sexta-feira, 30 de março de 2012

A Igreja na França lança site sobre Doutrina Social



A Doutrina Social da Igreja (DSI) tem andado meio desaquecida. Uma vez ou outra vem à baila por conta da divulgação do Compêndio da doutrina social da Igreja.

É exatamente na França,  berço de grandes expositores dessa doutrina, como Padre LebretPadre Jean-Yves Calvez, que ela volta à tona, para conquistar espaços de estudo, debates e de ação construtiva.

No  momento em que a juventude é a força obreira que mais sofre com a falta de postos de trabalho no mundo (vide Relatório da OIT - Organização Internacional do Trabalho) ou de perspectivas de ascensão na vida profissional, ela sente medo e mais medos. Medo do desemprego, medo do futuro, medo de assumir compromissos duradouros. É, pois, benvinda a criação de espaço na internet para a Doutrina Social como o faz a Igreja na França.

A Doutrina Social da Igreja que venha, com força, para, quando menos - repise-se - suscitar um espaço para a crítica, o debate sobre o modelo sócio-econômico reinante.

Que o Homem seja o centro para o qual convergem a Economia e a finalidade primária do Estado.


Leia mais:

Cardeal Martino: Doctor Honoris Causa


Fonte da imagem:
http://www.discours-social-catholique.fr/

sexta-feira, 23 de março de 2012

Preparação do Tríduo Pascal



Já postamos sobre a preparação da Semana Santa, que, de forma mais abrangente, contemplou também a do Tríduo Pascal.

Pareceu-nos oportuno linkar, especificamente, para o Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor, em proveitoso trabalho divulgado pela Revista de Liturgia, sob o título Preparando o Ciclo Pascal - Tríduo, que pode ser consultado aqui.


Fonte da imagem:
http://spedeus.blogspot.com.br/2010/04/vigilia-pascal-simbolos-e-significado.html

quinta-feira, 22 de março de 2012

Dia Mundial da Água



O "Dia Mundial da Água", criado pela Organização das Nações Unidas - ONU, está sendo comemorado  hoje, dia 22 de março, quinta-feira, cuja mensagem do Secretário-Geral Ban Ki-moon pode ser lida aqui.

A Igreja no Brasil, pela Conferência Nacional dos Bispos - CNBB, deu um forte recado com a Campanha da Fraternidade 2004, cujo o tema foi Fraternidade e água e com o lema Água, fonte de vida.

O Papa Bento XVI lançou no último domingo (dia 18/3) um apelo pelo "uso responsável da água em prol das gerações futuras", conforme noticiado pela Rádio Vaticana.


Leia mais:



Fonte da imagem: 
http://www.onu.org.br/dia-mundial-da-agua-22-de-marco-de-2012/

terça-feira, 20 de março de 2012

Sem Deus não dá - Padre Zezinho



Família e juventude são sobretudo temas recorrentes nos escritos do Padre Zezinho, que é um respeitado formador, educador e evangelizador.

Pois bem, com o seu artigo Sem Deus não dá, publicado pelas Paulinas Online, o Padre Zezinho focaliza casos que envolvem o dia a dia de crianças, jovens e adultos, que, sem referência a um valor transcendental (Deus), tomam-se como normais.

A certa altura, diz o Padre Zezinho:

"O simpático homem que já casou dez vezes, a moça sorridente que já casou nove. A que diz que fez dois e faria outro aborto. A que vai ter um filho sem casar, porque não acredita no casamento. A lista que São Paulo fez no início da carta aos Romanos é pequena comparada aos desvios e pecados de hoje (Rm 1, 18-32). É Paulo dizendo que sem Deus não dá."

Isso e muito mais você pode ler aqui.


Fonte da imagem:
http://www.cmisericordia.com.br/?p=2402

sexta-feira, 16 de março de 2012

Preparação das celebrações da Semana Santa



Estamos no curso do Tempo da Quaresma, e já se avizinha a Semana Santa, com o Domingo de Ramos e o Tríduo Pascal (Quinta Feira, Sexta-Feira e Sábado Santos - Vigília Pascal).

Pareceu-me oportuno tocar num documento da Igreja que merece ser consultado para o bom aproveitamento das celebrações que se avizinham. Cuida-se da Carta Circular da "Paschalis Sollemnitatis - A Preparação e Celebração das Festas Pascais", datada de 18 de janeiro de 1988, da Congregação para o Culto Divino, cujo texto em português pode ser lido aqui.

Tudo o que se precisa saber para, de modo prático, bem conduzir os trabalhos de Semana Santa pode ser consultado em Presbíteros, mais especificamente no Pequeno Manual para a Semana Santa.

Não deixe de ler também, no mesmo site, as Rubricas para a Celebração da Semana Santa, as quais têm como fonte o Cerimonial dos Bispos.

Os links (Presbíteros) fornecem, pois, tudo o que seja necessário para preparar a liturgia da Semana Santa, com organização e espiritualidade.


Fonte da imagem:
http://www.a12.com/blog/revista/tag/semana-santa

sexta-feira, 9 de março de 2012

Reevangelizar: convicção nas verdades de fé



A reevangelização (nova envagelização) pressupõe a "convicção nas verdades da fé", como bem evidencia a Rádio Vaticano, na versão em português para Portugal:

"Sem convicção nas verdades de fé não podemos reevangelizar a humanidade, salientou o Papa na jornada de reflexão com os cardeais"

Se não se tem convicção naquilo que se ensina, pratica ou celebra, por certo que a motivação e a paixão (no sentido de apaixonar-se por Cristo e seu Evangelho) estarão ausentes.

Bento XVI nestes últimos dias fez nada menos do que duas homilias em que estavam presentes Cardeais e futuros Cardeais. Nelas, o Papa focalizou a fidelidade a Cristo e ao seu Evangelho, explicou os simbolismos etc.. Na homilia do dia 18 de fevereiro de 2012, o Papa disse especificamente aos novos Cardeais:

"No seu serviço, os novos Cardeais são chamados a permanecer fiéis a Cristo, deixando-se guiar unicamente pelo seu Evangelho."

As homilias e vídeos podem ser conferidos pela ordem, clicando: 18 de fevereiro de 2012 e 19 de fevereiro de 2012.


Leia mais:



Fonte da imagem:
http://www.pime.org.br/missaojovem/mjevanggeralarte.htm

domingo, 4 de março de 2012

Analfabetismo religioso



No passado, a falta de conhecimento da fé - bastava simples aulas de catequese para a primeira comunhão -, não pesava ou não pesava tanto quanto hoje.

Para os desafios do mundo atual, essa iniciação, não raras vezes superficial, é insuficiente.

O Papa Bento XVI tem-se preocupado com a formação dos fiéis. O Ano da Fé está nesse contexto de formação. No recente encontro com os párocos de Roma, em 23 de fevereiro, Bento XVI fez referência à falta de conhecimento da fé ("analfabetismo religioso"), cujo pronunciamento em italiano e vídeo podem ser conferidos aqui.

Terminado seu retiro quaresmal, Bento XVI fez neste Domingo (4/3) uma visita pastoral à novata Paróquia de João Batista de La Salle, em Roma, ocasião em que mais uma vez tocou no tema no "analfabetismo religioso", que é um dos maiores problemas de hoje. E o Papa enfatiza a necessidade de superar tal analfabetismo. A homilia em italiano e o vídeo podem ser conferidos aqui.


Fonte da imagem:
http://www.portadeassis.com.br/index.php/formacao/formacao-mensagens

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O sinal litúrgico das cinzas - Bento XVI



O sinais na Liturgia se repetem, e até quase que mecanicamente. Nem sempre damos conta do conteúdo, significado ou do seu simbolismo.

Pois bem, o Papa Bento XVI tem-se dedicado a explicar, ou refletir sobre os sinais litúrgicos, sempre que se lhe oferece a oportunidade apropriada para tal. Verdadeiras catequeses mistagógicas.

Quem não se lembra da recente homilia de Bento XVI na Missa concelebrada com os novos Cardeais, no dia 19 de fevereiro de 2012 (Domingo), em que o Papa discorre sobre o significado da obra, ou melhor, sobre o conjunto escultório, nascido do gênio de Bernini?
 
Na Quarta-Feira de Cinzas, dia 22/4, Bento XVI fez mais uma reflexão sobre um sinal litúrgico, agora sobre o significado das cinzas. O Papa presidiu a celebração da Missa, benção e imposição das cinzas, na Basílica de Santa Sabina, em Roma. Na homilia, Bento XVI fez uma explanação sobre o sentido simbólico das cinzas, ou mais especificamente, uma reflexão sobre o sinal litúrgico das cinzas.

Diz o Papa: "Em primeiro lugar, a cinza é um daqueles sinais materiais que levam o cosmo para dentro da Liturgia. Os sinais materiais principais são, evidentemente, os dos Sacramentos: a água, o óleo, o pão e o vinho, que se tornam verdadeira matéria sacramental, instrumento mediante o qual se comunica a graça de Cristo que nos alcança. No caso da cinza trata-se, ao invés, de um sinal não sacramental, mas, mesmo assim, ligado à oração e à santificação do Povo cristão: de fato, é prevista, antes da imposição sobre a cabeça, uma bênção específica das cinzas - que faremos daqui a pouco -, com duas fórmulas possíveis. Na primeira elas são definidas "símbolo austero"; na segunda se invoca diretamente sobre elas a bênção e se faz referência ao texto do Livro do Gênesis, que pode inclusive acompanhar o gesto da imposição "Recorda-te que és pó, e em pó te hás de tornar" (Gen 3,19)."

A atual versão da homilia, em português, foi divulgada pela Rádio Vaticana, e pode ser lida aqui.

O vídeo e o original em italiano podem ser conferidos aqui.


Fonte da imagem:
http://lusmarpazleite.blogspot.com/2010/02/quaresma-tempo-de-oracao-tempo-de.html

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Tempo da Quaresma - preparando a celebração da Páscoa



No Ano Litúrgico B - Evangelista Marcos, o Tempo da Quaresma começa no dia 22 de fevereiro de 2012, Quarta-Feira de Cinzas, e termina no dia 5 de abril de 2012, Quinta-Feira Santa, antes do início da celebração da Missa na Ceia do Senhor (Missa in Coena Domini). Com a Missa na Ceia do Senhor, na Quinta-Feira Santa (5/4), tem início o Tríduo Pascal.

As Normas Universais do Ano Litúrgico e o novo Calendário Romano Geral, aprovadas pelo Papa Paulo VI, estabelecem a delimitação do tempo quaresmal:

"O Tempo da Quaresma vai de Quarta-feira de Cinzas até a Missa na Ceia do Senhor exclusive." (n. 28).

No Tempo da Quaresma, roxa é cor litúrgica, podendo usar no Quarto Domingo (Domingo Laetare), no dia 18 de março de 2012, a cor roxa ou rósea. Também se omitem o Glória e o Aleluia.

Quarta-Feira de Cinzas é dia de jejum e abstinência.

O Diretório da Liturgia - 2012 - Ano B - São Marcos fornece as orientações litúrgicas às celebrações eucarísticas das férias e dos domingos no Tempo da Quaresma, consultando as páginas 62 a 83.

O Papa Bento XVI inspirou-se na Carta aos Hebreus para o tema da Mensagem para a Quaresma de 2012:

«Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos
ao amor e às boas obras» (
Heb 10, 24)


Leia mais:

Quaresma: a caminho do Cristo Ressuscitado


Fonte da imagem:
http://arciprestadodecarrazeda.blogspot.com/2011/03/o-tempo-da-quaresma.html

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Campanha da Fraternidade - 2012



A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB, pelo seu secretário geral Dom Leonardo Ulrich Steiner, abrirá na Quarta-Feira de Cinzas, dia 22 de fevereiro de 2012, a Campanha da Fraternidade 2012, que coincide com o início do Tempo da Quaresma do Ano B - São Marcos, ou Quaresma - 2012.

A CF-2012 tem como tema Fraternidade e Saúde Pública e como lema Que a saúde se difunda sobre a terra (cf. Eclo 38,8).

A CF-2012 focaliza assunto que diz respeito à toda sociedade brasileira, com fundamentação bíblica no Livro Eclesiástico, ou Sirácida (Ben Sira), no capítulo 38, versículo 8.

Afinal, que a saúde, o bem-estar, sejam para todos, sejam difundidos sobre a face da terra (Eclo 38,8).


Fonte da imagem:
http://www.cnbb.org.br/site/campanhas/fraternidade/8726-campanha-da-fraternidade-sobre-saude-publica-sera-aberta-na-quarta-feira-de-cinzas

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Eucaristia - a grande oração de Cristo e da Igreja



A grande oração de Cristo e da Igreja é a Eucaristia, ou a Missa.

Escassa bibliografia a respeito já me chamara a atenção, mas a página na internet Coroinhas Servidores traz uma frase, com linguagem direta, sem rodeios: "A Missa é a maior, a mais completa e a mais poderosa oração da qual dispõe o católico."

Trago o tema à tona neste blog, à vista do recente pronunciamento do Papa. A alocução de Bento XVI na Audiência Geral da Quarta-Feira, em 11 de janeiro de 2012, teve como enfoque A oração de Jesus na Última Ceia.

Bento XVI explicitando o núcleo da Última Ceia, indaga e afirma: "Então, qual é o núcleo desta Ceia? São os gestos da fracção do pão, da sua distribuição aos seus e da partilha do cálice do vinho, com as palavras que os acompanham e no contexto de oração em que se inserem: é a instituição da Eucaristia, é a grande oração de Jesus e da Igreja."

J. Castellano, que foi professor de teologia sacramentária e de espiritualidade litúrgica na Pontifícia Faculdade Teológica "Teresianum", em Roma, colaborou para o Dicionário de Liturgia, organizado por Domenico Sartore e Achille M. Triacca. Dentre os verbetes a seu cargo, escreveu sobre Oração e Liturgia. Neste verbete, J. Castellano, afirma, ao falar de momentos da igreja em oração:

"A máxima expressão da igreja em oração é a eucaristia, que tem como centro a 'prece eucarística', fonte e norma de toda manifestação da igreja orante; ela não é apenas proposta  de grandes temas teológicos inseridos na ação sacramental que torna presente o Senhor e o seu sacrifício; exprime igualmente os sentimentos mais nobres da oração cristã - ação de graças, epiclese, oblação, intercessão - suscitados pelo Espírito." 

Em suma, a Eucaristia, ou a Missa, é a oração por excelência de Cristo e sua igreja.

O texto da alocução, em português, e o vídeo da Audiência Geral do dia 11 de janeiro de 2012, Quarta-Feira, podem ser conferidos aqui.


Leia mais:






Fonte da imagem:
http://it.wikipedia.org/wiki/Pala_del_Corpus_Domini

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

O tempo na história da salvação



A história – comumente se diz – é a narração metódica dos fatos relevantes da vida da humanidade. Essa narração se particulariza, por exemplo, em história da Idade Média, história do Brasil, e assim por diante.

Há também a história que Deus faz para e com os homens. É a história da salvação. Não é uma história à parte. Ela coexiste com a história da humanidade. Andam juntas. Por isso, a história da salvação "ocorre em todo lugar onde está ocorrendo a história coletiva e individual do gênero humano", afirma o teólogo Karl Rahner, em seu Curso Fundamental da Fé (p. 179).

A história da salvação começa com a criação e vai até a parúsia, ou até a segunda vinda de Cristo. A história tem como núcleo a salvação.

Afinal, o que é salvação? À primeira vista, tem-se a impressão bastante aceita de que a salvação é alguma coisa que acontece no além-vida, fora desta nossa humanidade. Não é bem assim ou não é só isso. Julián López Martín, teólogo-liturgista, argumenta com precisão: "Se o homem foi criado por Deus à sua imagem e semelhança, a salvação consistirá em viver plenamente essa condição divina, usufruindo de todas as faculdades humanas, desde a saúde até a paz de espírito. A propriedade material e os bens da terra também se incluem aí, porque tudo foi criado por Deus como coisa boa e entregue ao homem para seu prazer e serviço" (No Espírito e na Verdade, volume I, p. 83, Editora Vozes, 1996).

O tempo é um referencial para o homem, sem o qual ele estaria sem condições para historiar, ou seja, fazer a história de si mesmo, da família, da sociedade, dos povos, das instituições, e assim por diante. 

O homem necessita, pois, do tempo para marcar os fatos, sobremodo aqueles a serem festejados ou celebrados. Por exemplo, sem o tempo como o homem estabeleceria a duração das coisas? O conceito de tempo traz certa complexidade. As culturas influenciam-no, mas o fazem carregado de riqueza conceitual. E até mesmo ao grande Santo Agostinho não esteve ausente essa dificuldade, como se lê em suas Confissões (XI,14:17): "Por conseguinte, o que é o tempo? Se ninguém me pergunta, eu sei; porém, se quero explicá-lo a quem me pergunta, então não sei".

Para a cosmologia o tempo é uma realidade da natureza pela qual se dimensiona, independentemente da ação humana, a marcação e a duração das coisas. Daí, os dias, nas alternâncias de luz e trevas, estações e anos.

O homem sentiu a necessidade de "intervir" no tempo (nisto, o homem difere dos outros seres da natureza). Por apropriação daquele, nasce o tempo sagrado. O homem passa a experimentar o "tempo dos deuses". Daí, as manifestações divinas – hierofanias. 

Esse tempo sagrado, o que não é indiferente à concepção helenística, é uma realidade que se projeta de forma circular, que retorna sempre ao ponto inicial. É um tempo recuperável, com a mesma hierofania.

Enquanto, os outros povos se detinham na concepção circular ou cíclica do tempo, o povo hebreu (judeu) crescia numa concepção diferenciada do tempo. Dada sua repercussão ao nosso tema, aproveitamos a denominação de tempo "bíblico-cristão". 

Mircea Eliade, em seu livro Mito do Eterno Retorno, afirma "... que os hebreus foram os primeiros a descobrir o significado da história como epifania de Deus, e essa concepção, como seria de esperar, acabou sendo assimilada e ampliada pelo cristianismo". 

Com o povo bíblico, há uma qualificação do tempo e da manifestação divina. O tempo se projeta de forma linear. É um tempo progressivo: o homem faz uma caminhada para frente, com a visão de um futuro melhor. Não é qualquer manifestação, mas é a manifestação de Deus – teofania. Deus vai se manifestando no curso do tempo, na história de um povo. O tempo passa a ter sentido, não é alguma coisa que o homem queira anular para ver-se livre. Ou, na feliz expressão do Papa Bento XVI na homilia das Primeiras Vésperas da Solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus e Recitação do "Te Deum", Basílica Vaticana, Sábado, 31 de Dezembro de 2011: "Desde que o Salvador desceu do Céu, o homem já não é mais escravo de um tempo que passa sem um porquê, ou que esteja marcado pela fatiga, pela tristeza, pela dor. O homem é filho de um Deus que entrou no tempo para resgatar o tempo da falta de sentido ou da negatividade, e que resgatou toda a humanidade, dando-lhe, como nova perspectiva de vida, o amor que é eterno."


Com Abraão, há o início da superação das práticas rituais com relação às de outros povos. Enquanto estes o faziam por costume, Abraão o faz por um ato de fé; fé no Deus que lhe manifesta, de forma pessoal a Abraão, em dado momento da história. É, afinal, o tempo histórico salvífico, ou tempo da salvação.

Com Jesus de Nazaré, o Cristo, a história da salvação alcança sua manifestação definitiva, ou a plena comunicação de Deus. Para o cristianismo, "o tempo litúrgico é um sinal de salvação e um modo de presença de Cristo no tempo dos homens", como afirma J. López Martín (A Celebração na Igreja, vol. 3, Dionisio Borobio [org.], p. 38). O tempo litúrgico dá continuidade à história da salvação.

O tempo litúrgico desenvolve no ano todo o mistério de Cristo, em ritmos diário, semanal e anual. O ciclo anual A (Mateus), B (Marcos) ou C (Lucas) compreende o Tríduo Pascal, o Tempo Pascal, o Tempo da Quaresma, o Tempo do Natal, o Tempo do Advento, o Tempo Comum e as Rogações e as Quatro Têmporas do Ano. Daí, o calendário litúrgico. Este é que dá, de forma orgânica, concreta visibilidade dos fatos da salvação do ano litúrgico a serem celebrados. Ou, como dizem as Normas Universais do Ano Litúrgico e Calendário Romano Geral: "A disposição das celebrações do ano litúrgico é regida pelo calendário (n. 48)". 

O Tempo Comum proporciona a celebração do mistério de Cristo de forma plena, e não de fatos, importantes, mas isolados. Sem ele não haveria a recapitulação progressiva e profunda de toda a história da salvação. E é exatamente a existência do tempo comum que assegura a dos tempos especiais, também chamados tempos fortes. O tempo comum é o mais longo do ano litúrgico, entre 33 e 34 semanas. Tem duas fases. A primeira começa no dia seguinte ao domingo do batismo de Jesus (quando termina o Tempo de Natal) e vai até terça-feira, inclusive, que antecede a Quarta-Feira de Cinzas (quando começa o Tempo da Quaresma). A segunda fase recomeça na segunda-feira após o domingo de Pentecostes (quando se encerra o Tempo Pascal) e vai até as primeiras vésperas do primeiro domingo do Advento. O tempo comum retrata a vida pública de Jesus. E o tempo em que os seguidores de Cristo põem as mãos à obra: aprofundar-se no conhecimento do mistério pascal e no pautar a vida nova pelas exigências evangélicas. Ou, como se referem as já mencionadas Normas litúrgicas tempo em que "não se celebra nenhum aspecto especial do mistério do Cristo" (n. 43).


Fonte da primeira imagem: 
http://www.bibliacatolica.com.br/img/mapas/image-13.jpg

Fonte da segunda imagem: 
http://soimagensbiblicas.blogspot.com/2009/04/ceia001.html

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Por uma Igreja que pensa - padre Zezinho



"Por uma Igreja que pensa" é o clamor de quem sabe e denuncia, ou melhor, profetiza. Profetiza no sentido de, denunciando uma realidade, apontar corretivos.

Pois bem, padre Zezinho publicou nas Paulinas Online a mensagem intitulada "Por uma Igreja que pensa", cujo texto pode ser lido aqui.


Leia mais:

Missa não é opereta - Padre  Zezinho


Fonte da imagem:
http://todos1-pantarei.blogspot.com/2010/04/arte-de-pensar.html

sábado, 28 de janeiro de 2012

Indicações Pastorais para o Ano da Fé



A Congregação para a Doutrina da Fé expediu Nota com indicações pastorais para o Ano da Fé que vem subscrita pelo Cardeal William Levada, Prefeito, e pelo Arcebispo Luis F. Ladaria, Secretário. 

A Nota é datada de 6 de janeiro de 2012, coincidentemente com a Solenidade da Epifania do Senhor, quando Deus revela o seu Filho a todas as nações.

O Papa Bento XVI já afirmara: "Nós cremos no amor de Deus - deste modo pode o cristão exprimir a opção fundamental da sua vida. Ao início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo." (Carta Encíclica Deus Caritas Est, n. 1)

A figura evangélica acima, que retrata a mulher que padecia de hemorragias e que se aproxima para tocar na franja (ou na orla) da veste de Jesus (Mt 9, 20-22), revela o encontro da mulher com uma Pessoa - Jesus. E Jesus lhe dirige palavras acalentadoras e acolhedoras: "Confiança, milha filha! A tua fé te salvou." 

"Milha filha" é expressão usada por Jesus, nas várias traduções dessa passagem do Evangelho (A Bíblia-TEB, A Bíblia de Jerusalém), que bem demonstra o novo relacionamento que se inaugura entre aquela mulher e Jesus, o Filho de Deus. E isto é muito bom, ótimo! É novo horizonte à vida, é novo sentido à vida.

É por aí que, por certo, caminhará o Ano da Fé. Que produza bons e muitos frutos.

 A Nota da Congregação para a Doutrina da Fé, em português, pode ser lida aqui.

Eis uma da indicações oferecidas pela Nota do magistério:

Em preparação para o Ano da Fé, todos os fiéis são convidados a ler e meditar atentamente a Carta apostólica Porta fidei do Santo Padre Bento XVI.


Fonte da imagem:
http://familiasalesianamoz.blogspot.com/2011_12_01_archive.html

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Padre Paulo Hourneaux de Moura



Neste comecinho de noite, tomei conhecimento do falecimento do Cônego Paulo Hourneaux de Moura, o conhecido Padre Paulo.

Meu contato com o Padre Paulo data do tempo do Seminário Diocesano São José, em São Vicente (SP), onde ele foi Diretor Espiritual.

De família tradicional de São Vicente - e isso me faz recordar do seu tio o médico Dr. Olavo Hourneaux de Moura (que foi deputado estadual) e ainda de Jaime Hourneaux de Moura, historiador -, Padre Paulo era um homem aberto ao seu tempo. Entendia e compreendia a juventude. Religião cristã é para ser vivida alegremente. Incentivador das congregações marianas - e hoje Maria o aguardou de braços abertos -, no Seminário, ele fez de muitos de nós congregados marianos, com a recepção da fita azul.

Padre Paulo foi ordenado sacerdote juntamente com o Padre Joaquim Clementino Leite, hoje Monsenhor Joaquim. A respeito da fotografia de ordenação de ambos, tu então disseste certa vez: enquanto um (Padre Paulo) olhava as alturas, outro (Padre Joaquim) olhava para baixo, num contraponto de vaidade e humildade. Nada disso, Padre Paulo, naquela imagem da ordenação de ambos, os dois olhares nos ensinavam o que é ser Padre (o sacerdócio ministerial): realidade e transcedência - o mundo dos fatos e o mundo para o qual tu, Padre Paulo, hoje entraste. Tu, Padre Paulo, entraste alegre para a tua Páscoa definitiva com Deus e em Deus.

Padre Paulo, recordo-me de tua passagem pela casa do sítio da minha família, e, ao caminhar já deixando para trás a casa, respiraste forte ao ar livre, e disseste: aqui se respira ar puro.

Com saudades, na alegria do Cristo Ressuscitado.

Por fim, de Padre Paulo - "É Natal" - veja vídeo abaixo, lançado no último Natal (2011).



Leia mais:

Nota de falecimento - Pe. Paulo Hornneaux de Moura

Prefeito Tercio Garcia decreta luto de três dias pelo falecimento do Padre Paulo

Aos 86 anos, morre Padre Paulo Horneaux, símbolo religioso da região
 

Fonte da imagem:
http://www.saojorgemartir.com.br/parocos/paulo.php

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Missa não é opereta - Padre Zezinho



"Nas missas sérias" - diz o Padre Zezinho. A expressão é forte, mas é uma realidade diante de certas coisas que se vêem por aí.

Pois bem, como ia dizendo: "Nas missas sérias e com unção ninguém fica passando à  frente do altar ou atrás do altar, ministro não fica mexendo no altar enquanto o padre prega, padre não exagera nas vestes, não berra, não grita, não dá show de presença, tudo é feito com muita seriedade e decoro. O padre até se destaca pela seriedade. Celebra-se, dentro das nuances permitidas, o mesmo ato teológico com implicações sociais que se celebra no mundo inteiro. Todos aparecem e ninguém se destaca."

O artigo do Padre Zezinho sob o título "Missa não é opereta", que neste dia 16 está completando dois anos da sua publicacão na Paulinas Online, continua sendo atual e merece ser lido ou relido.

As coisas que deram ensejo ao artigo estão por aí, e se medem pelo ibope. Por isso, a missa opereta "privilegia mais a canção do que os textos do dia", o "somzão", as "inserções de exorcismos", "oração em línguas e outros adendos"; "as canções duram 50 minutos e as palavras da missa 12 ou 15, o sermão do padre 25..."

É isso aí!

A todos aqueles que atuam nas equipes de celebração e a todos os interessados em conhecer o que seja a missa, recomendo a leitura ou releitura do artigo.

Acima, o Papa Bento XVI celebrando a Eucaristia "dentro das nuances permitidas" e ele "se destaca pela seriedade" que o momento litúrgico exige.

O artigo "Missa não é opereta" pode ser conferido aqui.


Fonte da imagem:
http://ideeanunciai.wordpress.com/tag/missa/

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Ano B - Evangelista Marcos



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PRIMEIRA CHAMADA – EXPLICAÇÃO SOBRE OS ANOS LITÚRGICOS. 

As celebrações dominicais são organizadas num ciclo de três anos, denominados anos A, B e C.

Cada ano litúrgico começa com as primeiras Vésperas do primeiro Domingo do Advento e termina no sábado que se segue ao último domingo do Tempo Comum - Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo -, com as primeiras Vésperas do primeiro Domingo do Advento do ano litúrgico seguinte. A Solenidade de Jesus Cristo, Rei do Universo, corresponde ao último domingo do ano litúrgico, mas não, como visto, ao último dia do ano litúrgico. 

Os três primeiros evangelhos, ditos sinóticos, são proclamados nesses três anos: o de São Mateus no ano A; o de São Marcos no ano B; e o de São Lucas no ano C.

E a pergunta: onde fica o evangelho de São João? O evangelho de São João funciona como um “curinga”, mas ele é proclamado sobretudo durante a Quaresma e o tempo pascal.

Estamos no ano B, que começou no 1º Domingo do Advento, em 27 novembro 2011, e terminará no sábado da 34ª semana do Tempo Comum (sábado seguinte ao Domingo da Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo), em 1º de dezembro de 2012, com as primeiras Vésperas do Primeiro Domingo do Advento do Ano C. 

O evangelista do ano B é São Marcos.


SEGUNDA CHAMADA – EVANGELISTA MARCOS OU JOÃO MARCOS. 

Marcos ou João Marcos era um discípulo que vivia em Jerusalém. Era primo de Barnabé, a quem auxiliou no apostolado.

Auxiliou também a São Paulo, a quem deu assistência quando esteve preso em Roma. 

Ajudou a São Pedro, de quem foi intérprete, e redigiu em Roma o ensinamento oral dele. 

A Marcos é atribuído o segundo Evangelho e, conforme o entender de críticos modernos, o chamado Evangelho segundo São Marcos foi escrito lá pelo fim da vida de São Pedro ou pouco depois de sua morte; portanto, por volta dos anos 60/70 d.C. E dirigido aos cristãos de Roma.



TERCEIRA CHAMADA – O EVANGELHO SEGUNDO MARCOS.

Evangelho quer dizer Boa Nova. 

Os três primeiros evangelhos são chamados sinóticos, quer dizer que, colocados lado a lado, em colunas paralelas, apresentam inúmeras semelhanças e podem ser abarcados “com um só olhar”. 

O Evangelho de Marcos é sinótico. É o mais antigo dos evangelhos canônicos (escritos aceitos como provindos do ensinamento e da autoridade dos apóstolos). Foi escrito em grego mais primitivo, considerado a versão escrita da catequese oral do apóstolo Pedro em Roma e destinado aos cristãos romanos (lembre-se que o povo de Roma falava à época a língua grega; a eucaristia era celebrada nessa língua). É o evangelho que tem menos idéias preconcebidas e é menos sistemático na sua construção. O estilo é seco, “mas impulsivo e de uma vivacidade popular cheia de encanto” (Bíblia de Jerusalém). 

O Evangelho de Marcos é considerado a base de elaboração dos evangelhos de Mateus e Lucas. Proclamar Marcos é reviver as palavras de Jesus na catequese de Pedro. Ler Marcos é apreender, na fonte ainda que sem refinamentos, os primeiros e profundos passos da “carreira dolorosa de Jesus que ele compreende e nos expõe à luz da fé, definitivamente robustecida pelo triunfo da Páscoa” (Bíblia de Jerusalém).


QUARTA CHAMADA – TESE ESSENCIAL DO EVANGELHO SEGUNDO MARCOS.

O Evangelho segundo Marcos insiste em explorar o tema a que se deu o nome de “segredo messiânico”, e o faz por gosto. Marcos não inventou o “segredo messiânico”, que corresponde a um posicionamento histórico de Jesus de Nazaré em ocultar das lideranças da época sua qualificação. 

Jesus não atribuiu a si o título de Messias. Preferiu título “mais humilde e misterioso”: o de “Filho do Homem” (Mc 2,10). Quando menos, proibia a divulgação de sua identificação, ou melhor, de quem ele realmente era, como se verá, em duas das muitas passagens a respeito. “Quem dizem os homens que eu sou?” (Mc 8,27). Essa pergunta feita por Jesus a seus discípulos a caminho dos povoados de Cesaréia de Felipe ressoa até hoje aos nossos ouvidos. A pergunta e a resposta de Pedro a igual questionamento guardam atualidade sem paralelo. Pedro respondeu: “Tu és o Cristo” (Mc 8,29). Jesus, porém, “proibiu-os severamente de falar a alguém a seu respeito” (Mc 8,29). Em outra passagem diz o Evangelho: “E ele curou muitos doentes de diversas enfermidades e expulsou muitos demônios. Não consentia, porém, que os demônios falassem, pois eles sabiam quem era ele.” (Mc 1, 34). 

Com essas explanações, estimula-se a leitura do Evangelho segundo Marcos e deve-se considerar que Jesus de Nazaré tinha motivos históricos para fazer segredo da sua qualificação messiânica ou crística, porque “vulgarmente se fazia do Messias uma idéia nacionalista e guerreira, muito diferente daquela que Jesus queria encarnar, ele precisava usar de muita prudência, pelo menos nas terras de Israel” (Bíblia de Jerusalém).


Leia mais:

Diretório da Liturgia - 2012

Tiempos Litúrgicos (em espanhol)

Ciclo litúrgico (espanhol)

Gráfico Año Litúrgico (espanhol)


Fonte da primeira imagem:
http://paroquiasantoagostinhorj.com.br/ano-liturgico


Fonte da segunda imagem:
http://www.cademeusanto.com.br/sao_marcos.htm

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Primeira Audiência Geral de Bento XVI em 2012



A primeira Audiência Geral de 2012 foi realizada pelo Papa Bento XVI no dia 4 de janeiro, quarta-feira, na Sala de Audiências Paulo VI, no Vaticano. Em outras palavras, foi o primeiro encontro público do Papa com os fiéis que compareceram para a Audiência Geral da Quarta-Feira, no dia 4 de janeiro de 2012.

O tema da alocução - O Natal do Senhor: Mistério de alegria e de luz -, cujo texto em português, bem como o vídeo da audiência podem ser conferidos aqui.


Fonte imagem:
http://www.radiovaticana.org/bra/Articolo.asp?c=551790

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Início do Tempo Comum - 1ª e 2ª fases



O atual Ano Litúrgico da Igreja é o Ano B - São Marcos.

Tempus per annum (tempo durante o ano, tempo ao longo do ano), chamado Tempo Comum-TC, ou Tempo Ordinário, tem duas fases. 

A primeira fase inicia-se depois da festa do Batismo do Senhor. Portanto, a primeira fase do Tempo Comum começa no dia 9 de janeiro de 2012, segunda-feira, e prossegue até a terça-feira inclusive que antecede a Quarta-Feira de Cinzas (quando se inicia o Tempo da Quaresma).

No Brasil, em razão da celebração da Epifania ser celebrada no domingo (dia 8 de janeiro), a festa do Batismo do Senhor celebra-se na segunda-feira imediatamente seguinte àquele domingo. Portanto, para a Igreja no Brasil a primeira fase do Tempo Comum começa no dia 10 de janeiro de 2012, terça-feira, e prossegue até a terça-feira inclusive que antecede a Quarta-Feira de Cinzas (quando se inicia o Tempo da Quaresma).

Por conseguinte, a primeira fase do Tempo Comum que começa no dia 9 de janeiro de 2012, segunda-feira (no Brasil, começa no dia 10 de janeiro de 2012, terça-feira) vai até o dia 21 de abril de 2012, terça-feira, inclusive (7ª semana do TC).

A segunda fase do Tempo Comum, que é uma continuação do TC, recomeça na segunda-feira imediatamente seguinte ao Domingo de Pentecostes. Como o Domingo de Pentecostes será no dia 27 de maio de 2012, a segunda-fase do Tempo Comum recomeça no dia 28 de maio de 2012, segunda-feira (8ª Semana do TC) e vai até o dia 1º de dezembro de 2012, sábado (34ª Semana do TC). A celebração do 1º Domingo do Advento (2 de dezembro de 2012) começa com as vésperas do mencionado sábado (vésperas do dia precedente), que marca o inicio do novo Ano Litúrgico - Ano C - São Lucas. 

O Tempo Comum é importante. Primeiramente porque sem ele não haveria os tempos chamados fortes - Quaresma e Advento. Segundo, porque é um tempo de ação. É o tempo em que Jesus começou publicamente seu trabalho de anúncio do Reino de Deus.


Fonte da imagem:
http://padrelucimar.com/23%C2%BA-domingo-do-tempo-comum-portesp/

domingo, 8 de janeiro de 2012

Missa do Batismo do Senhor - Bento XVI



Papa Bento XVI celebrou domingo (8/1) a Missa da festa do Batismo do Senhor, na Capela Sistina, ainda dentro do Tempo do Natal.

Para a Igreja, a festa do Batismo do Senhor é a última celebração do Tempo do Natal.

No Brasil, a celebração da festa do Batismo do Senhor será na segunda-feira (9/1), visto que a solenidade da Epifania (Reis Magos) foi realizada hoje, domingo, por razões que já expusemos em post anterior.

Na Missa de hoje, Bento XVI administrou o sacramento do Batismo a 16 crianças.

Em sua homilia, o Papa retomou o tema educação. Diz Bento XVI: "educar é tarefa exigente, difícil, árdua para as nossas capacidades; mas torna-se uma missão maravilhosa, se cumprida em colaboração com Deus, o primeiro e verdadeiro educador" (Rádio Vaticano).

Por falar em educar, entre nós, foi defensor da educação na sua dimensão maior (mais do que ministrar conhecimentos) o grande homem público Ruy Barbosa (1849-1923). Para ele, a educação é "a primeira condição para a liberdade". Nas palavras de Rui: "Educar a opinião é, conseguintemente, a primeira condição para a liberdade, para a prosperidade, para a grandeza moral e material de qualquer povo" (Obras Completas, vol. I - 1865-1871, tomo I, Primeiros Trabalhos, Ministério da Educação e Saúde, Rio de Janeiro, 1951, pág. 22).

Educar a opinião tem um sentido político. E o próprio Rui esclarecera antes, na mesma página: "O modo de ação que o povo tem sobre os poderes do estado é a opinião [...]"

Por enquanto a homilia papal está disponibilizada somente em italiano. O texto e o vídeo da Celebração do Batismo do Senhor (8 de janeiro de 2012) podem ser conferidos aqui.


Fonte da imagem: 
http://www.radiovaticana.org/bra/Articolo.asp?c=552858