domingo, 20 de julho de 2008

Bento XVI: linguagem dos jovens


O Papa Bento XVI está na Austrália, na cidade de Sidney (capital da Nova Gales do Sul), presidindo as celebrações da XXIII Jornada Mundial da Juventude, que acontecem no período de 15 a 20 de julho de 2008.

Bento XVI saiu da Itália (aeroporto internacional romano de Fiumicino), no dia 12/7, às 10h30 (local), em avião da Alitalia (Boeing 777), e, após uma escala técnica no aeroporto militar de Darwin (norte da Austrália), chegou a Sidney (aeroporto militar de Richmond), no dia 13/7, às 15h00 (local).

O Papa aproxima-se dos jovens usando os suportes de comunicação pelos quais eles são os mais aficionados, como o telefone celular (telemóvel, em Portugal). Entre terça (15/7) e quinta-feira (17/7), o Papa enviou três mensagens de texto, ou SMS (short message service, em português "serviço de mensagens curtas"), para telefones celulares.

O enfoque das mensagens de texto (SMS) é a proclamação do Espírito Santo. Na primeira mensagem (terça-feira), Bento XVI escreveu aos jovens: "Jovem amigo, Deus e seu povo esperam muito de você, porque você tem o dom supremo do Pai, o Espírito de Jesus - BXVI". Na quarta-feira (16/7), o Papa enviou a segunda mensagem: "O Espírito Santo deu aos Apóstolos e dá a vocês o poder para proclamar valentemente que Cristo ressuscitou! - BXVI". E, na terceira mensagem de texto (quinta-feira), Bento XVI convoca os jovens à docilidade do Espírito Santo: "O Espírito Santo é o principal agente da história da salvação: deixe-o escrever também a história da sua vida - BXVI".



Leia mais:



Fonte da primeira imagem:
http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/laity/index_po.htm

Fonte da segunda imagem:
http://nostalgiareflexiva.blogspot.com/2007/02/celulares.html

Fonte da terceira imagem:
http://gjpentecostes.multiply.com/journal

terça-feira, 15 de julho de 2008

Liturgia e Vida Espiritual


Juan Javier Flores afirma que: "O século XX pode ser dividido, segundo uma visão histórico-litúrgica, em três grandes etapas: do movimento litúrgico à reforma (1909-1959); da reforma à renovação propriamente dita (1963-1990); desenvolvimento da espiritualidade litúrgica (a partir de 1990)" [1]

Toma-se o ano de 1909, quando foi realizado em 23 de setembro, em Malines (Bélgica), o Congrés National des oeuvres catholiques, como início do movimento litúrgico, com a marcante atuação do monge Dom Lambert Beauduin. O anúncio do Concílio Ecumênico Vaticano II pelo Papa João XXIII deu-se em 1959.

O Concílio Vaticano II foi realizado entre os anos de 1963-1965. Em 4 de dezembro de 1963, o Concílio promulga a Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium sobre a Sagrada Liturgia. É o primeiro documento do Concílio. Não foi difícil ser o primeiro, posto que seu conteúdo já estava amadurecido pela longa jornada do movimento litúrgico. Depois do término do Concílio em 1965, começou a implantação da reforma litúrgica, com adaptações, sujeita a atualizações quanto à parte mutável. Passado, como podemos dizer, o grosso da implantação litúrgica, desenvolve-se para um estágio seguinte: a espiritualidade litúrgica.

Se assim se pode expressar, é sobre esse estágio da liturgia - a espiritualidade - que trata o livro Liturgia e Vida Espiritual: teologia, celebração, experiência, de Jesús Castellano (1941-2006), que dá título ao post.

O padre Jesús Castellano Cervera nasceu em Villar de Arzobispo (Valência - Espanha) no dia 30 de julho de 1941, e faleceu em Roma no dia 15 de junho de 2006. Era da Ordem dos Carmelitas Descalços (O.C.D.). Doutor em Teologia, especialista em liturgia e espiritualidade, e conselheiro de vários discatérios da Cúria Romana. Professor por mais de trinta anos no Pontifício Instituto Teresianum de Roma e em outros centros acadêmicos romanos. Autor de vários livros e conferencista.

Liturgia e Vida Espiritual, cujo título original é Liturgia y vida espiritual : Teología, celebración, experiencia (Centre de Pastoral Litúrgica, Barcelona, 2006), foi traduzido do espanhol para o português por Antonio Efro Feltrin. O livro é editado pela Editora Paulinas, em São Paulo, e faz parte da Coleção Liturgia Fundamental.

O livro, com 456 páginas, está dividido em três grandes partes. Parte I - A liturgia: fonte, ápice e escola de espiritualidade (páginas 13-124) desdobra-se nos capítulos I, II, III e IV. Cada capítulo se encerra com bibliografia. E uma conclusão fecha a primeira parte, seguida de bibliografia. Parte II - Grandes temas de uma teologia espiritual litúrgica (páginas 125-340) desdobra-se nos capítulos V, VI, VII, VIII, IX e X, encerrando-se com respectiva bibliografia. Parte III - Grandes temas de espiritualidade em chave litúrgica (páginas 341-447) desdobra-se nos capítulos XI, XII, XIII e XIV e também aqui cada capítulo se encerra com bibliografia. E esta terceira parte é fechada por Conclusão: Por uma liturgia viva. E, por fim, uma bibliografia geral (páginas 448-455).

A vida espiritual é a "vida da pessoa humana, guiada pela parte mais nobre de si mesma: o espírito (nous). No sentido mais estritamente cristão, é a vida "no Espírito" (pneuma); nela o Espírito torna-se princípio vital da existência da pessoa redimida ("todos os que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus": Rm 8,14). A vida espiritual é a vida no Espírito e segundo o Espírito" (página 31).

A primeira parte é a chave para a abertura às partes seguintes. É uma conclamação a Celebrar e viver no Espírito Santo. O autor afirma: "O caminho da autenticidade da experiência litúrgica encontra-se na dimensão "espiritual" que não é um adjetivo sem apoio, mas uma referência necessária ao Espírito Santo no qual se deve celebrar e viver, com o qual, de alguma maneira, somos chamados a concelebrar" (página 107).

E ainda: "Por um lado, a espiritualidade cristã não pode ignorar sua dimensão social de testemunho e compromisso, com as ênfases especiais que este conceito pode ter segundo as circunstâncias sociais e políticas especiais de cada ambiente. Falar-se-á, então, de imersão no mundo, de testemunho cristão, de exigências de justiça social, de compromisso de libertação..." (página 415).

Na liturgia, mormente na celebração da Eucaristia, está inerente o compromisso ético: "Se até algumas décadas atrás a Igreja era vista como uma comunidade que se reunia em torno do altar para celebrar a Eucaristia, hoje completamos sua visão, falando de uma Igreja que do altar se volta para o mundo, portadora das energias do Ressuscitado e de seu Espírito para ser, na sociedade, fermento de fraternidade e de justiça universal" (página 416).

A espiritualidade mariana está presente no livro do autor. No dia 16 de julho de 2005, Festa de Nossa Senhora do Carmo, o Padre Jesús Castellano prefaciava (introdução) em Roma o seu livro em tela: Liturgia e Vida Espiritual: Teologia, celebração, experiência. E o capítulo VIII da parte II do livro foi todo dedicado à Maria sob o enfoque: A presença da Virgem Maria: comunhão e exemplaridade (páginas 263-282).

O sugestivo título do livro está a lembrar-nos que o autor, pela graça de Deus, vive a plena liturgia na plenitude da vida espiritual, na Trindade Celeste, em companhia de Maria.


Leia mais:


Ha muerto el padre Jesús Castellano Cervera ocd. "paseando a la eternidade" (em espanhol)

La Pontificia Facoltà del Teresianum ricorda con profondo dolore lo stimato professore (em italiano)


[1] Introdução à Teologia Litúrgica, tradução de Antonio Efro Feltrin, São Paulo, Editora Paulinas, 2006, p. 397.


Fonte da primeira imagem:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u70087.shtml

Fonte da segunda imagem:
http://www.paulinas.org.br/loja/DetalheProduto.aspx?IDProduto=8386

Fonte da terceira imagem:
http://www.teresianum.org/italiano/pjesus/pjesus.htm

Fonte da quarta imagem:
http://sede-de-deus.blogspot.com/2007/07/terra-frtil.html

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Sínodo dos Bispos: bispos brasileiros participantes


A XII Assembléia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos será realizada entre os dias 5 e 26 de outubro de 2008, no Vaticano.

O tema é bem sugestivo ao tomar-se em conta o Ano Paulino, não obstante com estreita relação de continuidade com o tema da XI Assembléia realizada em outubro de 2005 (Eucaristia: fonte e cume da vida e da missão da Igreja): A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja.

Pois bem, para representar o Episcopado brasileiro na referida XII Assembléia, o Papa Bento XVI, conforme noticia a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB, homologou a indicação dos seguintes bispos: dom Geraldo Lyrio Rocha, arcebispo de Mariana (MG) e presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira Azevedo, arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé da CNBB, dom Joviano de Lima Júnior, arcebispo de Ribeirão Preto e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da CNBB, e dom Eugène Lambert Adrian Rixen, bispo de Goiás (GO) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-catequética da CNBB.

Os bispos suplentes são: dom Erwin Kräutler, bispo da Prelazia do Xingu (PA), e dom Jacinto Bergmann, bispo de Tubarão (SC).

No dia 24 de junho passado, o cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo (SP), foi nomeado por Bento XVI um dos presidentes delegados da XII Assembléia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos.

O comunicado da CNBB, de 12 de julho de 2008, sábado, pode ser lido aqui.


Leia mais:



Fonte da imagem:
http://www.misericordia.com.br/ver.php?chave=1449&cod=2

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Tarragona: dois jubileus


A Igreja em Tarragona, na Espanha, comemora dois jubileus (dois anos jubilares): o do martírio do Bispo Frutuoso e de seus diáconos Augúrio e Eulógio, assim como o do Ano Paulino pelos dois mil anos de nascimento do apóstolo Paulo. Dom Frutuoso e seus diáconos foram martirizados no dia 21 de janeiro de 259. Paulo, então Saulo, nasceu entre 5 e 10 depois de Cristo.

Tarragona é uma cidade espanhola, portuária, banhada pelo Mar Mediterrâneo, e que integra a comunidade autônoma da região da Catalunha, na Espanha. Tarragona é a antiga Tarraco romana. Tarraco tem sua origem no assentamento militar romano aí realizado por Gnaeus Cornelius Scipio Calvus durante a Segunda Guerra Púnica (218-201 antes de Cristo).

O Império Romano dominou a Península Ibérica, chamada Hispânia pelos antigos romanos, desde 218 antes de Cristo até meados do século V depois de Cristo. Em outras palavras, a extensão territorial da Hispânia corresponde hoje aos países Espanha e Portugal (que formam a Península Ibérica). Conquistada a Hispânia, os romanos dividiram-na, inicialmente, em duas províncias: Província Citerior e Província Ulterior. Leia mais em: A Romanização da Península Ibérica.

Tarraco tornou-se a capital da Província Citerior a partir de 197 antes de Cristo. O imperador romano Dioclesiano dividiu, em 298 depois de Cristo, a Hispânia Citerior em três províncias. E Tarraco passou a ser a capital da denominada província tarroconense.

Enquanto esteve sob o Império Romano, Tarraco foi uma próspera e destacada cidade. E, para ela, convergem as mais recentes pesquisas sobre a estada do apóstolo Paulo na Hispânia. Leia mais em: Especialistas consideram que São Paulo esteve na Espanha.

Tarragona está em festa dobrada. A Igreja em Tarragona celebra não só o Jubileu do Ano Paulino pelos 2000 anos de nascimento do apóstolo Paulo, mas também o Jubileu de 1750 anos do martírio de São Frutuoso, bispo de Tarraco (hoje Tarragona), e de seus diáconos Augúrio e Eulógio.

A imagem central, acima, é do anfiteatro de Tarraco, onde o bispo Frutuoso e os seus diáconos Augúrio e Eulógio foram martirizados. A imagem à esquerda é da Basílica de São Frutuoso.




Leia mais:






Fonte da primeira imagem:
http://maty.galeon.com/tarragona/amfiteatre.htm

Fonte da segunda imagem:
http://www.primeroscristianos.com/noticias/san_fructuoso_papa.html

Fonte da terceira imagem:
http://www.pt.josemariaescriva.info/index.php?id_cat=1716&id_scat=1582

Fonte da quarta imagem:
http://ajubilar.arquebisbattarragona.cat/index.php?arxiu=fitxa_actes&id=511

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Firmino e Libério: Pílulas litúrgicas


Está mais fácil e divertido aprender liturgia. Isso mesmo! Acaba de ser editado pelas Edições Loyola o livro Firmino e Libério, com o subtítulo Pílulas litúrgicas, de autoria de Alberto Aranda Cervantes, M.Sp.S, e Antonio Serrano Pérez, SJ, tradução de Thiago Gambi.

O contéudo do livro foi originalmente publicado na revista mexicana Actualidad Litúrgica, no período de 1981 a 1999. Compilado em livro, recebeu, em espanhol, o título de Firmino y Liberio y otras "cápsulas litúrgicas", editado por Obra Nacional de la Buena Prensa, A.C., México.

Os personagens que dão título ao livro representam dois tipos de presidentes de celebração litúrgica, que atuam equivocadamente. Um padre "conservador", Firmino, e outro "progressista", Libério. O objetivo é contrastar os dois estilos.

O "conservador" é mais velho, gordo e baixo, sempre de batina preta e barrete. O "progressista" é mais jovem e alto, gosta de usar camisa gola rolê.

O livro é repleto de ilustrações. Escreve Pe. Alberto Aranda Cervantes, M.Sp.S, na apresentação da obra: "Muitos amigos e conhecidos pediam esta publicação. Oxalá sirva e cumpra seu objetivo: recordar, ensinar, divertindo" (pág. 10).

Vale conferir e bom proveito!


Fonte da imagem:
http://www.loyola.com.br/livraria/detalhes.aspx?COD=11063

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Bento XVI: novo ciclo de catequeses


As catequeses do Papa Bento XVI podem ser divididas em ciclos. Essas catequeses são pronunciadas pelo Papa nas audiências gerais das quartas-feiras.

O primeiro ciclo corresponde à continuação das catequeses do Papa João Paulo II sobre os Salmos e sobre os Cânticos das Laudes e das Vésperas. O segundo ciclo sobre o mistério da relação entre Cristo e a Igreja, considerando-o a partir da experiência dos Apóstolos, à luz da tarefa que lhes foi confiada. O terceiro ciclo sobre os padres apostólicos. E o quarto ciclo, que começou em 2/7, quarta-feira, é dedicado ao grande apóstolo São Paulo.

Ou, na expressão de Bento XVI: "Hoje quero começar um novo ciclo dedicado ao grande apóstolo São Paulo. A ele, como sabeis, está consagrado este ano que vai da festa litúrgica dos santos Pedro e Paulo, de 29 de junho de 2008, até a mesma data em 2009".

A primeira catequese do novo ciclo se intitula Ambiente cultural e religioso de São Paulo. A catequese completa, em português, pode ser lida aqui.


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Fonte da imagem:
http://blog.bibliacatolica.com.br/tag/catequese/


terça-feira, 1 de julho de 2008

Aparecida em resumo: o direito de saber...


Em boa hora, chegou ao público um bom e eficiente resumo do Documento de Aparecida, intitulado "Aparecida em resumo", de autoria de Agenor Brighenti, que leva o selo da Editora Paulinas.

O Documento de Aparecida, como se sabe, é fruto da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, realizada entre os dias 13 e 31 de maio de 2007, no Santuário de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (Brasil). O texto completo do Documento de Aparecida pode ser lido aqui.

Agenor Brighenti esclarece que: "Neste resumo, está todo o Documento, ainda que não seja o Documento todo. Em outras palavras, tudo o que está dito aqui está no Documento, mas não é o Documento todo, pois se trata de um resumo, o que não dispensa, portanto, sua leitura e estudo, em toda a sua extensaõ" (pág. 3).

O livro Aparecida em resumo, cuja imagem aparece na tela, tem o subtítulo: O Documento Oficial com referência às mudanças efetuadas no Documento Original.

O subtítulo vem recuperar, sem intuito de polemizar, as mudanças de conteúdo feitas no texto elaborado pela Assembléia dos Bispos (Documento Original). Como diz o autor: "Essas mudanças são conhecidas, mas não do grande público, que também têm o direito de saber o que se passa em esferas mais altas e nos bastidores da instituição eclesial. Afinal, a Igreja somos todos os batizados" (pág. 4).


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Fonte da primeira imagem:
http://www.paulinas.org.br/imprensa/sl_press_release.aspx?ItemID=468

Fonte da segunda imagem:
http://www.open-isb.com.br/index.php?pagina=noticias_internas.php&cod=20

segunda-feira, 30 de junho de 2008

'A Igreja tem hierarquia pouco democrática'


O jornal O Estado de S. Paulo, página A29, publicou ontem (domingo, 29/6), entrevista de Dom Clemente José Carlos Isnard, OSB, Bispo Emérito da Diocese de Nova Friburgo (RJ), realizada por Alexandre Rodrigues (Rio de Janeiro), sob o título 'A Igreja tem hierarquia pouco democrática'. Leia a entrevista aqui.

Os pontos da entrevista giram em torno das questões postas por Dom Clemente Isnard, em seu livro Reflexões de um Bispo sobre as instituições eclesiásticas atuais.

Dom Clemente Isnard traz em defesa da ordenação das mulheres as vozes do Cardeal brasileiro Dom Aloísio Lorscheider, OFM, Arcebispo Emérito da Diocese de Aparecida (SP), falecido em 23 de dezembro de 2007, e do Cardeal italiano Dom Carlo Maria Martini, SJ, Arcebispo Emérito da Diocese de Milão (Itália), hoje morando em Jerusalém.

É interessante notar a posição do respeitável Cardeal Dom Aloísio Lorscheider quanto à eleição papal, com a qual concorda Dom Clemente Isnard: "Deve-se dissolver o Colégio Cardinalício e fazer o papa ser eleito pelos presidentes das Conferências Episcopais".

Esses temas da entrevista, delicados no seio da Igreja Católica Apóstolica Romana, sugerem madura reflexão por parte da Igreja enquanto Povo de Deus.


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Fonte da imagem:
http://www.paroquiasaosebastiaodoalto.com.br/bisbo.htm

domingo, 29 de junho de 2008

São Pedro e São Paulo: Igreja para todos


O Papa Bento XVI presidiu, neste domingo, a Celebração da Eucaristia na solenidade de São Pedro e São Paulo, apóstolos. A Celebração Eucarística foi na Basílica de São Pedro.

Bartolomeu I, Patriarca Ecumênico de Constantinopla, esteve presente à Celebração e foi recepcionado por Bento XVI à entrada da Basílica de São Pedro.

Num gesto de grande significação ecumênica, Bento XVI cedeu a palavra ao Patriarca Bartolomeu I para proferir a homilia. As palavras do Patriarca Ecumênico foram acolhidas com grande e efusivo aplauso. Leia mais aqui.

Durante a Celebração da Eucaristia Bento XVI impôs o Pálio a 40 arcebispos metropolitas, entre eles os brasileiros Dom Luís Gonzaga Silva Pepeu, Arcebispo de Vitória da Conquista (Bahia), Dom Mauro Aparecido dos Santos, Arcebispo de Cascavel (Paraná), e o português Dom José Sanches Alves, Arcebispo de Évora (Portugal).

Mais tarde, o Papa recitou o Angelus na Basílica de São Pedro. Nesta oportunidade, Bento XVI sublinhou a universalidade do Ano Paulino: "o jubileu de São Paulo convida todos os cristãos a serem missionários do Evangelho". Leia mais aqui.

Ainda, por ocasião do Angelus, o Papa Bento XVI afirmou o local onde o apóstolo Paulo foi martirizado: Tre Fontane.

Todos, afinal, aguardam, com grande expectativa, o alegre dia da plena comunhão entre as Igrejas Católica e Ortodoxa. E que o Ano Paulino seja motivação maior à unidade dos cristãos, a uma progressiva conversão a Cristo e a seu Evangelho, bem assim a um vigor missionário.


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F0nte da primeira imagem:
http://pequenogigante.blogspot.com/2007/06/so-pedro.html

Fonte da segunda imagem:
http://mateus1317.blogspot.com/2008/05/pregao-do-homem-que-mudou-o-mundo.html

Ano Paulino: abertura em Roma



Nesta tarde de sábado (28/6), véspera da solenidade de São Pedro e São Paulo, o Papa Bento XVI e Sua Santidade o Patriarca Ecumênico Bartolomeu I abriram oficialmente o Ano Paulino, para comemorar o segundo milênio do nascimento do apóstolo São Paulo.

A abertura do Ano Paulino foi na Basílica de São Paulo fora dos Muros, em Roma.

Na homilia, Bento XVI destacou que Paulo não é uma figura do passado. Ele é mestre, apóstolo e pregador de Jesus Cristo. A motivação de Paulo era o fato de ser amado por Jesus Cristo e queria transmitir esse amor a todos os homens e mulheres.

Bartolomeu I, após a homilia do Papa, salientou o papel de Paulo na abertura do cristianismo, despojando-o de uma estreiteza mental, e o Patriarca manifestou o desejo de que a vida e as Cartas do apóstolo continuem sendo fonte de inspiração para nós, a fim de que todos tenham a fé em Cristo. Leia mais aqui.

Paulo era um apaixonado por Jesus Cristo. Falava na linguagem adequada para cada situação.

Falar de Cristo a todas as gentes na linguagem de hoje, e apaixonadamente, eis o desafio!


Leia mais:






Fonte da primeira imagem:
http://freespirit-sjorge.blogspot.com/2008/01/paulo-apstolo-dos-gentios.html

Fonte da segunda imagem:
http://www.radiovaticana.org/por/index.asp

Ano Paulino: adesão da Igreja Ortodoxa em Damasco



A Igreja Ortodoxa em Damasco, capital da Síria, aderiu ao Jubileu dos 2000 anos de nascimento do apóstolo Paulo, convocado pelo Papa Bento XVI.

A vida de Saulo se modifica radicalmente no caminho para Damasco. Damasco, hoje sede do Patriarcado de Antioquia, é símbolo da conversão de Saulo, agora Paulo.

O Ano Paulino, em Damasco, envolverá as comunidades cristãs - católicas, ortodoxas e protestantes - e o evento foi oficialmente proclamado ontem (28/6), sábado à tarde, pelo patriarca greco-ortodoxo do Patriarcado de Antioquia, Sua Beatitude Ignácio IV.

Às 17h30, os cristãos se reuniram na Igreja Greco-Ortodoxa de São Jorge, em Jdeide-Artouz, e saíram em peregrinação rumo ao local (situado em Kaukab), onde Saulo teve a visão de Cristo.

Nesta manhã de domingo (29/6), dia de São Pedro e São Paulo, os cristãos, em Damasco, partiram em peregrinação, que saiu da Grande Mesquita dos Ommayadi, passando pelo Patriarcado Greco-Ortodoxo, pela Igreja Latina de Santo Ananias e pela Igreja Greco-Melquita de São Paulo sobre os Muros, e terminou no Patriarcado Greco-Melquita Católico, onde foi recepcionada pelo Vigário Patriarcal, o Arcebispo Joseph Absi.

Ainda hoje, à tarde, na Igreja de São Paulo sobre os Muros, é celebrada a Divina Liturgia Pontifícia. Depois, no salão da Paróquia Greco-Ortodoxa da Santa Cruz, será inaugurada uma exposição fotográfica sobre os sítios cristãos no território da Síria. Leia mais aqui.

As comemorações do Ano Paulino estão a incentivar o sentido de unidade do cristianismo. E isso é muito bom.


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Fonte da imagem:
http://verdeevida.blogspot.com/2008_04_01_archive.html

terça-feira, 24 de junho de 2008

Ano Paulino: Igreja na Turquia sai na frente


A Igreja na Turquia antecipou a abertura do Ano Paulino, naquele país.

Paulo nasceu em Tarso, cidade que atualmente fica na Turquia. A celebração de abertura, com caráter ecumênico, foi realizada neste Domingo (22/4) na igreja-museu de São Paulo em Tarso, onde se reuniram os cristãos turcos. A igreja-museu era originalmente a Basílica de São Paulo em Tarso, cuja devolução ao culto cristão é reclamada ao governo turco pelos Bispos locais.

O governo turco autorizou que a celebração de abertura do Ano Paulino fosse realizada na mencionada igreja-museu.

A celebração foi presidida pelo Cardeal Walter Kasper, presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos.

Dom Luigi Padovese, presidente da Conferência Episcopal da Turquia, acompanhou o Cardeal Walter Kasper na solene celebração ecumênica. Leia mais aqui.


Leia mais:





Fonte da imagem:
http://www.paroquiasaojoaodebrito.com.br/Informativo/ConversaoDeSaoPaulo.htm

domingo, 22 de junho de 2008

Centenário da Imigração Japonesa: 1908 - 2008


Estão sendo celebradas neste ano, tanto no Japão quanto no Brasil, as festividades do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil. É a milenar cultura oriental fazendo parte no nosso dia-a-dia. Sobre a Cultura Japonesa acesse aqui.

Os japoneses, em sua pátria, eram incentivados a emigrar para o Brasil, conforme ilustra o cartaz ao lado.

O navio Kasato-Maru é o símbolo dessa Imigração. No dia 28 de abril de 1908 o navio zarpou do porto de Kobe, no Japão, e aportou em Santos (Brasil) no dia 18 de junho de 1908. A viagem durou 52 dias.

O Kasato-Maru era um navio de guerra adaptado para transporte de passageiros. Segundo a mensagem de saudação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB à Pastoral Nipo-Brasileira - PANIB pelo centenário da Imigração Japonesa, o navio trouxe 168 famílias, totalizando 779 pessoas. Para inteirar-se da saudação da CNBB, leia aqui. Outras fontes como, por exemplo, o jornal santista A Tribuna, edição de 19 de junho de 1908, e o jornal Nippo-Brasil, informam que o Kasato-Maru trouxe 781 japoneses imigrantes.

Há coisas ainda pouco conhecidas, porém muito caras a japoneses e descendentes. Uma delas é a Pastoral Nipo-Brasileira - PANIB. Foi organizada nacionalmente em 1967. Está vinculada à CNBB.

A Pastoral Nipo-Brasileira entrou de corpo inteiro no Centenário da Imigração Japonesa. Em 2006, por ocasião da XVIII Romaria da Comunidade Nipo-Brasileira ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, foi anunciada a preparação para as festividades do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil.

E muito mais. A XIX Romaria da Comunidade Nipo-Brasileira ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, a realizar-se no dia 3 de agosto de 2008, em seguimento às comemorações do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil, contará com a presença de um Bispo do Japão e outras autoridades religiosas e governamentais. A Pastoral criou uma Comissão Organizadora da Romaria a Aparecida, no Centenário da Imigração Japonesa. Leia mais aqui.

Frei Leonardo Shigeshi Matsuo, OFM Conv, 74 anos, vê a celebração do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil como Ano Jubilar no sentido bíblico. É um Ano Santo, um tempo de Graça. É a libertação que se festeja. Para os imigrantes japoneses a "terra prometida" se chama Brasil. Frei Leonardo Shigeshi Matsuo chegou ao Brasil em 1963 como missionário, a pedido da Colônia Japonesa. Foi um dos fundadores da Pastoral Nipo-Brasileira - PANIB. É pároco da Paróquia Territorial e Pessoal "São Maximiliano Kolbe" (PANIB) da Diocese de Mogi das Cruzes (São Paulo, Brasil). Recomendo, e até por ser bastante instrutivo e oportuno, o artigo do Frei Leonardo Matsuo, sob o título: Centenário, o Ano Jubilar.

Se quiser conhecer mais sobre o Frei Leonardo Matsuo, e ele próprio se considera um imigrante, leia: 100 anos de imigração japonesa.

As comemorações do Centenário, no Brasil, contam com uma presença muitíssima cara a japoneses e descendentes, e porque não a todos nós brasileiros: a do princípe herdeiro do Japão Naruhito. Leia mais aqui.

Clique aqui e veja que os católicos no Japão também celebram os 100 Anos da Imigração Japonesa no Brasil. E, como diz o texto: "a realidade da imigração que anos atrás forçou tantos japoneses a migrarem para outros países é a mesma que hoje traz gente de tantos países ao Japão".



Leia mais:





Memorial do Imigrante


Fonte da primeira imagem:
http://www.imigracaojaponesa.com.br/nossahistoria.html

Fonte da segunda imagem:
http://oglobo.globo.com/blogs/panoramanihon/default.asp?a=271&periodo=200802

Fonte da terceira imagem:
http://40anos.nikkeybrasil.com.br/ptbr/fotosBio.php?act=D

Fonte da quarta imagem:
http://www.stickypond.com/cafemonarquia/viewtopic.php?t=147&sid=1f637fa76b93df1abcce302f1af2fbd2


Fonte da quinta imagem:
http://www.catolicosnojapao.net/site/centenario.html

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Sínodo: divulgação do Instrumento de Trabalho


No dia 12 de junho de 2008, quinta-feira, Dom Nikola Eterovic, Arcebispo titular de Sisak e Secretário Geral do Sínodo dos Bispos, apresentou na sala de imprensa da Santa Sé o Instrumento de Trabalho (Instrumentum Laboris) da XII Assembléia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, a ser realizada no Vaticano entre os dias 5 e 26 de outubro de 2008, que tratará do tema "A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja".

O texto completo do Instrumentum Laboris, em português, pode ser lido aqui.


Leia mais:




Fonte da imagem:
http://www.diocese-braga.pt/catequese/NoticiaArtigo.php?cod_seccao=1&codigo=207

CNBB: Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB está colocando ao alcance dos cristãos católicos as novas "Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2008-2010", cujo texto foi aprovado pela 46ª Assembléia Geral dos Bispos do Brasil, em Itaici, Indaiatuba (SP), no dia 10 de abril de 2008.

As Edições CNBB publicam as referidas Diretrizes Gerais, em forma de livro, composto de 152 páginas, distribuídas com as seguintes partes: apresentação, introdução, capítulo I (a realidade que nos interpela), capítulo II (discípulos missionários numa igreja em estado permanente de missão), capítulo III (pistas de ação para a missão evangelizadora) e conclusão ("ai de mim se eu não evangelizar"). Contém ainda sumário (páginas 7-8) e índice analítico (páginas 137-148).

As novas Diretrizes têm como referencial o Documento de Aparecida, com enfoque no binômio discípulos-missionários, como se antevê na apresentação feita por Dom Dimas Lara Barbosa, Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro-RJ e Secretário Geral da CNBB (páginas 9-11).

Entre as anteriores Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2003-2006 e as atuais há um vazio de um ano, o que é esclarecido por Dom Dimas Lara Barbosa, na já mencionada apresentação das novas Diretrizes: "É bom esclarecer que, pela seqüência do calendário, a elaboração das Diretrizes já deveria ter sido efetuada na Assembléia de 2007. Tendo em vista, porém, a realização da V Conferência Geral dos Bispos da América Latina e do Caribe, em maio de 2007, a definição das Diretrizes foi protelada por um ano, exatamente para incorporar as contribuições de Aparecida" (pág. 9).

No entanto, há a possibilidade de as presentes Diretrizes serem prorrogadas por mais quatro anos, se assim a Assembléia Geral dos Bispos da CNBB vier a decidir na ocasião oportuna (pág. 10).

Uma formação básica, centrada no querigma e na conversão, é a ante-sala da missionariedade. Tanto as anteriores Diretrizes quanto as atuais dedicam parágrafos à formação. O Documento de Aparecida indica cinco aspectos do processo de formação: a) o encontro com Jesus Cristo (centrado no querigma); b) a conversão (resposta ao chamado, com mudança na forma de pensar e de viver); c) o discipulado (amadurecimento crescente no conhecimento, amor e seguimento de Jesus, sendo fundamental a catequese permanente e a vida sacramental); d) a comunhão (vida em comunidade e participativa); e e) a missão (experiência da necessidade de compartilhar com os outros a alegria de ser discípulo enviado para construir o Reino de Deus) [1].

À primeira vista, deduz-se que o tempo de apenas três anos para as atuais Diretrizes é insuficiente para uma sólida formação dos cristãos. A formação se aperfeiçoa na medida que desperta, incute no formando a sua consciência de discípulo e o impulsiona a crescer no discipulado. E isso é importante para a nobre tarefa missionária, ou seja, a de fazer novos discípulos.

Parece, por conseguinte, válida a anunciada provável prorrogação por mais quatro anos das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2008-2010, para que seus objetivos sejam realmente alcançados.

As Diretrizes estão aí. Norteiam a ação da Igreja no Brasil para este e os próximos anos. Merecem ser lidas e aplicadas.



[1] ver Documento de Aparecida, n. 278, letras a, b, c, d e e.


Fonte da primeira imagem:
http://www.edicoescnbb.com.br/loja/script/detalhe_livro.asp?pid=128

Fonte da segunda imagem:
http://www.prodigyweb.net.mx/oarpantitlan/kerigma.html

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Ano Paulino - divulgação do itinerário romano


No dia 28 de junho de 2007, quinta-feira, em sua homilia, na Basílica de São Paulo fora dos Muros, o Papa Bento XVI afirmou: "(...) estou feliz por anunciar oficialmente que ao Apóstolo Paulo dedicaremos um especial Ano jubilar, desde 28 de Junho de 2008 até 29 de Junho de 2009, por ocasião do bimilenário do seu nascimento, inserido pelos historiadores entre os anos 7 e 10 d.C." Confira a íntegra aqui.

Com vista, pois, à celebração do Ano Paulino, a Obra Romana de Peregrinações (Opera Romana Pellegrinaggi - ORP), que atua como uma agência oficial de viagens do Vaticano, divulgou o itinerário, em Roma, de vários lugares considerados marcantes na vida paulina e que fazem parte do itinerário da peregrinação.

Segundo a Rádio Vaticano: "A ORP (organismo da Santa Sé) tem a tarefa de promover a pessoa e sua evangelização através da pastoral do turismo e do ministério da peregrinação, e realizar iniciativas culturais e formativas. Está presente em 395 pontos na Itália e outros países, conta aproximadamente 900 sacerdotes, que se ocupam do aspecto espiritual das peregrinações, e 400 agentes de pastoral leigos."

Todo o itinerário e mais detalhes, em inglês, poderão ser obtidos aqui.



Leia mais:




Fonte da primeira imagem:
http://denise-blogdadenise.blogspot.com/2007/06/ano-paulino.html

Fonte da segunda imagem:
http://www.wayitalia.net/root/arte_cultura_3088.html

sábado, 7 de junho de 2008

Reflexões de um Bispo: Dom Clemente Isnard


"Reflexões de um Bispo sobre as instituições eclesiásticas atuais" é um pequeno livro, mas grande na profundidade do conteúdo. Apenas 40 páginas.

O livro é de autoria do conceituado liturgista Dom Clemente Isnard, OSB, Bispo Emérito da Diocese de Nova Friburgo, Rio de Janeiro, que, no dia 8 de julho de 2008, completará 91 anos. Publicado pela Editora Olho d'Água, com prefácio do Padre José Comblin.

Dom Clemente José Carlos Isnard, OSB, recebeu a ordenação episcopal em 25 de julho de 1960 e dois anos depois já participou do Concílio Ecumênico Vaticano II (1962-1965), desde a abertura até o seu encerramento. É uma das poucas testemunhas vivas que, como bispo, participou do Concílio Ecumênico Vaticano II.

Dom Clemente Isnard é identificado com a liturgia. O Papa Paulo VI o nomeou membro do Conselho para execução da Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium sobre a Sagrada Liturgia e depois membro da Congregação para o Culto Divino. Esteve à frente da Comissão de Liturgia da CNBB. Na qualidade de Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia, Dom Clemente Isnard fez, em 25 de setembro de 1991, a Apresentação da versão brasileira da segunda edição típica do Missal Romano, ainda em uso no Brasil.

Toda essa experiência pastoral credencia Dom Clemente Isnard, aos noventa anos de idade, a tratar de temas sempre recorrentes entre aqueles que pensam a Igreja, renovada, a partir do Concílio Vaticano II. Satisfeitos estavam os padres conciliares, como se lê desta passagem do mencionado livro "Reflexões de um Bispo...": "Vê-se que Paulo VI no dia 8 de dezembro de 1965 estava plenamente satisfeito com os resultados do Concílio. E eu também. Parecia-me que se tinha feito tanta coisa que nada tinha sobrado por fazer" (pág. 24).

O Concílio Vaticano II foi esse grande acontecimento do Século XX, portador de esperança, de abertura e de liberdade na Igreja e para o mundo. Eis as expressões recorrentes para a dinâmica do Concílio: aggiornamento e retorno às fontes. E aqui me reporto, para a explicitação da aplicação desses termos ao espírito do Concílio, ao artigo "40 Anos do Concílio Vaticano II", de autoria de Dom João Wilk, OFMConv, Bispo Diocesano da Diocese de Anápolis, Goiás.

O pequeno livro "Reflexões de um Bispo..." focaliza temas considerados delicados, mas que devem ser pensados e repensados por cristãos maduros. E o Bispo Dom Clemente Isnard convoca: "Todo católico apostólico romano deve trazer sua modesta colaboração para o bem da Igreja, seguindo João XXIII, Paulo VI e os bispos do Concílio Vaticano II. Sem medo e sem hesitação" (pág. 4).

O fim é o "bem da Igreja". E, a meu ver, deve-se entender Igreja enquanto Povo de Deus, nos caminhos do Papa João XXIII, que convocou o Concílio Ecumênico Vaticano II, do Papa Paulo VI, que deu seguimento ao Concílio, o encerrou e que iniciou a sua colocação em prática. E como não poderia deixar de ser: dos Bispos do Concílio. E acrescento: obviamente, de todos os documentos discutidos e aprovados nas várias sessões do Concílio.

Em seu livro, Dom Clemente José Carlos Isnard, OSB, focaliza, entre outros, temas como:

. A importância da participação popular nas nomeações episcopais.

. O Celibato Sacerdotal.

. As ordenações femininas.

Por derradeiro, as palavras de Dom Clemente Isnard:

"Terminada a redação desse opúsculo, falei de seu conteúdo ao abade do Mosteiro. Ele não leu o livro, mas por ouvir falar de algo nele abordado, julgou de seu dever me prevenir de que essa publicação iria me trazer muitos sofrimentos, e até respingos sobre ele e o mosteiro" (pág. 37).

E, após questionar Que sofrimentos seriam esses?, o próprio bispo emérito Dom Clemente Isnard continua:

"Tenho certeza de que nesse opúsculo não há nada contra a fé católica. Pelo contrário, penso que embora ele arrisque para mim alguma contestação do superior (só tenho um superior que é o papa), enfrentarei isso com tranqüila consciência.

Caso eu optasse agora pela minha tranqüilidade, pela velhice com honra e consideração, eu estaria traindo minha vocação, a vocação que me trouxe ao mosteiro, que me fez amar a Igreja a ponto de renunciar a tudo por ela. Estaria sendo covarde" (pág. 37).


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Fonte da primeira imagem:
http://www.olhodagua.com.br/detalhes.php?sid=20190133928052008234349&prod=177&kb=1025


Fonte da segunda imagem:
http://calvariano.uniblog.com.br/247667/aniversario-de-dom-clemente-isnard.html


domingo, 1 de junho de 2008

Ano Paulino: música



A preparação para a celebração do Ano Paulino vai a todo vapor.

A música está aí. Vamos ouví-la, clicando aqui.

E conheça também a partitura ao clicar.





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Fonte da imagem:
http://pontoteologico.blogspot.com/2008/04/ano-paulino-como-participar-como.html