quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O sinal litúrgico das cinzas - Bento XVI



O sinais na Liturgia se repetem, e até quase que mecanicamente. Nem sempre damos conta do conteúdo, significado ou do seu simbolismo.

Pois bem, o Papa Bento XVI tem-se dedicado a explicar, ou refletir sobre os sinais litúrgicos, sempre que se lhe oferece a oportunidade apropriada para tal. Verdadeiras catequeses mistagógicas.

Quem não se lembra da recente homilia de Bento XVI na Missa concelebrada com os novos Cardeais, no dia 19 de fevereiro de 2012 (Domingo), em que o Papa discorre sobre o significado da obra, ou melhor, sobre o conjunto escultório, nascido do gênio de Bernini?
 
Na Quarta-Feira de Cinzas, dia 22/4, Bento XVI fez mais uma reflexão sobre um sinal litúrgico, agora sobre o significado das cinzas. O Papa presidiu a celebração da Missa, benção e imposição das cinzas, na Basílica de Santa Sabina, em Roma. Na homilia, Bento XVI fez uma explanação sobre o sentido simbólico das cinzas, ou mais especificamente, uma reflexão sobre o sinal litúrgico das cinzas.

Diz o Papa: "Em primeiro lugar, a cinza é um daqueles sinais materiais que levam o cosmo para dentro da Liturgia. Os sinais materiais principais são, evidentemente, os dos Sacramentos: a água, o óleo, o pão e o vinho, que se tornam verdadeira matéria sacramental, instrumento mediante o qual se comunica a graça de Cristo que nos alcança. No caso da cinza trata-se, ao invés, de um sinal não sacramental, mas, mesmo assim, ligado à oração e à santificação do Povo cristão: de fato, é prevista, antes da imposição sobre a cabeça, uma bênção específica das cinzas - que faremos daqui a pouco -, com duas fórmulas possíveis. Na primeira elas são definidas "símbolo austero"; na segunda se invoca diretamente sobre elas a bênção e se faz referência ao texto do Livro do Gênesis, que pode inclusive acompanhar o gesto da imposição "Recorda-te que és pó, e em pó te hás de tornar" (Gen 3,19)."

A atual versão da homilia, em português, foi divulgada pela Rádio Vaticana, e pode ser lida aqui.

O vídeo e o original em italiano podem ser conferidos aqui.


Fonte da imagem:
http://lusmarpazleite.blogspot.com/2010/02/quaresma-tempo-de-oracao-tempo-de.html

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Tempo da Quaresma - preparando a celebração da Páscoa



No Ano Litúrgico B - Evangelista Marcos, o Tempo da Quaresma começa no dia 22 de fevereiro de 2012, Quarta-Feira de Cinzas, e termina no dia 5 de abril de 2012, Quinta-Feira Santa, antes do início da celebração da Missa na Ceia do Senhor (Missa in Coena Domini). Com a Missa na Ceia do Senhor, na Quinta-Feira Santa (5/4), tem início o Tríduo Pascal.

As Normas Universais do Ano Litúrgico e o novo Calendário Romano Geral, aprovadas pelo Papa Paulo VI, estabelecem a delimitação do tempo quaresmal:

"O Tempo da Quaresma vai de Quarta-feira de Cinzas até a Missa na Ceia do Senhor exclusive." (n. 28).

No Tempo da Quaresma, roxa é cor litúrgica, podendo usar no Quarto Domingo (Domingo Laetare), no dia 18 de março de 2012, a cor roxa ou rósea. Também se omitem o Glória e o Aleluia.

Quarta-Feira de Cinzas é dia de jejum e abstinência.

O Diretório da Liturgia - 2012 - Ano B - São Marcos fornece as orientações litúrgicas às celebrações eucarísticas das férias e dos domingos no Tempo da Quaresma, consultando as páginas 62 a 83.

O Papa Bento XVI inspirou-se na Carta aos Hebreus para o tema da Mensagem para a Quaresma de 2012:

«Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos
ao amor e às boas obras» (
Heb 10, 24)


Leia mais:

Quaresma: a caminho do Cristo Ressuscitado


Fonte da imagem:
http://arciprestadodecarrazeda.blogspot.com/2011/03/o-tempo-da-quaresma.html

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Campanha da Fraternidade - 2012



A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB, pelo seu secretário geral Dom Leonardo Ulrich Steiner, abrirá na Quarta-Feira de Cinzas, dia 22 de fevereiro de 2012, a Campanha da Fraternidade 2012, que coincide com o início do Tempo da Quaresma do Ano B - São Marcos, ou Quaresma - 2012.

A CF-2012 tem como tema Fraternidade e Saúde Pública e como lema Que a saúde se difunda sobre a terra (cf. Eclo 38,8).

A CF-2012 focaliza assunto que diz respeito à toda sociedade brasileira, com fundamentação bíblica no Livro Eclesiástico, ou Sirácida (Ben Sira), no capítulo 38, versículo 8.

Afinal, que a saúde, o bem-estar, sejam para todos, sejam difundidos sobre a face da terra (Eclo 38,8).


Fonte da imagem:
http://www.cnbb.org.br/site/campanhas/fraternidade/8726-campanha-da-fraternidade-sobre-saude-publica-sera-aberta-na-quarta-feira-de-cinzas

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Eucaristia - a grande oração de Cristo e da Igreja



A grande oração de Cristo e da Igreja é a Eucaristia, ou a Missa.

Escassa bibliografia a respeito já me chamara a atenção, mas a página na internet Coroinhas Servidores traz uma frase, com linguagem direta, sem rodeios: "A Missa é a maior, a mais completa e a mais poderosa oração da qual dispõe o católico."

Trago o tema à tona neste blog, à vista do recente pronunciamento do Papa. A alocução de Bento XVI na Audiência Geral da Quarta-Feira, em 11 de janeiro de 2012, teve como enfoque A oração de Jesus na Última Ceia.

Bento XVI explicitando o núcleo da Última Ceia, indaga e afirma: "Então, qual é o núcleo desta Ceia? São os gestos da fracção do pão, da sua distribuição aos seus e da partilha do cálice do vinho, com as palavras que os acompanham e no contexto de oração em que se inserem: é a instituição da Eucaristia, é a grande oração de Jesus e da Igreja."

J. Castellano, que foi professor de teologia sacramentária e de espiritualidade litúrgica na Pontifícia Faculdade Teológica "Teresianum", em Roma, colaborou para o Dicionário de Liturgia, organizado por Domenico Sartore e Achille M. Triacca. Dentre os verbetes a seu cargo, escreveu sobre Oração e Liturgia. Neste verbete, J. Castellano, afirma, ao falar de momentos da igreja em oração:

"A máxima expressão da igreja em oração é a eucaristia, que tem como centro a 'prece eucarística', fonte e norma de toda manifestação da igreja orante; ela não é apenas proposta  de grandes temas teológicos inseridos na ação sacramental que torna presente o Senhor e o seu sacrifício; exprime igualmente os sentimentos mais nobres da oração cristã - ação de graças, epiclese, oblação, intercessão - suscitados pelo Espírito." 

Em suma, a Eucaristia, ou a Missa, é a oração por excelência de Cristo e sua igreja.

O texto da alocução, em português, e o vídeo da Audiência Geral do dia 11 de janeiro de 2012, Quarta-Feira, podem ser conferidos aqui.


Leia mais:






Fonte da imagem:
http://it.wikipedia.org/wiki/Pala_del_Corpus_Domini

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

O tempo na história da salvação



A história – comumente se diz – é a narração metódica dos fatos relevantes da vida da humanidade. Essa narração se particulariza, por exemplo, em história da Idade Média, história do Brasil, e assim por diante.

Há também a história que Deus faz para e com os homens. É a história da salvação. Não é uma história à parte. Ela coexiste com a história da humanidade. Andam juntas. Por isso, a história da salvação "ocorre em todo lugar onde está ocorrendo a história coletiva e individual do gênero humano", afirma o teólogo Karl Rahner, em seu Curso Fundamental da Fé (p. 179).

A história da salvação começa com a criação e vai até a parúsia, ou até a segunda vinda de Cristo. A história tem como núcleo a salvação.

Afinal, o que é salvação? À primeira vista, tem-se a impressão bastante aceita de que a salvação é alguma coisa que acontece no além-vida, fora desta nossa humanidade. Não é bem assim ou não é só isso. Julián López Martín, teólogo-liturgista, argumenta com precisão: "Se o homem foi criado por Deus à sua imagem e semelhança, a salvação consistirá em viver plenamente essa condição divina, usufruindo de todas as faculdades humanas, desde a saúde até a paz de espírito. A propriedade material e os bens da terra também se incluem aí, porque tudo foi criado por Deus como coisa boa e entregue ao homem para seu prazer e serviço" (No Espírito e na Verdade, volume I, p. 83, Editora Vozes, 1996).

O tempo é um referencial para o homem, sem o qual ele estaria sem condições para historiar, ou seja, fazer a história de si mesmo, da família, da sociedade, dos povos, das instituições, e assim por diante. 

O homem necessita, pois, do tempo para marcar os fatos, sobremodo aqueles a serem festejados ou celebrados. Por exemplo, sem o tempo como o homem estabeleceria a duração das coisas? O conceito de tempo traz certa complexidade. As culturas influenciam-no, mas o fazem carregado de riqueza conceitual. E até mesmo ao grande Santo Agostinho não esteve ausente essa dificuldade, como se lê em suas Confissões (XI,14:17): "Por conseguinte, o que é o tempo? Se ninguém me pergunta, eu sei; porém, se quero explicá-lo a quem me pergunta, então não sei".

Para a cosmologia o tempo é uma realidade da natureza pela qual se dimensiona, independentemente da ação humana, a marcação e a duração das coisas. Daí, os dias, nas alternâncias de luz e trevas, estações e anos.

O homem sentiu a necessidade de "intervir" no tempo (nisto, o homem difere dos outros seres da natureza). Por apropriação daquele, nasce o tempo sagrado. O homem passa a experimentar o "tempo dos deuses". Daí, as manifestações divinas – hierofanias. 

Esse tempo sagrado, o que não é indiferente à concepção helenística, é uma realidade que se projeta de forma circular, que retorna sempre ao ponto inicial. É um tempo recuperável, com a mesma hierofania.

Enquanto, os outros povos se detinham na concepção circular ou cíclica do tempo, o povo hebreu (judeu) crescia numa concepção diferenciada do tempo. Dada sua repercussão ao nosso tema, aproveitamos a denominação de tempo "bíblico-cristão". 

Mircea Eliade, em seu livro Mito do Eterno Retorno, afirma "... que os hebreus foram os primeiros a descobrir o significado da história como epifania de Deus, e essa concepção, como seria de esperar, acabou sendo assimilada e ampliada pelo cristianismo". 

Com o povo bíblico, há uma qualificação do tempo e da manifestação divina. O tempo se projeta de forma linear. É um tempo progressivo: o homem faz uma caminhada para frente, com a visão de um futuro melhor. Não é qualquer manifestação, mas é a manifestação de Deus – teofania. Deus vai se manifestando no curso do tempo, na história de um povo. O tempo passa a ter sentido, não é alguma coisa que o homem queira anular para ver-se livre. Ou, na feliz expressão do Papa Bento XVI na homilia das Primeiras Vésperas da Solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus e Recitação do "Te Deum", Basílica Vaticana, Sábado, 31 de Dezembro de 2011: "Desde que o Salvador desceu do Céu, o homem já não é mais escravo de um tempo que passa sem um porquê, ou que esteja marcado pela fatiga, pela tristeza, pela dor. O homem é filho de um Deus que entrou no tempo para resgatar o tempo da falta de sentido ou da negatividade, e que resgatou toda a humanidade, dando-lhe, como nova perspectiva de vida, o amor que é eterno."


Com Abraão, há o início da superação das práticas rituais com relação às de outros povos. Enquanto estes o faziam por costume, Abraão o faz por um ato de fé; fé no Deus que lhe manifesta, de forma pessoal a Abraão, em dado momento da história. É, afinal, o tempo histórico salvífico, ou tempo da salvação.

Com Jesus de Nazaré, o Cristo, a história da salvação alcança sua manifestação definitiva, ou a plena comunicação de Deus. Para o cristianismo, "o tempo litúrgico é um sinal de salvação e um modo de presença de Cristo no tempo dos homens", como afirma J. López Martín (A Celebração na Igreja, vol. 3, Dionisio Borobio [org.], p. 38). O tempo litúrgico dá continuidade à história da salvação.

O tempo litúrgico desenvolve no ano todo o mistério de Cristo, em ritmos diário, semanal e anual. O ciclo anual A (Mateus), B (Marcos) ou C (Lucas) compreende o Tríduo Pascal, o Tempo Pascal, o Tempo da Quaresma, o Tempo do Natal, o Tempo do Advento, o Tempo Comum e as Rogações e as Quatro Têmporas do Ano. Daí, o calendário litúrgico. Este é que dá, de forma orgânica, concreta visibilidade dos fatos da salvação do ano litúrgico a serem celebrados. Ou, como dizem as Normas Universais do Ano Litúrgico e Calendário Romano Geral: "A disposição das celebrações do ano litúrgico é regida pelo calendário (n. 48)". 

O Tempo Comum proporciona a celebração do mistério de Cristo de forma plena, e não de fatos, importantes, mas isolados. Sem ele não haveria a recapitulação progressiva e profunda de toda a história da salvação. E é exatamente a existência do tempo comum que assegura a dos tempos especiais, também chamados tempos fortes. O tempo comum é o mais longo do ano litúrgico, entre 33 e 34 semanas. Tem duas fases. A primeira começa no dia seguinte ao domingo do batismo de Jesus (quando termina o Tempo de Natal) e vai até terça-feira, inclusive, que antecede a Quarta-Feira de Cinzas (quando começa o Tempo da Quaresma). A segunda fase recomeça na segunda-feira após o domingo de Pentecostes (quando se encerra o Tempo Pascal) e vai até as primeiras vésperas do primeiro domingo do Advento. O tempo comum retrata a vida pública de Jesus. E o tempo em que os seguidores de Cristo põem as mãos à obra: aprofundar-se no conhecimento do mistério pascal e no pautar a vida nova pelas exigências evangélicas. Ou, como se referem as já mencionadas Normas litúrgicas tempo em que "não se celebra nenhum aspecto especial do mistério do Cristo" (n. 43).


Fonte da primeira imagem: 
http://www.bibliacatolica.com.br/img/mapas/image-13.jpg

Fonte da segunda imagem: 
http://soimagensbiblicas.blogspot.com/2009/04/ceia001.html

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Por uma Igreja que pensa - padre Zezinho



"Por uma Igreja que pensa" é o clamor de quem sabe e denuncia, ou melhor, profetiza. Profetiza no sentido de, denunciando uma realidade, apontar corretivos.

Pois bem, padre Zezinho publicou nas Paulinas Online a mensagem intitulada "Por uma Igreja que pensa", cujo texto pode ser lido aqui.


Leia mais:

Missa não é opereta - Padre  Zezinho


Fonte da imagem:
http://todos1-pantarei.blogspot.com/2010/04/arte-de-pensar.html

sábado, 28 de janeiro de 2012

Indicações Pastorais para o Ano da Fé



A Congregação para a Doutrina da Fé expediu Nota com indicações pastorais para o Ano da Fé que vem subscrita pelo Cardeal William Levada, Prefeito, e pelo Arcebispo Luis F. Ladaria, Secretário. 

A Nota é datada de 6 de janeiro de 2012, coincidentemente com a Solenidade da Epifania do Senhor, quando Deus revela o seu Filho a todas as nações.

O Papa Bento XVI já afirmara: "Nós cremos no amor de Deus - deste modo pode o cristão exprimir a opção fundamental da sua vida. Ao início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo." (Carta Encíclica Deus Caritas Est, n. 1)

A figura evangélica acima, que retrata a mulher que padecia de hemorragias e que se aproxima para tocar na franja (ou na orla) da veste de Jesus (Mt 9, 20-22), revela o encontro da mulher com uma Pessoa - Jesus. E Jesus lhe dirige palavras acalentadoras e acolhedoras: "Confiança, milha filha! A tua fé te salvou." 

"Milha filha" é expressão usada por Jesus, nas várias traduções dessa passagem do Evangelho (A Bíblia-TEB, A Bíblia de Jerusalém), que bem demonstra o novo relacionamento que se inaugura entre aquela mulher e Jesus, o Filho de Deus. E isto é muito bom, ótimo! É novo horizonte à vida, é novo sentido à vida.

É por aí que, por certo, caminhará o Ano da Fé. Que produza bons e muitos frutos.

 A Nota da Congregação para a Doutrina da Fé, em português, pode ser lida aqui.

Eis uma da indicações oferecidas pela Nota do magistério:

Em preparação para o Ano da Fé, todos os fiéis são convidados a ler e meditar atentamente a Carta apostólica Porta fidei do Santo Padre Bento XVI.


Fonte da imagem:
http://familiasalesianamoz.blogspot.com/2011_12_01_archive.html

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Padre Paulo Hourneaux de Moura



Neste comecinho de noite, tomei conhecimento do falecimento do Cônego Paulo Hourneaux de Moura, o conhecido Padre Paulo.

Meu contato com o Padre Paulo data do tempo do Seminário Diocesano São José, em São Vicente (SP), onde ele foi Diretor Espiritual.

De família tradicional de São Vicente - e isso me faz recordar do seu tio o médico Dr. Olavo Hourneaux de Moura (que foi deputado estadual) e ainda de Jaime Hourneaux de Moura, historiador -, Padre Paulo era um homem aberto ao seu tempo. Entendia e compreendia a juventude. Religião cristã é para ser vivida alegremente. Incentivador das congregações marianas - e hoje Maria o aguardou de braços abertos -, no Seminário, ele fez de muitos de nós congregados marianos, com a recepção da fita azul.

Padre Paulo foi ordenado sacerdote juntamente com o Padre Joaquim Clementino Leite, hoje Monsenhor Joaquim. A respeito da fotografia de ordenação de ambos, tu então disseste certa vez: enquanto um (Padre Paulo) olhava as alturas, outro (Padre Joaquim) olhava para baixo, num contraponto de vaidade e humildade. Nada disso, Padre Paulo, naquela imagem da ordenação de ambos, os dois olhares nos ensinavam o que é ser Padre (o sacerdócio ministerial): realidade e transcedência - o mundo dos fatos e o mundo para o qual tu, Padre Paulo, hoje entraste. Tu, Padre Paulo, entraste alegre para a tua Páscoa definitiva com Deus e em Deus.

Padre Paulo, recordo-me de tua passagem pela casa do sítio da minha família, e, ao caminhar já deixando para trás a casa, respiraste forte ao ar livre, e disseste: aqui se respira ar puro.

Com saudades, na alegria do Cristo Ressuscitado.

Por fim, de Padre Paulo - "É Natal" - veja vídeo abaixo, lançado no último Natal (2011).



Leia mais:

Nota de falecimento - Pe. Paulo Hornneaux de Moura

Prefeito Tercio Garcia decreta luto de três dias pelo falecimento do Padre Paulo

Aos 86 anos, morre Padre Paulo Horneaux, símbolo religioso da região
 

Fonte da imagem:
http://www.saojorgemartir.com.br/parocos/paulo.php

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Missa não é opereta - Padre Zezinho



"Nas missas sérias" - diz o Padre Zezinho. A expressão é forte, mas é uma realidade diante de certas coisas que se vêem por aí.

Pois bem, como ia dizendo: "Nas missas sérias e com unção ninguém fica passando à  frente do altar ou atrás do altar, ministro não fica mexendo no altar enquanto o padre prega, padre não exagera nas vestes, não berra, não grita, não dá show de presença, tudo é feito com muita seriedade e decoro. O padre até se destaca pela seriedade. Celebra-se, dentro das nuances permitidas, o mesmo ato teológico com implicações sociais que se celebra no mundo inteiro. Todos aparecem e ninguém se destaca."

O artigo do Padre Zezinho sob o título "Missa não é opereta", que neste dia 16 está completando dois anos da sua publicacão na Paulinas Online, continua sendo atual e merece ser lido ou relido.

As coisas que deram ensejo ao artigo estão por aí, e se medem pelo ibope. Por isso, a missa opereta "privilegia mais a canção do que os textos do dia", o "somzão", as "inserções de exorcismos", "oração em línguas e outros adendos"; "as canções duram 50 minutos e as palavras da missa 12 ou 15, o sermão do padre 25..."

É isso aí!

A todos aqueles que atuam nas equipes de celebração e a todos os interessados em conhecer o que seja a missa, recomendo a leitura ou releitura do artigo.

Acima, o Papa Bento XVI celebrando a Eucaristia "dentro das nuances permitidas" e ele "se destaca pela seriedade" que o momento litúrgico exige.

O artigo "Missa não é opereta" pode ser conferido aqui.


Fonte da imagem:
http://ideeanunciai.wordpress.com/tag/missa/

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Ano B - Evangelista Marcos



 clique aqui para visualizar em tamanho maior

  
PRIMEIRA CHAMADA – EXPLICAÇÃO SOBRE OS ANOS LITÚRGICOS. 

As celebrações dominicais são organizadas num ciclo de três anos, denominados anos A, B e C.

Cada ano litúrgico começa com as primeiras Vésperas do primeiro Domingo do Advento e termina no sábado que se segue ao último domingo do Tempo Comum - Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo -, com as primeiras Vésperas do primeiro Domingo do Advento do ano litúrgico seguinte. A Solenidade de Jesus Cristo, Rei do Universo, corresponde ao último domingo do ano litúrgico, mas não, como visto, ao último dia do ano litúrgico. 

Os três primeiros evangelhos, ditos sinóticos, são proclamados nesses três anos: o de São Mateus no ano A; o de São Marcos no ano B; e o de São Lucas no ano C.

E a pergunta: onde fica o evangelho de São João? O evangelho de São João funciona como um “curinga”, mas ele é proclamado sobretudo durante a Quaresma e o tempo pascal.

Estamos no ano B, que começou no 1º Domingo do Advento, em 27 novembro 2011, e terminará no sábado da 34ª semana do Tempo Comum (sábado seguinte ao Domingo da Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo), em 1º de dezembro de 2012, com as primeiras Vésperas do Primeiro Domingo do Advento do Ano C. 

O evangelista do ano B é São Marcos.


SEGUNDA CHAMADA – EVANGELISTA MARCOS OU JOÃO MARCOS. 

Marcos ou João Marcos era um discípulo que vivia em Jerusalém. Era primo de Barnabé, a quem auxiliou no apostolado.

Auxiliou também a São Paulo, a quem deu assistência quando esteve preso em Roma. 

Ajudou a São Pedro, de quem foi intérprete, e redigiu em Roma o ensinamento oral dele. 

A Marcos é atribuído o segundo Evangelho e, conforme o entender de críticos modernos, o chamado Evangelho segundo São Marcos foi escrito lá pelo fim da vida de São Pedro ou pouco depois de sua morte; portanto, por volta dos anos 60/70 d.C. E dirigido aos cristãos de Roma.



TERCEIRA CHAMADA – O EVANGELHO SEGUNDO MARCOS.

Evangelho quer dizer Boa Nova. 

Os três primeiros evangelhos são chamados sinóticos, quer dizer que, colocados lado a lado, em colunas paralelas, apresentam inúmeras semelhanças e podem ser abarcados “com um só olhar”. 

O Evangelho de Marcos é sinótico. É o mais antigo dos evangelhos canônicos (escritos aceitos como provindos do ensinamento e da autoridade dos apóstolos). Foi escrito em grego mais primitivo, considerado a versão escrita da catequese oral do apóstolo Pedro em Roma e destinado aos cristãos romanos (lembre-se que o povo de Roma falava à época a língua grega; a eucaristia era celebrada nessa língua). É o evangelho que tem menos idéias preconcebidas e é menos sistemático na sua construção. O estilo é seco, “mas impulsivo e de uma vivacidade popular cheia de encanto” (Bíblia de Jerusalém). 

O Evangelho de Marcos é considerado a base de elaboração dos evangelhos de Mateus e Lucas. Proclamar Marcos é reviver as palavras de Jesus na catequese de Pedro. Ler Marcos é apreender, na fonte ainda que sem refinamentos, os primeiros e profundos passos da “carreira dolorosa de Jesus que ele compreende e nos expõe à luz da fé, definitivamente robustecida pelo triunfo da Páscoa” (Bíblia de Jerusalém).


QUARTA CHAMADA – TESE ESSENCIAL DO EVANGELHO SEGUNDO MARCOS.

O Evangelho segundo Marcos insiste em explorar o tema a que se deu o nome de “segredo messiânico”, e o faz por gosto. Marcos não inventou o “segredo messiânico”, que corresponde a um posicionamento histórico de Jesus de Nazaré em ocultar das lideranças da época sua qualificação. 

Jesus não atribuiu a si o título de Messias. Preferiu título “mais humilde e misterioso”: o de “Filho do Homem” (Mc 2,10). Quando menos, proibia a divulgação de sua identificação, ou melhor, de quem ele realmente era, como se verá, em duas das muitas passagens a respeito. “Quem dizem os homens que eu sou?” (Mc 8,27). Essa pergunta feita por Jesus a seus discípulos a caminho dos povoados de Cesaréia de Felipe ressoa até hoje aos nossos ouvidos. A pergunta e a resposta de Pedro a igual questionamento guardam atualidade sem paralelo. Pedro respondeu: “Tu és o Cristo” (Mc 8,29). Jesus, porém, “proibiu-os severamente de falar a alguém a seu respeito” (Mc 8,29). Em outra passagem diz o Evangelho: “E ele curou muitos doentes de diversas enfermidades e expulsou muitos demônios. Não consentia, porém, que os demônios falassem, pois eles sabiam quem era ele.” (Mc 1, 34). 

Com essas explanações, estimula-se a leitura do Evangelho segundo Marcos e deve-se considerar que Jesus de Nazaré tinha motivos históricos para fazer segredo da sua qualificação messiânica ou crística, porque “vulgarmente se fazia do Messias uma idéia nacionalista e guerreira, muito diferente daquela que Jesus queria encarnar, ele precisava usar de muita prudência, pelo menos nas terras de Israel” (Bíblia de Jerusalém).


Leia mais:

Diretório da Liturgia - 2012

Tiempos Litúrgicos (em espanhol)

Ciclo litúrgico (espanhol)

Gráfico Año Litúrgico (espanhol)


Fonte da primeira imagem:
http://paroquiasantoagostinhorj.com.br/ano-liturgico


Fonte da segunda imagem:
http://www.cademeusanto.com.br/sao_marcos.htm

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Primeira Audiência Geral de Bento XVI em 2012



A primeira Audiência Geral de 2012 foi realizada pelo Papa Bento XVI no dia 4 de janeiro, quarta-feira, na Sala de Audiências Paulo VI, no Vaticano. Em outras palavras, foi o primeiro encontro público do Papa com os fiéis que compareceram para a Audiência Geral da Quarta-Feira, no dia 4 de janeiro de 2012.

O tema da alocução - O Natal do Senhor: Mistério de alegria e de luz -, cujo texto em português, bem como o vídeo da audiência podem ser conferidos aqui.


Fonte imagem:
http://www.radiovaticana.org/bra/Articolo.asp?c=551790

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Início do Tempo Comum - 1ª e 2ª fases



O atual Ano Litúrgico da Igreja é o Ano B - São Marcos.

Tempus per annum (tempo durante o ano, tempo ao longo do ano), chamado Tempo Comum-TC, ou Tempo Ordinário, tem duas fases. 

A primeira fase inicia-se depois da festa do Batismo do Senhor. Portanto, a primeira fase do Tempo Comum começa no dia 9 de janeiro de 2012, segunda-feira, e prossegue até a terça-feira inclusive que antecede a Quarta-Feira de Cinzas (quando se inicia o Tempo da Quaresma).

No Brasil, em razão da celebração da Epifania ser celebrada no domingo (dia 8 de janeiro), a festa do Batismo do Senhor celebra-se na segunda-feira imediatamente seguinte àquele domingo. Portanto, para a Igreja no Brasil a primeira fase do Tempo Comum começa no dia 10 de janeiro de 2012, terça-feira, e prossegue até a terça-feira inclusive que antecede a Quarta-Feira de Cinzas (quando se inicia o Tempo da Quaresma).

Por conseguinte, a primeira fase do Tempo Comum que começa no dia 9 de janeiro de 2012, segunda-feira (no Brasil, começa no dia 10 de janeiro de 2012, terça-feira) vai até o dia 21 de abril de 2012, terça-feira, inclusive (7ª semana do TC).

A segunda fase do Tempo Comum, que é uma continuação do TC, recomeça na segunda-feira imediatamente seguinte ao Domingo de Pentecostes. Como o Domingo de Pentecostes será no dia 27 de maio de 2012, a segunda-fase do Tempo Comum recomeça no dia 28 de maio de 2012, segunda-feira (8ª Semana do TC) e vai até o dia 1º de dezembro de 2012, sábado (34ª Semana do TC). A celebração do 1º Domingo do Advento (2 de dezembro de 2012) começa com as vésperas do mencionado sábado (vésperas do dia precedente), que marca o inicio do novo Ano Litúrgico - Ano C - São Lucas. 

O Tempo Comum é importante. Primeiramente porque sem ele não haveria os tempos chamados fortes - Quaresma e Advento. Segundo, porque é um tempo de ação. É o tempo em que Jesus começou publicamente seu trabalho de anúncio do Reino de Deus.


Fonte da imagem:
http://padrelucimar.com/23%C2%BA-domingo-do-tempo-comum-portesp/

domingo, 8 de janeiro de 2012

Missa do Batismo do Senhor - Bento XVI



Papa Bento XVI celebrou domingo (8/1) a Missa da festa do Batismo do Senhor, na Capela Sistina, ainda dentro do Tempo do Natal.

Para a Igreja, a festa do Batismo do Senhor é a última celebração do Tempo do Natal.

No Brasil, a celebração da festa do Batismo do Senhor será na segunda-feira (9/1), visto que a solenidade da Epifania (Reis Magos) foi realizada hoje, domingo, por razões que já expusemos em post anterior.

Na Missa de hoje, Bento XVI administrou o sacramento do Batismo a 16 crianças.

Em sua homilia, o Papa retomou o tema educação. Diz Bento XVI: "educar é tarefa exigente, difícil, árdua para as nossas capacidades; mas torna-se uma missão maravilhosa, se cumprida em colaboração com Deus, o primeiro e verdadeiro educador" (Rádio Vaticano).

Por falar em educar, entre nós, foi defensor da educação na sua dimensão maior (mais do que ministrar conhecimentos) o grande homem público Ruy Barbosa (1849-1923). Para ele, a educação é "a primeira condição para a liberdade". Nas palavras de Rui: "Educar a opinião é, conseguintemente, a primeira condição para a liberdade, para a prosperidade, para a grandeza moral e material de qualquer povo" (Obras Completas, vol. I - 1865-1871, tomo I, Primeiros Trabalhos, Ministério da Educação e Saúde, Rio de Janeiro, 1951, pág. 22).

Educar a opinião tem um sentido político. E o próprio Rui esclarecera antes, na mesma página: "O modo de ação que o povo tem sobre os poderes do estado é a opinião [...]"

Por enquanto a homilia papal está disponibilizada somente em italiano. O texto e o vídeo da Celebração do Batismo do Senhor (8 de janeiro de 2012) podem ser conferidos aqui.


Fonte da imagem: 
http://www.radiovaticana.org/bra/Articolo.asp?c=552858

sábado, 7 de janeiro de 2012

Missa da Epifania - Bento XVI



Ainda no contexto do Tempo do Natal, o Papa Bento XVI presidiu na sexta-feira, dia 6 de janeiro, a celebração da Missa da solenidade da Epifania do Senhor, em que Deus revela seu Filho às nações.

No Brasil, por não ser dia de preceito, a solenidade da Epifania é celebrada no domingo, entre 2 e 8 de janeiro, conforme determinação da CNBB. Neste ano de 2012, a celebração da Epifania será amanhã, dia 8/1 (domingo), começando com as vésperas do dia precedente.

O Evangelho da solenidade (Mt 2, 1-12), relata que alguns magos do Oriente vieram adorar o rei dos judeus que acabara de nascer. Neles, Jesus se manifesta a todos povos. A Luz veio para todos. 

Voltando à celebração papal, Bento XVI conferiu durante a Missa a Ordenação Episcopal a dois sacerdotes. E o Papa faz um paralelo entre os Magos do Oriente que vão à frente e inauguram o caminho dos povos para Cristo e a missão dos Bispos.

"A Epifania é uma festa da luz" - assim começa a homilia de Bento XVI. 

Adiante continua: "Sim, veio ao mundo Aquele que é a Luz verdadeira, Aquele que faz com que os homens sejam luz. Dá-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus (cf. Jo 1, 9.12). Para a liturgia, o caminho dos Magos do Oriente é só o início de uma grande procissão que continua ao longo da história inteira. Com estes homens, tem início a peregrinação da humanidade rumo a Jesus Cristo: rumo àquele Deus que nasceu num estábulo, que morreu na cruz e, Ressuscitado, permanece conosco todos os dias até ao fim do mundo (cf. Mt. 28, 20)."

A homilia fornece alguns contornos para a compreensão do que sejam os Magos do Oriente, fazendo o próprio Papa esta pergunta: "Que tipo de homens eram os Magos?"

A resposta a essa pergunta, bem como a comparação entre os Magos do Oriente e a missão dos Bispos e muito mais você encontrará na homilia proferida por Bento XVI na Missa da solenidade da Epifania do Senhor celebrada no dia 6 de janeiro de 2012, na Basílica de São Pedro.

Homília em português e vídeo podem ser conferidos aqui.


Fonte da imagem:
http://es.wikipedia.org/wiki/Giotto

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Deus está me esculpindo - Padre Zezinho



O padre José Fernandes de Oliveira - mais conhecido como padre Zezinho - brinda-nos com mais uma atraente e instrutiva mensagem, veiculada pela Paulinas Online.

"Deus está me esculpindo" reflete o perfil inacabado do homem e da mulher, criados à imagem e semelhança do Deus que continua moldando-os.

Deus é o oleiro por excelência. E o barro, para chegar a ser uma obra acabada, necessita ser dócil em suas mãos.

Vale conferir. Boa e proveitosa leitura!


Fonte da imagem:
http://crismaperpetuosocorro.wordpress.com/2011/04/02/a-catequese-da-criacao/

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Homilia de Bento XVI no primeiro dia de 2012



No primeiro dia do ano civil - 2012 -, a Igreja celebrou a solenidade da Santa Mãe de Deus, cujas Vésperas o Papa presidiu-as no último dia de 2011, no contexto do tempo natalino que se estende até o dia 9 de janeiro, festa do Batismo do Senhor.

Mais uma vez a atenção se volta para a homilia de Bento XVI proferida na celebração, cujo texto, em português, e vídeo podem  ser conferidos aqui. O Papa volta a focalizar a educação dos jovens.

Há de ser notado que o Papa Bento XVI vem insistindo numa educação que deve primariamente começar no lar, pelos pais, já na tenra idade dos filhos e, depois, na juventude.

Educar na fé, nos valores cristãos, desde tenra idade, educar os jovens para a justiça e a paz.

Inspirado na primeira leitura do dia (Nm 6, 22-27), Bento XVI assim se expressa: "Queridos amigos, a paz, em seu sentido mais amplo e elevado, é a soma e a síntese de todas as bênçãos."

O Papa desposita a esperança da construção de um futuro de paz (a soma e a síntese de todas as bençãos) na educação dos jovens. E essa educação - algo mais que a instrução -, começa hoje, iniciando pela família.

E, para alcançar semelhante educação, se posso dizer de formação integral do ser humano, Bento XVI realça:

Esta educação parte da família e se desenvolve na escola e demais experiências educacionais. Basicamente, trata-se de ajudar as crianças, os jovens e os adolescentes a desenvolverem uma personalidade que combine um profundo senso de justiça com o respeito pelo outro, com a capacidade de lidar com os conflitos sem arrogância, com a força interior para dar testemunho do bem, mesmo quando isso custa sacrifício, com o perdão e a reconciliação. Dessa forma, poderão tornar-se homens e mulheres realmente pacíficos e construtores da paz.


Leia mais:

Rezar se aprende em casa - Bento XVI

Ano Novo 2012 - Mensagem de Bento XVI

Vésperas e "Te Deum" no encerramento do ano 2011 por Bento XVI


Fonte da imagem:
http://www.radiovaticana.org/bra/Articolo.asp?c=551105

domingo, 1 de janeiro de 2012

Vésperas e "Te Deum" no encerramento de 2011 por Bento XVI



O Papa Bento XVI presidiu no dia 31 de dezembro de 2011, na Basílica Vaticana, a celebração das Primeiras Vésperas da solenidade de Santa Maria, mãe de Deus, e a recitação do "Te Deum".

Chamou-me a atenção a reiterada ênfase que o Papa vem dando à formação dos filhos pelos pais: "Os pais são os primeiros educadores na fé dos seus filhos desde a mais tenra idade; por isso, é necessário apoiar as famílias na sua missão educativa, por meio de iniciativas adequadas."

A homilia em português, assim como o vídeo da celebração, podem ser conferidos aqui.

Pelo canto do "Te Deum" o Papa agradece a Deus, no encerramento do ano de 2011. Esse tradicional canto, com que a Igreja, ao final do ano, dá graças a Deus, pode, cantado em português na voz do Padre João Carlos, ser conferido no vídeo abaixo.




Leia mais:



Fonte da imagem: 
http://www.radiovaticana.org/bra/Articolo.asp?c=550938

Mensagem de Ano Novo do Padre Zezinho



Mensagem não fantasiosa, mas construtiva e com o pé na realidade, o Padre Zezinho fala sobre o Ano de 2012, que hoje iniciamos.

É você que, com espiritualidade, faz o ano ser feliz para você mesmo e para os outros.

Desejando bom proveito, veja abaixo o vídeo.


 
Fonte da imagem:
http://1000ave-marias.blogspot.com/2010/08/por-uma-igreja-que-pensa-pe-zezinho-scj.html

sábado, 31 de dezembro de 2011

Ano Novo 2012 - Mensagem de Bento XVI



O Papa Bento XVI dirige a sua mensagem para a celebração do XLV Dia Mundial da Paz, em 1º de janeiro de 2012. A Mensagem do Papa gira em torno de justiça e paz, educação e jovens. O binômio educação e jovens passa necessariamente pela família. É, nesse sentido, que o Papa frisa: "Queria, pois, revestir a Mensagem para o XLV Dia Mundial da  Paz duma perspectiva educativa: "Educar os jovens para a justiça e a paz", convencido de que eles podem, com o seu entusiasmo e idealismo, oferecer uma nova esperança ao mundo."

A importância da presença dos pais na formação dos filhos é destacada por Bento XVI: "Vivemos num mundo em que a família e até a própria vida se vêem constantemente ameaçadas e, não raro, destroçadas. Condições de trabalho frequentemente pouco compatíveis com as responsabilidades familiares,  preocupações com o futuro, ritmos frenéticos de vida, emigração à procura dum adequado sustentamento se não mesmo da pura sobrevivência, acabam por tornar difícil a possibilidade de assegurar aos filhos um dos bens mais preciosos: a presença dos pais; uma presença, que permita compartilhar de forma cada vez mais profunda o caminho  para se poder transmitir a experiência e as certezas adquiridas com os anos - o que só se torna viável com o tempo passado juntos. Queria aqui dizer aos pais para não desanimarem! Com o exemplo da sua vida, induzam os filhos a colocar a esperança antes de tudo em Deus, o único de quem surgem justiça e paz autênticas."

Essa e outras passagens da Mensagem do Papa Bento XVI podem, em português, ser lidas aqui.


Feliz e próspero 2012!


Leia mais:

Rezar se aprende em casa - Bento XVI

Pai, figura importante na educação dos filhos


Fonte da imagem:
http://bbel.uol.com.br/filhos/post/criando-uma-crianca-feliz.aspx

Como anunciar hoje o Evangelho?



No encontro do Papa Bento XVI com os membros da Cúria Romana para troca de felicitações de Natal, o Pontífice fez um retrospecto do ano que está a findar, com menção à atual crise econômica da Europa, às viagens pastorais e eventos eclesiais, bem como, em particular, à evangelização no presente e no futuro.

No enfoque quanto à evangelização, as palavras do Papa: "Com efeito, a grande temática tanto deste ano como dos anos futuros gira à volta disto: Como anunciar hoje o Evangelho? Como pode a fé, enquanto força viva e vital, tornar-se realidade hoje? Os acontecimentos eclesiais deste ano que está a terminar referiam-se todos, em última análise, a este tema."

Esta e outras passagens da íntegra do discurso do Papa Bento XVI podem, em português, ser lidas aqui.

E proveitosa leitura!


Fonte da imagem:
http://www.radiovaticana.org/bra/Articolo.asp?c=548508