sábado, 15 de abril de 2017

Feliz e Santa Páscoa do Senhor!


Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá. (Jo 11, 25)




Feliz e Santa Páscoa do Senhor !



Fonte da imagem:
https://padrepauloricardo.org/episodios/aspirai-as-coisas-do-alto-pascoa-do-senhor

sábado, 25 de março de 2017

Presbitério: vitrine litúrgica para o povo e como reverenciar o Evangelho de Cristo proclamado



Numa clássica definição de A. Nosetti e C. Cibien (Dicionário de Liturgia, organizado por Domenico Sartore e Achille M. Triacca), presbitério é o:

Espaço em torno do altar reservado ao bispo e ao clero.

Para o Cerimonial dos Bispos, presbitério é "o espaço em que o Bispo, presbíteros e ministros exercem o seu ministério" (n. 50). Para a Instrução Geral do Missal Romano - IGMR (3ª edição típica), presbitério "é o lugar onde se encontra localizado o altar, onde é proclamada a Palavra de Deus, e nele o sacerdote, o diácono e os demais ministros exercem seu ministério." (n. 295)

As normas preveem que o presbitério deve distinguir-se do todo da igreja, ser suficientemente amplo e ter uma estrutura mais elevada, de modo que os atos ali realizados possam ser vistos e participados, presenciados e acompanhados por todos.

Para José de Leão Cordeiro "o presbitério é o lugar onde os presbíteros e todos os ministros litúrgicos (...) realizam o seu ministério", como se lê em seu "O Livro do Acólito".

Na igreja ou na catedral, como área "reservada ao corpo presbiteral e a outros ministérios envolvidos da direção e presidência das celebrações" (José Aldazábal), o presbitério é a vitrine de toda a assembleia reunida, cujos membros se espelham naqueles que estão no presbitério para absorção de gestos litúrgicos comuns uns aos outros.

Na verdade, a celebração requer, para a sua beleza, unidade de gestos e posições corporais. Por isso, a Instrução Geral do Missal Romano exalta o valor e a finalidade dos gestos e posições do corpo: 

42. Os gestos e posições do corpo tanto do sacerdote, do diácono e dos ministros, como do povo devem contribuir para que toda a celebração resplandeça pelo decoro e nobre simplicidade, se compreenda a verdadeira e plena significação de suas diversas partes e se favoreça a participação de todos. Deve-se, pois, atender às diretrizes desta Instrução Geral e da prática tradicional do Rito romano e a tudo que possa contribuir antes para o bem comum espiritual do povo de Deus, do que atender  ao seu próprio gosto ou arbítrio. A posição comum do corpo, que todos os participantes devem observar é sinal da unidade dos membros da comunidade cristã, reunidos para a sagrada Liturgia, pois exprime e estimula os pensamentos e os sentimentos dos participantes. (negritos não são do original)

Das leituras bíblicas, o Evangelho é o ponto alto, assim o realça a referida Instrução Geral - IGMR:

60. A leitura do Evangelho constitui o ponto alto da liturgia da palavra. A própria Liturgia ensina que se lhe deve manifestar a maior veneração, uma vez que a cerca mais do que as outras, de honra especial, tanto por parte do ministro delegado para anunciá-la, que se prepara pela bênção ou oração; como por parte dos fiéis que pelas aclamações reconhecem e professam que o Cristo está presente e lhes fala, e que ouvem de pé a leitura; ou ainda pelos sinais de veneração prestados ao Evangeliário.

Com o canto de aleluia ou de aclamação antes da proclamação do Evangelho, todos ficam de pé, segundo dispõe a IGMR:

62. Após a leitura que antecede imediatamente o Evangelho, canta-se o Aleluia ou outro canto estabelecido pelas rubricas, conforme exigir o tempo litúrgico. Tal aclamação constitui um rito ou ação por si mesma, através do qual a assembleia dos fiéis acolhe o Senhor que lhe vai falar no Evangelho, saúda-o e professa sua fé pelo canto. É cantado por todos, de pé, primeiramente pelo grupo de cantores ou cantor, sendo repetido, se for o caso; o versículo, porém, é cantado pelo grupo de cantores ou cantor. (negritos não são do original)

De pé é a posição corporal e litúrgica para a escuta do Evangelho proclamado. 

A propósito, reproduzimos a imagem acima para ilustrar o que se diz por palavras. Os dois ministros de castiçais que ladeiam o ambão estão de pé, voltados para o ambão, e não para o corpo da assembleia reunida. A posição dos ministros litúrgicos situados à extrema esquerda da imagem acima é de pé, mas: "As mãos ficam juntas uma contra a outra à altura do peito" (Giuseppe Carlo Cassaro). Ou, como melhor explicita L. Trimeloni: "as palmas com os dedos unidos e estendidos tocam-se; mas o polegar direito deve sobrepor-se ao esquerdo em forma de cruz. Evitem os extremos de ter as mãos  completamente horizontais ou totalmente verticais; faça-se de modo que somente a ponta esteja ligeiramente afastada do peito."


Mais adiante a IGMR complementa:

133. [Sacerdote] Toma, então, o Evangeliário, se estiver no altar e, precedido dos ministros leigos, que podem levar o turíbulo e os castiçais, dirige-se para o ambão, conduzindo o Evangeliário um pouco elevado. Os presentes voltam-se para o ambão, manifestando uma especial reverência ao Evangelho de Cristo. (negritos não são do original)

A beleza da liturgia está na harmonia dos gestos e das posições do corpo,  que expressam a unidade e propiciam viva participação. E, para isso, concorrem, com bastante visibilidade, todos os que ocupam o presbitério, uma escola de liturgia.


Leia mais:



Fonte da imagem:
http://ars-the.blogspot.com.br/2014/03/de-que-lado-deve-ficar-o-ambao.html

sábado, 14 de janeiro de 2017

Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, simplesmente "amigo do povo"



Não há quem não tenha ouvido falar de Dom Paulo Evaristo Arns (1921-2016), esse grande Cardeal que durante anos esteve à frente da Arquidiocese de São Paulo. Grande em estatura moral, grande em impulsionar a Igreja para as periferias da vida, grande em enfrentar e solucionar desafios.

Idoso, já afastado de suas funções diretivas da Arquidiocese, o Arcebispo Emérito vivia recolhido na casa de repouso da Congregação das Franciscanas da Ação Pastoral, no Parque Monte Alegre, em Taboão da Serra, SP, cujas irmãs o acompanharam e dele cuidaram nos últimos anos.

Dom Paulo foi um profeta. A igreja "em saída", atitude missionária tão cara ao Papa Francisco (Evangelii Gaudium, n. 24, n. 46), já se fazia presente no conteúdo da ação pastoral de Dom Paulo, na Arquidiocese de São Paulo.

Simplesmente um franciscano. Ou, amigo do povo, como ele dizia, em entrevista ao jornal O São Paulo, de dezembro de 1997:
“Eu gostaria de ser lembrado como amigo do povo. Porque eu defendi os direitos humanos de todo o povo, sem olhar religião, sem olhar ideologia, sem olhar para as capacidades ou possibilidades das pessoas que eram perseguidas, mas sim para que todas elas tivesses seus direitos garantidos e a dignidade humana revelasse o amor divino." (disponível em: http://brasileiros.com.br/2016/12/quero-ser-lembrado-como-o-amigo-povo/ - Acesso em: 21/12/2016)

Para outros, o Cardeal do povo, o Defensor dos direitos humanos e tantas mais adjetivações que apontam para as qualidades de Dom Paulo; elas não se excluem, mas se somam. O homem de todos e para todos.

Foi o homem da esperança. O lema do seu brasão episcopal EX SPE IN SPEM, "De Esperança em esperança", é uma bússola a guiar a nossa caminhada, numa adesão madura a Cristo e a seu Evangelho. Viver a partir de Cristo, e não de ideologias ou coisas mais que não enobrecem a pessoa na sua dimensão espiritual, ética, ou seja, de pessoa feita à imagem e semelhança de Deus. Para tanto, não perder a esperança, mas dela fazer a força para, cada dia, a cada situação, continuar lançando-se à frente. Não fugir dos fatos, mas, na esperança, ter forças para continuar. É um abandonar-se nas mãos da Divina Providência.

Um homem de Deus, hoje vivendo nele e com ele. O novo e definitivo endereço de Dom Paulo é lá no céu. Na quarta semana do Advento, tempo de espera e preparação para o Natal, Deus chamou-o, para celebrar, daqui para frente, por séculos sem fim, o eterno Natal do Filho. 

Por fim, ao prefaciar Brasil: Nunca Mais, Dom Paulo Evaristo Arns deixou esta mensagem para o Brasil e para o mundo:

A imagem de Deus, estampada na pessoa humana, é sempre única. Só ela pode salvar e preservar a imagem do Brasil e do mundo.


Leia mais:

Despedida franciscana às 10 horas desta sexta


Fonte da imagem:
http://www.revistamissoes.org.br/wp-content/uploads/maxresdefault2.jpg

domingo, 8 de janeiro de 2017

Diretório da Liturgia - 2017




O Diretório da Liturgia - Ano A - São Mateus (2016-2017) para a Igreja no Brasil já foi lançado pelas Edições CNBB, nas versões brochura (imagem acima) e espiral. E se encontra à venda nas livrarias católicas. 

Sobre a importância do Diretório da Liturgia e outras informações podem ser conferidas aqui

Esclareça-se que, no Brasil, o Tempo do Natal do Ano A - São Mateus vai até o dia 9 de janeiro de 2017, segunda-feira, inclusive. Este dia é dedicado à festa do Batismo do Senhor. A partir do dia imediatamente seguinte (10/01, terça-feira), começa o Tempo Comum (1ª fase).


Leia mais:

O ano litúrgico e o calendário


Fonte da imagem:
http://www.edicoescnbb.com.br/diretorio-da-liturgia-2017-brochura.html

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Papa Francisco: "orfandade espiritual"



No início do Ano Novo de 2017, o Papa Francisco toca numa das realidades mais profundas do ser humano. Umas das periferias existenciais do homem e da mulher nestes tempos de modernidade: o sentir-se só, privado da pertença a algo de grande valor que o motive a bem viver, sem referência afetiva. Sente-se sem pai, sem Deus; sem mãe, sem Maria; sem família, sem a Família de Nazaré; e, assim, por diante. Se só, isolado, seu horizonte de vida reduz-se a si mesmo, sem mais referências sociais e valorativas.

É uma orfandade de tal dimensão que atinge a alma humana, ou seja, alcança o humano naquilo que ele tem de mais íntimo. Há, nesse sentido, uma "orfandade espiritual" que vai para além dos fatos palpáveis.

 Nas sábias palavras do Papa Francisco:

Começar o ano lembrando a bondade de Deus no rosto materno de Maria, no rosto materno da Igreja, nos rostos das nossas mães, protege-nos daquela doença corrosiva que é a «orfandade espiritual»: a orfandade que a alma vive quando se sente sem mãe e lhe falta a ternura de Deus; a orfandade que vivemos quando se apaga em nós o sentido de pertença a uma família, a um povo, a uma terra, ao nosso Deus; a orfandade que se aninha no coração narcisista que sabe olhar só para si mesmo e para os seus interesses, e cresce quando esquecemos que a vida foi um dom – dela somos devedores a outros – e somos convidados a partilhá-la nesta casa comum.

A homilia, que foi proferida pelo Papa Francisco na Santa Missa da Solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus, no dia 1º de janeiro de 2017, pode ser lida, em português, aqui.


Fonte da imagem:
http://www.icatolica.com/2014/01/solenidade-de-santa-maria-mae-de-deus.html

sábado, 31 de dezembro de 2016

Feliz e Próspero Ano Novo - 2017 !





Feliz e Próspero Ano Novo !




Fonte da imagem:
http://misericordia.org.br/formacoes/ano-santo-da-misericordia-o-que-isso-quer-dizer/

domingo, 25 de dezembro de 2016

Celebrar o Natal em Família



Reproduzo mensagem do Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, sob o título "Celebrar o Natal em Família":


CELEBRAR O NATAL EM FAMÍLIA


O Natal é uma celebração em família: um casal, o nascimento de um menino, a curiosidade e alegria dos vizinhos, os presentinhos, a escolha do nome, a apresentação do recém-nascido no templo...

O mais encantador é que se trata de uma criança muito especial e, por isso, também tem sinais no céu, anjos a cantar, movimentação de príncipes e reis: o menino que nasceu de Maria não é ninguém menos que o próprio Filho Unigênito do eterno Deus, que se fez humano e veio ao mundo.

Deus quis participar de nossa frágil condição humana e partilhar a vida de suas criaturas, dando-lhes uma dignidade inimaginável! Mistério sublime, infinita misericórdia de Deus! Não é obra humana, é sabedoria divina, é ternura de Deus para conosco! Deus entra no mundo através das realidades e vivências familiares; com tudo o que faz parte dela, a família é lugar de revelação de Deus e de sua presença no mundo.

Neste ano, o Papa Francisco presenteou a Igreja e a humanidade com a Exortação Apostólica pós-sinodal “Amoris Laetitia” (A Alegria do Amor), sobre o amor no casamento e na família. O Papa trata de vocação e missão da família na Igreja e na sociedade contemporânea nesse documento precioso.

Francisco quer ajudar a família a viver a beleza e a grandeza de sua vocação e missão e também orienta a Igreja inteira a tratar com atenção e misericórdia as famílias e os casais. A Igreja quer ser parceira das famílias e renova sua disposição em ajudá-las.

Desejo a todos boa celebração do Natal em família, com alegria e fé! Celebremos o nascimento do Salvador da humanidade e do Senhor da sua Igreja. Que Jesus, Maria e José abençoem e alegrem a todos e cada uma das famílias! Feliz e santo Natal!

Cardeal Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo
Natal de Jesus Cristo, de 2016


Fonte do texto:
http://arquisp.org.br/sites/default/files/arquivos/12_25_2016_celebrar_o_natal_em_familia_.pdf

Feliz e Santo Natal do Senhor !


O povo, que andava na escuridão, viu uma grande luz (Is 9,1). 
Glória a Deus no mais alto dos céus, e paz na terra aos homens por ele amados (Lc 2,14)





Feliz e Santo Natal do Senhor!



Fonte da imagem:
http://khristianos.blogspot.com.br/2015/12/a-natividade-por-pintores-famosos.html