício Conselho para Promoção da Nova Evangelização, responsável pela organização do evento, criou uma página oficial na internet sobre o Jubileu da Misericórdia, que pode ser acessada: http://www.iubilaeummisericordiae.va/content/gdm/pt.html

E há também o Jubileu da Misericórdia no Facebook:
https://www.facebook.com/IubilaeumMisericordiae.pt


Leia mais:

O Brasão do Papa Francisco

Significado do Jubileu da Misericórdia, por Cônego José Geraldo Vidigal de Carvalho


Fonte da imagem:
http://www.iubilaeummisericordiae.va/content/gdm/pt/giubileo/logo.html

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Conselhos para uma boa homilia, segundo o Papa Francisco



Aos sacerdotes da Diocese de Roma, o Bispo Bergoglio (Papa Francisco) falou ser importante:

recuperar o encanto da beleza, que é o arrebatamento de todos que participam da celebração: o de entrar em uma atmosfera espontânea, normal e religiosa, mas não artificial.

Nesse contexto de recuperação do encanto da beleza litúrgica, o Papa afirmou também:

se a homilia é bem feita, mesmo o fiel mais ocasional ou distraído - aquele que vai à igreja apenas em funerais ou casamentos, por exemplo - pode ser atraído pela palavra de Deus, em vez de ficar do lado de fora da igreja para fumar um cigarro.

Da sua larga experiência pastoral e conhecimento bíblico e teológico, Francisco extrai dez conselhos para uma boa homilia:

. A homilia não se improvisa: deve ser cuidadosamente preparada, baseada no conhecimento profundo da Sagrada Escritura.

. A homilia deve ser organizada na sequência: escolher o que dizer, porque dizer, como dizê-lo ao público presente...

. As homilias são diferentes de acordo com a celebração: em dia de missa festiva, é recomendado um sermão curto.

. Para não ficar tediosa, você pode usar imagens ou narrativas.

. A homilia não é um show: deve  dar fervor e sentido à celebração.

. Durante a homilia, nunca dê notícias.

. O bom pregador deve alimentar a fé e preparar o interior para o momento da Comunhão com Cristo.

. A pregação deve ser positiva, para oferecer "sempre esperança", disse Francisco, e não se tornar "prisioneira da negatividade".

. As palavras do sacerdote não devem ser muito abstratas, devem revelar uma atitude perante a vida, uma visão humanista.

. O tom de voz é muito importante: nunca fazer uma homilia com o mesmo tom em que se dá avisos para a paróquia. É preciso falar com o coração para o coração.


Leia mais:

Papa Francisco recebeu em audiência o clero de Roma


Fonte das citações do texto:

O Meu Papa - A Revista Oficial do Papa Francisco, Ano 1/nº 1/Abril de 2015, Panini Magazines, pp. 8-9.


Fonte da imagem:
http://www.publico.pt/mundo/noticia/primeira-homilia-do-papa-sem-jesus-cristo-podemos-ser-uma-ong-piedosa-mas-nao-a-igreja-1587789

sábado, 1 de agosto de 2015

Papa Francisco: precisamos duma mudança. Três grandes tarefas



Na mais recente viagem internacional, aliás a segunda feita ao Continente Latino-americano, o Papa Francisco fez vários pronunciamentos, todos de magna relevância.

É bom frisar que o Papa Francisco, cujo país de origem é a Argentina, é desde longa data profundo conhecedor das realidades dos povos latino-americanos; as vivenciou.

Dentre os pronunciamentos realizados destaco, pela sua atualidade e dimensão sociocultural para toda a humanidade, aquele proferido no II Encontro Mundial dos Movimentos Populares, em Santa Cruz de la Sierra (Bolívia), no dia 9 de julho de 2015, quinta-feira.

O discurso papal inicia-se por focalizar três realidades que reclamam satisfação imediata para os seus ouvintes e a todos quantos na mesma situação se encontram, porém com reflexos para toda a humanidade, quais sejam, os famosos três "T": terra, teto e trabalho.

Pois bem, os três famosos "T" são ganchos para textura do discurso como veremos.

Antes, porém, o Papa fala da necessidade de mudança, uma mudança querida, ou seja, de uma vontade de mudar, pois queremos uma mudança positiva em benefício de todos os nossos irmãos e irmãs - afirma Francisco.

O Papa não vende ilusões e diz dos percalços que cercam a mudança, mudança esta que não se esgota com uma só geração, mas é um processo. Com precisão, as palavras de Francisco:

Por último, gostaria que reflectíssemos, juntos, sobre algumas tarefas importantes neste momento histórico, pois queremos uma mudança positiva em benefício de todos os nossos irmãos e irmãs. Disto estamos certos! Queremos uma mudança que se enriqueça com o trabalho conjunto de governos, movimentos populares e outras forças sociais. Sabemos isto também! Mas não é tão fácil definir o conteúdo da mudança, ou seja, o programa social que reflicta este projecto de fraternidade e justiça que esperamos, não é fácil defini-lo. Neste sentido, não esperem uma receita deste Papa. Nem o Papa nem a Igreja têm o monopólio da interpretação da realidade social e da proposta de soluções para problemas contemporâneos. Atrever-me-ia a dizer que não existe uma receita. A história é construída pelas gerações que se vão sucedendo no horizonte de povos que avançam individuando o próprio caminho e respeitando os valores que Deus colocou no coração.

Em sequência, o Papa Francisco propõe três grandes tarefas a cargo da sociedade, que vão desde o mecanismo de concentração de riqueza, passando pelas novas formas de colonialismo, como o poder anônimo do ídolo dinheiro, do monopólio dos meios de comunicação social, este com a pretensão de impor padrões de consumo e de uniformização cultural (chamado de colonialismo ideológico), até a defesa da Mãe Terra. Esta objeto da Carta Encíclica Laudato Si sobre o Cuidado da Casa Comum, cujo texto completo em português pode ser lido aqui.

Quanto ao dinheiro, convém observar o quanto sobre ele já disse antes o Papa Francisco, ao prefaciar o livro Pobre para os pobres - A missão da Igreja, de Gerhard Müller:


O dinheiro é um instrumento que de algum modo - como a propriedade - prolonga e acresce as capacidades da liberdade humana, consentido-lhes atuar no mundo, agir, dar fruto. Em si próprio, é um instrumento bom, como quase todas as coisas de que o homem dispõe: é um meio que alarga as nossas possibilidades. Contudo, este meio pode virar-se contra o homem. Com efeito, o dinheiro e o poder econômico podem ser um meio que afasta o homem do próprio homem, confinando-o a um horizonte egocêntrico egoísta. 


O Papa Francisco coloca à reflexão, sobremodo da comunidade católica, essas exigências fundamentais e relacionadas essencialmente àqueles três ditos famosos "T" (terra, teto e trabalho), cuja prática não se esgota em uma só geração, mas tem um caráter de contínuo processo, sabendo, porém,  que exigências há que, bradando aos céus, reclamam imediata satisfação.

O texto completo, em português, do pronunciamento do Papa Francisco, no II Encontro Mundial dos Movimentos Populares, em Santa Cruz de la Sierra, pode ser lido aqui.


Fonte da imagem:
http://www.reciclaourinhos.com.br/?p=569

segunda-feira, 1 de junho de 2015

A presença e a ação do Espírito Santo na Liturgia



Presentemente, e até que a parusia se realize, a comunidade do Povo de Deus vive o Tempo do Espírito Santo, também chamado o Tempo da Igreja. É um tempo forte e profusamente marcado pela presença do Espírito.

O Espírito tem seu espaço desde a criação do mundo, eis que, como inscrito no Livro do Gênesis, o Espírito de Deus pairava sobre as águas (Gn 1,2).

Não é, pois, sem razão que o Concílio Ecumênico Vaticano II (Decreto Ad Gentes, n. 4; Constituição Sacrosanctum Concilium, n. 6) afirma:

Não há dúvida de que o Espírito Santo já operava no mundo antes da glorificação de Cristo.

Há uma presença difusa do Espírito no mundo. Assim como o sol emana sua luz e calor para todos indistintamente, o mesmo acontece com a difusão dos dons do Espírito.  

É, na Igreja, que o Espírito marca necessária e prodigamente a sua presença. Na passagem do Evangelho de João (Jo 19,30), os biblitas veem a transmissão do Espírito de Cristo à sua nova criação, ou seja, à Igreja. 

Nesse sentido, o biblista Jacques Guillet, no clássico Vocabulário de Teologia Bíblica (Espírito de Deus - IV: A Igreja recebe o Espírito), conclui enfaticamente: 

Esse Espírito é o Espírito de Jesus: faz repetir os gestos de Jesus, anunciar a palavra de Jesus 4,30; 5,42; 6,7; 9.20; 18,5; 19,10.20), repetir a oração de Jesus (At 7,50s = Lc 23,34.46; At 21,14 = Lc 22,42), perpetuar na fração do pão a ação de graças de Jesus; mantém entre os irmãos a união (At 2,42; 4,32) que agrupava os discípulos em torno de Jesus.

Ainda com vista à continuidade da missão para a qual o Filho habitou entre nós, o Cristo solenizou, tornou público o envio do Espírito Santo, em Pentecostes, sobre os discípulos e, com eles e seus sucessores, permanecendo para sempre (cf. Ad Gentes, n. 4). 

É na liturgia que se evidencia a profusão do Espírito Santo, como bem explica o liturgista Pedro Fernandez (A Celebração na Igreja, 1):

Sem o poder do Espírito, seria impossível celebrar a liturgia; por isso as celebrações litúrgicas começaram em pentecostes. O Espírito é, em Jesus Cristo, constitutivo do culto cristão e da assembleia cultual da Igreja. Assim, o Espírito é uma pessoa em muitas pessoas.

Mais recentemente, Bento XVI, na Exortação Apostólica Pós-Sinodal Sacramentum Caritatis, reforça a presença ativa do Cristo na Igreja em razão da ação do Espírito, com estas palavras:

Portanto, é em virtude da ação do Espírito que o próprio Cristo continua presente e ativo na sua Igreja, a partir do seu centro vital que é a Eucaristia. (n. 12).

Como se constata, Cristo continua habitando entre nós, porque, ressuscitando, venceu a morte. Se venceu a morte, vivo está. Antes Jesus estava limitado pela assunção da nossa humanidade, agora, glorificado, seu corpo glorioso já não mais está sujeito às leis do espaço e do tempo.

As expressivas palavras da profissão de fé, pronunciadas pelo Papa Paulo VI, na conclusão do Ano da Fé celebrado por ocasião do XIX centenário do martírio dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, enaltecem a presença e a ação do Espírito Santo:

Cremos no Espírito Santo, Senhor que dá a vida e que com o Pai e o Filho é juntamente adorado e glorificado. Foi Ele que falou pelos profetas e nos foi enviado por Jesus Cristo, depois de sua ressurreição e ascensão ao Pai. Ele ilumina, vivifica, protege e governa a Igreja, purificando seus membros, se estes não rejeitam a graça. Sua ação, que penetra no íntimo da alma, torna o homem capaz de responder àquele preceito de Cristo: "Sede perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste" (cf. Mt 5,48).

Essas vivas palavras do Papa Paulo VI, tiradas da homilia da Solene Concelebração na conclusão do Ano da Fé (Domingo, 30 de junho de 1968, na Praça de São Pedro), ficaram conhecidas como o Credo do Povo de Deus ou Credo de Paulo VI.


Leia mais:

O Espírito Santo na Liturgia, por Pe. Gregório Lutz, cssp

Audiência de João Paulo II, Quarta-feira, 4 de novembro de 1998


Fonte da imagem:
http://paroquiaconceicaoeisabel.blogspot.com.br/2012/02/dimensao-pneumatica-da-liturgia.html

terça-feira, 12 de maio de 2015

Revista dedicada ao Papa Francisco é lançada no Brasil



"O Meu Papa" (em italiano Il Mio Papa) é o título da revista dedicada ao Papa Francisco lançada no Brasil pela Panini Brasil Ltda.

A revista já vem sendo editada em vários outros países, e recebida com grande sucesso.

A publicação brasileira é mensal. O primeiro número de "O Meu Papa - A Revista Oficial do Papa Francisco", referente ao mês de abril de 2015, já se encontra à venda nas bancas de jornais.

A revista objetiva tratar, dentre outros temas, da rotina diária do Papa, e o faz em linguagem acessível. Desnecessário dizer que a revista interessa diretamente a todos os católicos romanos. Convém, porém, mencionar que a revista interessa a todos, posto que seu carro-chefe é essa figura singular, comunicativa, que é o Papa Francisco, preocupado com todos independentemente de seu credo religioso, de tê-lo ou não.

Gostei da revista "O Meu Papa", em seu todo.

Destaco as minhas impressões. Apresentação agradável, pouquíssimas propagandas comerciais e conteúdo claro e gostoso de se ler. A revista dedica as primeiras páginas à seção 30 dias com o Papa Francisco, onde a gente toma contato (e assim posso dizer) com o agir da Igreja. A seção O livro dos Santos se inicia com a fantástica vida de São Pedro apóstolo, enriquecida com farto material iconográfico, e, por fim, a seção As vozes da praça, onde a gente lê o que os peregrinos da praça de São Pedro pensam, e aqui se capta a universidade da Igreja, pois as histórias são de pessoas peregrinas não só de várias regiões da Itália, mas sobretudo de vários países. E ainda mais, na seção Passatempo, há palavras cruzadas. A maioria das matérias traz trechos destacados em amarelo, o que, à primeira vista, facilita uma rápida tomada de contato com o texto e a memorização daquilo para o qual se chama mais atenção.  Entretanto, na seção Almanaque, os santos desta edição referem-se aos do mês de março, sequer são os do mês da revista (abril). Os santos, no meu entender, deveriam ser os do mês de maio, que é o mês em curso (mês em que a revista chegou às bancas), para possibilitar, com proveito, o acompanhamento diário e presente da liturgia da Igreja.

Por isso, e por muito mais que essa revista formativa e informativa oferece, recomendo a sua leitura.

E que a revista tenha aqui, no Brasil, o grande sucesso como o vem tendo em todos os países onde está sendo publicada.

Boa e proveitosa leitura!


Fonte da imagem:
http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,das-figurinhas-da-copa-a-vida-do-santo-padre-imp-,1684342

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Tempo Comum do Ano B - São Marcos (2014-2015) - 2ª fase



Já tratei da primeira fase do Tempo Comum do Ano B - São Marcos (2014-2015). 

Agora, vou tratar desse mesmo Tempo Comum, porém em sua segunda fase.

Como é sabido, o Tempo Comum sofre como que um corte em seu curso. Ele para e dá lugar ao Ciclo Pascal (Quaresma, Tríduo Pascal e Tempo Pascal). 

Ele, o Tempo Comum - TC vai, no entanto, recomeçar no dia 25 de maio de 2015, segunda-feira, e vai até o seu término, no dia 28 de novembro de 2015, sábado (antes das Primeiras Vésperas do Primeiro Domingo do Advento, cf. NALC, n. 44). Este reinício do Tempo Comum é chamada segunda fase do TC.

Esta segunda fase do TC pode ser acompanhada no Diretório da Liturgia - 2015, às páginas 110 a 195. No Missal Romano (2ª edição típica), o próprio do TC se distribui pelas páginas 344 a 385, sendo que o TC reinicia com a oitava semana (ver Diretório da Liturgia, p. 111).

A cor litúrgica é verde, em regra.


Leia mais:

Liturgia: A Espiritualidade do Tempo Comum


Fonte da imagem:
http://jmvalferrarede.blogspot.com.br/2012/11/liturgia-do-xxxii-domingo-do-tempo.html

domingo, 29 de março de 2015

Tempo Pascal - Ano B - São Marcos (2014/2015)



O Tempo Pascal começa com o Primeiro Domingo da Páscoa, ou seja, com o Domingo da Páscoa na Ressurreição do Senhor, que cai no dia 5 de abril de 2015, e vai até o Domingo de Pentecostes, no dia 24 de maio de 2015.

O Tempo Pascal deve ser celebrado com alegria e exultação como se fosse um só dia de festa, ou melhor, na expressão de Santo Atanásio, "como um grande domingo" (cfr. Normas Universais do Ano Litúrgico e Calendário Romano Geral, n. 22)

A cor litúrgica do Tempo Pascal é branca. No Domingo de Pentecostes a cor é vermelha.

A liturgia do Tempo Pascal deve ser acompanhada pelo Diretório da Liturgia - 2015, às páginas 89 a 110, e pelo Missal Romano (2ª edição típica), às páginas 293 a 343.

Sobre a espiritualidade para o Tempo Pascal, conferir aqui.


Fonte da imagem:
http://dedico-teomeublog.blogspot.com.br/2012/04/em-tempo-pascal.html

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Semana Santa e Tríduo Pascal do Ano B - São Marcos (2014-2015)

Ele, para cumprir a vossa vontade e reunir um povo santo em vosso louvor, estendeu os braços na hora da sua paixão, a fim de vencer a morte e manifestar a ressurreição. (Oração Eucarística II, Missal Romano, p. 477).


Segundo as Normas Universais do Ano Litúrgico e o Novo Calendário Romano Geral - NALC,

A Semana Santa visa recordar a Paixão de Cristo, desde sua entrada messiânica em Jerusalém (n. 31)

A Semana Santa (Ano B - São Marcos - 2014-2015) começa no 6º Domingo da Quaresma chamado Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor (cf. NALC, n. 30), que cai no dia 29 de março de 2015.

Para o Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor a cor litúrgica é vermelha. Para Segunda, Terça, Quarta e Quinta-Feira Santas (antes da Ceia da Senhor), a cor litúrgica é roxa. Para a Missa vespertina da Ceia do Senhor, na Quinta-Feira Santa, a cor litúrgica é branca. Para a Sexta-Feira Santa e o Sábado Santo, a cor litúrgica é roxa.

Para a Missa da Vigília Pascal, na noite do dia 4 de abril de 2014 (sábado), a cor litúrgica é branca. No dia 5 de abril, Domingo da Páscoa na Ressurreição do Senhor a cor litúrgica é branca.

Na Semana Santa se conclui o Tempo da Quaresma, e nela se compreende todo o Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor.

O sagrado Tríduo Pascal resplandece como o ápice de todo o ano litúrgico (NALC, n. 18). De acordo com as sobreditas Normas Universais do Ano Litúrgico, 

O Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor começa com a Missa vespertina na Ceia do Senhor, possui o seu centro na Vigília Pascal e encerra-se com as Vésperas do domingo da Ressurreição (n. 19).

Para o acompanhamento das celebrações da Semana Santa, conferir o Diretório da Liturgia-2015, às páginas 80 a 89, e o Missal Romano (2ª edição típica para o Brasil), às páginas 220 a 296. 

Sugiro a consulta ao Pequeno Manual para a Semana Santa, do site Presbíteros, clicando aqui.


Leia mais:

Início da Semana Santa e do Tríduo Pascal do Ano C - Lucas (2012-2013)

A superficialidade de fazer da Semana Santa um feriadão pode ser um equívoco


Fonte da imagem:
http://liturgiahoje.blogspot.com.br/2010/04/vigilia-pascal-na-noite-santa.html

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Campanha da Fraternidade - 2015: "Eu vim para servir"



A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB lançou para o Tempo da Quaresma a Campanha da Fraternidade - CF 2015, com estas palavras iniciais:

Com o tema “Fraternidade: Igreja e Sociedade” e lema “Eu vim para servir” (cf. Mc 10, 45), a Campanha da Fraternidade (CF) 2015 buscará recordar a vocação e missão de todo o cristão e das comunidades de fé, a partir do diálogo e colaboração entre Igreja e Sociedade, propostos pelo Concílio Ecumênico Vaticano II.

O binômio Igreja e Sociedade está no centro da CF-2015. O forte apelo evangélico Eu vim para servir, traduzido pela figura do Papa Francisco no gesto concreto do lava-pés, fala por si.

Textos e hinos da CF-2015 podem ser encontrados aqui.


Leia mais:

A indiferença e a renovação da Igreja no centro da Mensagem do Papa para a Quaresma-2015

Eu vim para servir!, por Dom Orani João Tempesta, Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro


Fonte da imagem:
http://www.cnbb.org.br/campanhas-1/fraternidade/15079-cnbb-publica-texto-base-da-cf-2015

sábado, 31 de janeiro de 2015

A indiferença e a renovacão da Igreja no centro da Mensagem do Papa para a Quaresma-2015

Hoje, esta atitude egoísta de indiferença atingiu uma dimensão mundial tal que podemos falar de uma globalização da indiferença. Trata-se de um mal-estar que temos obrigação, como cristãos, de enfrentar.
(Papa Francisco)


O Tempo da Quaresma está próximo. É tempo propício à conversão. E mais, o Papa Francisco, convocando a  todos e a cada um em particular à renovação, acentua com veemência:

Tempo de renovação para a Igreja, para as comunidades e para cada um dos fiéis, a Quaresma é sobretudo um «tempo favorável» de graça (cf. 2 Cor 6, 2).

O Papa Francisco acaba de divulgar a sua Mensagem para a Quaresma de 2015 (Ano B - São Marcos).

Fortalecei os vossos corações (Tg 5, 8). Esta passagem da Carta do Apóstolo Tiago inspira a Mensagem.

O estilo do Papa Francisco, já bem conhecido, se traduz em linguagem direta e simples.

Em sua Mensagem, o Papa não deixa de indicar os pontos, ou melhor, três passagens bíblicas, para reflexão no curso da Quaresma, válidos, diga-se, para quaisquer tempos e lugares. Ou, nas palavras do Papa:

Por isso, o povo de Deus tem necessidade de renovação, para não cair na indiferença nem se fechar em si mesmo. Tendo em vista esta renovação, gostaria de vos propor três textos para a vossa meditação. 

As três passagens bíblicas são:

1. «Se um membro sofre, com ele sofrem todos os membros» (1 Cor 12, 26): A Igreja.

2. «Onde está o teu irmão?» (Gn 4, 9): As paróquias e as comunidades

3. «Fortalecei os vossos corações» (Tg 5, 8): Cada um dos fiéis

As reflexões, como se vê, partem do todo para o particular, ou seja, da Igreja, como um todo universal, passando pelas paróquias e as comunidades, para chegar a cada fiel.

Tudo isso e todo o mais, em texto completo e em português, pode ser conferido aqui.


Leia mais:

Editorial: Vertigem da indiferença

Quaresma: Papa desafia Igreja à renovação
 
Fonte da imagem:
http://www.news.va/pt/news/mensagem-do-papa-francisco-para-quaresma-2015-text

sábado, 17 de janeiro de 2015

Tempo da Quaresma do Ano B - São Marcos (2014-2015)

Celebremos tranquilamente a Páscoa, celebremos sossegadamente a Paixão d'Aquele que, não devendo nada a ninguém, pagou em vez dos devedores; falo de nosso Senhor Jesus Cristo...
(Agostinho de Hipona, Sermão 211, 6)


Ao término do Tempo Comum (1ª fase) sucede o Tempo da Quaresma.

No dia 18 de fevereiro de 2015, Quarta-Feira de Cinzas, começa o Tempo da Quaresma, que vai até a Missa Vespertina da Ceia do Senhor, exclusive, ou seja, até o dia 2 de abril de 2015, Quinta-Feira, antes do início da mencionada Missa Vespertina.

A cor litúrgica do Tempo da Quaresma é roxa. No Quarto Domingo da Quaresma (Laetare), que cai no dia 15 de março de 2015, pode-se usar a cor rósea.

O Tempo da Quaresma pode ser acompanhado pelo Diretório da Liturgia - 2015, às páginas 62 a 83, e pelo Missal Romano (2ª edição típica), às páginas 175 a 246.

Para a vivência da espiritualidade quaresmal, recomendo o artigo do Centro Loyola - Belo Horizonte-MG intitulado: Quaresma: "jejuar é dar espaço para outras fomes".


Fonte da imagem:
http://www.fatima.com.br/paginas/tempo-da-quaresma

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Dia Mundial do Doente - 2015

La celebración anual de la Jornada mundial del enfermo tiene, por tanto, como objetivo manifiesto sensibilizar al pueblo de Dios y, por consiguiente, a las varias instituciones sanitarias católicas y a la misma sociedad civil, ante la necesidad de asegurar la mejor asistencia posible a los enfermos; ayudar al enfermo a valorar, en el plano humano y sobre todo en el sobrenatural, el sufrimiento; hacer que se comprometan en la pastoral sanitaria de manera especial las diócesis, las comunidades cristianas y las familias religiosas; favorecer el compromiso cada vez más valioso del voluntariado; recordar la importancia de la formación espiritual y moral de los agentes sanitarios; y, por último, hacer que los sacerdotes diocesanos y regulares, así como cuantos viven y trabajan junto a los que sufren, comprendan mejor la importancia de la asistencia religiosa a los enfermos. 


No dia 13 de maio de 1992, o Papa João Paulo II dirigiu Carta ao Cardeal Fiorenzo Angelini, Presidente do Conselho Pontifício para a Pastoral no Campo da Saúde, por ocasião da instituição do Dia Mundial do Doente.

O Papa fixou 11 de fevereiro como data do Dia Mundial do Doente.

De lá pra cá, vinte anos estão se passando. Na sequência dos anos, coube, pois, ao Papa Francisco a Mensagem para o XXIII Dia Mundial do Doente a ser celebrado no dia 11 de fevereiro de 2015, cujo tema é:

«Sapientia cordis. “Eu era os olhos do cego e servia de pés para o coxo” (Job 29, 15)»

, o servo justo e sofredor. É no livro dele (Jó 29, 15) que o Papa Francisco se inspirou para o tema da Mensagem.

E, segundo o Livro da Sabedoria, esta é:

É ela uma efusão da luz eterna, um espelho sem mancha da atividade de Deus, e uma imagem de sua bondade. (Sb 7, 26)

Ou melhor, fiquemos com o conceito dado pelo Papa Francisco à sabedoria do coração, fruto do Espírito Santo:

Esta sabedoria não é um conhecimento teórico, abstracto, fruto de raciocínios; antes, como a descreve São Tiago na sua Carta, é «pura (…), pacífica, indulgente, dócil, cheia de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem hipocrisia» (3, 17). Trata-se, por conseguinte, de uma disposição infundida pelo Espírito Santo na mente e no coração de quem sabe abrir-se ao sofrimento dos irmãos e neles reconhece a imagem de Deus. Por isso, façamos nossa esta invocação do Salmo: «Ensina-nos a contar assim os nossos dias, / para podermos chegar à sabedoria do coração» (Sal 90/89, 12). Nesta sapientia cordis, que é dom de Deus, podemos resumir os frutos do Dia Mundial do Doente.

A sabedoria do coração (sapientia cordis), algo para além do saber acadêmico, tem um núcleo profundo, espiritual, transcendente, sem fronteiras, cuja tradução é uma disposição amorosa para e com todas as pessoas, necessitadas, carentes, doentes...

Nesse sentido, com sabedoria, e sabedoria do coração, é mais confortável defrontar-se com a realidade da doença e dos doentes. É algo amoroso. É uma virtude.

O Papa nomeia quatro espécies da sabedoria do coração que inspiram a disposição de colocar-se a serviço do e com o doente:

Sabedoria do coração é servir o irmão. 
Sabedoria do coração é estar com o irmão.
Sabedoria do coração é sair de si ao encontro do irmão.
Sabedoria do coração é ser solidário com o irmão, sem o julgar.

O texto completo da Mensagem para o XXIII Dia Mundial do Doente, em português, pode ser lido aqui.


Leia mais:

Mensagens para o Dia Mundial do Enfermo, de João Paulo II

Mensagens para o Dia Mundial do Doente, de Bento XVI

Mensagens para o Dia Mundial do Doente, de Francisco


Fonte da imagem:
http://www.chiesacattolica.it/pls/cci_new_v3/v3_s2ew_consultazione.mostra_pagina?id_pagina=62039

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Santa Mãe de Deus, Maria: homilia do Papa Francisco

O Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e te favoreça. O Senhor volte para ti a sua face e te dê a paz (Nm 6, 24-26).


A homilia do Papa Francisco na Solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus e do Dia Mundial da Paz focaliza, além da paz, a bênção, essa dádiva divina para todos nós.

O Papa inicia dizendo:

Hoje voltam à mente as palavras com que Isabel pronunciou a sua bênção sobre a Virgem Santa: «Bendita és Tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. E donde me é dado que venha ter comigo a mãe do meu Senhor?» (Lc 1, 42-43). 

Esta bênção está em continuidade com a bênção sacerdotal que Deus sugerira a Moisés para que a transmitisse a Aarão e a todo o povo: «O Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e te favoreça. O Senhor volte para ti a sua face e te dê a paz» (Nm 6, 24-26). Ao celebrar a solenidade de Santa Maria, a Santa Mãe de Deus, a Igreja recorda-nos que Maria é a primeira destinatária desta bênção. N’Ela tem a sua realização perfeita: na verdade, mais nenhuma criatura viu brilhar sobre si a face de Deus como Maria, que deu uma face humana ao Verbo eterno, para que todos nós O pudéssemos contemplar.

 E o Papa, coroando a bênção, afirma:

Amados irmãos e irmãs! Jesus Cristo é a bênção para cada homem e para a humanidade inteira.

Sobre a Paz, ouçamos o Papa:

Que esta Mãe doce e carinhosa nos obtenha a bênção do Senhor para a família humana inteira! Hoje, Dia Mundial da Paz, invoquemos de modo especial a sua intercessão para que o Senhor dê paz a estes nossos dias: paz nos corações, paz nas famílias, paz entre as nações. Este ano, a mensagem especial para o Dia Mundial da Paz reza: «Já não escravos, mas irmãos». Todos somos chamados a ser livres, todos chamados a ser filhos; e cada um chamado, segundo as próprias responsabilidades, a lutar contra as formas modernas de escravidão. Nós todos, de cada nação, cultura e religião, unamos as nossas forças. Que nos guie e sustente Aquele que, para nos tornar irmãos a todos, Se fez nosso servo!

Maria é anunciada pela Antífona de entrada da Missa da Solenidade da Santa Mãe de Deus:

Salve, ó Santa Mãe de Deus,
vós destes à luz o Rei
que governa o céu e a terra
pelos séculos eternos.

O texto completo da homilia, em português, pode ser lida aqui.


Leia mais:

Dia Mundial da Paz - 2015: Mensagem do Papa Francisco


Fonte da imagem:
http://ocdsprovinciasaojose.blogspot.com.br/2012/01/solenidade-de-santa-maria-mae-de-deus.html

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Feliz e Próspero Ano Novo - 2015 !

Que Deus todo-poderoso, fonte e origem de toda bênção, vos conceda a sua graça, derrame sobre vós as suas bênçãos e vos guarde sãos e salvos todos os dias deste ano.
(Missal Romano)



Feliz e Próspero Ano Novo !


Fonte da imagem:
http://www.apassagemdeano.com/passagem-de-ano-em-roma/

Papa Francisco dá nome às doenças da Cúria Romana

Vos exorto a cuidar de vossa vida espiritual, da vossa relação com Deus, porque esta é a coluna vertebral de tudo aquilo que fazemos e de tudo o que somos. Um cristão que não se alimenta com a oração, os Sacramentos, a Palavra de Deus, inevitavelmente perde o vigor e seca.


O Papa Francisco apronta mais uma surpresa. Mas convenhamos, temos um Papa com grande bagagem de experiência pastoral, afinado com os problemas diários e mais comuns do povo e com os altos e baixos das administrações eclesiais.

A surpresa, desta vez, ficou por conta da apresentação dos tradicionais votos de Feliz Natal à Cúria Romana.

No discurso de felicitações, o Papa Francisco, na esteira da reforma e melhoria da Cúria Romana, cuidou de seduções do fascínio do poder. Ao mau funcionamento ou desvio de sua missão, o Papa, usando linguagem figurativa, compara a Cúria Romana ao corpo humano, sujeita a doenças, enfermidade, tentações.

Ninguém pense, porém, que as patologias do poder, reais ou possíveis (o Papa as nomeia em número de quinze "doenças") digam respeito exclusivamente à Cúria Romana. Pela mesma motivação, elas podem extensivamente alcançar todos os que exercem poder de administração na Igreja, inclusive nas paróquias. São doenças que rondam as pessoas que detenham qualquer parcela de poder (Cúria Romana, Cúrias Diocesanas, Paróquias).

Ninguém delas está livre. Nesse sentido, se expressa o Papa:

Irmãos, naturalmente todas estas doenças e tentações são um perigo para todo o cristão e para cada cúria, comunidade, congregação, paróquia, movimento eclesial, e podem atingir seja a nível individual seja comunitário.

Em síntese, a causa das doenças se depara nestas palavras do Papa Francisco:

A Cúria é chamada a melhorar, a melhorar sempre, crescendo em comunhão, santidade e sabedoria para realizar plenamente a sua missão.

Constato quatro palavras-chave: comunhão, santidade, sabedoria e missão. Cada palavra é de conteúdo denso e comporta estudo aprofundado em lugar próprio.

Para o Papa Francisco, o médico dessas doenças é o Espírito Santo:

É preciso deixar claro que o único que pode curar qualquer uma destas doenças é o Espírito Santo, a alma do Corpo Místico de Cristo, como afirma o Credo Niceno-Constantinopolitano: «Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida». É o Espírito Santo que sustenta todo o esforço sincero de purificação e toda a boa vontade de conversão.

Numa leitura rápida, três doenças chamam, por ora, a minha atenção: A doença da rivalidade e da vanglória (7ª), A doença da indiferença para com os outros (11ª) e A doença dos círculos fechados (14ª).

Por um ou outro viés, essas questões comportamentais têm ocupado a atenção de algumas pessoas. Por exemplo, Richard M. Gula, S.S., professor de Teologia Moral, tratou da ética em seu livro Ética no Ministério Pastoral. E já, em 1996, quando da publicação do livro nos Estados Unidos, afirmara:

Os ministros pastorais da Igreja Católica Romana não têm nenhum código formal de ética.

Propondo um Código de Ética (ver no mesmo livro), Richard M. Gula chegou a fazer um pequeno rol das virtudes morais a que todos os ministros devem aspirar, quais sejam: santidade, amor, confiabilidade, altruísmo e prudência. Estas virtudes comportam também explanações sobre elas em lugar próprio.

Por fim e por ser oportuno, a recente entrevista do Padre Antonio Spadaro, Diretor da revista La Civiltà Cattolica, à Radio Vaticano (RV), é neste aspecto muito interessante e esclarecedora, como a seguir reproduzo:

RV: Alguns repovam as contantes “batidas” que Francisco dá nos católicos e destacam como, pelo contrário, o fato de o Papa ser muito apreciado em ambientes distantes da Igreja e seja muito apreciado e considerado também por muitos ateus. Na sua opinião, o que significa tudo isto?

“São duas coisas diferentes. A primeira: eu diria que o Papa não “bate” nos fiéis, quando muito dirige a eles um apelo, um exame de consciência e um exercício espiritual. Também o famoso discurso à Cúria, para as felicitações de Natal, foi um discurso muito denso, muito forte, que teve o seu núcleo num apelo para se recordar da relação com Cristo: evitar o Alzheimer espiritual”, como ele o definiu. Portanto, fazer memória do encontro com Cristo para seguir em frente. Claramente, fazendo memória, nos damos conta de como é a vida que nós vivemos. É uma vida marcada por misérias, por pecados. E assim, o Papa faz um apelo para uma consciência nova, sobretudo para que o pecado não acabe se transformando em corrupção. Portanto, o Papa se torna muito duro, muito forte, porque quer que a Igreja testemunhe Cristo e não testemunhe uma série de práticas, de idéias que coloquem em risco o cristianismo. Por outro lado, esta mensagem é muito acolhida em ambientes também distantes, porque no fundo, a mensagem que prega Francisco é um Evangelho puro: não é tanto o Papa que toca, mas a mensagem que ele consegue comunicar com a sua pessoa, com absoluta simplicidade e coerência. Portanto, chega diretamente: se uma vez existia a necessidade de grandes interpretações – às vezes a mensagem do Papa na sua pureza foi depois fechada e engaiolada em interpretações e visões – aqui o Papa comunica diretamente. A mensagem chega no momento em que parte, poderíamos assim dizer...Esta é uma grande força: é o fascínio do Evangelho, no final das contas”.

O discurso do Papa Francisco, em sua íntegra e em português, pode ser lido aqui.


O amor e o poder não são necessariamente oponentes.
(Richard M. Gula, S.S.)


Fonte da imagem:
http://www.agencia.ecclesia.pt/noticias/vaticano/vaticano-papa-fala-sobre-15-doencas-na-igreja-no-encontro-de-natal-com-a-curia-romana/