quarta-feira, 13 de junho de 2012

"O Vaticano continua sendo uma corte medieval"



Segundo o teólogo Hans Küng, em entrevista dada a Andrea Tarquini, correspondente do jornal italiano la Repubblica, edição de 28 de maio de 2012, o Vaticano permanece sendo uma corte medieval (Il Vaticano è rimasto una corte medioevale il Papa non la governa più).

O artigo foi traduzido por Moisés Sbardelotto para o IHU - Instituto Humanitas Unisinos, sob o título "O Vaticano continua sendo uma corte medieval".

Parece-me que, na verdade, a entrevista tem como motivação o vazamento de notícias confidenciais envolvendo o Instituto para as Obras Religiosas (IOR), ou Istituto per le Opere di Religione, conhecido como Banco do Vaticano.

Para o historiador Agostino Giovagnoli, professor na Universidade Católica do Sagrado Coração (Università Cattolica del Sacro Cuore), "o vazamento de notícias visa a enfraquecer o Bento XVI." Deduz-se, portanto, que o atual Papa governa e continua plenamente governando. Ou, como afirma o Cardeal Carlo Maria Martini: "que a Igreja perca o dinheiro, mas não perca a si mesma". E Bento XVI não se desvia desse caminho: a relevância da Igreja para uma grande missão.

O pomposo título dado ao artigo tem mais o efeito de apelo midiático do que propriamente introduzir o leitor na essência da entrevista (vazamento de notícias confidenciais relacionadas ao IOR). Ademais, não se deve esquecer que o Estado - Estado da Cidade do Vaticano - necessita de uma estrutura que lhe dê condições de governabilidade. Ele é: "um pequeno território para uma grande missão".

Fonte da imagem:
http://www.legiomariae.kit.net/Canais/igreja10.htm

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Hóstia: O que esta palavra lhe sugere?



Permito-me reproduzir o artigo de Frei José Ariovaldo da Silva, OFM, Mestre em Sagrada Liturgia e professor do Instituto Teológico Franciscano de Petrópolis (RJ), sob o título Hóstia: O que esta palavra lhe sugere?, versando sobre o significado da palavra hóstia e a sua associação à eucaristia.

Eucaristia e hóstia são expressões recorrentes na vida dos cristãos católicos. E falar em hóstia impõe fazer referência à partícula, que é a hóstia pequena dada aos que comungam. Diz-se partícula (hóstia pequena) para distinguir da hóstia grande (aquela que o sacerdote eleva no momento da consagração e com a qual expressa a fração do pão).

Pode-se dizer que a realidade dessas duas expressões coroam-se na ou convergem para a comunhão.

É, pois, na Missa, ou celebração da Eucaristia, que se faz o encontro pessoal com o Cristo, vítima eucarística.

Boa e proveitosa leitura!


"Certa vez, pensando sobre o "Sacramento da Caridade", me fiz a seguinte pergunta: Por que será que costumamos associar "eucaristia" com "hóstia".

Fala-se em adorar a hóstia, ajoelhar-se diante da hóstia, levar a hóstia em procissão (na festa de Corpus Christi), guardar a hóstia... Uma criança chegou certa vez para a catequista e perguntou: "Tia, quanto tempo falta para eu tomar a hóstia?" (Referia-se à primeira comunhão). 

Tive então a idéia de ir atrás da origem da palavra "hóstia". Corri para um dicionário (aliás, vários), e me dei conta que esta palavra vem do latim. Descobri que, em latim, "hóstia" é praticamente sinônimo de "vítima". Ao animal sacrificado em honra dos deuses, à vítima oferecida em sacrifício à divindade, os romanos (que falavam latim) chamavam de "hóstia". Ao soldado tombado na guerra vítima da agressão inimiga, defendendo o imperador e a pátria, chamavam de "hóstia". Ligada à palavra "hóstia" está a palavra latina "hóstis", que significa: "o inimigo". Daí vem a palavra "hostil" (agressivo, ameaçador, inimigo), "hostilizar" (agredir, provocar, ameaçar). E a vítima fatal de uma agressão, por conseguinte, é uma "hóstia". 

Então, aconteceu o seguinte: O cristianismo, ao entrar em contato com a cultura latina, agregou no seu linguajar teológico e litúrgico a palavra "hóstia", exatamente para referir-se à maior "vítima" fatal da agressão humana: Cristo morto e ressuscitado. 

 Os cristãos adotaram a palavra "hóstia" para referir-se ao Cordeiro imolado (vitimado) e, ao mesmo tempo ressuscitado, presente no memorial eucarístico. 

 A palavra "hóstia" passa, pois, a significar a realidade que Cristo mesmo mostrou naquela ceia derradeira: "Isto é o meu corpo entregue... o meu sangue derramado". O pão consagrado, portanto, é uma "hóstia", aliás, a "hóstia" verdadeira, isto é, o próprio Corpo do ressuscitado, uma vez mortalmente agredido pela maldade humana, e agora vivo entre nós feito pão e vinho, entregue para ser comida e bebida: Tomai e comei..., tomai e bebei... 

 Infelizmente, com o correr dos tempos, perdeu-se muito este sentido profundamente teológico e espiritual que assumiu a palavra "hóstia" na liturgia do cristianismo romano primitivo, e se fixou quase que só na materialidade da "partícula circular de massa de pão ázimo que é consagrada na missa". A tal ponto de acabamos por chamar de "hóstia" até mesmo as partículas ainda não consagradas! 

Hoje, quando falo em "hóstia", penso na "vítima pascal", penso na morte de Cristo e sua ressurreição, penso no mistério pascal. Hóstia para mim é isto: a morte do Senhor e sua ressurreição, sua total entrega por nós, presente no pão e no vinho consagrados. Por isso que, após a invocação do Espírito Santo sobre o pão e o vinho e a narração da última ceia do Senhor, na missa, toda a assembléia canta: "Anunciamos, Senhor, a vossa morte, proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus". 

Diante desta "hóstia", isto é, diante deste mistério, a gente se inclina em profunda reverência, se ajoelha e mergulha em profunda contemplação, assumindo o compromisso de ser também assim: corpo oferecido "como hóstia viva, santa, agradável a Deus" (Rm 12,1). Adorar a "hóstia" significa render-se ao seu mistério para vivê-lo no dia-a-dia. E comungar a "hóstia" significa assimilar o seu mistério na totalidade do nosso ser para se tornar o que Cristo é: entrega de si a serviço dos irmãos, hóstia.

E agora entendo melhor quando o Concílio Vaticano II, ao exortar para a participação consciente, piedosa e ativa no "sacrossanto mistério da eucaristia", completa: "E aprendam a oferecer-se a si próprios (grifo nosso) oferecendo a hóstia imaculada, não só pelas mãos do sacerdote, mas também juntamente com ele e, assim, tendo a Cristo como Mediador, dia a dia se aperfeiçoem na união com Deus e entre si, para que, finalmente, Deus seja tudo em todos" (SC 48)."


Fonte do texto:
http://www.portalum.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=3582:hostia-o-que-esta-palavra-lhe-sugere-&catid=293:presbiteros&Itemid=415

Fonte da imagem:
http://www.aascj.org.br/home/2012/04/26/a-santa-missa-e-o-tesouro-das-almas-ligue-0800-774-7557-ou-5083-3003-para-sao-paulo-e-inscreva-seu-nome-nesta-celebracao/hostia-2/

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Cristãos ocultos no Japão - Kakure Kirishitan



Dá-se o nome de cristãos ocultos ou escondidos (Kakure Kirishitan) aos japoneses evangelizados no Japão pelos missionários da Igreja Católica Apostólica Romana que, durante o período de perseguição, praticavam a religião na clandestinidade.

Mas como assim? O início da evangelização no Japão deu-se, se não antes, com a ida do missionário São Francisco Xavier àquelas ilhas em 1549. Os japoneses eram receptivos ao anúncio do Evangelho, e o número de seguidores crescia a cada dia. Por razões políticas, o governo Tokugawa (Período Edo) a partir de 1614 desenvolveu uma violenta perseguição aos cristãos. Fechou o país à influência estrangeira, os missionários estrangeiros foram expulsos e os cristãos martirizados. Então, os que conseguiram escapar à feroz perseguição se refugiaram nas matas. Escondidos das autoridades, praticaram a religião nas condições limitativas que podiam, conservando-a sem ritos ostensivos, e a transmissão da Bíblia se fez oralmente.

A Wikipedia registra que: "Em 1614, ele [Tokugawa] assinou o Edito de Expulsão Cristã, que baniu a cristandade, todos os cristãos e estrangeiros, e proibiu os cristãos de praticarem a sua religião. Como resultado, muitos cristãos japoneses fugiram para as Filipinas Espanholas."

O Japão, porém, voltou a abrir-se para o exterior. Em 1853, começou a deixar de lado a sua política isolacionista.

Em 1863, apareceram novamente os missionários católicos. E os cristãos ocultos começaram a voltar à prática religiosa nas igrejas que vinham sendo erguidas.

Os cristãos ocultos guardavam princípios para identificar, com segurança, missionários católicos. Esses princípios tinham por objetivo averiguar se realmente estavam diante de alguém com a mesma fé: obediência à Roma ou seja ao Papa, celibato e veneração à Virgem Maria. Confirmados os três dados, os cristãos ocultos e os missionários recém-chegados se identificavam na mesma crença.

Entretanto, houveram cristãos ocultos que não voltaram mais à mesma fé. E continuaram, e continuam (cujo número vai-se reduzindo) assim como antes. São os chamados Hanare Kirishitan, ou cristãos separados, que, embora dados ao segredo, deixaram-se filmar para um documentário.


Leia mais:

Os cristãos ocultos do Japão

A História do Martírio Cristão no Japão

Os Mártires de Nagasaki: prisioneiros de Cristo  


Fonte da imagem:
http://www.revistadehistoria.com.br/secao/artigos/de-olhos-bem-puxados

quarta-feira, 23 de maio de 2012

A intolerância contra os cristãos cresce na Europa



O Observatório sobre Intolerância e Discriminação contra Cristãos na Europa, em inglês Observatory on Intolerance and Discrimination against Christians in Europe - OIDCE,  publicou o relatório anual de listagem da discriminação anti-cristã em todos os Estados membros da União Européia, referente ao ano de 2011 (Report 2011).

O OIDCE é uma organização não governamental e membro da Agência Européia dos Direitos Fundamentais. Tem sede em Viena, na Áustria.

L'Osservatore Romano registra que os bispos europeus estão atentos às manifestações de discriminação e intolerância, conforme destaca, ao comentar sobre o relatório divulgado, Dom András Veres, bispo de Szombathely, na Hungria, e encarregado pelo Conselho das Conferências Episcopais Européias - CCEE de acompanhar o OIDCE. Seus comentários podem ser lidos aqui.


Leia mais:

Europa anticristã, pelo Pe. Jacques Rodrigues


Fonte da imagem:
http://www.fundacao-ais.pt/noticias/detail/id/2583/

sábado, 19 de maio de 2012

Música sacra e liturgia no Tríduo Pascal



O Tríduo Pascal é a memória "do crucificado, do sepultado e do ressuscitado" (Santo Agostinho) celebrada em cada ano litúrgico .

Nesse sentido, em sendo tema de natureza não  temporária, tem-se como conveniente registrar a entrevista dada por Raimundo Pereira Martínez sobre a importância da música sacra na vida da Igreja à Agência Zenit, cujo conteúdo, em português, pode ser lida aqui.



Fonte da imagem:
http://www.downloadcatolico.org/2012/04/vigilia-pascal.html#.T6ajHr_R3yE

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Hildegarda de Bingen - universalização do culto litúrgico



No dia 10 de maio de 2012, o Papa Bento XVI estendeu à Igreja inteira o culto litúrgico à Santa Hildegarda de Bingen, ou Santa Hildegard Von Bingen.

No caso, essa universalização do culto recebe o nome de canonização equipolente. Ou seja, venerada desde a sua morte no âmbito da sua congregação - a Ordem Benedina -, o culto à Santa Hildegarda alarga-se, a partir de agora, para a Igreja inteira.


Leia mais:

Uma grande intelectual


Fonte da imagem:
http://radiomec.com.br/sominfinito/destaques/

domingo, 6 de maio de 2012

Uma carta aberta ao mundo



Em 2013, a Carta Encíclica Pacem in terris do Papa João XXIII estará completando 50 anos.

O Papa escreveu-a no curso dos trabalhos do Concílio Ecumênico Vaticano II, cuja abertura foi em 11 de outubro de 1962, e em plena Guerra Fria.

A atualidade da Encíclica está a merecer os estudos da Pontifícia Academia das Ciências Sociais, em homenagem ao seu cinquentenário.

O L'Osservatore Romano, referindo-se à recente mensagem enviada pelo Papa Bento XVI à sobredita Academia, registra

"Uma carta aberta ao mundo. Assim Bento XVI recordou a Pacem in terris na mensagem que enviou à plenária da Pontifícia Academia das Ciências Sociais, dedicada ao cinquentenário da encíclica de João XXIII."


Leia mais:

Mensagem de Bento XVI aos participantes na XVIII sessão plenária da Academia Pontifícia de Ciências Sociais (em espanhol)

Academia Pontifícia de Ciências Sociais - Pacem in terris: Sempre tópica


Fonte da imagem:
http://www.30giorni.it/articoli_id_14926_l6.htm

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Domingo do Bom Pastor e ordenações sacerdotais no Vaticano



Domingo, dia 29 de abril de 2012, em que o Evangelho é de São João (Jo 10,11-18), dedica-se à figura do Bom Pastor, o Papa Bento XVI conferiu o Sacramento da Ordem Presbiteral a nove diáconos provindos dos seminários da Diocese de Roma.

Dos nove ordenados, oito exercerão seu ministério na Diocese de Roma, sendo um deles ex-juiz e advogado e outro piloto de avião. Também foi ordenado o vietnamita José Vu Van Hieu, que exercerá seu ministério na Diocese de Bùi Chu.

Na homilia, Bento XVI disse: "Caros Ordenandos, que esta Palavra de Deus ilumine todas as suas vidas. E quando o peso da cruz se tornar um fardo ainda mais pesado, saibam que aquela será a hora mais preciosa para vocês e para as pessoas a vocês confiadas: renovando com fé e com amor o seu sim, com ajuda de Deus eu quero, vocês cooperarão com Cristo, Sumo Sacerdote e Bom Pastor, a apascentar seu rebanho – talvez aquela que estava perdida, mas pela qual se faz grande festa no Céu. A Virgem Maria, Salus Populi Romani, vele cada um de vocês e seus caminhos."

Confira o vídeo da celebração da Santa Missa na Basílica de São Pedro, em que o Papa Bento XVI conferiu o Sacramento da Ordem Presbiteral, aqui.


Fonte da imagem: 
http://www.radiovaticana.org/por/Articolo.asp?c=583836

domingo, 29 de abril de 2012

Monsenhor José Geraldo Caiuby Crescenti



É uma safra de grandes padres que está passando.

Na mesma época, depois de concluído o curso de Filosofia (Seminário Maior), os seminaristas José Geraldo Caiuby Crescenti e Manoel Pestana Filho (depois, bispo) foram encaminhados para estudar Teologia em Roma. Pertenceram a um tempo em que, via de regra, o candidato ingressava muito jovem (ordinariamente, depois de concluído o curso primário) no Seminário Menor. Estudava-se em tempo integral.

Ordenado sacerdote em Roma, passados lá mais alguns anos, Padre Caiuby Crescenti retornou para Santos, vindo a trabalhar no Seminário Diocesano "São José", que então ficava em São Vicente, na Praça João Pessoa, próximo à Igreja Matriz.

Foi no Seminário que passei a conhecê-lo como nosso ministro da disciplina.

Referindo-se à Inquisição, guardo dele a advertência (mais ou menos nestes termos) de que as pessoas e os fatos devem ser apreciados e julgados segundo as condições e a cultura da época, e não segundo o tempo de hoje.

Outra passagem de monsenhor Caiuby Crescenti, que registrei no Presença Diocesana, jornal mensal da Diocese de Santos, edição de setembro de 2003, nº 25, ano 3, página 3, seção "Cartas" - "Para Monsenhor Geraldo Crescenti":

"Com a morte de Pio XII em 9 de outubro de 1958, foram colocadas no painel de avisos do galpão do Seminário páginas de um jornal com as fotos dos “papabili” (“papáveis”). Enquanto com outros colegas seminaristas observava cada foto com nome e pequeno histórico de cada “papável”, Pe. Caiuby Crescenti, que estudara em Roma, chega e com dedo certeiro aponta para quem ele achava que seria o futuro papa: cardeal Angelo Giuseppe Roncalli, 76 anos, patriarca de Veneza, nosso João XXIII (1958-1963), que se transformou no papa da mudança, anunciando no dia 25 de janeiro de 1959 um concílio ecumênico (Vaticano II, 1962-1965)."

Monsenhor José Geraldo Caiuby Crescenti faleceu. Faleceu aos 81 anos no dia 28 de abril de 2012, sábado, às 7h45. 

Deixa-nos firmes lições.

Um grande sacerdote na fidelidade à Igreja.

Finalizo, com as palavras pronunciadas por Monsenhor José Geraldo Caiuby Crescenti por ocasião da Missa de Sétimo Dia de Dom Manoel Pestana Filho, na Catedral de Santos:

"Oxalá aprendamos desse amigo, irmão e pai, a lição que nos deixou: viver intensamente para Deus, IN TE PROJECTUS!
Amém. Assim seja!"


Leia mais:

Homilia de um amigo de infância de Dom Manoel

Mons. Crescenti celebra 50 anos de sacerdócio (Presença Diocesana, edição de agosto de 2003, nº 24, ano 2, página 6)


Fonte da imagem:
http://www.jornalvicentino.com.br/home/2006/06/28/monsenhor-geraldo-crescenti/

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Ainda: Anencefalia



Sobre o tema da interrupção da gravidez de anencéfalos, votado recentemente pelo Supremo Tribunal Federal - STF, pareceu-me elucidativo trazer à memória o post do Blog do Cláudio Fonteles sob o título "A propósito da Anencefalia", cujo texto pode ser lido aqui.

Como é sabido, o STF votou em proveito da interrupção da gravidez de anencéfalos, com oito votos a favor e dois contra. Estes dos ministros Cezar Peluso (então presidente do STF) e Ricardo Lewandowski (clique na foto acima e veja-a em tamanho maior).




Fonte da imagem:
http://noticias.uol.com.br/saude/album/1204_julgamento_frases_album.htm#fotoNav=12

domingo, 22 de abril de 2012

Anencefalia - voto do Ministro Cezar Peluso



O voto do Ministro Cezar Peluso, então presidente do Supremo Tribunal Federal - STF, na ação referente à interrupção de gravidez de anencéfalos, foi o que de melhor aconteceu nos últimos tempos da mais alta Corte de Justiça.

Humanista, Cezar Peluso não votou pelo viés ideológico. Mas, sim, emitiu voto fundamentado explicitamente no direito vigente e, pois, assaz convincente. O talentoso voto abalou todas as teses dos oito votos vencedores. 

Na democracia é assim: vale o número, e não a qualidade. Ripert já alertara para isso.

O Ministro Cezar Peluso saiu engradecido nessa histórica votação, enquanto o STF saiu apequenado.

 


Fonte da imagem:
http://www.stf.jus.br/portal/cms/listarImagem.asp?servico=&palavraChave=&pagina=18&dataDE=&dataATE=

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Na simplicidade da oração



A par da simplicidade dos irmãos Ratzinger, olho a simplicidade do orar. E as fotos dizem tudo.

No artigo datado de 15 de abril de 2012, L'Osservatore Romano noticia os três eventos deste mês (abril) relacionados ao Papa: o aniversário natalício de Bento XVI (Joseph Ratzinger), que completa 85 anos no dia 16, segunda-feira; o sétimo ano da eleição a sucessor do apóstolo Pedro (dia 19); e o solene início do pontificado (dia 24).

Nesta manhã de segunda-feira, o aniversariante foi homenageado no Vaticano pela delegação da Baviera, sua terra natal.

Faço minhas as palavras de felicitações do artigo em tela:


ad multos annos, beatissime pater, ad multos et felicissimos annos! 


Fonte da imagem:
http://www.osservatoreromano.va/portal/dt?JSPTabContainer.setSelected=JSPTabContainer%2FDetail&last=false=&path=/news/vaticano/2012/088q12-Gli-auguri-a-Benedetto-XVI-che-il-16-aprile.html&title=%C2%A0Na%20simplicidade%20da%20ora%C3%A7%C3%A3o&locale=pt

domingo, 15 de abril de 2012

De volta à barbárie



Neste momento em que o Supremo Tribunal Federal - STF volta a seu ativismo, pareceu-me oportuno pensar sobre a elasticidade que um precedente judicial da envergadura da questão ora decidida pode desencandear na sociedade brasileira.

Não é a primeira vez que, por temer perdas eleitorais, os legisladores jogam no colo do STF, como sucedeu com a união homoafetiva, questões que competem ao Poder Legislativo apreciar e converter ou não em lei, debatendo amplamente com a sociedade.

De união homoafetiva, já se chega à pretensão da adoção de crianças. É a "ladeira escorregadia" (slippery slope) ou a teoria das janelas quebradas, que, não evitadas ou combatidas as causas a tempo, propiciam uma possível abertura interminável.

O mesmo pode acontecer com a recente decisão do STF. De interrupção de gravidez de feto anencéfalo, chegar-se ao aborto pelo que chamo de viés psicológico, se constatar que a mãe não apresenta condições psicológicas para arcar com a maternidade (como contemplado no atual anteprojeto do Código Penal) ou de a mãe não gostar do sexo da criança (como sucede na Inglaterra, vide abaixo).

Nesse sentido, serve de alerta - e é oportuno - o artigo intitulado "De volta à barbárie", de autoria do Padre Zezinho, cuja leitura recomendo. E pode ser lido aqui.

Observo que, no aborto, se fala tão somente na mãe, mas quase nunca no pai. E as coisas podem acontecer diferentemente do ora decidido se houver amplo apoio do pai. E também do Estado e da sociedade.

Cabe à sociedade e ao Estado diligenciarem na busca das causas, com pesquisas científicas e afins, legítimas e idôneas, e com apoio integral a ambas situações já tratadas pelo STF. 

Por tudo, digo:

O feto não é uma res (coisa), mas sim uma persona (pessoa).


Leia mais:



Fonte da imagem:
http://oabce.org.br/2012/04/13/stf-vota-legalizacao-de-interrupcao-da-gravidez/

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Melhores filhos, Melhores pais



Existem livros para cuja leitura não há momentos e lugares fixos. Pode ser lido (e estudados os casos) numa sala de aula, no escritório, assim como pode ser lido no avião, no metrô ou no ônibus, enfim um livro de cabeceira.

Pois bem, Melhores filhos, Melhores pais é um desses livros. Ele reflete a experiência do formador, educador e evangelizador. Seu autor Padre Zezinho, scj. Editado pelo Universo dos Livros em 2012, contém 304 páginas e já está à venda nas livrarias.

O Padre Zezinho, subscrevendo, abre o livro com estas palavras:

"Meu livro trabalha com relações e reações.
Dedico-o aos pais e filhos que conseguiram adequar suas reações às suas relações.
É preciso ser muito sereno e amar muito para viver bem esses dois substantivos."

E mais adiante, depois de um detalhado sumário, à título de introdução, o autor afirma que o livro é de crônicas e sentenças. Nascem da observação e do passar dos fatos ao longo de quarenta anos. E que a obra se destina a provocar, abrir diálogos.

Lendo-o, não tenho dúvidas de que se trata de livro que deve estar à mão dos pais, filhos, educadores e formadores. Importante, pois, nos lares, nas escolas e nas igrejas.

Livro para ser lido e pensado. E boa leitura.                                                                  

"O mundo precisa de pensadores que ousem sonhar com famílias sólidas e serenas. Espero que a sua seja uma delas." (Padre Zezinho).


Fonte da imagem:
http://www.universodoslivros.com.br/catalogo/melhores-filhos-melhores-pais

domingo, 8 de abril de 2012

Feliz Páscoa do Senhor




Feliz e Santa Páscoa


E ouça aqui Padre Zezinho cantando "Um certo Galileu".


Fonte da imagem:
http://liturgiahoje.blogspot.com.br/

quarta-feira, 4 de abril de 2012

A noite do Sudário



O Sudário é a relíquia mais estudada da História.

É nesse sentido que um novo documentário-enquete A noite do Sudário busca esclarecer as dúvidas sobre a datação do Sudário.

A Agência Zenit entrevistou Francesca Saracino, diretora do documentário, cujo texto em português pode ser lido aqui.

O Projeto de Pesquisa do Sudário de Turim, em inglês Shroud of Turin Research Project - STURP, a que se reporta a entrevistada, estudou a Santa Síndone de 1978 a 1981.


Fonte da imagem:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sud%C3%A1rio_de_Turim

sexta-feira, 30 de março de 2012

A Igreja na França lança site sobre Doutrina Social



A Doutrina Social da Igreja (DSI) tem andado meio desaquecida. Uma vez ou outra vem à baila por conta da divulgação do Compêndio da doutrina social da Igreja.

É exatamente na França,  berço de grandes expositores dessa doutrina, como Padre LebretPadre Jean-Yves Calvez, que ela volta à tona, para conquistar espaços de estudo, debates e de ação construtiva.

No  momento em que a juventude é a força obreira que mais sofre com a falta de postos de trabalho no mundo (vide Relatório da OIT - Organização Internacional do Trabalho) ou de perspectivas de ascensão na vida profissional, ela sente medo e mais medos. Medo do desemprego, medo do futuro, medo de assumir compromissos duradouros. É, pois, benvinda a criação de espaço na internet para a Doutrina Social como o faz a Igreja na França.

A Doutrina Social da Igreja que venha, com força, para, quando menos - repise-se - suscitar um espaço para a crítica, o debate sobre o modelo sócio-econômico reinante.

Que o Homem seja o centro para o qual convergem a Economia e a finalidade primária do Estado.


Leia mais:

Cardeal Martino: Doctor Honoris Causa


Fonte da imagem:
http://www.discours-social-catholique.fr/

sexta-feira, 23 de março de 2012

Preparação do Tríduo Pascal



Já postamos sobre a preparação da Semana Santa, que, de forma mais abrangente, contemplou também a do Tríduo Pascal.

Pareceu-nos oportuno linkar, especificamente, para o Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor, em proveitoso trabalho divulgado pela Revista de Liturgia, sob o título Preparando o Ciclo Pascal - Tríduo, que pode ser consultado aqui.


Fonte da imagem:
http://spedeus.blogspot.com.br/2010/04/vigilia-pascal-simbolos-e-significado.html

quinta-feira, 22 de março de 2012

Dia Mundial da Água



O "Dia Mundial da Água", criado pela Organização das Nações Unidas - ONU, está sendo comemorado  hoje, dia 22 de março, quinta-feira, cuja mensagem do Secretário-Geral Ban Ki-moon pode ser lida aqui.

A Igreja no Brasil, pela Conferência Nacional dos Bispos - CNBB, deu um forte recado com a Campanha da Fraternidade 2004, cujo o tema foi Fraternidade e água e com o lema Água, fonte de vida.

O Papa Bento XVI lançou no último domingo (dia 18/3) um apelo pelo "uso responsável da água em prol das gerações futuras", conforme noticiado pela Rádio Vaticana.


Leia mais:



Fonte da imagem: 
http://www.onu.org.br/dia-mundial-da-agua-22-de-marco-de-2012/

terça-feira, 20 de março de 2012

Sem Deus não dá - Padre Zezinho



Família e juventude são sobretudo temas recorrentes nos escritos do Padre Zezinho, que é um respeitado formador, educador e evangelizador.

Pois bem, com o seu artigo Sem Deus não dá, publicado pelas Paulinas Online, o Padre Zezinho focaliza casos que envolvem o dia a dia de crianças, jovens e adultos, que, sem referência a um valor transcendental (Deus), tomam-se como normais.

A certa altura, diz o Padre Zezinho:

"O simpático homem que já casou dez vezes, a moça sorridente que já casou nove. A que diz que fez dois e faria outro aborto. A que vai ter um filho sem casar, porque não acredita no casamento. A lista que São Paulo fez no início da carta aos Romanos é pequena comparada aos desvios e pecados de hoje (Rm 1, 18-32). É Paulo dizendo que sem Deus não dá."

Isso e muito mais você pode ler aqui.


Fonte da imagem:
http://www.cmisericordia.com.br/?p=2402

sexta-feira, 16 de março de 2012

Preparação das celebrações da Semana Santa



Estamos no curso do Tempo da Quaresma, e já se avizinha a Semana Santa, com o Domingo de Ramos e o Tríduo Pascal (Quinta Feira, Sexta-Feira e Sábado Santos - Vigília Pascal).

Pareceu-me oportuno tocar num documento da Igreja que merece ser consultado para o bom aproveitamento das celebrações que se avizinham. Cuida-se da Carta Circular da "Paschalis Sollemnitatis - A Preparação e Celebração das Festas Pascais", datada de 18 de janeiro de 1988, da Congregação para o Culto Divino, cujo texto em português pode ser lido aqui.

Tudo o que se precisa saber para, de modo prático, bem conduzir os trabalhos de Semana Santa pode ser consultado em Presbíteros, mais especificamente no Pequeno Manual para a Semana Santa.

Não deixe de ler também, no mesmo site, as Rubricas para a Celebração da Semana Santa, as quais têm como fonte o Cerimonial dos Bispos.

Os links (Presbíteros) fornecem, pois, tudo o que seja necessário para preparar a liturgia da Semana Santa, com organização e espiritualidade.


Fonte da imagem:
http://www.a12.com/blog/revista/tag/semana-santa

sexta-feira, 9 de março de 2012

Reevangelizar: convicção nas verdades de fé



A reevangelização (nova envagelização) pressupõe a "convicção nas verdades da fé", como bem evidencia a Rádio Vaticano, na versão em português para Portugal:

"Sem convicção nas verdades de fé não podemos reevangelizar a humanidade, salientou o Papa na jornada de reflexão com os cardeais"

Se não se tem convicção naquilo que se ensina, pratica ou celebra, por certo que a motivação e a paixão (no sentido de apaixonar-se por Cristo e seu Evangelho) estarão ausentes.

Bento XVI nestes últimos dias fez nada menos do que duas homilias em que estavam presentes Cardeais e futuros Cardeais. Nelas, o Papa focalizou a fidelidade a Cristo e ao seu Evangelho, explicou os simbolismos etc.. Na homilia do dia 18 de fevereiro de 2012, o Papa disse especificamente aos novos Cardeais:

"No seu serviço, os novos Cardeais são chamados a permanecer fiéis a Cristo, deixando-se guiar unicamente pelo seu Evangelho."

As homilias e vídeos podem ser conferidos pela ordem, clicando: 18 de fevereiro de 2012 e 19 de fevereiro de 2012.


Leia mais:



Fonte da imagem:
http://www.pime.org.br/missaojovem/mjevanggeralarte.htm

domingo, 4 de março de 2012

Analfabetismo religioso



No passado, a falta de conhecimento da fé - bastava simples aulas de catequese para a primeira comunhão -, não pesava ou não pesava tanto quanto hoje.

Para os desafios do mundo atual, essa iniciação, não raras vezes superficial, é insuficiente.

O Papa Bento XVI tem-se preocupado com a formação dos fiéis. O Ano da Fé está nesse contexto de formação. No recente encontro com os párocos de Roma, em 23 de fevereiro, Bento XVI fez referência à falta de conhecimento da fé ("analfabetismo religioso"), cujo pronunciamento em italiano e vídeo podem ser conferidos aqui.

Terminado seu retiro quaresmal, Bento XVI fez neste Domingo (4/3) uma visita pastoral à novata Paróquia de João Batista de La Salle, em Roma, ocasião em que mais uma vez tocou no tema no "analfabetismo religioso", que é um dos maiores problemas de hoje. E o Papa enfatiza a necessidade de superar tal analfabetismo. A homilia em italiano e o vídeo podem ser conferidos aqui.


Fonte da imagem:
http://www.portadeassis.com.br/index.php/formacao/formacao-mensagens

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O sinal litúrgico das cinzas - Bento XVI



O sinais na Liturgia se repetem, e até quase que mecanicamente. Nem sempre damos conta do conteúdo, significado ou do seu simbolismo.

Pois bem, o Papa Bento XVI tem-se dedicado a explicar, ou refletir sobre os sinais litúrgicos, sempre que se lhe oferece a oportunidade apropriada para tal. Verdadeiras catequeses mistagógicas.

Quem não se lembra da recente homilia de Bento XVI na Missa concelebrada com os novos Cardeais, no dia 19 de fevereiro de 2012 (Domingo), em que o Papa discorre sobre o significado da obra, ou melhor, sobre o conjunto escultório, nascido do gênio de Bernini?
 
Na Quarta-Feira de Cinzas, dia 22/4, Bento XVI fez mais uma reflexão sobre um sinal litúrgico, agora sobre o significado das cinzas. O Papa presidiu a celebração da Missa, benção e imposição das cinzas, na Basílica de Santa Sabina, em Roma. Na homilia, Bento XVI fez uma explanação sobre o sentido simbólico das cinzas, ou mais especificamente, uma reflexão sobre o sinal litúrgico das cinzas.

Diz o Papa: "Em primeiro lugar, a cinza é um daqueles sinais materiais que levam o cosmo para dentro da Liturgia. Os sinais materiais principais são, evidentemente, os dos Sacramentos: a água, o óleo, o pão e o vinho, que se tornam verdadeira matéria sacramental, instrumento mediante o qual se comunica a graça de Cristo que nos alcança. No caso da cinza trata-se, ao invés, de um sinal não sacramental, mas, mesmo assim, ligado à oração e à santificação do Povo cristão: de fato, é prevista, antes da imposição sobre a cabeça, uma bênção específica das cinzas - que faremos daqui a pouco -, com duas fórmulas possíveis. Na primeira elas são definidas "símbolo austero"; na segunda se invoca diretamente sobre elas a bênção e se faz referência ao texto do Livro do Gênesis, que pode inclusive acompanhar o gesto da imposição "Recorda-te que és pó, e em pó te hás de tornar" (Gen 3,19)."

A atual versão da homilia, em português, foi divulgada pela Rádio Vaticana, e pode ser lida aqui.

O vídeo e o original em italiano podem ser conferidos aqui.


Fonte da imagem:
http://lusmarpazleite.blogspot.com/2010/02/quaresma-tempo-de-oracao-tempo-de.html

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Tempo da Quaresma - preparando a celebração da Páscoa



No Ano Litúrgico B - Evangelista Marcos, o Tempo da Quaresma começa no dia 22 de fevereiro de 2012, Quarta-Feira de Cinzas, e termina no dia 5 de abril de 2012, Quinta-Feira Santa, antes do início da celebração da Missa na Ceia do Senhor (Missa in Coena Domini). Com a Missa na Ceia do Senhor, na Quinta-Feira Santa (5/4), tem início o Tríduo Pascal.

As Normas Universais do Ano Litúrgico e o novo Calendário Romano Geral, aprovadas pelo Papa Paulo VI, estabelecem a delimitação do tempo quaresmal:

"O Tempo da Quaresma vai de Quarta-feira de Cinzas até a Missa na Ceia do Senhor exclusive." (n. 28).

No Tempo da Quaresma, roxa é cor litúrgica, podendo usar no Quarto Domingo (Domingo Laetare), no dia 18 de março de 2012, a cor roxa ou rósea. Também se omitem o Glória e o Aleluia.

Quarta-Feira de Cinzas é dia de jejum e abstinência.

O Diretório da Liturgia - 2012 - Ano B - São Marcos fornece as orientações litúrgicas às celebrações eucarísticas das férias e dos domingos no Tempo da Quaresma, consultando as páginas 62 a 83.

O Papa Bento XVI inspirou-se na Carta aos Hebreus para o tema da Mensagem para a Quaresma de 2012:

«Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos
ao amor e às boas obras» (
Heb 10, 24)


Leia mais:

Quaresma: a caminho do Cristo Ressuscitado


Fonte da imagem:
http://arciprestadodecarrazeda.blogspot.com/2011/03/o-tempo-da-quaresma.html

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Campanha da Fraternidade - 2012



A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB, pelo seu secretário geral Dom Leonardo Ulrich Steiner, abrirá na Quarta-Feira de Cinzas, dia 22 de fevereiro de 2012, a Campanha da Fraternidade 2012, que coincide com o início do Tempo da Quaresma do Ano B - São Marcos, ou Quaresma - 2012.

A CF-2012 tem como tema Fraternidade e Saúde Pública e como lema Que a saúde se difunda sobre a terra (cf. Eclo 38,8).

A CF-2012 focaliza assunto que diz respeito à toda sociedade brasileira, com fundamentação bíblica no Livro Eclesiástico, ou Sirácida (Ben Sira), no capítulo 38, versículo 8.

Afinal, que a saúde, o bem-estar, sejam para todos, sejam difundidos sobre a face da terra (Eclo 38,8).


Fonte da imagem:
http://www.cnbb.org.br/site/campanhas/fraternidade/8726-campanha-da-fraternidade-sobre-saude-publica-sera-aberta-na-quarta-feira-de-cinzas

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Eucaristia - a grande oração de Cristo e da Igreja



A grande oração de Cristo e da Igreja é a Eucaristia, ou a Missa.

Escassa bibliografia a respeito já me chamara a atenção, mas a página na internet Coroinhas Servidores traz uma frase, com linguagem direta, sem rodeios: "A Missa é a maior, a mais completa e a mais poderosa oração da qual dispõe o católico."

Trago o tema à tona neste blog, à vista do recente pronunciamento do Papa. A alocução de Bento XVI na Audiência Geral da Quarta-Feira, em 11 de janeiro de 2012, teve como enfoque A oração de Jesus na Última Ceia.

Bento XVI explicitando o núcleo da Última Ceia, indaga e afirma: "Então, qual é o núcleo desta Ceia? São os gestos da fracção do pão, da sua distribuição aos seus e da partilha do cálice do vinho, com as palavras que os acompanham e no contexto de oração em que se inserem: é a instituição da Eucaristia, é a grande oração de Jesus e da Igreja."

J. Castellano, que foi professor de teologia sacramentária e de espiritualidade litúrgica na Pontifícia Faculdade Teológica "Teresianum", em Roma, colaborou para o Dicionário de Liturgia, organizado por Domenico Sartore e Achille M. Triacca. Dentre os verbetes a seu cargo, escreveu sobre Oração e Liturgia. Neste verbete, J. Castellano, afirma, ao falar de momentos da igreja em oração:

"A máxima expressão da igreja em oração é a eucaristia, que tem como centro a 'prece eucarística', fonte e norma de toda manifestação da igreja orante; ela não é apenas proposta  de grandes temas teológicos inseridos na ação sacramental que torna presente o Senhor e o seu sacrifício; exprime igualmente os sentimentos mais nobres da oração cristã - ação de graças, epiclese, oblação, intercessão - suscitados pelo Espírito." 

Em suma, a Eucaristia, ou a Missa, é a oração por excelência de Cristo e sua igreja.

O texto da alocução, em português, e o vídeo da Audiência Geral do dia 11 de janeiro de 2012, Quarta-Feira, podem ser conferidos aqui.


Leia mais:






Fonte da imagem:
http://it.wikipedia.org/wiki/Pala_del_Corpus_Domini

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

O tempo na história da salvação



A história – comumente se diz – é a narração metódica dos fatos relevantes da vida da humanidade. Essa narração se particulariza, por exemplo, em história da Idade Média, história do Brasil, e assim por diante.

Há também a história que Deus faz para e com os homens. É a história da salvação. Não é uma história à parte. Ela coexiste com a história da humanidade. Andam juntas. Por isso, a história da salvação "ocorre em todo lugar onde está ocorrendo a história coletiva e individual do gênero humano", afirma o teólogo Karl Rahner, em seu Curso Fundamental da Fé (p. 179).

A história da salvação começa com a criação e vai até a parúsia, ou até a segunda vinda de Cristo. A história tem como núcleo a salvação.

Afinal, o que é salvação? À primeira vista, tem-se a impressão bastante aceita de que a salvação é alguma coisa que acontece no além-vida, fora desta nossa humanidade. Não é bem assim ou não é só isso. Julián López Martín, teólogo-liturgista, argumenta com precisão: "Se o homem foi criado por Deus à sua imagem e semelhança, a salvação consistirá em viver plenamente essa condição divina, usufruindo de todas as faculdades humanas, desde a saúde até a paz de espírito. A propriedade material e os bens da terra também se incluem aí, porque tudo foi criado por Deus como coisa boa e entregue ao homem para seu prazer e serviço" (No Espírito e na Verdade, volume I, p. 83, Editora Vozes, 1996).

O tempo é um referencial para o homem, sem o qual ele estaria sem condições para historiar, ou seja, fazer a história de si mesmo, da família, da sociedade, dos povos, das instituições, e assim por diante. 

O homem necessita, pois, do tempo para marcar os fatos, sobremodo aqueles a serem festejados ou celebrados. Por exemplo, sem o tempo como o homem estabeleceria a duração das coisas? O conceito de tempo traz certa complexidade. As culturas influenciam-no, mas o fazem carregado de riqueza conceitual. E até mesmo ao grande Santo Agostinho não esteve ausente essa dificuldade, como se lê em suas Confissões (XI,14:17): "Por conseguinte, o que é o tempo? Se ninguém me pergunta, eu sei; porém, se quero explicá-lo a quem me pergunta, então não sei".

Para a cosmologia o tempo é uma realidade da natureza pela qual se dimensiona, independentemente da ação humana, a marcação e a duração das coisas. Daí, os dias, nas alternâncias de luz e trevas, estações e anos.

O homem sentiu a necessidade de "intervir" no tempo (nisto, o homem difere dos outros seres da natureza). Por apropriação daquele, nasce o tempo sagrado. O homem passa a experimentar o "tempo dos deuses". Daí, as manifestações divinas – hierofanias. 

Esse tempo sagrado, o que não é indiferente à concepção helenística, é uma realidade que se projeta de forma circular, que retorna sempre ao ponto inicial. É um tempo recuperável, com a mesma hierofania.

Enquanto, os outros povos se detinham na concepção circular ou cíclica do tempo, o povo hebreu (judeu) crescia numa concepção diferenciada do tempo. Dada sua repercussão ao nosso tema, aproveitamos a denominação de tempo "bíblico-cristão". 

Mircea Eliade, em seu livro Mito do Eterno Retorno, afirma "... que os hebreus foram os primeiros a descobrir o significado da história como epifania de Deus, e essa concepção, como seria de esperar, acabou sendo assimilada e ampliada pelo cristianismo". 

Com o povo bíblico, há uma qualificação do tempo e da manifestação divina. O tempo se projeta de forma linear. É um tempo progressivo: o homem faz uma caminhada para frente, com a visão de um futuro melhor. Não é qualquer manifestação, mas é a manifestação de Deus – teofania. Deus vai se manifestando no curso do tempo, na história de um povo. O tempo passa a ter sentido, não é alguma coisa que o homem queira anular para ver-se livre. Ou, na feliz expressão do Papa Bento XVI na homilia das Primeiras Vésperas da Solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus e Recitação do "Te Deum", Basílica Vaticana, Sábado, 31 de Dezembro de 2011: "Desde que o Salvador desceu do Céu, o homem já não é mais escravo de um tempo que passa sem um porquê, ou que esteja marcado pela fatiga, pela tristeza, pela dor. O homem é filho de um Deus que entrou no tempo para resgatar o tempo da falta de sentido ou da negatividade, e que resgatou toda a humanidade, dando-lhe, como nova perspectiva de vida, o amor que é eterno."


Com Abraão, há o início da superação das práticas rituais com relação às de outros povos. Enquanto estes o faziam por costume, Abraão o faz por um ato de fé; fé no Deus que lhe manifesta, de forma pessoal a Abraão, em dado momento da história. É, afinal, o tempo histórico salvífico, ou tempo da salvação.

Com Jesus de Nazaré, o Cristo, a história da salvação alcança sua manifestação definitiva, ou a plena comunicação de Deus. Para o cristianismo, "o tempo litúrgico é um sinal de salvação e um modo de presença de Cristo no tempo dos homens", como afirma J. López Martín (A Celebração na Igreja, vol. 3, Dionisio Borobio [org.], p. 38). O tempo litúrgico dá continuidade à história da salvação.

O tempo litúrgico desenvolve no ano todo o mistério de Cristo, em ritmos diário, semanal e anual. O ciclo anual A (Mateus), B (Marcos) ou C (Lucas) compreende o Tríduo Pascal, o Tempo Pascal, o Tempo da Quaresma, o Tempo do Natal, o Tempo do Advento, o Tempo Comum e as Rogações e as Quatro Têmporas do Ano. Daí, o calendário litúrgico. Este é que dá, de forma orgânica, concreta visibilidade dos fatos da salvação do ano litúrgico a serem celebrados. Ou, como dizem as Normas Universais do Ano Litúrgico e Calendário Romano Geral: "A disposição das celebrações do ano litúrgico é regida pelo calendário (n. 48)". 

O Tempo Comum proporciona a celebração do mistério de Cristo de forma plena, e não de fatos, importantes, mas isolados. Sem ele não haveria a recapitulação progressiva e profunda de toda a história da salvação. E é exatamente a existência do tempo comum que assegura a dos tempos especiais, também chamados tempos fortes. O tempo comum é o mais longo do ano litúrgico, entre 33 e 34 semanas. Tem duas fases. A primeira começa no dia seguinte ao domingo do batismo de Jesus (quando termina o Tempo de Natal) e vai até terça-feira, inclusive, que antecede a Quarta-Feira de Cinzas (quando começa o Tempo da Quaresma). A segunda fase recomeça na segunda-feira após o domingo de Pentecostes (quando se encerra o Tempo Pascal) e vai até as primeiras vésperas do primeiro domingo do Advento. O tempo comum retrata a vida pública de Jesus. E o tempo em que os seguidores de Cristo põem as mãos à obra: aprofundar-se no conhecimento do mistério pascal e no pautar a vida nova pelas exigências evangélicas. Ou, como se referem as já mencionadas Normas litúrgicas tempo em que "não se celebra nenhum aspecto especial do mistério do Cristo" (n. 43).


Fonte da primeira imagem: 
http://www.bibliacatolica.com.br/img/mapas/image-13.jpg

Fonte da segunda imagem: 
http://soimagensbiblicas.blogspot.com/2009/04/ceia001.html

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Por uma Igreja que pensa - padre Zezinho



"Por uma Igreja que pensa" é o clamor de quem sabe e denuncia, ou melhor, profetiza. Profetiza no sentido de, denunciando uma realidade, apontar corretivos.

Pois bem, padre Zezinho publicou nas Paulinas Online a mensagem intitulada "Por uma Igreja que pensa", cujo texto pode ser lido aqui.


Leia mais:

Missa não é opereta - Padre  Zezinho


Fonte da imagem:
http://todos1-pantarei.blogspot.com/2010/04/arte-de-pensar.html