quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Antão: a santidade que vem do deserto


A Igreja Católica Romana celebra hoje, dia 17/1, a memória de Santo Antão.

Antão, em latim Antonius (Antonio), nasceu na região do Alto Egito por volta de 250 e faleceu com mais de cem anos, em 356.

Antão era cristão. Aos 20 anos distribuiu seus bens aos pobres e retirou-se para o deserto.

Antão pertence àqueles místicos chamados Padres do Deserto, cuja espiritualidade não era apenas profunda, mas simples.

Santo Atanásio (295-373), bispo de Alexandria, foi quem propagou em toda a Igreja o exemplo de vida de Antão. Santo Atanásio escreveu um livro sobre a vida de Antão - Vita Antonii (Vida de Antonio) - por volta de 360.

O deserto era considerado pelos antigos como lugar do demônio. E Antão foi para o deserto para lutar contra as tentações demoníacas, pois, vencendo-as, estaria contribuindo para o bem da humanidade.

Na feliz expressão de Anselm Grün: "O deserto é também o lugar da maior proximidade de Deus." (1)

Os israelistas não ficaram isentos de tentações na caminhada pelo deserto, mas experimentaram a maior proximidade de Deus. Jesus retirou-se para o deserto antes de iniciar a sua missão. O deserto tem, pois, uma sacralidade.

As tentações existem, como nos lembra a Oração do Pai-Nosso: e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Não se pede para Deus excluir a tentação, mas sim a graça divina para não se deixar cair na armadilha dela.

Para a celebração Eucarística de hoje, quando se faz a memória de Santo Antão, a Oração do Dia (Missal Romano) sinaliza a motivação que nos impele à imitação do Santo: "Ó Deus, que chamastes ao deserto Santo Antão, pai dos monges, para vos servir por um vida heróica, dai-nos, por suas preces, a graça de renunciar a nós mesmos e amar-vos acima de tudo."


(1) O céu começa em você - A sabedoria dos padres do deserto para hoje, tradução de Renato Kirchner, Petrópolis, Editora Vozes, 8ª edição, 2002, p. 42


Fonte da imagem: http://br.geocities.com/padresdodeserto/

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Batismo do Senhor: término do Tempo do Natal

A Igreja Católica está celebrando hoje, dia 13 de janeiro (domingo), a festa do Batismo do Senhor.

O Tempo do Natal, que começou a partir da Vigília do dia 24/12, se encerra com a festa de hoje.

Depois do Batismo, Jesus dá início à sua missão, sem antes deixar de se recolher por quarenta dias no deserto e ali ser posto à prova (Mt 4, 1-11, Mc 1, 12-13, e Lc 4, 1-13).

Na dicção do Evangelho de Lucas: "Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do rio Jordão e, no Espírito, era conduzido pelo deserto."

Os Evangelhos Sinóticos são unânimes em mencionar o Espírito Santo, que impulsiona Jesus ao deserto, fortalecendo-o diante das contrariedades postas à sua missão. Aliás, a partir do Batismo, o Espírito Santo será presença inarredável na vida de Jesus.

Batismo é isso: experimentar a novidade de estar-se "cheio do Espírito Santo". E daí, recolher-se na oração, para encarar a missão.

Agora, é tempo de missão no dia-a-dia, pois, a partir de amanhã, segunda-feira (dia 14/1), começa o Tempo Comum.




Fonte da imagem: http://pt.wikiquote.org/wiki/Batismo

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

A coragem dos Magos


Tomo emprestado o título ao Papa Bento XVI.

No domingo, dia 6 de janeiro, o Papa celebrou a Eucaristia por ocasião da solenidade da Epifania do Senhor, na Basílica de São Pedro (Vaticano).

Vale conferir a homilia proferida por Bento XVI, cujo texto em português se encontra aqui.

Leia mais:



Fonte da imagem:
http://www.agencia.ecclesia.pt/noticia.asp?noticiaid=54805


sábado, 5 de janeiro de 2008

E Cristo continua se manifestando


Epifania, palavra de origem grega (epipháneia), que quer dizer aparição ou manifestação. No mesmo sentido, é considerada por Agostinho de Hipona (354-430): "Epifania é um termo grego que podemos traduzir por manifestação..."

A Oração do dia, que também se chama Colecta ou Coleta (Missal Romano), para a celebração da Eucaristia na solenidade da Epifania do Senhor diz: "Ó Deus, que hoje revelastes o vosso Filho às nações, guiando-as pela estrela, concedei aos vossos servos e servas que já vos conhecem pela fé, contemplar-vos um dia face a face no céu." Com essa Oração, que encerra os Ritos iniciais, deduz-se que, na linguagem litúrgica cristã romana, a Epifania é a revelação do Filho de Deus às nações.

Revelação tem o mesmo sentido de manifestação divina.

A Igreja Católica Romana celebra a Epifania do Senhor, em princípio, no dia 6 de janeiro. No Brasil, por determinação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB, a solenidade da Epifania é celebrada no domingo que cair entre os dias 2 e 8 de janeiro. Neste ano de 2008, a celebração é no dia 6 de janeiro, domingo. Não só por ser solenidade, mas também porque é domingo, a celebração pode ser iniciada a partir do cair da tarde de sábado, dia 5/1.

Primeiramente, o Menino se manifesta à própria nação judaica, representada pelos pastores na noite de Natal. E, agora, para além fronteiras, se manifesta a todas as nações, representadas pelos Magos.

Vejamos ainda o que diz o mesmo Santo Agostinho: "Já celebramos o nascimento do Senhor; hoje celebramos a sua Epifania... No dia que se chama Natal viram-n'O os pastores judeus; no dia de hoje, que se chama propriamente Epifania, quer dizer, manifestação, adoraram-n'O os Magos pagãos. Aqueles receberam o anúncio dos Anjos; estes, de uma estrela. Os anjos moram nos Céus que os astros adoram; a uns e a outros os Céus proclamam a glória de Deus..."

Manifestar o Cristo hoje é evangelizar. Que tal uma dica: fazer da própria vida cotidiana de cada seguidor manifestação d'Aquele em quem se tem fé, ou melhor, d'Aquele em quem se faz a experiência do Divino.


Nota: os trechos de Santo Agostinho, Sermão 202, n. 1, e Sermão 204, n. 1, foram extraídos da Antologia Litúrgica (Fátima, Secretariado Nacional de Liturgia, org. José de Leão Cordeiro, pág. 891, respectivamente números 3768 e 3770).


Fonte da imagem: http://www.pitoresco.com/italiana/mantegna.htm

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Santa Mãe de Deus e Dia Mundial da Paz

A Igreja Católica Romana celebra no dia 1º de janeiro de 2008 a solenidade da Santa Mãe de Deus. Por ser uma celebração de grande dimensão para a vida da Igreja (classificada na categoria de solenidade), ela começa no dia precedente com as Primeiras Vésperas, ou seja, a partir do final da tarde do dia 31/12.

Nesta mesma celebração, pode-se cantar o Te Deum laudamus (Nós Vos louvamos, ó Deus), para render graças a Deus.

Agradecer a Deus pelo ano que se finda e louvar a Deus pelo ano novo.

É também o Dia Mundial da Paz. Para este dia - 1º de janeiro de 2008, o Papa Bento XVI centraliza a sua mensagem na família, com o título "Família Humana, Comunidade de Paz".

Felicidades para o Ano Novo !

E um Ano Novo repleto de Paz !


Fonte da primeira imagem:
http://www.pime.org.br/noticias.inc.php?&id_noticia=2994&id_sessao=3

Fonte da segunda imagem:
http://anjospelapaz.zip.net/arch2007-09-16_2007-09-22.html

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Hoje nasceu o Salvador

Da boca do anjo, que aparece aos pastores, continua ressoando aos nossos ouvidos aquela mensagem fora do comum, misteriosa e única: "Não tenhais medo! Eu vos anuncio uma grande alegria, que será também a de todo o povo: hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós o Salvador, que é o Cristo Senhor!" (Lc 2, 10-11)

Depois do anúncio e dos louvores celestiais, Lucas descreve a posição dos pastores: "Quando os anjos se afastaram deles, para o céu, os pastores disseram uns aos outros: "Vamos a Belém, para ver a realização desta palavra que o Senhor nos deu a conhecer". Foram, pois, às pressas a Belém e encontraram Maria e José, e o recém-nascido deitado na manjedoura. Quando o viram, contaram as palavras que lhes tinham sido ditas a respeito do menino. Todos os que ouviram os pastores ficavam admirados com aquilo que contavam. Maria, porém, guardava todas estas coisas, meditando-as no seu coração. Os pastores retiraram-se, louvando e glorificando a Deus por tudo o que tinham visto e ouvido, de acordo com o que lhes tinha sido dito." (Lc 2, 15-20)

Foi o primeiro e único Natal, que se torna atual, presente, pela liturgia celebrada. E os pastores nos ensinam como celebrá-lo.

O Natal de Jesus não é um natal desprogramado. Não, ele foi anunciado e preparado ao longo da Antiga Aliança, e aí se destaca, entre tantas, a figura do profeta Isaías. Nos últimos tempos um chamado forte e contudente é feito pelo profeta João, o Batista.

Hoje, o Natal de Jesus continua sendo anunciado e preparado, e é feito ao longo de um período chamado de tempo do advento.

Hoje "nasceu para vós o Salvador, que é o Cristo Senhor!". O "hoje" é a atualidade. É como se dissesse: 'A cada dia nasce para vós o Salvador'. É o novo entrando na história. E nasceu não para si mesmo ou para a sua família, mas sim para todos: "para vós". O nascimento colhe a todos, em qualquer tempo, lugar ou situação. Na figura dos pastores podemos divisar não só o povo judeu mas também todos aqueles que, mesmo ocupados com os seus afazeres necessários do dia-a-dia, acolhem o Cristo como centro determinante de sua opção de vida.

"Vamos a Belém, para ver a realização desta palavra que o Senhor nos deu a conhecer". A Palavra, o Verbo de que fala o apóstolo João, agora se torna carne, ou seja, veste-se da natureza humana, para gestar em ventre de mulher (Maria), nascer em tempo e lugar determináveis, para viver pisando o mesmo solo de seus conterrâneos, morrer e ressuscitar. Aqui se faz uma leitura deste trecho ao plano da liturgia eucarística: ouvir e conhecer a Palavra é o primeiro e fundamental passo; em sequência, achegar-se da Palavra realizada, e ver com os olhos da fé.

Nesta noite, assim como os pastores, somos convocados a ir até Belém, e vamos hoje, com os nossos pés litúrgicos, para inteirar-se da Palavra que nos é dada a conhecer de forma privilegiada na liturgia, e ver a Palavra realizada sob as espécies do pão e do vinho. E dialogar, posto que os pastores, quando viram o Menino Jesus, contaram as palavras que lhes tinham sido ditas a respeito do menino.

Mas, o Natal de Jesus gera compromisso. A Novidade anunciada precisa ser multiplicada: "Todos os que ouviram os pastores ficavam admirados com aquilo que contavam". Admirados, e diante do Mistério, o homem se cala, silencia: "Maria, porém, guardava todas estas coisas, meditando-as no seu coração." Maria, mais do qualquer outro ser humano, fora tabernáculo do Verbo, que nesta noite se faz carne e habita entre nós.

E, por tudo, Deus há de ser louvado e glorificado na vida diária, motivando a tanto a mensagem do Papa Bento XVI: "O Menino, a quem, há dois mil anos, os pastores adoraram em uma gruta na noite de Belém, não se cansa de visitar-nos na vida cotidiana, enquanto como peregrinos nos encaminhamos para o Reino".


Feliz e Santo Natal!


Fonte da primeira imagem:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/especial/1753_caravaggio/page5.shtml

Fonte da segunda imagem:
http://www.franciscanos.org.br/carisma/cartilha/07.php

domingo, 23 de dezembro de 2007

A Igreja perde expressiva liderança


Morreu hoje, dia 23/12 (domingo), às 5h20, no Hospital São Francisco (Porto Alegre), o cardeal Dom Aloísio Lorscheider, aos 83 anos de idade, por falência de múltiplos órgãos.

O corpo está sendo velado na Catedral de Porto Alegre. O sepultamento será no dia 27/12 (quinta-feira), às 17h00, no Convento de Daltro (município de Imigrante), que fica a 130 km da cidade de Porto Alegre.

O Cardeal estava internado, pela quarta vez neste ano, desde o dia 28/11, e seu estado de saúde se agravara com o AVC (Acidente Vascular Cerebral) na manhã do dia 11/12 (terça-feira).

Léo Arlindo Lorscheider, que, para a vida religiosa, adotou o nome Aloísio (nome do pai), era gaúcho, nascido a 8 de outubro de 1924, no município de Estrela. Era franciscano e foi ordenado presbítero em 1948 e, bispo, em 1962. Participou das sessões do Concílio Vaticano II (1962-1965). O papa Paulo VI o elevou a cardeal em 1976.

Dom Aloísio Lorscheider foi Secretário-Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB e seu Presidente por dois mandatos, compreendendo os anos de 1971 a 1978 e foi presidente do Conselho Episcopal Latino-Americano - Celam, no periodo de 1976 a 1979.

Participou de dois conclaves para eleições papais. O primeiro deles quando foi eleito o cardeal Albino Luciani, com título de João Paulo I, e segundo, que elegeu o cardeal polonês Karol Wojtyla, com o título de João Paulo II. Ambos os conclaves foram no ano de 1978.

Homem de larga experiência pastoral, conquistou liderança inconteste entre os católicos.

Os leigos perdem uma grande voz. Ganham-na junto do Pai.

O cardeal Aloísio Lorscheider, que combateu com determinação em favor do povo brasileiro "o bom combate", pautou sua vida religiosa à luz do Evangelho, mas com certeza teve presente a advertência do seu pai: "Se vai ser padre, seja um bom padre! Do contrário, melhor que fique em casa." Pois bem, hoje Léo Arlindo Lorscheider, mais conhecido pelo nome adotado para a vida religiosa: Aloísio, que era do seu pai, está na Casa do Pai, a ele reservada porque foi "um bom padre".

Um lenço branco agitado pelo vento dos pampas. Uma lágrima. Uma saudade. Uma flor. Obrigado Dom Aloísio! Obrigado!


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Fonte da imagem: http://www.30giorni.it/br/articolo.asp?id=14290

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Cardeal Lorscheider - continua internado

O Cardeal Aloísio Lorscheider, 83 anos, internado desde do dia 28/11, continua na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital São Francisco, que é uma unidade especializada em cardiologia. O Hospital São Francisco pertence à Santa Casa de Misericórida de Porto de Alegre, RS.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB vem acompanhando e divulgando noticiário a respeito. Confira aqui.

O estado de sáude do Cardeal é delicado.


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Cardeal Lorscheider - nova internação hospitalar


Fonte da imagem: http://www.arquidiocesedefortaleza.org.br

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Cardeal Lorscheider - nova internação hospitalar


O cardeal brasileiro Dom Aloísio Lorscheider foi novamente internado no Hospital São Francisco, em Porto Alegre, no dia 28 de novembro próximo passado.

Seu estado de saúde se agravou na terça-feira, dia 11/12.


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Fonte da imagem: http://www.30giorni.it/br/articolo.asp?id=14290

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Inácio de Antioquia: trigo de Deus - pão de Cristo

No dia 17 de outubro do ano 107 da era cristã, martirizado, morria o bispo Inácio de Antioquia, no Coliseu, em Roma.

Hoje, quarta-feira (17/10), a Igreja celebra a memória de Santo Inácio de Antioquia, bispo, mártir e Padre da Igreja. Já no século IV, em Antioquia, se celebrava a sua memória no dia 17 de outubro.

Inácio, também chamado Teóforo, nasceu por volta do ano 35.

Foi o segundo bispo na sucessão de São Pedro, no governo da Igreja em Antioquia, na Síria.

Foi condenado às feras. Conduzido à Roma, escreveu no curso da viagem sete cartas às várias Igrejas.

Na Carta aos Efésios, Inácio fala: "Quando soubestes que eu vinha da Síria, preso em cadeias pelo Nome e pela esperança que nos são comuns, na expectativa de chegar a Roma para combater contra as feras, graças às vossas orações, e ter a felicidade de me tornar discípulo, fostes vós que vos apressastes em vir ver-me." [1]

Na Carta aos Romanos: "Deixai-me ser pasto das feras, pelas quais poderei chegar à posse de Deus. Sou trigo de Deus e devo ser moído pelos dentes das feras para me transformar em pão imaculado de Cristo." [2]

Corria o ano 107 da era cristã. Já, em Roma, no tempo em que Trajano era imperador, Inácio recebe a gloriosa coroa do martírio.

Leia mais:



[1] Inácio de Antioquia, Epistulae, n. 1.-2, Antologia Litúrgica, Fátima, Secretariado Nacional de Liturgia, org. José de Leão Cordeiro, n. 213, p. 101.

[2] Inácio de Antioquia, Epistulae, n. 4.-1, Antologia Litúrgica, Fátima, Secretariado Nacional de Liturgia, org. José de Leão Cordeiro, n. 262, p. 108.


Imagem: "Martírio de Santo Inácio de Antioquia", de Johann Kreuzfelder (1570-1636)
Fonte:
http://www.pt.josemariaescriva.info/index.php?id_cat=1650&id_scat=1582

sábado, 13 de outubro de 2007

Santa de Teresa de Ávila: experiência mística

A Igreja celebra no dia 15/10 (segunda-feira) a memória de Santa Teresa de Ávila, que, por Paulo VI, foi declarada Doutora da Igreja em 27 de setembro de 1970.

Teresa de Cepeda Davila y Ahumada nasceu em Ávila, Castela, na Espanha, no dia 28 de março de 1515. Faleceu no dia 4 de outubro de 1582, em Alba de Tormes, Salamanca, cuja celebração, entretanto, se faz no dia 15 de outubro por causa de reforma do calendário da Igreja.

Foi uma reformadora da Ordem Carmelita, a qual pertencia, e contribuiu para a renovação da comunidade eclesial. Mística, deixou muitos escritos.

Os escritos de Santa Teresa de Ávila, também conhecida por Santa Teresa de Jesus, estão, em parte ou no todo, compendiados, no Brasil, em livros sob os títulos de "Escritos de Santa Teresa d'Ávila" e "Obras Completas de Teresa de Jesus", editados por Edições Loyola.


Fonte da imagem: www.carmelitasmensageiras.com.br/artigos_detalhes.asp?codFin=13&codConteudo=64

O delírio de Dawkins: uma resposta

A resposta refutando os fundamentos da teoria ateísta de Richard Dawkins vem do casal Alister Macgrath e Joanna Collicutt Macgrath. Ele é professor de teologia histórica na Universidade de Oxford (Inglaterra) e pesquisador sênior do Harris Manchester College, com doutorados em biofísica molecular e em teologia. Ela, professora de psicologia da religião no Heythrop College na Universidade de Londres.


O livro, traduzido para o português por Sueli Saraiva, leva o título "O delírio de Dawkins", com o subtítulo: "Uma resposta ao fundamentalismo ateísta de Richard Dawkins", publicado aqui, no Brasil, pela Editora Mundo Cristão.

São duas posições sobre a religião, traduzidas em livro, agora disponíveis para leitura. Richard Dawkins, com o seu livro "Deus, um Delírio", e o casal Alister Macgrath e Joanna Collicutt Macgrath, com o livro "O delírio de Dawkins".

Leia também:



Fonte da imagem: www.mundocristao.com.br

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Liturgia em Mutirão

A Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia, órgão da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB, disponibilizou semanalmente, entre os anos de 2004 e 2006, artigos, em linguagem simples e prática, sobre liturgia.

Agora, todo esse material, que esteve disponibilizado no site da CNBB, foi reunido em um livro, intitulado Liturgia em Mutirão - Subsídios para a Formação. Editado pela CNBB, 1ª edição, 2007, com apresentação de Dom Manoel João Francisco, Bispo de Chapecó-SC, então Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia.

Como o próprio subtítulo sugere, o livro destina-se à formação litúrgica. Útil não só para as pessoas engajadas na liturgia, mas também para todos, posto que a formação litúrgica dirige-se a todo o povo de Deus.


Fonte da imagem:
http://www.irmamiria.com.br/pagina.php?id=695&tipo=0

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Ano Paulino a todo vapor

O Ano do Apóstolo São Paulo, que começará em Roma no dia 28 de junho de 2008 e irá até 29 de junho de 2009, já possui uma vasta e cativante programação.

Isso e muito mais leia aqui.

Leia também:



Fonte da imagem:
http://o-bom-pastor.blogspot.com/2007/07/papa-anuncia-ano-paulino.html


Cardeal Aloisio Lorscheider: um nome de respeito

O Cardeal Aloísio Lorscheider, OFM, Arcebispo Emérito de Aparecida, está internado desde o dia 21 de setembro no Hospital São Francisco, em Porto Alegre.

Aloísio Leo Arlindo Lorscheider nasceu em Estrela, Estado do Rio Grande do Sul, no dia 8 de outubro de 1924.

No dia 8/10, segunda-feira, o Cardeal aniversariou: completou 83 anos.

São Francisco de Assis, que está ao lado do seu amigo Aloísio Lorscheider, não deixa de o assistir com conforto espiritual: paz e serenidade, muita luz, a quem combate o bom combate.

Leia ainda:



Fonte da imagem: http://br.geocities.com/worth_2001/apologetica.htm

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

"Joseph e Chico"

Está sendo lançado na Itália pela Editora Messaggero Padova um livro infantil intitulado "Joseph e Chico", escrito pela jornalista Jeanne Perego e ilustrado por Donata Dal Molin Casagrande.

O livro refere-se ao Papa Bento XVI, cuja vida é narrada pelo gato chamado Chico.

Chico vai relembrando episódios da infância da Papa.

Prefaciando o livro, monsenhor Georg Gänswein, que é secretário pessoal do Papa, diz que não é um gato qualquer: "Chico e Bento XVI se conhecem há muitos anos; por isso, tudo o que é narrado no livro é 'verdade'."

Tomara que o livro seja brevemente traduzido para o português, para a alegria das crianças. E por que não de todos nós?

Leia mais:


Fonte da imagem:
http://www.edizionimessaggero.it/ita/catalogo/scheda.asp?ISBN=978-88-250-1882-0

domingo, 30 de setembro de 2007

Cardeal Martino: Doctor Honoris Causa


O cardeal Renato Rafaelle Martino estará na próxima segunda-feira, dia 01/10, na Universidade Católica de Salvador (Bahia), para proferir palestra sobre a Doutrina Social da Igreja.

No dia seguinte (02/10), às 17:00 horas, o cardeal Martino receberá o título de Doctor Honoris Causa, a ser conferido pela mesma Universidade.

Doctor Honoris Causa (expressão latina) é a distinção acadêmica concedida, a título de honor (honra), a uma pessoa em virtude da fama que tem ou do reconhecimento de seus méritos. São as Universidades que tradicionalmente conferem o mencionado título.

O cardeal Martino esteve no Brasil em junho de 2005 para o lançamento do livro Compêndio da Doutrina Social da Igreja. A respeito, leia mais aqui e aqui.

Na apresentação do referido Compêndio, o cardeal Martino, Presidente do Conselho Pontifício "Justiça e Paz", assim se expressa:

"Transformar a realidade social com a força do Evangelho, testemunhada por mulheres e homens fiéis a Jesus Cristo, sempre foi um desafio e, no início do terceiro milênio da era cristã, ainda o é. O anúncio de Jesus Cristo «boa nova» de salvação, de amor, de justiça e de paz, não é facilmente acolhido no mundo de hoje, ainda devastado por guerras, miséria e injustiças; justamente por isso o homem do nosso tempo mais do que nunca necessita do Evangelho: da fé que salva, da esperança que ilumina, da caridade que ama." Leia isso e muito mais aqui.


Fonte da primeira imagem:
http://www.cnbb.org.br/index.php?op=pagina&chaveid=314

Fonte da segunda imagem:
http://www.cnbb.org.br/index.php?op=pagina&subop=1731

São Jerônimo: o tradutor da Bíblia para o latim


No dia 30 de setembro, a Igreja Católica Romana celebra a memória de São Jerônimo, presbítero e doutor da Igreja. Entretanto, como neste ano de 2007, o dia 30 de setembro cai no 26º domingo do tempo comum, omite-se a celebração da memória. O Domingo tem precedência sobre as festas dos Santos do Calendário Geral (Normas Universais sobre o Ano Litúrgico e o Calendário, aprovadas pelo Papa Paulo VI, em 14 de fevereiro de 1969, ns. 4, 5 e 59).

Jerônimo nasceu em Stridone, na Dalmácia (hoje, Croácia), em 342, e faleceu em Belém, em 420, onde viveu seus últimos 35 anos.

O papa Dâmaso (366-384), admirador da inteligência de Jerônimo que conhecia a língua grega e tinha noções do hebraico, convidou-o para ser seu secretário. E Jerônimo tornou-se mestre espiritual da aristocracia romana.

Do papa Dâmaso, Jerônimo recebeu a incumbência da revisão da Sagrada Escritura. Entretanto, morrendo Dâmaso em 384, Jerônimo deixou Roma no início de 385, vindo a estabelecer-se em Belém, fundando aí um mosteiro para servir de auxílio aos pobres e aos peregrinos. Passou a morar no Mosteiro e dedicou-se ao estudo. Sempre ativo sem que a velhice lhe esmorecesse.

A sua fama maior ficou por conta dos seus trabalhos sobre a Bíblia, que vieram a formar a Bíblia Latina, que o Concílio de Trento (1545-1563) viria oficialmente reconhecer como a Vulgata, como se lê na Seção IV - As Escrituras Sagradas.

Diz o Concílio de Trento, na citada Seção IV:

"Se alguém então não reconhecer como sagrados e canônicos estes livros inteiros, com todas as suas partes, como é de costume desde antigamente na Igreja católica, e se acham na antiga versão latina chamada Vulgata, e os depreciar de pleno conhecimento, e com deliberada vontade as mencionadas traduções, seja excomungado."


Fonte da primeira imagem:
http://www.geocities.com/pjchronos/tathy/jeronimo/cont.htm

Fonte da segunda imagem:
http://www.bible-researcher.com/vulgate.html

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

São Vicente de Paulo: patrono das obras de caridade

A Igreja celebra hoje a memória de São Vicente de Paulo, presbítero. Nasceu em 24 de abril de 1581, em Pouy (França), e faleceu no dia 27 de setembro de 1660, em Paris.

Falar de São Vicente de Paulo é ligá-lo, desde logo, à conhecida e atuante SSVP - Sociedade São Vicente de Paulo.

Em 1833, Antonio Frederico Ozanam, francês, colocou sob a proteção de São Vicente de Paulo a organização por ele fundada sob o nome de Conferências de São Vicente de Paulo.

Em 1855, o Papa Pio IX declarou São Vicente de Paulo patrono das obras de caridade.

A Igreja coloca São Vicente de Paulo como modelo de virtudes apostólicas para nós: "amar o que ele amou e praticar o que ensinou" (Oração do dia - Missal Romano).

Leia mais:




Fonte da imagem:
http://www.fflch.usp.br/dh/heros/antigosmodernos/seculoxx/heisenberg/partetodo/linguagem.htm


segunda-feira, 24 de setembro de 2007

China: sinal verde?

O Papa Bento XVI aprovou a ordenação episcopal dos presbíteros Paolo Xiao Zejiang e Giuseppe Li Shan, celebradas na China, respectivamente, nos dias 8 e 21 de setembro de 2007. Foram as primeiras ordenações episcopais depois da Carta do Santo Padre Bento XVI aos Bispos, aos Presbíteros, às pessoas consagradas e aos fiéis leigos da Igreja Católica na República Popular da China - Carta aos Chineses.

É sabido que a Santa Sé e a República Popular da China (China Continental) estão com as relações diplomáticas rompidas desde 1951. E uma das dificuldades - talvez a maior - para o restabelecimento das relações diplomáticas tem sido o caso da nomeação de bispos pelo governo de Pequim. A Santa Sé defende que a nomeação de bispos é ato de exclusiva autoridade do Papa.

Nesta parte - nomeação de Bispos vs. relações diplomáticas, reproduzo texto da já mencionada Carta aos Chineses:

"Nomeação dos Bispos

9. Como todos vós sabeis, um dos problemas mais delicados nas relações da Santa Sé com as Autoridades do vosso País é a questão das nomeações episcopais. Por um lado, pode-se compreender que as Autoridades governamentais estejam atentas à escolha daqueles que irão desempenhar o importante papel de guias e de pastores das comunidades católicas locais, vistas as valências sociais que — na China como no resto do mundo — tal função tem também no campo civil. Por outro lado, a Santa Sé acompanha com especial cuidado a nomeação dos Bispos, porque esta toca o próprio coração da vida da Igreja, enquanto a nomeação dos Bispos por parte do Papa é garantia da unidade da Igreja e da comunhão hi erárquica. Por este motivo, o Código de Direito Canónico (cf. cân. 1382) estabelece graves sanções seja para o Bispo que confere livremente a ordenação episcopal sem mandato apostólico, seja para aquele que a recebe: tal ordenação representa de facto uma dolorosa ferida na comunhão eclesial e uma grave violação da disciplina canónica.

O Papa, quando concede o mandato apostólico para a ordenação de um Bispo, exerce a sua suprema autoridade espiritual: autoridade e intervenção, que permanecem no âmbito estritamente religioso. Não se trata, portanto, de uma autoridade política, que se intromete indevidamente nos assuntos internos de um Estado e lesa a sua soberania.

A nomeação de Pastores para uma determinada comunidade religiosa é entendida, inclusive em documentos internacionais, como um elemento constitutivo do pleno exercício do direito à liberdade religiosa.[43] A Santa Sé gostaria de ser completamente livre na nomeação dos Bispos;[44] portanto, considerando o recente caminho peculiar da Igreja na China, faço votos de que se encontre um acordo com o Governo para resolver algumas questões relacionadas seja com a escolha dos candidatos ao episcopado, seja com a publicação da nomeação dos Bispos, seja ainda com o reconhecimento — para os efeitos civis, enquanto necessários — do novo Bispo por parte das Autoridades civis.

Enfim, quanto à escolha dos candidatos ao episcopado, mesmo conhecendo as vossas dificuldades a tal respeito, desejo lembrar que é necessário que sejam sacerdotes dignos, respeitados e amados pelos fiéis, e modelos de vida na fé, e que possuam uma certa experiência no ministério pastoral que os torne capazes de fazer frente à pesada responsabilidade de Pastor da Igreja.[45] Se por acaso numa diocese não fosse possível encontrar candidatos capazes para a provisão da sede episcopal, a colaboração com os Bispos das dioceses limítrofes pode ajudar a individuar candidatos idóneos."

Na China, existem duas igrejas católicas: uma denominada Igreja Católica Popular (ICP), da Associação Patriótica Católica, subordinada ao governo de Pequim, e a outra, Igreja Católica "clandestina" fiel ao Papa.

Portanto, o presente ato de aprovação é um grande passo para o caminho da unidade do catolicismo na China. Poderá ser o preâmbulo de um sinal verde para a normalização das relações diplomáticas?




Recomposição do Mundo - A estratégia vaticana


Fonte da primeira imagem:
http://www.sintravox.com/Internacional/2151.html


Fonte da segunda imagem:
http://tubaroes.com.sapo.pt/As_Sete_Maravilhas.html#Muralha