segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Início do Tempo Comum - 1ª e 2ª fases



O atual Ano Litúrgico da Igreja é o Ano B - São Marcos.

Tempus per annum (tempo durante o ano, tempo ao longo do ano), chamado Tempo Comum-TC, ou Tempo Ordinário, tem duas fases. 

A primeira fase inicia-se depois da festa do Batismo do Senhor. Portanto, a primeira fase do Tempo Comum começa no dia 9 de janeiro de 2012, segunda-feira, e prossegue até a terça-feira inclusive que antecede a Quarta-Feira de Cinzas (quando se inicia o Tempo da Quaresma).

No Brasil, em razão da celebração da Epifania ser celebrada no domingo (dia 8 de janeiro), a festa do Batismo do Senhor celebra-se na segunda-feira imediatamente seguinte àquele domingo. Portanto, para a Igreja no Brasil a primeira fase do Tempo Comum começa no dia 10 de janeiro de 2012, terça-feira, e prossegue até a terça-feira inclusive que antecede a Quarta-Feira de Cinzas (quando se inicia o Tempo da Quaresma).

Por conseguinte, a primeira fase do Tempo Comum que começa no dia 9 de janeiro de 2012, segunda-feira (no Brasil, começa no dia 10 de janeiro de 2012, terça-feira) vai até o dia 21 de abril de 2012, terça-feira, inclusive (7ª semana do TC).

A segunda fase do Tempo Comum, que é uma continuação do TC, recomeça na segunda-feira imediatamente seguinte ao Domingo de Pentecostes. Como o Domingo de Pentecostes será no dia 27 de maio de 2012, a segunda-fase do Tempo Comum recomeça no dia 28 de maio de 2012, segunda-feira (8ª Semana do TC) e vai até o dia 1º de dezembro de 2012, sábado (34ª Semana do TC). A celebração do 1º Domingo do Advento (2 de dezembro de 2012) começa com as vésperas do mencionado sábado (vésperas do dia precedente), que marca o inicio do novo Ano Litúrgico - Ano C - São Lucas. 

O Tempo Comum é importante. Primeiramente porque sem ele não haveria os tempos chamados fortes - Quaresma e Advento. Segundo, porque é um tempo de ação. É o tempo em que Jesus começou publicamente seu trabalho de anúncio do Reino de Deus.


Fonte da imagem:
http://padrelucimar.com/23%C2%BA-domingo-do-tempo-comum-portesp/

domingo, 8 de janeiro de 2012

Missa do Batismo do Senhor - Bento XVI



Papa Bento XVI celebrou domingo (8/1) a Missa da festa do Batismo do Senhor, na Capela Sistina, ainda dentro do Tempo do Natal.

Para a Igreja, a festa do Batismo do Senhor é a última celebração do Tempo do Natal.

No Brasil, a celebração da festa do Batismo do Senhor será na segunda-feira (9/1), visto que a solenidade da Epifania (Reis Magos) foi realizada hoje, domingo, por razões que já expusemos em post anterior.

Na Missa de hoje, Bento XVI administrou o sacramento do Batismo a 16 crianças.

Em sua homilia, o Papa retomou o tema educação. Diz Bento XVI: "educar é tarefa exigente, difícil, árdua para as nossas capacidades; mas torna-se uma missão maravilhosa, se cumprida em colaboração com Deus, o primeiro e verdadeiro educador" (Rádio Vaticano).

Por falar em educar, entre nós, foi defensor da educação na sua dimensão maior (mais do que ministrar conhecimentos) o grande homem público Ruy Barbosa (1849-1923). Para ele, a educação é "a primeira condição para a liberdade". Nas palavras de Rui: "Educar a opinião é, conseguintemente, a primeira condição para a liberdade, para a prosperidade, para a grandeza moral e material de qualquer povo" (Obras Completas, vol. I - 1865-1871, tomo I, Primeiros Trabalhos, Ministério da Educação e Saúde, Rio de Janeiro, 1951, pág. 22).

Educar a opinião tem um sentido político. E o próprio Rui esclarecera antes, na mesma página: "O modo de ação que o povo tem sobre os poderes do estado é a opinião [...]"

Por enquanto a homilia papal está disponibilizada somente em italiano. O texto e o vídeo da Celebração do Batismo do Senhor (8 de janeiro de 2012) podem ser conferidos aqui.


Fonte da imagem: 
http://www.radiovaticana.org/bra/Articolo.asp?c=552858

sábado, 7 de janeiro de 2012

Missa da Epifania - Bento XVI



Ainda no contexto do Tempo do Natal, o Papa Bento XVI presidiu na sexta-feira, dia 6 de janeiro, a celebração da Missa da solenidade da Epifania do Senhor, em que Deus revela seu Filho às nações.

No Brasil, por não ser dia de preceito, a solenidade da Epifania é celebrada no domingo, entre 2 e 8 de janeiro, conforme determinação da CNBB. Neste ano de 2012, a celebração da Epifania será amanhã, dia 8/1 (domingo), começando com as vésperas do dia precedente.

O Evangelho da solenidade (Mt 2, 1-12), relata que alguns magos do Oriente vieram adorar o rei dos judeus que acabara de nascer. Neles, Jesus se manifesta a todos povos. A Luz veio para todos. 

Voltando à celebração papal, Bento XVI conferiu durante a Missa a Ordenação Episcopal a dois sacerdotes. E o Papa faz um paralelo entre os Magos do Oriente que vão à frente e inauguram o caminho dos povos para Cristo e a missão dos Bispos.

"A Epifania é uma festa da luz" - assim começa a homilia de Bento XVI. 

Adiante continua: "Sim, veio ao mundo Aquele que é a Luz verdadeira, Aquele que faz com que os homens sejam luz. Dá-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus (cf. Jo 1, 9.12). Para a liturgia, o caminho dos Magos do Oriente é só o início de uma grande procissão que continua ao longo da história inteira. Com estes homens, tem início a peregrinação da humanidade rumo a Jesus Cristo: rumo àquele Deus que nasceu num estábulo, que morreu na cruz e, Ressuscitado, permanece conosco todos os dias até ao fim do mundo (cf. Mt. 28, 20)."

A homilia fornece alguns contornos para a compreensão do que sejam os Magos do Oriente, fazendo o próprio Papa esta pergunta: "Que tipo de homens eram os Magos?"

A resposta a essa pergunta, bem como a comparação entre os Magos do Oriente e a missão dos Bispos e muito mais você encontrará na homilia proferida por Bento XVI na Missa da solenidade da Epifania do Senhor celebrada no dia 6 de janeiro de 2012, na Basílica de São Pedro.

Homília em português e vídeo podem ser conferidos aqui.


Fonte da imagem:
http://es.wikipedia.org/wiki/Giotto

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Deus está me esculpindo - Padre Zezinho



O padre José Fernandes de Oliveira - mais conhecido como padre Zezinho - brinda-nos com mais uma atraente e instrutiva mensagem, veiculada pela Paulinas Online.

"Deus está me esculpindo" reflete o perfil inacabado do homem e da mulher, criados à imagem e semelhança do Deus que continua moldando-os.

Deus é o oleiro por excelência. E o barro, para chegar a ser uma obra acabada, necessita ser dócil em suas mãos.

Vale conferir. Boa e proveitosa leitura!


Fonte da imagem:
http://crismaperpetuosocorro.wordpress.com/2011/04/02/a-catequese-da-criacao/

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Homilia de Bento XVI no primeiro dia de 2012



No primeiro dia do ano civil - 2012 -, a Igreja celebrou a solenidade da Santa Mãe de Deus, cujas Vésperas o Papa presidiu-as no último dia de 2011, no contexto do tempo natalino que se estende até o dia 9 de janeiro, festa do Batismo do Senhor.

Mais uma vez a atenção se volta para a homilia de Bento XVI proferida na celebração, cujo texto, em português, e vídeo podem  ser conferidos aqui. O Papa volta a focalizar a educação dos jovens.

Há de ser notado que o Papa Bento XVI vem insistindo numa educação que deve primariamente começar no lar, pelos pais, já na tenra idade dos filhos e, depois, na juventude.

Educar na fé, nos valores cristãos, desde tenra idade, educar os jovens para a justiça e a paz.

Inspirado na primeira leitura do dia (Nm 6, 22-27), Bento XVI assim se expressa: "Queridos amigos, a paz, em seu sentido mais amplo e elevado, é a soma e a síntese de todas as bênçãos."

O Papa desposita a esperança da construção de um futuro de paz (a soma e a síntese de todas as bençãos) na educação dos jovens. E essa educação - algo mais que a instrução -, começa hoje, iniciando pela família.

E, para alcançar semelhante educação, se posso dizer de formação integral do ser humano, Bento XVI realça:

Esta educação parte da família e se desenvolve na escola e demais experiências educacionais. Basicamente, trata-se de ajudar as crianças, os jovens e os adolescentes a desenvolverem uma personalidade que combine um profundo senso de justiça com o respeito pelo outro, com a capacidade de lidar com os conflitos sem arrogância, com a força interior para dar testemunho do bem, mesmo quando isso custa sacrifício, com o perdão e a reconciliação. Dessa forma, poderão tornar-se homens e mulheres realmente pacíficos e construtores da paz.


Leia mais:

Rezar se aprende em casa - Bento XVI

Ano Novo 2012 - Mensagem de Bento XVI

Vésperas e "Te Deum" no encerramento do ano 2011 por Bento XVI


Fonte da imagem:
http://www.radiovaticana.org/bra/Articolo.asp?c=551105

domingo, 1 de janeiro de 2012

Vésperas e "Te Deum" no encerramento de 2011 por Bento XVI



O Papa Bento XVI presidiu no dia 31 de dezembro de 2011, na Basílica Vaticana, a celebração das Primeiras Vésperas da solenidade de Santa Maria, mãe de Deus, e a recitação do "Te Deum".

Chamou-me a atenção a reiterada ênfase que o Papa vem dando à formação dos filhos pelos pais: "Os pais são os primeiros educadores na fé dos seus filhos desde a mais tenra idade; por isso, é necessário apoiar as famílias na sua missão educativa, por meio de iniciativas adequadas."

A homilia em português, assim como o vídeo da celebração, podem ser conferidos aqui.

Pelo canto do "Te Deum" o Papa agradece a Deus, no encerramento do ano de 2011. Esse tradicional canto, com que a Igreja, ao final do ano, dá graças a Deus, pode, cantado em português na voz do Padre João Carlos, ser conferido no vídeo abaixo.




Leia mais:



Fonte da imagem: 
http://www.radiovaticana.org/bra/Articolo.asp?c=550938

Mensagem de Ano Novo do Padre Zezinho



Mensagem não fantasiosa, mas construtiva e com o pé na realidade, o Padre Zezinho fala sobre o Ano de 2012, que hoje iniciamos.

É você que, com espiritualidade, faz o ano ser feliz para você mesmo e para os outros.

Desejando bom proveito, veja abaixo o vídeo.


 
Fonte da imagem:
http://1000ave-marias.blogspot.com/2010/08/por-uma-igreja-que-pensa-pe-zezinho-scj.html

sábado, 31 de dezembro de 2011

Ano Novo 2012 - Mensagem de Bento XVI



O Papa Bento XVI dirige a sua mensagem para a celebração do XLV Dia Mundial da Paz, em 1º de janeiro de 2012. A Mensagem do Papa gira em torno de justiça e paz, educação e jovens. O binômio educação e jovens passa necessariamente pela família. É, nesse sentido, que o Papa frisa: "Queria, pois, revestir a Mensagem para o XLV Dia Mundial da  Paz duma perspectiva educativa: "Educar os jovens para a justiça e a paz", convencido de que eles podem, com o seu entusiasmo e idealismo, oferecer uma nova esperança ao mundo."

A importância da presença dos pais na formação dos filhos é destacada por Bento XVI: "Vivemos num mundo em que a família e até a própria vida se vêem constantemente ameaçadas e, não raro, destroçadas. Condições de trabalho frequentemente pouco compatíveis com as responsabilidades familiares,  preocupações com o futuro, ritmos frenéticos de vida, emigração à procura dum adequado sustentamento se não mesmo da pura sobrevivência, acabam por tornar difícil a possibilidade de assegurar aos filhos um dos bens mais preciosos: a presença dos pais; uma presença, que permita compartilhar de forma cada vez mais profunda o caminho  para se poder transmitir a experiência e as certezas adquiridas com os anos - o que só se torna viável com o tempo passado juntos. Queria aqui dizer aos pais para não desanimarem! Com o exemplo da sua vida, induzam os filhos a colocar a esperança antes de tudo em Deus, o único de quem surgem justiça e paz autênticas."

Essa e outras passagens da Mensagem do Papa Bento XVI podem, em português, ser lidas aqui.


Feliz e próspero 2012!


Leia mais:

Rezar se aprende em casa - Bento XVI

Pai, figura importante na educação dos filhos


Fonte da imagem:
http://bbel.uol.com.br/filhos/post/criando-uma-crianca-feliz.aspx

Como anunciar hoje o Evangelho?



No encontro do Papa Bento XVI com os membros da Cúria Romana para troca de felicitações de Natal, o Pontífice fez um retrospecto do ano que está a findar, com menção à atual crise econômica da Europa, às viagens pastorais e eventos eclesiais, bem como, em particular, à evangelização no presente e no futuro.

No enfoque quanto à evangelização, as palavras do Papa: "Com efeito, a grande temática tanto deste ano como dos anos futuros gira à volta disto: Como anunciar hoje o Evangelho? Como pode a fé, enquanto força viva e vital, tornar-se realidade hoje? Os acontecimentos eclesiais deste ano que está a terminar referiam-se todos, em última análise, a este tema."

Esta e outras passagens da íntegra do discurso do Papa Bento XVI podem, em português, ser lidas aqui.

E proveitosa leitura!


Fonte da imagem:
http://www.radiovaticana.org/bra/Articolo.asp?c=548508

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Rezar se aprende em casa - Bento XVI



A importância da presença da família na formação da criança, do adolescente é tema recorrente.

E isso pode ser visto na recente Audiência Geral de Quarta-Feira (28/12) em que o Papa Bento XVI, refletindo sobre a oração na vida da Sagrada Família de Nazaré, pede a atenção para o fato de que: 

"Se uma criança não aprende a rezar em família, este vazio será difícil de preencher depois. Possam todos descobrir, na escola de Nazaré, a beleza de rezarem juntos como família."


Fonte da imagem:
http://www.radiovaticana.org/bra/Articolo.asp?c=550086

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Retrospectiva: os caminhos de Bento XVI em 2011



Ao término do ano, é interessante ter-se um resumo dos fatos mais significativos das atividades do Papa em 2011.

Pois bem, é nesse sentido que a Rádio Vaticano divulga uma retrospectiva dos caminhos de Bento XVI em 2011, que, em português, pode ser lida ou ouvida aqui.


Leia mais:



Fonte da imagem:
http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/calendar/hf_bxvi_calendar_po.html

Virgindade de Maria - Bento XVI



Na alocução do Angelus do dia 18 de dezembro (quarto e último Domingo do Advento), cujo Evangelho do dia apresenta o anúncio do Anjo à Maria, o Papa Bento XVI se deteve sobre a importância da virgindade de Maria.

Essa importância reside no fato de ser uma iniciativa espontânea e derivada diretamente de Deus e revela Quem é o concebido - o Santo que vai nascer de você será chamado Filho de Deus (Lc 1, 35).

E o Papa continua afirmando: "Queridos amigos, a virgindade de Maria é única e irrepetível; mas o seu significado espiritual refere-se a cada cristão. Em síntese, está ligado à fé: de fato, quem confia profundamente no amor de Deus, acolhe em si Jesus, a sua vida divina, através da ação do Espírito Santo. É esse o mistério do Natal!"

E o texto oficial da alocução do Angelus de 18 de dezembro de 2011 pode ser lido aqui.


Leia mais:

Maria Virgem, por Afonso Murad


Fonte da imagem:
http://fr.wikipedia.org/wiki/Fichier:Jean_Hey_-_The_Annunciation.jpg

domingo, 25 de dezembro de 2011

Missa da Noite de Natal-2011 - Homilia de Bento XVI



O Papa Bento XVI presidiu na noite de ontem (24/12) a Missa do Natal do Senhor (Missa do Galo) na Basílica de São Pedro, no Vaticano, marcada pelo tom solene como requer a celebração litúrgica.

Como sempre, destaco a homilia do Papa. Bento XVI diz que o Natal é uma "festa que é, antes de mais nada, uma festa do coração". Mas adverte: "Tudo isto não tem nada de sentimentalismo. É precisamente na nova experiência da realidade da humanidade de Jesus que se revela o grande mistério da fé."

E o Papa continua: "Hoje, o Natal tornou-se uma festa dos negócios, cujo fulgor ofuscante esconde o mistério da humildade de Deus, que nos convida à humildade e à simplicidade. Peçamos ao Senhor que nos ajude a alongar o olhar para além das fachadas lampejantes deste tempo a fim de podermos encontrar o menino no estábulo de Belém, e, assim, descobrimos a autêntica alegria e a verdadeira luz."

Para aqueles que se escudam em falsas certeza e na soberba inteletual que os "impede de perceber a proximidade de Deus", ficam as palavras de Bento XVI: "se quisermos encontrar Deus manifestado como menino, então devenos descer do cavalo da nossa razão "iluminada"." 

O vídeo da celebração da Missa do Galo, assim como a íntegra da homilia do Papa Bento XVI, em português, podem ser conferidas aqui.


Leia mais:
 



Fonte da imagem:
http://www.radiovaticana.org/bra/Articolo.asp?c=549488

sábado, 24 de dezembro de 2011

Poemeto de Natal - Pe. Zezinho



Neste momento em que nos preparamos para celebrar solenemente o Natal, é oportuno ler algo edificante a respeito "do nascimento do filho do carpinteiro que se chamava Jesus".

Nesse sentido, pareceu-me que o Poemeto de Natal, de autoria do Pe. José Fernandes de Oliveira, ou do Padre Zezinho, é muito bom para a data - Natal - e para todos os dias  da vida do cristão.

Leia Poemeto de Natal aqui.



Feliz e santo Natal do Senhor!


Fonte da imagem:
http://pascomsantuariodematosinhos.blogspot.com/2010/12/origem-do-presepio.html

domingo, 18 de dezembro de 2011

Diretório da Liturgia - 2012


O novo Diretório da Liturgia e da organização da Igreja no Brasil 2012 - Ano B - São Marcos, além de ser encontrado na própria editora - Edições CNBB -, está à venda nas livrarias católicas.

Cuida-se de livro importante para a vida da Igreja no Brasil, desde capelas, paróquias, catedrais até pessoas comum do povo interessadas na orientação diária quanto à liturgia das horas e da própria liturgia eucarística.

A apresentação do Diretório é feita por Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM, Bispo da Prelazia de São Félix do Araguaia e Secretário Geral do CNBB.

Ano litúrgico da Igreja não é igual ao ano civil. O ano litúgico atual, chamado Ano "B", começou com o primeiro Domingo do Advento, no dia 27 de novembro de 2011, e terminará com o sábado seguinte à Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo (último Domingo do Tempo Comum), em 1º de dezembro de 2012. Nesse sentido, o ano litúrgico corrente tem todo o Tempo de Advento, Natal e parte do Tempo Natalino ainda regulado pelo Diretório da Liturgia - 2011.

O ano civil, é claro, começa no dia 1º de janeiro e termina no dia 31 de dezembro. É sempre fixo, ao passo que no ano litúrgico a data inicial e a data de término variam.

Mais coerente com o calendário litúrgico, seria melhor que o Diretório da Liturgia regulasse, por inteiro, em um só volume, o ano litúrgico desde o seu início até o seu término.


Fonte da imagem:
http://www.edicoescnbb.com.br/site/product_info.php?products_id=367&osCsid=u1aso2c16jngni4v4ls9hm7ts3 

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Fui! - Por que jovens cristãos estão abandonando a Igreja ... e repensando a fé



David Kinnaman e Aly Hawkins são autores do livro You Lost Me: Why Young Christians are Leaving the Church...and Rethinking Faith (Fui! - Por que jovens cristãos estão abandonando a Igreja ... e repensando a fé).

A matéria mereceu a atenção da Agência Zenit, em comentário feito pelo Pe. John Flynn, LC, cujo texto, em português, pode ser lido aqui.

O livro, segundo o articulista, tenta entender as razões por que muitos jovens deixam de ser frequentadores ativos na Igreja.

As colocações me pareceram atuais e pertinentes. E, por isso, tomei a iniciativa de postar a matéria.

Vale a pena conferir!


Fonte da imagem: http://www.meritocat.com.br/site/?p=4605

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Para coisa nova, nome novo



A situação homoafetiva - agora casamento civil homoafetivo - voltou à tona por conta de decisão da Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em que foi relator o Ministro Luís Felipe Salomão.

O voto do Ministro-Relator pode ser lido na página do STJ - O Tribunal da Cidadania. Acesse aqui a íntegra do voto do ministro Salomão.

Aqui, já tratamos do tema quando o Supremo Tribunal Federal reconheceu a união estável entre pessoas do mesmo sexo (união homoafetiva) como entidade familiar.

Em entrevista ao jornal O São Paulo, periódico da Arquidiocese de São Paulo, o Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo da Arquidiocese de São Paulo, fez críticas à decisão da Quarta Turma do STJ em defesa da posição da Igreja, defendeu a família e afirmou que "Para coisa nova, nome novo".

Não se deve tomar emprestado o nome casamento (e muito menos o de matrimônio) para algo novo que nenhuma identidade guarda com aquele.

A entrevista do Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer pode ser lido aqui.


Fonte da imagem:
ftp://ftp.stj.gov.br/fotos/Fotos%20do%20dia/Outubro%202011/25-10-11%20Quarta%20Turma/LAR_6930.JPG

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Padre Zezinho escreve sobre Steve Jobs



Steve Jobs está e continuará em foco. Como postamos, sua importância já foi medida pelo L'Ossevatore Romano. E mais pessoas, ligadas ou não à Igreja, continuam dele se ocupando.

Um exemplo disso é dado pelo padre José Fernandes de Oliveira, scj, popularmente conhecido como Padre Zezinho. Em sua página na internet, Padre Zezinho publica excelente artigo sobre o fundador da Apple, intitulado Ainda Steve Jobs.

Para aquilatar a relevância dele para o mundo da tecnologia (mundo das máquinas e da comunicação), basta mencionar o que o articulista diz a respeito de Steve Jobs: "Foi o Da Vinci ou o Michelangelo de nossos tempos."

O artigo do Padre Zezinho é muito bom e de estilo suave, cuja leitura recomendamos.

Por certo, se assim o é, Steve Jobs sempre terá algo a nos fascinar nesta e em futuras gerações.


Fonte da imagem: http://www.padrezezinhoscj.com/wallwp/galeria/primeira-galeria

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

História da Salvação



Em gráfico, síntese da História da Salvação:


Para ver em tamanho maior, clique aqui.


Fonte da primeira imagem:
http://www.ccub.org.br/anaacutelise-criacutetica-da-histoacuteria-biacuteblica-2009.html

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Ano da Fé




É mais um tempo forte. Como sucedeu com o Ano Paulino, afigura-me ser nesse sentido o Ano da Fé anunciado por Bento XVI, a ser comemorado no período de 11 de outubro de 2012 a 24 de novembro de 2013.

O Ano da Fé está em seguimento ao Concílio Vaticano II, que, em 11 de outubro de 2012, estará completando 50 anos da sua abertura.

O que vem a ser o Ano da Fé? À pergunta, consideremos o que conclui o próprio Papa: "Será um momento de graça e compromisso para uma plena conversão a Deus, para fortalecer a nossa fé n'Ele e a anunciá-Lo com alegria ao homem do nosso tempo."

Oficialmente, a proclamação do Ano da Fé vem com a "Carta Apostólica sob forma de motu proprio Porta Fidei do Sumo Pontífice Bento XVI com a qual se proclama o Ano da Fé", datada de 11 de outubro de 2011, cujo texto em português pode ser lido aqui.

Não é a primeira vez que se proclama Ano da Fé. O Papa Paulo VI já o fizera em 1967, cuja comemoração se encerrou no dia 30 de junho de 1968, com o Credo do Povo de Deus.

Na Carta de Proclamação do Ano da Fé, Bento XVI realça a incompletude do itinerário do homem nesta vida (n. 6, 2º parte).

Santo Agostinho, em suas Confissões (I Livro, n.1), já afirmava que "inquieto está o nosso coração, enquanto não repousa em ti [Senhor]."

Um outro aspecto, afora outros tantos, é a dimensão pública da fé. Neste aspecto da fé, o Papa afirma: "Por sua vez, o professar com a boca indica que a fé implica um testemunho e um compromisso públicos. O cristão não pode jamais pensar que o crer seja um facto privado. A fé é decidir estar com o Senhor, para viver com Ele. E este «estar com Ele» introduz na compreensão das razões pelas quais se acredita. A fé, precisamente porque é um acto da liberdade, exige também assumir a responsabilidade social daquilo que se acredita. No dia de Pentecostes, a Igreja manifesta, com toda a clareza, esta dimensão pública do crer e do anunciar sem temor a própria fé a toda a gente. É o dom do Espírito Santo que prepara para a missão e fortalece o nosso testemunho, tornando-o franco e corajoso." (n. 10)

Essas e outras mais riquezas sobre a fé podem ser lidas já na Carta Apostólica Porta da Fé.


Leia mais:




Fonte da imagem: http://www.materecclesiaedobrasil.com/2010_04_01_archive.html

domingo, 16 de outubro de 2011

História da Salvação e liturgia



Dá-se o nome de História da Salvação a um outro modo de viver a mesma história humana.

A salvação (shalôm, sôtêría, salus) diz respeito à plenitude de vida no plano pessoal e social, material e divina. Em outras palavras, se Deus criou o homem e a mulher à sua imagem e semelhança (Gn 1, 26-27), a salvação é o viver plenamente essa condição divina, usufruindo as coisas humanas saudáveis, desde a saúde e a liberdade até a paz e a serenidade de espírito.

É a história repleta da presença e de ações salvadoras de Deus, iniciando-se com a criação, e a presença e a intervenção que se tornam plenas e manifestas ao entrar na carnalidade humana (Jesus).

Criação e encarnação são faces da mesma dinâmica de Deus em se revelar à humanidade e ao mundo.

A comunicação de Deus se faz por diálogo, e ele o faz com a humanidade e com o mundo, que formam toda a criação. Da parte de Deus: o Verbo (Cristo) e o Espírito Santo; conteúdo: revelação e graça. Da parte da humanidade: o povo de Israel e a Igreja; conteúdo: liberdade e fé. Da parte do mundo: a realidade cósmica e histórica, com sua civilização, cultura, progresso; conteúdo: acontecimentos humanos e mundanos sem os quais o diálogo não assume toda a realidade criada.

Na História da Salvação há um antes e um depois de Jesus, ou seja, há um tempo de preparação, um tempo de realização (demonstração definitiva) e um tempo de cumprimento (ou de oferta à conversão de todos).

“A liturgia não celebra o Jesus histórico, mas o Cristo da fé; ou seja, não o Jesus do passado, mas o Cristo Senhor, atual, presente no meio da sua Igreja. (...). A liturgia é atualidade e não recordação. Por isso, não é teatro, mas mistério, celebração dos mistérios.” (Luís Maldonado, Como se celebra, in A Celebração na Igreja, vol 1, pág. 223).

Presentemente, estamos no último tempo da História da Salvação, o chamado tempo da Igreja ou tempo do Espírito Santo, que se expressa e se atualiza ao longo da liturgia. A liturgia é, pois, o momento atual da história da salvação, cujos sacramentos são a expressão significativa da continuidade do diálogo.


Leia mais:

Constituição Dogmática Dei Verbum sobre a Revelação Divina 

Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium sobre a Sagrada Liturgia



Fonte da imagem: http://calmeiro-matias.blogspot.com/2009/02/final-da-historia-humana-e-salvacao.html

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Leigo: uma questão terminológica?


E foi em Antioquia que os discípulos, pela primeira vez, foram chamados de “cristãos”
(At 11,26)

 O termo “leigo” está, no plano normativo, sancionado pelo Direito Canônico para denominar os membros do povo de Deus que não são ministros sagrados (Cânone 207). Parte-se do peculiar para o geral, para conceituar, por exclusão, o leigo. Não diferentemente, já o fizera o Concílio Vaticano II, na Constituição Dogmática Lumen Gentium (n. 31).

O adjetivo grego “laikós” (em latim, laicus), donde “leigo”, não é bíblico. No entanto, o substantivo “laós”, matriz daquele, é bíblico. “Laós” quer dizer povo e, na linguagem judia e cristã, designava o povo consagrado por oposição aos outros povos, ditos profanos. Por volta do ano 150 da nossa Era, São Justino empregava o termo “laós” para designar o povo da Nova Aliança.

Por sua vez, “laikós” quer dizer do povo, membro desse povo consagrado ou da Nova Aliança. Para o padre francês Yves Congar (1904-1995), grande estudioso do tema, a não distinção entre “leigos” e “clérigos” no vocabulário do Novo Testamento não permite afirmar que a Igreja apostólica era indiferenciada. 

Para o teólogo Leonardo Boff, em sua obra O Destino do Homem e do Mundo: “Enquanto membro do povo de Deus, também o papa, os bispos e os ministros presbiterais são leigos”. 

No Século I, São Clemente Romano, que foi o 4º Papa da Igreja, foi o primeiro a usar, em língua grega, o termo “leigo” por distinção a sacerdote ministerial, numa carta por ele redigida à Igreja de Deus em Corinto (n. 40, 5).

O desvio do significado de “leigo”, no decorrer da História, deve-se, no plano religioso, a tendência de as relações humanas, também aqui, se organizarem no sentido da relação senhor-escravo, fruto da degeneração do amor-serviço em forma de poder de submissão de um ao outro.

Assim como o desvio do leito de um rio não importa dizer que as suas águas não continuem a fluir maleavelmente e com as mesmas características, o mesmo sucede com o termo “leigo”. Garimpado, desvela-se a originalidade do seu significado e sua aptidão para qualificar a mulher e o homem na sua pertença ao povo de Deus. 

Transcrevo a elucidativa nota de rodapé de autoria de Dom Paulo Evaristo Arns à Carta do papa São Clemente Romano aos Coríntios (n. 40, 5), por ele traduzida do original grego: “O termo ‘leigo’, aqui empregado pela primeira vez na língua grega, já significa o homem que pertence a Deus, e não é nem sacerdote nem levita. Apesar do sentido pejorativo e anti-religioso que por vezes se lhe atribuiu na História, esta mesma noção será continuamente revalorizada, como acaba de acontecer no Concílio Vaticano II (Lumen Gentium, c. 4).” 





Fonte da imagem: http://procio.com.br/site/2011/04/leigos-%E2%80%9Cgigante-adormecido%E2%80%9D-da-igreja/

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O adeus de Steve Jobs


Muito já se escreveu e se falou sobre Steve Jobs, falecido na quarta-feira nos Estados Unidos, mas muito se há de aprender dele, como gostar do que se faz, construir laços de família, tomar o arado e não olhar para trás e muito mais.

L'Osservatore Romano, que é o jornal da Santa Sé, dedica espaço a Steve Jobs sob o título "Il talento di Mr. Apple". Uma versão em castelhano pode ser lida aqui.

L'Osservatore Romano, em tradução livre, diz que "Steve Jobs foi um dos protagonistas e dos símbolos da revolução do Vale do Silício. Revolução da informática, sem dúvida, mas também revolução de costume, de mentalidade, de cultura."

Fica aí o testemunho de um grande homem, não apenas para ser recordado, mas para, efetivamente,  servir de estímulo, quer na profissão quer, sobretudo, nos fatos da vida como um todo.



Leia mais:

O que Steve Jobs significa para mim

Steve Jobs foi surpreendente lição de vida aos estudantes de Standford


Fonte da primeira imagem: http://info.abril.com.br/noticias/mercado/steve-jobs-reaparece-em-conferencia-da-apple-31052011-17.shl

Fonte da segunda imagem: http://jornalolharbrasileiro.blogspot.com/2011/10/o-mundo-chora-morte-de-steve-jobs.html

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Espiritualidade



“Eu vivo, mas não eu: é Cristo que vive em mim” (Gl 2, 20)


Espiritualidade vem de espiritual, que, por sua vez, vem de espírito. A espiritualidade não é monopólio desta ou daquela religião. Nem é necessário ter um credo religioso.

Para os cristãos, espiritualidade, ou vida no Espírito, é viver de acordo com o Cristo: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14, 6).

Para melhor assimilar a riqueza de uma vivência na espiritualidade, é preciso vencer a concepção dualista do homem (ser humano). A concepção dualista, que deita raízes na cultura grega, e muito propagada na Idade Média pela Igreja, considera o homem como um composto de duas partes justapostas: corpo e alma.

Para nossa mentalidade ocidental, mesmo no tempo de hoje, supomos que corpo equivale a carne e que alma equivale a espírito.

As coisas, porém, não são bem assim. O termo carne, por exemplo, segundo o padre Johan Könings, SJ (Jornal de Opinião, nº 793, pág. 17), significa em hebraico “a existência humana, a humanidade”. Enquanto, em grego, significa “músculos etc., a matéria do corpo, muitas vezes em sentido depreciativo”.

O apóstolo Paulo usou o termo “carne” no sentido grego, como se lê, por exemplo, na Carta aos Gálatas 5, 19-21, e o fez influenciado por aquela cultura. Daí, o caminho para considerar o corpo como coisa inferior, pecaminosa. Nessa linha, o cristianismo medieval enalteceu o desprezo pelo corpo e por tudo o que lhe diga respeito, com reflexos na cultura atual.

A concepção dualista da pessoa humana acaba por ser perigosa para a espiritualidade. Valoriza-se o imaterial - o espírito (como algo superior do ser humano) - e despreza-se o corpo, considerado simplesmente como carne.

A recuperação do sentido hebraico do ser humano como unidade totalizante, globalizante, é necessária para a construção da espiritualidade como modo de ser da pessoa, de viver e de agir, e não apenas como estado ou momento passageiro da vida. Logo, a espiritualidade diz respeito também à corporeidade. Nesse sentido, Thomas Merton: “Ter uma vida espiritual é ter uma vida que é espiritual em toda a sua inteireza, uma vida em que as ações do corpo são santas por causa da alma, e a alma é santa por causa de Deus que habita e age nela” (Homem algum é uma ilha, Rio, Agir, 5ª ed., 1968, p. 96).

Há uma diversidade de espiritualidades cristãs, ou modelos de espiritualidade cristã, umas ligadas ao estado de vida, outras às ordens religiosas, e assim por diante.

Afinal, no concluir do teólogo Leonardo Boff, “(...) a experiência de Deus não constitui um luxo só de alguns. É a condição indispensável para toda a vida de fé. Toda religião assenta sobre uma experiência de Deus. Sem ela os dogmas são andaimes rígidos; a moral, uma couraça opressora; a ascese, um rio seco; a prática religiosa, um desfiar monótono de gestos estereotipados; a devoção, um estratagema para combater o medo; e as celebrações, uma ostentação vazia, sem a graça da vida interior.” (Experimentar Deus: a transparência de todas as coisas, Campinas, Verus Editora, 2002, p. 155).


Leia mais:

Sobre a dicotomia carne-espírito, consulte aqui.


Fonte da imagem:
http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_canal=30&cod_noticia=17986
 

domingo, 25 de setembro de 2011

Bento XVI discursa no parlamento alemão




A política deve ser um compromisso em prol da justiça e, assim, criar as condições de fundo para a paz. (Bento XVI)

O Papa Bento XVI está visitando a sua terra natal como chefe de Estado da Cidade do Vaticano. O programa pode ser lido aqui.
 
O Papa discursou dia 22, quinta-feira, no parlamento nacional da República Federativa da Alemanha, o Bundestag, em Berlim. É a primeira vez que um Papa fala no parlamento alemão.

O simbolismo é importante. É o areópago dos dias de hoje.

À semelhança de Paulo no Areópago de Atenas (At 17, 16-34), agora, na terra dos grandes filósofos e juristas, dos teólogos e da Reforma Luterana, Bento XVI desenvolveu um discurso focado, como diz o Papa, na proposição de "algumas considerações sobre os fundamentos do Estado liberal de direito", desaguando nos direitos fundamentais, aliás muitos caros aos alemães, numa visão bíblico-teológica cristã.
 
Diga-se que os direitos fundamentais foram consagrados pela Gundgesetz - Lei Fundamental da República Federal da Alemanha, fonte de inspiração para as novas constituições européias, com forte e atual influência na doutrina e na jurisprudência do direito constitucional brasileiro. Os fatos históricos da Gundgesetz podem ser lidos aqui e acolá.

Bento XVI socorre-se da passagem do Livro dos Reis, em que o jovem Salomão, sucedendo como rei seu pai Davi, pede ao Senhor Deus: "Concede ao teu servo um coração dócil, para saber administrar a justiça ao teu povo e discernir o bem do mal" (1 Rs 3, 9). Com essa matriz bíblica, o Papa inicia e encerra o discurso.

Permeia o discurso o papel do político no contexto atual, na busca de reconhecer o que é justo e injetando-o na norma legal a ser criada. Normalmente, as normas legais são aprovadas pelo critério da maioria. Porém, nas questões fundamentais de direito, que envolvem a dignidade da pessoa humana e da humanidade, o Papa toca nesse critério técnico de aprovação de lei, que, no passado, já fora mencionado pelo jurista francês Georges Ripert (1880-1959), com esta indagação: "Será a força do número quem ditou a regra e não o espírito de justiça?" O Papa afirma que "o princípio maioritário não basta". E completa: "no processo de formação do direito, cada pessoa que tem responsabilidade deve ela mesma procurar os critérios da própria orientação."

Será que uma norma legal aprovada pelo Parlamento, pelo princípio da maioria, é sempre justa?

O discurso do Papa contém uma carga jurídica e política muito grande. Estimula o homem público (político), que representa o povo, a recorrer àquela matriz bíblica de seguir o direito, corrigir a injustiça, discernir entre o bem e o mal.

É um discurso para dentro e para fora da Alemanha, à vista da grandeza e profundidade dos temas atuais tratados, a merecer maiores considerações por parte dos filósofos, juristas, políticos e teólogos.

"Servir o direito e combater o domínio da injustiça é e permanece a tarefa fundamental do político" - afirma categoricamente Bento XVI.


Fonte da imagem: http://www.dw-world.de/dw/article/0,,15410004,00.html

sábado, 17 de setembro de 2011

O leitor na Missa



Nos dias de hoje, o leitor está em cena por obra do Concílio Vaticano II (1962-1965), o evento de maior relevância na vida da Igreja, no século XX. Isso não quer dizer que o leitor estivesse desde sempre fora do cenário da Igreja. Ao contrário, nos primaveris tempos do cristianismo nascente, o leitor estava no centro da vida litúrgica - e como estava! Mas, por muitos séculos, foi colocado no limbo do esquecimento.

Típico leitor do cristianismo primitivo foi, por exemplo, Justino (século II d.C.), que legou para as gerações cristãs futuras a descrição da celebração eucarística, cuja moldura continua atual.

Modelo de leitor foi o próprio Jesus. Era sábado, Jesus estava em Nazaré. Como sempre fazia, ele entrou na sinagoga para participar da liturgia judaica. Jesus levanta-se para fazer a leitura das Escrituras, entregam-lhe o livro do profeta Isaías. Jesus abriu o livro  em Is 61, 1-2. Proclamou. Enrolou o livro e o entregou ao responsável. Sentou-se. Todos tinham o olhar fixo nele (Lc 4, 16-21).

Aí, com Jesus, estão presentes duas maneiras de comunicação: a verbal (leitura) e a não verbal (corporal). Dessa forma, ele conseguiu atrair para si as atenções, ou melhor, uma escuta muita atenta por parte da comunidade reunida ao que estava sendo anunciado.

A palavra proclamada lhe valeu a incomum atenção auditiva e visual da assembléia sinagogal,  porque sua comunicação foi plena, sem ruídos. A palavra proclamada (e por quem a proclamou) cativou a comunidade.

É requisito para o leitor a interiorização do texto a ser lido, com a captação do conteúdo da mensagem e da sua forma literária, e o treinamento em voz alta e pausada, de maneira a habilitá-lo a proclamar (do latim, pro + clamare = anunciar pública e solenemente diante de).

Feito isso, o leitor cuida da sua postura - a apresentação pessoal, o caminhar, sentar ou levantar, o escutar ou silenciar. São gestos do corpo que falam, que comunicam. Para tudo há momento, já diz o Eclesiastes (Ecl 3, 1-8).

A proclamação faz-se diretamente do livro litúrgico denominado lecionário, no ambão.

A espiritualidade do leitor se alimenta da própria Palavra e crescerá na medida em que vivenciar Jesus como paradigma (Lc 4, 16-21), Caminho, e recorrer às fontes da liturgia cristã. E também por esforçar-se em seguir as técnicas apropriadas de leitura em público.

 Na ordem de que o leitor é o primeiro a ter contato com a Palavra, ele se coloca como o primeiro destinatário, receptor da mensagem. Ao texto ele dá vida, e o anuncia sempre como novidade.

Afinal, passar de bom para excelente leitor.


Leia mais:




Fonte da imagem: http://www.nsrainha.com/interno/index.php?sid=456

domingo, 11 de setembro de 2011

Concílio Vaticano II fica e seus protagonistas se vão



Com o falecimento de Dom Clemente José Carlos Isnard, 94 anos, bispo emérito da Diocese de Nova Friburgo (RJ) e ex-vice presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB, o Concílio Ecumênico Vaticano II (1962-1965) perdeu mais de um dos seus padres conciliares, protagonistas da abertura da Igreja para o mundo e do retorno da liturgia às suas fontes.

Dom Clemente Isnard, ordenado bispo em 25 de julho de 1960, participou das sessões do Concílio Vaticano II, com acentuada atuação na área da liturgia. Sobre o papel desempenhado por Dom Clemente na liturgia da Igreja no Brasil já o tratamos aqui.

A quem queira aprofundar-se sobre o Concílio Ecumênico Vaticano II, ou mais especificamente acerca da participação dos prelados brasileiros, a tese de doutoramento do Pe. José Oscar Beozzo é, por certo, o documento indicado, de muita pesquisa e de valia histórica, com 463 páginas, sob o título "Padres conciliares brasileiros no Vaticano II: participação e prosopografia 1959-1965".


Leia mais:

Dom Clemente Isnard, por Dom Luiz Demétrio Valentini


Fonte da imagem: http://seminariodenovafriburgo.blogspot.com/p/diocese.html

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Jornada Mundial da Juventude - 2011



Capitaneada por Bento XVI, de 18 a 21 de agosto de 2011, foi realizada em Madri (Espanha) a XXVI Jornada Mundial da Juventude - JMJ 2011 Madri, cujo tema foi: "Enraizados e edificados n'Ele...firmes na fé" (cf. Cl 2,7).

Bem sabemos que a Jornada Mundial da Juventude foi idealizada pelo Papa João Paulo II, e a I Jornada Mundial da Juventude aconteceu em 1986, em Roma, cujo tema foi "Sempre dispostos a dar resposta a todo aquele que lhes pede a razão da vossa esperança" (1Pd 3,15).

Se a razão da nossa esperança devemos dá-la a quem no-la pede, é porque, enraizados e edificados em Cristo, somos firmes na fé, ou fomos tocados pela experiência de Deus em momentos de nossas vidas. Daí, vê-se a proximidade dos temas da I Jornada e da XXVI Jornada.

Há uma continuidade entre as Jornadas. Isso sugere que o espírito que norteia cada Jornada não se esgota naqueles poucos dias de concentração, mas ele passa a fazer parte da vida da/o jovem (e por que não de todos os cristãos?) a todo tempo, ou, como queiram, de uma Jornada a outra, sem descontinuidade.

Nesse sentido, o contínuo crescimento na adesão a Cristo e seu Evangelho tende ao amadurecimento da vivência amorosa da fé e à celebração, em comunidade, dos mistérios dessa mesma fé, para, por Cristo e no Espírito Santo, louvar e agradecer ao Pai. Em assim sendo, as Jornadas geram frutos. E isso é muito bom.

E, agora, Rio de Janeiro, para a JMJ 2013, que se realizará entre os dias 23 e 28 de julho de 2013, com o tema: "Ide e fazei discípulos todos os povos" (Mt 28,19).



Fonte da primeira imagem:
http://www.analisisdigital.org/2011/08/16/el-cardenal-rouco-hemos-tratado-de-preparar-la-jmj-como-una-ocasion-de-vivir-mas-a-fondo-lo-esencial-de-la-fe/


Fonte da segunda imagem:
http://paroquiasaofranciscoguara.wordpress.com/2011/08/25/o-papa-anuncia-que-a-proxima-jmj-sera-em-2013-no-rio-de-janeiro/