quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Os Decretos do Concílio Vaticano II



Monsenhor Vitaliano Mattioli, dando seguimento às suas publicações sobre o Concílio Vaticano II, explica sucintamente os nove Decretos do Concílio Ecumênico Vaticano II, em artigo divulgado pela Agência Zenit, sob o título "Os nove Decretos Conciliares do Concílio Vaticano II", e que pode ser lido aqui.

Os documentos do Concílio Vaticano II, inclusive os nove Decretos Conciliares, podem ser consultados aqui.


Leia mais:

O Concílio Vaticano II como evento universal e missionário, pelo Pe. Estêvão Raschietti

50 anos do Concílio, pelo Pe. J. B. Libânio


Fonte imagem:
http://www.cmisericordia.com.br/?p=3795

sábado, 25 de agosto de 2012

Filme sobre a trajetória de Dom Pedro Casaldáliga



"Não façam um filme sobre mim, mas que seja um filme sobre as verdadeiras causas desta luta: a vida, a terra, a liberdade e a dignidade", assim se expressou Dom Pedro Casaldáliga, Bispo Emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia, a Francesc Escribano, quando soube  que este realizaria o filme.

Pois bem, a Rádio Vaticana noticiou que "A vida de Dom Pedro Casaldáliga, o bispo espanhol radicado desde 1968 em São Félix do Araguaia, está sendo filmada em uma coprodução hispano-brasileira para a televisão."

Aguardemos  o filme e que seja incentivo à missionariedade dos cristão, sabendo que a respeito do Bispo Dom Pedro Casaldáliga já foi dito que: "Há no Brasil um santo e herói, Pedro Casaldáliga. Santo por sua fidelidade radical ao evangelho, herói pelos riscos de vida enfrentados e pelas adversidades sofridas" (Frei Betto).

  
Fonte da imagem:
http://www.prelaziasaofelixdoaraguaia.org.br/Fotos%20pedro/

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Concílio Vaticano II



No dia 11 de outubro de 2012 fazem 50 anos da inauguração do Concílio Ecumênico Vaticano II, cujo discurso de abertura proferido pelo Papa João XXIII pode ser lido aqui.

É uma data significativa para a vida da Igreja. E está conectada com o Ano da Fé.

Pareceu-me também oportuno divulgar aqui as postagens sobre o Concílio Vaticano II, de autoria do Monsenhor Vitaliano Mattioli, em tradução do italiano para o português por Thácio Siqueira, publicadas pela Agência Zenit.

Como são trechos curtos e claros, concisos, a leitura não toma grande tempo e é atraente.

A primeira postagem, sob o título "O Concílio Vaticano II é o 21º na lista dos Concílios Ecumênicos", pode ser lida aqui

A segunda, sob o título "História do Concílio Vaticano II (Parte I)", pode ser lida aqui.

E terceira postagem, sob o título "História do Concílio Vaticano II (Parte II)", pode ser lida aqui.


Fonte da imagem:
http://blogdocrato.blogspot.com.br/2010/09/coluna-armando-rafael-noticias-do_24.html#.UDEIKUROTyE

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

O que é que o Sudário prova?



O livro "O Sinal - O Santo Sudário e o segredo da Ressurreição", de Thomas de Wesselow, dá origem ao artigo de Dom Redovino Rizzardo, Bispo da Diocese de Dourados  (MS), intitulado O que é que o Sudário prova?, publicado na página da CNBB, na internet, edição de 27 de junho de 2012.

Thomas Wesselow, agnóstico, é historiador da arte. Dom Redovino terminou a leitura do livro lá um tanto mais da metade. E isto porque, a partir daí, segundo Dom Redovino, "o autor passa a exercer a função de teólogo, com inúmeras e graves discrepâncias em relação à fé das Igrejas cristãs".

Também estou a ler "O Sinal" e espero completar a leitura em breve. As observações feitas por Dom Redovino são proveitosas, posto que você sente que o autor do livro, desde as primeiras páginas, quer fazer da Ressurreição algo de valor se entendido e comprovado cientificamente.

Por certo que, para o citado historiador da arte, a Ressurreição é o Sudário. Mas para os cristãos a fé na Ressurreição não se fundamenta no Sudário, mas sim no Novo Testamento, na Tradição e no Magistério da Igreja.

Afirma Dom Redovino: "Como qualquer outro racionalista, Thomas de Wesselow só admite o que a ciência explica. Mas, talvez por ter acolhido um lampejo de luz divina, fez uma descoberta fundamental e decisiva: "Os cristãos acreditam na ressurreição não porque consideram que o Sudário foi produzido pela desmaterialização luminosa de um corpo humano, mas porque têm fé nos relatos dos Evangelhos"."


Leia mais:

Um novo livro sobre o Sudário de Turim?


Fonte da imagem:
http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=88003

domingo, 15 de julho de 2012

Comunhão na boca ou na mão. Qual a maneira certa?



(clique na figura acima para vê-la em tamanho maior)

Há duas maneiras para comungar corretamente o Corpo de Cristo. A primeira, ou a mais antiga, é na mão como descrita acima. Em desuso, este modo de comungar foi recuperado depois do Concílio Ecumênico Vaticano II.

Lá, pelo século V, a comunhão na mão era prática comum, conforme relata Teodoro de Mopsuéstia: "E, ao trazer as duas mãos igualmente estendidas, reconhece verdadeiramente a grandeza deste dom que vai receber" (Homilias catequéticas, em Antologia Litúrgica, n. 2923). No século IV, Cirilo de Jerusalém já instruía: "Quando te aproximas (para comungar), não o faças com as palmas das mãos estendidas, nem com os dedos separados, mas faz da tua mão esquerda um trono para a tua mão direita, uma vez que esta vai receber o Rei. Recebe o Corpo de Cristo na concavidade da tua mão e responde: Amen." (Catequeses Mistagógicas, em Antologia Litúrgica, n. 1893).

A segunda maneira, ou seja, a comunhão na boca (sobre a língua) do comungante, vem tempos depois, mais provavelmente por certo desvirtuamento da comunhão na mão, generalizando-se por volta do século IX. Mas, no ano 650, o Concílio de Ruão advertia: "Doravante, a Eucaristia não será deposta nas mãos dos leigos, mas ser-lhes-á dada na boca." (Antologia Litúrgica, n. 5668).

Em ambas as maneiras de comungar, tenhamos presentes as palavras de João Crisóstomo (século V): "Quando vos aproximais daquela tremenda e divina mesa dos sagrados mistérios, fazei-o com temor e tremor, com a consciência limpa, com oração e jejum; não vos aproximeis em tumulto, nem aos pontapés, nem aos empurrões aos outros, porque isso é sinal de grande orgulho e de muito desprezo... Pensa na vítima em que vais tocar, na mesa de que aproximas..." (Homilia in diem natalem D. N. Jesu Christi, em Antologia Litúrgica, n. 2590).

As duas maneiras de comungar são perfeitamente válidas hoje em dia, desde que se faça com respeito e corretamente.

Superadas as causas de desvirtuamento,  a comunhão na mão é o reencontro com a primitiva maneira de as comunidades cristãs comungarem na celebração da Ceia do Senhor (Fração do Pão, Eucaristia).


Leia mais:

A Comunhão Eucarística na mão, por D. Estevão Bettencourt

Você sabe comungar?


Fonte da imagem:
http://padre-marques.blogspot.com.br/2010/09/comunhao-na-mao.html

sábado, 7 de julho de 2012

Youcat



Youcat é a abreviação das palavras inglesas Youth Catechism - Catecismo Jovem. Ele fez parte do kit peregrino distribuído aos participantes da Jornada Mundial da Juventude 2011, realizada em Madri (Espanha).

Youcat é baseado no Catecismo da Igreja Católica, na linguagem dos jovens, e foi prefaciada por Bento XVI.

Já está traduzido em várias línguas. No Brasil, o Youcat é editado pela Paulus.

A página do Youcat na internet pode ser conferida aqui.


Leia mais:

Youcat - Português (PT)


Fonte da imagem:
http://www.paulus.com.br/youcat-catecismo-jovem-da-igreja-catolica_p_2766.html

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Apresentados o logotipo, o calendário e o site do Ano da Fé



Foram apresentados dia 21, na Sala de Imprensa da Santa Sé, o símbolo, o calendário de eventos e o site do Ano da Fé

O Ano da Fé será realizado no período de 11 de outubro de 2012 a 24 de novembro de 2013.

O site está inicialmente em italiano e inglês - www. annusfidei.va.


Leia mais:

Indicações Pastorais para o Ano da Fé

Ano da Fé é apresentado no Vaticano: um percurso para a Nova Evangelização 

Eventos com a presença do Papa

Santa Sé apresenta calendário do evento


Fonte da imagem:
http://www.annusfidei.va/content/novaevangelizatio/en/annus-fidei/logo.html

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Lectio Divina do Papa Bento XVI



O Papa Bento XVI inaugurou dia 11 de junho de 2012, segunda-feira, o Congresso Eclesial da Diocese de Roma (Diocesi di Roma), na Basílica de São João de Latrão, fazendo uma lectio divina de alto perfil teológico.

Bento XVI, na lectio divina, se ateve ao sacramento do Batismo, como sugere o título (Riscopriamo la Bellezza del Battesimo) da imagem acima. O ponto de partida é a passagem evangélica: "Ide, fazei discípulos de todos os povos e baptizai-os no nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo" (Mt 28,19).

O vídeo e a lectio divina podem ser conferidos aqui.


Fonte da imagem:
http://www.ucroma.it/

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Igreja: A falência do "Corpo de Deus"



Há valores na sociedade ou que precedem ao Estado como hoje constituído ou que são naturalmente inerentes à pessoa humana. A religião é um desses valores. O Estado não a institui, mas, inevitavelmente, a reconhece, ou deveria reconhecê-la também na plenitude de suas manifestações culturais.

Ao contrário, um certo relativismo vai tomando conta da sociedade, e, progressivamente, vai marginalizando da esfera pública a religião.

Atualmente, o que se passa - e de modo específico -, em Portugal bem revela nuance da face econômico-financeira do Estado. Em Portugal, não obstante possua um povo tradicionalmente católico, a solenidade de Corpus Christi, ou do Santíssimo Sacramento do Corpo e do Sangue de Cristo, deixará de ser feriado nacional.

A Agência Ecclesia comenta a matéria sob o título Igreja: A falência do "Corpo de Deus", onde se lê que a partir de 2013 a solenidade do Corpo e Sangue de Cristo será celebrada no domingo seguinte à quinta-feira em que se celebrava a solenidade.

Evidencia-se que questões econômicas, como produção e consumo, se sobrepõem aos tradicionais valores da sociedade. Nessa vertente estatal, os dias festivos religiosos passam a assumir papel secundário na sociedade civil.

O Estado intervem para regular: corta feriado e, com tal medida, acrescenta mais um dia de produção e consumo de bens e serviços no ciclo anual. A economia (e a política a ela se dobra) dita o comportamento.

A retirada do feriado nacional a partir de 2013 deve-se a um acordo entre, de um lado, a própria Igreja Católica em Portugal e a Santa Sé e, de outro, o Governo de Portugal. Por esse mesmo Acordo, a solenidade de Todos os Santos ficou mantida no mesmo dia - 1º de novembro -, mas sem o caráter de feriado.

Elias Couto faz restrições ao critério adotado para retirada do feriado como se feriado e dia santo (dia  festivo) tivessem a mesma equivalência. Não há um feriado que tanto pode ser civil quanto religioso com a mesma identidade de valor. O dia santo (dia festivo) não está condicionado à existência de feriado decretado pelo Estado. E afirma Elias Couto, "porque tais dias são "santos" (separados dos restantes) por razões que dizem respeito à vida da Igreja".

E, por fim, conclui o articulista: "O caminho escolhido foi outro e continuou de pé a ideia da equivalência entre "feriado" e "dia santo". Não admira, assim, se até os domingos deixam de ser tratados, por muitos católicos, como "dias santos". Com tanta gente a trabalhar aos domingos, haverá certamente católicos nessas circunstâncias. E para estes, na ausência do "feriado", não deve ser fácil viver o "dia santo", sobretudo quando a mesma Hierarquia da Igreja insiste na confusão entre um e outro."

Não é só em Portugal, há no Brasil um movimento legislativo que pretende abolir os poucos restantes feriados religiosos.


Leia mais:

Igreja: Importância dada ao Corpo de Deus vai decrescer com o fim do feriado, prevê padre ligado à promoção da devoção eucarística

Santa Sé e Governo acordam fim de feriados

Corpus Christi: há vida no corpo


Fonte da imagem:
http://portugal.blog.arautos.org/

sábado, 16 de junho de 2012

"Ecorreligião" e fé cristã



Publicado originalmente na página ecojesuit, em inglês e espanhol, o artigo que dá título a este post, de autoria de Robert Deinhammer, SJ, foi publicado em português pela Mirada Global.com

A matéria é oportuna, tendo em vista o evento Rio+20 da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio de Janeiro, 13 a 22 de  junho de 2012).

Há necessidade de proteger os ecossistemas. Mas, para Robert Deinhammer, a necessidade protetora acaba ficando debilitada por conta de manifestações ideológicas dos próprios movimentos ambientalistas. Ideologizam o assunto. Nesse caso, afirma o articulista: Trata-se de uma pseudo-religião que não é realmente nova e que poderíamos chamá-la de "Ecorreligião".

Essa pseudo-religião dá causa a um deficit maciço de racionalidade. Ou, nas palavras de Robert  Deinhammer: "A Ecorreligião gera um déficit massivo do racional e implica mudanças profundas em nossa compreensão tradicional do mundo assim como de nós mesmos."

Luiz Felipe Pondé, professor de Ciências da Religião na Pontifícia Universidade de São Paulo-PUC-SP, informa que vários problemas há a serem enfrentados pelo catolicismo hoje. No chamado Mercado religioso, ele se defronta, entre outros, com o "das ofertas mais modernas no seio do mercado cristão ou mesmo fora dele (como o caso das "espiritualidades da natureza", ou neopaganismo, que também contaminarão formas mais "pós-modernas" da própria Teologia da Libertação, como no caso do teólogo brasileiro Leonardo Boff e seus seguidores)." (O catolicismo hoje, pp. 86-87).

O tema é um desafio para a Igreja Católica, enfim para os cristãos, no século XXI, na medida de conciliar a preservação da natureza sem endeusá-la (fazê-la Deus), sem perder a racionalidade.


Leia mais:

Os efeitos da ecorreligião, por Renata Camargo

As Influências da Lógica Mercadológica sobre as Recentes Transformações na Igreja Católica, por Lemuel Guerra


Fonte da imagem:
http://ecojesuit.com/%E2%80%9Cecoreligion%E2%80%9D-y-fe-cristiana/2306/?lang=es

quarta-feira, 13 de junho de 2012

"O Vaticano continua sendo uma corte medieval"



Segundo o teólogo Hans Küng, em entrevista dada a Andrea Tarquini, correspondente do jornal italiano la Repubblica, edição de 28 de maio de 2012, o Vaticano permanece sendo uma corte medieval (Il Vaticano è rimasto una corte medioevale il Papa non la governa più).

O artigo foi traduzido por Moisés Sbardelotto para o IHU - Instituto Humanitas Unisinos, sob o título "O Vaticano continua sendo uma corte medieval".

Parece-me que, na verdade, a entrevista tem como motivação o vazamento de notícias confidenciais envolvendo o Instituto para as Obras Religiosas (IOR), ou Istituto per le Opere di Religione, conhecido como Banco do Vaticano.

Para o historiador Agostino Giovagnoli, professor na Universidade Católica do Sagrado Coração (Università Cattolica del Sacro Cuore), "o vazamento de notícias visa a enfraquecer o Bento XVI." Deduz-se, portanto, que o atual Papa governa e continua plenamente governando. Ou, como afirma o Cardeal Carlo Maria Martini: "que a Igreja perca o dinheiro, mas não perca a si mesma". E Bento XVI não se desvia desse caminho: a relevância da Igreja para uma grande missão.

O pomposo título dado ao artigo tem mais o efeito de apelo midiático do que propriamente introduzir o leitor na essência da entrevista (vazamento de notícias confidenciais relacionadas ao IOR). Ademais, não se deve esquecer que o Estado - Estado da Cidade do Vaticano - necessita de uma estrutura que lhe dê condições de governabilidade. Ele é: "um pequeno território para uma grande missão".

Fonte da imagem:
http://www.legiomariae.kit.net/Canais/igreja10.htm

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Hóstia: O que esta palavra lhe sugere?



Permito-me reproduzir o artigo de Frei José Ariovaldo da Silva, OFM, Mestre em Sagrada Liturgia e professor do Instituto Teológico Franciscano de Petrópolis (RJ), sob o título Hóstia: O que esta palavra lhe sugere?, versando sobre o significado da palavra hóstia e a sua associação à eucaristia.

Eucaristia e hóstia são expressões recorrentes na vida dos cristãos católicos. E falar em hóstia impõe fazer referência à partícula, que é a hóstia pequena dada aos que comungam. Diz-se partícula (hóstia pequena) para distinguir da hóstia grande (aquela que o sacerdote eleva no momento da consagração e com a qual expressa a fração do pão).

Pode-se dizer que a realidade dessas duas expressões coroam-se na ou convergem para a comunhão.

É, pois, na Missa, ou celebração da Eucaristia, que se faz o encontro pessoal com o Cristo, vítima eucarística.

Boa e proveitosa leitura!


"Certa vez, pensando sobre o "Sacramento da Caridade", me fiz a seguinte pergunta: Por que será que costumamos associar "eucaristia" com "hóstia".

Fala-se em adorar a hóstia, ajoelhar-se diante da hóstia, levar a hóstia em procissão (na festa de Corpus Christi), guardar a hóstia... Uma criança chegou certa vez para a catequista e perguntou: "Tia, quanto tempo falta para eu tomar a hóstia?" (Referia-se à primeira comunhão). 

Tive então a idéia de ir atrás da origem da palavra "hóstia". Corri para um dicionário (aliás, vários), e me dei conta que esta palavra vem do latim. Descobri que, em latim, "hóstia" é praticamente sinônimo de "vítima". Ao animal sacrificado em honra dos deuses, à vítima oferecida em sacrifício à divindade, os romanos (que falavam latim) chamavam de "hóstia". Ao soldado tombado na guerra vítima da agressão inimiga, defendendo o imperador e a pátria, chamavam de "hóstia". Ligada à palavra "hóstia" está a palavra latina "hóstis", que significa: "o inimigo". Daí vem a palavra "hostil" (agressivo, ameaçador, inimigo), "hostilizar" (agredir, provocar, ameaçar). E a vítima fatal de uma agressão, por conseguinte, é uma "hóstia". 

Então, aconteceu o seguinte: O cristianismo, ao entrar em contato com a cultura latina, agregou no seu linguajar teológico e litúrgico a palavra "hóstia", exatamente para referir-se à maior "vítima" fatal da agressão humana: Cristo morto e ressuscitado. 

 Os cristãos adotaram a palavra "hóstia" para referir-se ao Cordeiro imolado (vitimado) e, ao mesmo tempo ressuscitado, presente no memorial eucarístico. 

 A palavra "hóstia" passa, pois, a significar a realidade que Cristo mesmo mostrou naquela ceia derradeira: "Isto é o meu corpo entregue... o meu sangue derramado". O pão consagrado, portanto, é uma "hóstia", aliás, a "hóstia" verdadeira, isto é, o próprio Corpo do ressuscitado, uma vez mortalmente agredido pela maldade humana, e agora vivo entre nós feito pão e vinho, entregue para ser comida e bebida: Tomai e comei..., tomai e bebei... 

 Infelizmente, com o correr dos tempos, perdeu-se muito este sentido profundamente teológico e espiritual que assumiu a palavra "hóstia" na liturgia do cristianismo romano primitivo, e se fixou quase que só na materialidade da "partícula circular de massa de pão ázimo que é consagrada na missa". A tal ponto de acabamos por chamar de "hóstia" até mesmo as partículas ainda não consagradas! 

Hoje, quando falo em "hóstia", penso na "vítima pascal", penso na morte de Cristo e sua ressurreição, penso no mistério pascal. Hóstia para mim é isto: a morte do Senhor e sua ressurreição, sua total entrega por nós, presente no pão e no vinho consagrados. Por isso que, após a invocação do Espírito Santo sobre o pão e o vinho e a narração da última ceia do Senhor, na missa, toda a assembléia canta: "Anunciamos, Senhor, a vossa morte, proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus". 

Diante desta "hóstia", isto é, diante deste mistério, a gente se inclina em profunda reverência, se ajoelha e mergulha em profunda contemplação, assumindo o compromisso de ser também assim: corpo oferecido "como hóstia viva, santa, agradável a Deus" (Rm 12,1). Adorar a "hóstia" significa render-se ao seu mistério para vivê-lo no dia-a-dia. E comungar a "hóstia" significa assimilar o seu mistério na totalidade do nosso ser para se tornar o que Cristo é: entrega de si a serviço dos irmãos, hóstia.

E agora entendo melhor quando o Concílio Vaticano II, ao exortar para a participação consciente, piedosa e ativa no "sacrossanto mistério da eucaristia", completa: "E aprendam a oferecer-se a si próprios (grifo nosso) oferecendo a hóstia imaculada, não só pelas mãos do sacerdote, mas também juntamente com ele e, assim, tendo a Cristo como Mediador, dia a dia se aperfeiçoem na união com Deus e entre si, para que, finalmente, Deus seja tudo em todos" (SC 48)."


Fonte do texto:
http://www.portalum.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=3582:hostia-o-que-esta-palavra-lhe-sugere-&catid=293:presbiteros&Itemid=415

Fonte da imagem:
http://www.aascj.org.br/home/2012/04/26/a-santa-missa-e-o-tesouro-das-almas-ligue-0800-774-7557-ou-5083-3003-para-sao-paulo-e-inscreva-seu-nome-nesta-celebracao/hostia-2/

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Cristãos ocultos no Japão - Kakure Kirishitan



Dá-se o nome de cristãos ocultos ou escondidos (Kakure Kirishitan) aos japoneses evangelizados no Japão pelos missionários da Igreja Católica Apostólica Romana que, durante o período de perseguição, praticavam a religião na clandestinidade.

Mas como assim? O início da evangelização no Japão deu-se, se não antes, com a ida do missionário São Francisco Xavier àquelas ilhas em 1549. Os japoneses eram receptivos ao anúncio do Evangelho, e o número de seguidores crescia a cada dia. Por razões políticas, o governo Tokugawa (Período Edo) a partir de 1614 desenvolveu uma violenta perseguição aos cristãos. Fechou o país à influência estrangeira, os missionários estrangeiros foram expulsos e os cristãos martirizados. Então, os que conseguiram escapar à feroz perseguição se refugiaram nas matas. Escondidos das autoridades, praticaram a religião nas condições limitativas que podiam, conservando-a sem ritos ostensivos, e a transmissão da Bíblia se fez oralmente.

A Wikipedia registra que: "Em 1614, ele [Tokugawa] assinou o Edito de Expulsão Cristã, que baniu a cristandade, todos os cristãos e estrangeiros, e proibiu os cristãos de praticarem a sua religião. Como resultado, muitos cristãos japoneses fugiram para as Filipinas Espanholas."

O Japão, porém, voltou a abrir-se para o exterior. Em 1853, começou a deixar de lado a sua política isolacionista.

Em 1863, apareceram novamente os missionários católicos. E os cristãos ocultos começaram a voltar à prática religiosa nas igrejas que vinham sendo erguidas.

Os cristãos ocultos guardavam princípios para identificar, com segurança, missionários católicos. Esses princípios tinham por objetivo averiguar se realmente estavam diante de alguém com a mesma fé: obediência à Roma ou seja ao Papa, celibato e veneração à Virgem Maria. Confirmados os três dados, os cristãos ocultos e os missionários recém-chegados se identificavam na mesma crença.

Entretanto, houveram cristãos ocultos que não voltaram mais à mesma fé. E continuaram, e continuam (cujo número vai-se reduzindo) assim como antes. São os chamados Hanare Kirishitan, ou cristãos separados, que, embora dados ao segredo, deixaram-se filmar para um documentário.


Leia mais:

Os cristãos ocultos do Japão

A História do Martírio Cristão no Japão

Os Mártires de Nagasaki: prisioneiros de Cristo  


Fonte da imagem:
http://www.revistadehistoria.com.br/secao/artigos/de-olhos-bem-puxados

quarta-feira, 23 de maio de 2012

A intolerância contra os cristãos cresce na Europa



O Observatório sobre Intolerância e Discriminação contra Cristãos na Europa, em inglês Observatory on Intolerance and Discrimination against Christians in Europe - OIDCE,  publicou o relatório anual de listagem da discriminação anti-cristã em todos os Estados membros da União Européia, referente ao ano de 2011 (Report 2011).

O OIDCE é uma organização não governamental e membro da Agência Européia dos Direitos Fundamentais. Tem sede em Viena, na Áustria.

L'Osservatore Romano registra que os bispos europeus estão atentos às manifestações de discriminação e intolerância, conforme destaca, ao comentar sobre o relatório divulgado, Dom András Veres, bispo de Szombathely, na Hungria, e encarregado pelo Conselho das Conferências Episcopais Européias - CCEE de acompanhar o OIDCE. Seus comentários podem ser lidos aqui.


Leia mais:

Europa anticristã, pelo Pe. Jacques Rodrigues


Fonte da imagem:
http://www.fundacao-ais.pt/noticias/detail/id/2583/

sábado, 19 de maio de 2012

Música sacra e liturgia no Tríduo Pascal



O Tríduo Pascal é a memória "do crucificado, do sepultado e do ressuscitado" (Santo Agostinho) celebrada em cada ano litúrgico .

Nesse sentido, em sendo tema de natureza não  temporária, tem-se como conveniente registrar a entrevista dada por Raimundo Pereira Martínez sobre a importância da música sacra na vida da Igreja à Agência Zenit, cujo conteúdo, em português, pode ser lida aqui.



Fonte da imagem:
http://www.downloadcatolico.org/2012/04/vigilia-pascal.html#.T6ajHr_R3yE

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Hildegarda de Bingen - universalização do culto litúrgico



No dia 10 de maio de 2012, o Papa Bento XVI estendeu à Igreja inteira o culto litúrgico à Santa Hildegarda de Bingen, ou Santa Hildegard Von Bingen.

No caso, essa universalização do culto recebe o nome de canonização equipolente. Ou seja, venerada desde a sua morte no âmbito da sua congregação - a Ordem Benedina -, o culto à Santa Hildegarda alarga-se, a partir de agora, para a Igreja inteira.


Leia mais:

Uma grande intelectual


Fonte da imagem:
http://radiomec.com.br/sominfinito/destaques/

domingo, 6 de maio de 2012

Uma carta aberta ao mundo



Em 2013, a Carta Encíclica Pacem in terris do Papa João XXIII estará completando 50 anos.

O Papa escreveu-a no curso dos trabalhos do Concílio Ecumênico Vaticano II, cuja abertura foi em 11 de outubro de 1962, e em plena Guerra Fria.

A atualidade da Encíclica está a merecer os estudos da Pontifícia Academia das Ciências Sociais, em homenagem ao seu cinquentenário.

O L'Osservatore Romano, referindo-se à recente mensagem enviada pelo Papa Bento XVI à sobredita Academia, registra

"Uma carta aberta ao mundo. Assim Bento XVI recordou a Pacem in terris na mensagem que enviou à plenária da Pontifícia Academia das Ciências Sociais, dedicada ao cinquentenário da encíclica de João XXIII."


Leia mais:

Mensagem de Bento XVI aos participantes na XVIII sessão plenária da Academia Pontifícia de Ciências Sociais (em espanhol)

Academia Pontifícia de Ciências Sociais - Pacem in terris: Sempre tópica


Fonte da imagem:
http://www.30giorni.it/articoli_id_14926_l6.htm

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Domingo do Bom Pastor e ordenações sacerdotais no Vaticano



Domingo, dia 29 de abril de 2012, em que o Evangelho é de São João (Jo 10,11-18), dedica-se à figura do Bom Pastor, o Papa Bento XVI conferiu o Sacramento da Ordem Presbiteral a nove diáconos provindos dos seminários da Diocese de Roma.

Dos nove ordenados, oito exercerão seu ministério na Diocese de Roma, sendo um deles ex-juiz e advogado e outro piloto de avião. Também foi ordenado o vietnamita José Vu Van Hieu, que exercerá seu ministério na Diocese de Bùi Chu.

Na homilia, Bento XVI disse: "Caros Ordenandos, que esta Palavra de Deus ilumine todas as suas vidas. E quando o peso da cruz se tornar um fardo ainda mais pesado, saibam que aquela será a hora mais preciosa para vocês e para as pessoas a vocês confiadas: renovando com fé e com amor o seu sim, com ajuda de Deus eu quero, vocês cooperarão com Cristo, Sumo Sacerdote e Bom Pastor, a apascentar seu rebanho – talvez aquela que estava perdida, mas pela qual se faz grande festa no Céu. A Virgem Maria, Salus Populi Romani, vele cada um de vocês e seus caminhos."

Confira o vídeo da celebração da Santa Missa na Basílica de São Pedro, em que o Papa Bento XVI conferiu o Sacramento da Ordem Presbiteral, aqui.


Fonte da imagem: 
http://www.radiovaticana.org/por/Articolo.asp?c=583836

domingo, 29 de abril de 2012

Monsenhor José Geraldo Caiuby Crescenti



É uma safra de grandes padres que está passando.

Na mesma época, depois de concluído o curso de Filosofia (Seminário Maior), os seminaristas José Geraldo Caiuby Crescenti e Manoel Pestana Filho (depois, bispo) foram encaminhados para estudar Teologia em Roma. Pertenceram a um tempo em que, via de regra, o candidato ingressava muito jovem (ordinariamente, depois de concluído o curso primário) no Seminário Menor. Estudava-se em tempo integral.

Ordenado sacerdote em Roma, passados lá mais alguns anos, Padre Caiuby Crescenti retornou para Santos, vindo a trabalhar no Seminário Diocesano "São José", que então ficava em São Vicente, na Praça João Pessoa, próximo à Igreja Matriz.

Foi no Seminário que passei a conhecê-lo como nosso ministro da disciplina.

Referindo-se à Inquisição, guardo dele a advertência (mais ou menos nestes termos) de que as pessoas e os fatos devem ser apreciados e julgados segundo as condições e a cultura da época, e não segundo o tempo de hoje.

Outra passagem de monsenhor Caiuby Crescenti, que registrei no Presença Diocesana, jornal mensal da Diocese de Santos, edição de setembro de 2003, nº 25, ano 3, página 3, seção "Cartas" - "Para Monsenhor Geraldo Crescenti":

"Com a morte de Pio XII em 9 de outubro de 1958, foram colocadas no painel de avisos do galpão do Seminário páginas de um jornal com as fotos dos “papabili” (“papáveis”). Enquanto com outros colegas seminaristas observava cada foto com nome e pequeno histórico de cada “papável”, Pe. Caiuby Crescenti, que estudara em Roma, chega e com dedo certeiro aponta para quem ele achava que seria o futuro papa: cardeal Angelo Giuseppe Roncalli, 76 anos, patriarca de Veneza, nosso João XXIII (1958-1963), que se transformou no papa da mudança, anunciando no dia 25 de janeiro de 1959 um concílio ecumênico (Vaticano II, 1962-1965)."

Monsenhor José Geraldo Caiuby Crescenti faleceu. Faleceu aos 81 anos no dia 28 de abril de 2012, sábado, às 7h45. 

Deixa-nos firmes lições.

Um grande sacerdote na fidelidade à Igreja.

Finalizo, com as palavras pronunciadas por Monsenhor José Geraldo Caiuby Crescenti por ocasião da Missa de Sétimo Dia de Dom Manoel Pestana Filho, na Catedral de Santos:

"Oxalá aprendamos desse amigo, irmão e pai, a lição que nos deixou: viver intensamente para Deus, IN TE PROJECTUS!
Amém. Assim seja!"


Leia mais:

Homilia de um amigo de infância de Dom Manoel

Mons. Crescenti celebra 50 anos de sacerdócio (Presença Diocesana, edição de agosto de 2003, nº 24, ano 2, página 6)


Fonte da imagem:
http://www.jornalvicentino.com.br/home/2006/06/28/monsenhor-geraldo-crescenti/

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Ainda: Anencefalia



Sobre o tema da interrupção da gravidez de anencéfalos, votado recentemente pelo Supremo Tribunal Federal - STF, pareceu-me elucidativo trazer à memória o post do Blog do Cláudio Fonteles sob o título "A propósito da Anencefalia", cujo texto pode ser lido aqui.

Como é sabido, o STF votou em proveito da interrupção da gravidez de anencéfalos, com oito votos a favor e dois contra. Estes dos ministros Cezar Peluso (então presidente do STF) e Ricardo Lewandowski (clique na foto acima e veja-a em tamanho maior).




Fonte da imagem:
http://noticias.uol.com.br/saude/album/1204_julgamento_frases_album.htm#fotoNav=12