sábado, 31 de dezembro de 2016

Feliz e Próspero Ano Novo - 2017 !





Feliz e Próspero Ano Novo !




Fonte da imagem:
http://misericordia.org.br/formacoes/ano-santo-da-misericordia-o-que-isso-quer-dizer/

domingo, 25 de dezembro de 2016

Celebrar o Natal em Família



Reproduzo mensagem do Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, sob o título "Celebrar o Natal em Família":


CELEBRAR O NATAL EM FAMÍLIA


O Natal é uma celebração em família: um casal, o nascimento de um menino, a curiosidade e alegria dos vizinhos, os presentinhos, a escolha do nome, a apresentação do recém-nascido no templo...

O mais encantador é que se trata de uma criança muito especial e, por isso, também tem sinais no céu, anjos a cantar, movimentação de príncipes e reis: o menino que nasceu de Maria não é ninguém menos que o próprio Filho Unigênito do eterno Deus, que se fez humano e veio ao mundo.

Deus quis participar de nossa frágil condição humana e partilhar a vida de suas criaturas, dando-lhes uma dignidade inimaginável! Mistério sublime, infinita misericórdia de Deus! Não é obra humana, é sabedoria divina, é ternura de Deus para conosco! Deus entra no mundo através das realidades e vivências familiares; com tudo o que faz parte dela, a família é lugar de revelação de Deus e de sua presença no mundo.

Neste ano, o Papa Francisco presenteou a Igreja e a humanidade com a Exortação Apostólica pós-sinodal “Amoris Laetitia” (A Alegria do Amor), sobre o amor no casamento e na família. O Papa trata de vocação e missão da família na Igreja e na sociedade contemporânea nesse documento precioso.

Francisco quer ajudar a família a viver a beleza e a grandeza de sua vocação e missão e também orienta a Igreja inteira a tratar com atenção e misericórdia as famílias e os casais. A Igreja quer ser parceira das famílias e renova sua disposição em ajudá-las.

Desejo a todos boa celebração do Natal em família, com alegria e fé! Celebremos o nascimento do Salvador da humanidade e do Senhor da sua Igreja. Que Jesus, Maria e José abençoem e alegrem a todos e cada uma das famílias! Feliz e santo Natal!

Cardeal Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo
Natal de Jesus Cristo, de 2016


Fonte do texto:
http://arquisp.org.br/sites/default/files/arquivos/12_25_2016_celebrar_o_natal_em_familia_.pdf

Feliz e Santo Natal do Senhor !


O povo, que andava na escuridão, viu uma grande luz (Is 9,1). 
Glória a Deus no mais alto dos céus, e paz na terra aos homens por ele amados (Lc 2,14)





Feliz e Santo Natal do Senhor!



Fonte da imagem:
http://khristianos.blogspot.com.br/2015/12/a-natividade-por-pintores-famosos.html

sábado, 9 de julho de 2016

Maria Madalena: celebração elevada ao grau de festa



Por expresso desejo do Papa Francisco, a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos editou Decreto, datado de 3 de junho de 2016, elevando o grau da celebração litúrgica de Santa Maria Madalena, de memória para festa.

De fato, o Calendário Romano Geral contemplava, no grau de memória, a celebração litúrgica de Santa Maria Madalena. Agora, porém, por força do sobredito Decreto que a elevou, a celebração de Santa Maria Madalena passa a ser contemplada no grau de festa pelo Calendário Romano Geral.

O Calendário Romano inscreve a celebração litúrgica de Santa Maria Madalena no dia 22 de julho.

A propósito da festa de Santa Maria Madalena, o Arcebispo Artur Roche, Secretário da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, escreveu o artigo "Apóstola dos Apóstolos", que, a par do mencionado Decreto, merece ser lido para melhor compreender a figura feminina na Bíblia e na Igreja.

É bom ter em conta que o desejo do Papa Francisco, elevando o grau da celebração litúrgica de Santa Maria Madalena, se incorpora, com uma riqueza contributiva para a formação e a  espiritualidade, no contexto dos fatos que vão se desenvolvendo no Ano Santo do Jubileu Extraordinário da Misericórdia.

No original latino, tanto o Decreto quanto o Prefácio que o acompanha podem ser lidos aqui.

Segundo divulgou a Rádio Vaticano, convém considerar que:

O texto da Missa e o Ofício Divino permanecem inalterados, assim como para a Liturgia das Horas. Caberá às Conferências Episcopais traduzir para o próprio idioma o prefácio anexo ao decreto, enviá-lo à Santa Sé que deverá aprovar antes de inseri-lo em uma futura reimpressão do Missal Romano.

Para um claro entendimento da hierarquia das celebrações, ou graus das celebrações litúrgicas, em memória, festa e solenidade, proponho a leitura da resposta dada pelo padre Edward McNamara a uma pergunta que lhe fora feita sobre essas três categorias, ou classes básicas de celebração, clicando aqui.


Fonte da imagem:
http://www.agencia.ecclesia.pt/noticias/vaticano/vaticano-papa-decide-elevar-celebracao-de-santa-maria-madalena-no-calendario-liturgico/

terça-feira, 24 de maio de 2016

Instrução Geral do Missal Romano: bom começo para o estudo da liturgia eucarística


A Instrução Geral do Missal Romano - IGMR é documento oficial da Igreja.

Ao promulgar o Missal Romano (Constituição Apostólica Missale Romanum), restaurado segundo o Concílio Ecumênico Vaticano II, o Papa Paulo VI afirmou:
 
Em primeiro lugar temos a Instrução Geral que, como Proêmio do livro, expõe as novas normas para a celebração do Sacrifício Eucarístico, tanto em relação aos ritos e funções de cada participante, como às alfaias e lugares sagrados.

Em sua Carta Apostólica Mane Nobiscum Domine, de 7 de outubro de 2004, São João Paulo II colocou o estudo da Instrução Geral do Missal Romano como um dos compromissos do Ano da Eucaristia, visando celebrar bem e decorosamente, com participação do povo, o Mistério Eucarístico:

Grande mistério, a Eucaristia! Mistério que deve ser, antes de mais nada, bem celebrado. É preciso que a Santa Missa seja colocada no centro da vida cristã e que, em cada comunidade, tudo se faça para celebrá-la decorosamente, segundo as normas estabelecidas, com a participação do povo, valendo-se dos diversos ministros no desempenho das atribuições que lhes estão previstas, e com uma séria atenção também ao aspecto de sacralidade que deve caracterizar o canto e a música litúrgica. Um compromisso concreto deste Ano da Eucaristia poderia ser estudar a fundo, em cada comunidade paroquial, os «prænotanda» da Instrução Geral do Missal Romano. O caminho privilegiado para ser introduzido no mistério da salvação, actuada nos «sinais» sagrados, continua a ser o de seguir com fidelidade o desenrolar do ano litúrgico. Os Pastores empenhem-se na catequese «mistagógica», muito apreciada pelos Padres da Igreja, que ajuda a descobrir as valências dos gestos e das palavras da liturgia, ajudando os fiéis a passar dos sinais ao mistério e a implicar no mesmo toda a sua existência. (n. 17) - grifei em negrito.

Bento XVI, na sua Exortação Apostólica Pós-Sinodal Sacramentum Caritatis, de 22 de fevereiro de 2007, realçou as virtudes da Instrução Geral do Missal Romano:

Ao ressaltar a importância da arte da celebração, consequentemente põe-se em evidência o valor das normas litúrgicas.(121) Aquela deve favorecer o sentido do sagrado e a utilização das formas exteriores que educam para tal sentido, como, por exemplo, a harmonia do rito, das vestes litúrgicas, da decoração e do lugar sagrado. A celebração eucarística é frutuosa quando os sacerdotes e os responsáveis da pastoral litúrgica se esforçam por dar a conhecer os livros litúrgicos em vigor e as respectivas normas, pondo em destaque as riquezas estupendas da Instrução Geral do Missal Romano e da Instrução das Leituras da Missa. Talvez se dê por adquirido, nas comunidades eclesiais, o seu conhecimento e devido apreço, mas frequentemente não é assim; na realidade, trata-se de textos onde estão contidas riquezas que guardam e exprimem a fé e o caminho do povo de Deus ao longo dos dois milénios da sua história. Igualmente importante para uma correcta arte da celebração é a atenção a todas as formas de linguagem previstas pela liturgia: palavra e canto, gestos e silêncios, movimento do corpo, cores litúrgicas dos paramentos. Com efeito, a liturgia, por sua natureza, possui uma tal variedade de níveis de comunicação que lhe permitem cativar o ser humano na sua totalidade. A simplicidade dos gestos e a sobriedade dos sinais, situados na ordem e nos momentos previstos, comunicam e cativam mais do que o artificialismo de adições inoportunas. A atenção e a obediência à estrutura própria do rito, ao mesmo tempo que exprimem a consciência do carácter de dom da Eucaristia, manifestam a vontade que o ministro tem de acolher, com dócil gratidão, esse dom inefável. (n. 40) - grifei em negrito.

O estudo da IGMR proposto por São João Paulo II continua válido (e estará sempre válido), sobremodo pela observação do seu sucessor na sede de São Pedro de que o conhecimento e o devido respeito pelo livros litúrgicos, bem assim pela riqueza dos sinais, não se dá por adquirido nas comunidades, como confirmam estas palavras de Bento XVI:

Talvez se dê por adquirido, nas comunidades eclesiais, o seu conhecimento e devido apreço, mas frequentemente não é assim (Sacramentum Caritatis, n. 40).

Em conclusão, o estudo da Instrução Geral do Missal Romano - IGMR (esta, como disse Paulo VI, é um proêmio do Missal Romano, motivo pelo qual ela se encontra logo nas primeiras páginas do Missal), a instâncias dos nomeados Pontífices, merece, com maior razão, ser estudada nas comunidades paroquiais, visando à formação litúrgica ou seu aprofundamento, para que, segundo São João Paulo II:

[...] a Santa Missa seja colocada no centro da vida cristã e que, em cada comunidade, tudo se faça para celebrá-la decorosamente, segundo as normas estabelecidas, com a participação do povo, valendo-se dos diversos ministros no desempenho das atribuições que lhes estão previstas, e com uma séria atenção também ao aspecto de sacralidade que deve caracterizar o canto e a música litúrgica.



Leia mais:

Missal Romano e Lecionário: princípios e normas


Fonte da imagem:
http://grupomaranatha.webnode.com.br/products/instru%C3%A7%C3%A3o%20geral%20do%20missal%20romano/

terça-feira, 10 de maio de 2016

Tempo Comum do Ano C - São Lucas (2015-2016) - segunda fase



O Tempo Comum - TC sofre uma suspensão. No seu curso, entra o Tempo da Quaresma. Daí a divisão em duas fases. 

A primeira fase do TC já vimos. Hoje, trataremos da segunda fase do TC, que é a retomada, em continuidade, do TC suspenso.

Ao término do Tempo Quaresmal, veio o Tempo Pascal. O Tempo Pascal dá lugar à continuidade do TC. Esta segunda fase começa com a sétima semana do TC, no dia 16 de maio de 2016, segunda-feira, e vai até o dia 26 de novembro de 2016, sábado.

A cor litúrgica do TC é, preponderantemente, a verde.

Para acompanhamento do Tempo Comum (Ano C - São Lucas) nesta segunda fase, consultar o Diretório da Liturgia - 2016 às páginas 109-198.
 
Desde o dia 8 de dezembro de 2015, Solenidade da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, até o dia 20 de dezembro de 2016, Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, transcorre o Ano Santo da Misericórdia do proclamado Jubileu Extraordinário da Misericórdia, evento este que enriquece intensamente o Ano C - São Lucas (2015-2016).

Mais detalhes oficiais sobre o Jubileu da Misericórdia, confira aqui.


Leia mais:

Papa Francisco audiência geral: Por que um jubileu da Misericórdia


Fonte da imagem:
http://www.franciscanos.org.br/?p=45479

segunda-feira, 25 de abril de 2016

As intenções da oração dos fiéis são proferidas do ambão ou de outro lugar?



É recorrente a pergunta sobre o lugar de onde proferir as intenções da oração dos fiéis ou oração universal, a qual encerra a segunda parte (Liturgia da Palavra) da Missa.

A Instrução Geral sobre o Missal Romano (ou Instrução Geral do Missal Romano) - IGMR, segunda edição típica do Missal Romano, não contemplava disposição expressa sobre o lugar de onde serão ditas as intenções da oração dos fiéis (ns. 45-47).

Recorria-se ao Cerimonial dos Bispos, que diz:

Recitado o símbolo, o Bispo, de pé, na cátedra, de mãos juntas, dirige-se a monição a convidar os fiéis à oração universal. Em seguida, um dos diáconos, um cantor, um leitor ou outra pessoa, do ambão ou de outro lugar conveniente, profere as intenções, e o povo participa na parte que lhe compete. Por fim, o Bispo, de mãos estendidas, diz a oração conclusiva. (n. 144)

Grifei em negrito os lugares de onde podem ser proferidas as intenções: ambão ou outro lugar conveniente. 

Com ligeira alteração verbal (de conveniente para apropriado), a atual Instrução Geral do Missal Romano, na versão da terceira edição típica do Missal Romano, traduzida do latim para o português do Brasil (tradução da CNBB), oficializa que:

Normalmente as intenções são proferidas, do ambão ou de outro lugar apropriado, pelo diácono, pelo cantor, pelo leitor ou por um fiel leigo. (n. 71) - grifei.

A palavra conveniente é da tradução do português de Portugal, como se lê do Cerimonial dos Bispos acima; e apropriado, do português de Brasil, como se lê da atual IGMR, terceira edição típica, em vigor.

Tenha-se em conta que o Cerimonial dos Bispos, utilizado pela Igreja no Brasil, é tradução feita pelo Secretariado Nacional de Liturgia de Portugal, com adaptações feitas pela CNBB quanto à linguagem e a referências às traduções brasileiras de diversos Rituais. A palavra  conveniente que aparece no Cerimonial dos Bispos se repete, em Portugal, na tradução (feita do latim para o português de Portugal) da Instrução Geral do Missal Romano - IGMR, terceira edição típica, e confira aqui (n. 71 do IGMR).

Por derradeiro, a Introdução ao Lecionário da Missa, nº 33, faculta que a oração dos fiéis possa ser pronunciada do ambão, aqui não se fala de outro lugar conveniente ou apropriado:

(...) A homilia e a oração dos fiéis podem ser pronunciadas do ambão, já que estão intimamente ligadas a toda a liturgia da palavra (...)

Em conclusão, não é obrigatório o uso do ambão para o proferimento das intenções da oração dos fiéis. Podem ser proferidas ou do ambão ou de outro lugar conveniente (apropriado). Na prática, mormente nas celebrações festivas ou dominicais, é preferível pronunciar as intenções da oração dos fiéis diretamente do ambão, na esteira da justificativa da Introdução ao Lecionário da Missa (n. 33).


Fonte da imagem:
http://www.acvm.org.br/a-missa-parte-ii/

domingo, 3 de abril de 2016

A esperança cristã é um dom que Deus nos concede - afirma Papa Francisco



A homilia do Papa Francisco na celebração da Vigília Pascal, 26 de março de 2016, continua contagiando. Num mundo de desesperança, ela chega em boa hora, portando a esperança.

O Papa afirma ser a esperança um dom de Deus. Se assim é, precisamos a Deus pedi-la. Se a temos, a Deus agradecer.

Se a salvação veio para todos, a todos a esperança é acessível. Basta não ficar fechado em si mesmo. Ouçamos nas palavras do Papa:
Também nós, como Pedro e as mulheres, não podemos encontrar a vida, permanecendo tristes e sem esperança e permanecendo aprisionados em nós mesmos. Mas abramos ao Senhor os nossos sepulcros selados - cada um de nós os conhece -, para que Jesus entre e dê vida; levemos-Lhe as pedras dos ressentimentos e os penedos do passado, as rochas pesadas das fraquezas e das quedas. Ele deseja vir e tomar-nos pela mão, para nos tirar para fora da angústia. Mas a primeira pedra a fazer rolar para o lado nesta noite é esta: a falta de esperança, que nos fecha em nós mesmos. O Senhor nos livre desta terrível armadilha: sermos cristãos sem esperança, que vivem como se o Senhor não tivesse ressuscitado e o centro da vida fossem os nossos problemas.
Essa pérola de homilia é um oásis na vida agitada, do corre-corre, do apreço pelas coisas imediatas e sensíveis, da maximização do presente. A homilia cai como presente de Páscoa, para além do túmulo vazio da existência.

Leitura recomendada e o texto completo, em português, pode ser lido aqui.


Fonte da imagem:
http://br.radiovaticana.va/news/2016/03/26/vig%C3%ADlia_pascal_papa_exorta_%C3%A0_esperan%C3%A7a_crist%C3%A3,_dom_de_deus/1218302

quinta-feira, 24 de março de 2016

Via-Sacra em Roma (Coliseu) - texto em português



O dia 25 de março de 2016 é Sexta-Feira Santa, um dos dias que compõem o Tríduo Pascal.
 
Em Roma, a Via-Sacra será realizada no Coliseu e será presidida pelo Papa Francisco. Neste ano, ela  tem como motivação central a misericórdia.

A Via-Sacra é um acontecimento. Acontecimento este desdobrado em fases (estações) que descrevem as situações pelas quais Jesus de Nazaré passou, desde a sua condenação à pena de morte, passando pela crucificação e a morte na cruz, até a colocação do seu corpo no sepulcro.

Todo esse sofrimento do homem justo, santo, mexe com os cristãos. Os cristãos reverenciam o justo que sofre, que tudo suporta, e tudo vence.

O texto completo dessa Via-Sacra, em português, pode ser lida aqui.



Fonte da primeira imagem:
http://catolicos.vialumina.com.br/index.php/curiosidades/turismo-religioso/no-mundo/europa/italia/roma/coliseu/

Fonte da segunda imagem:
http://www.vatican.va/news_services/liturgy/2016/documents/ns_lit_doc_20160325_via-crucis-meditazioni_po.html

domingo, 20 de março de 2016

Tempo Pascal do Ano C - São Lucas (2015-2016)


O ano litúrgico é dinâmico. O Tríduo Pascal, centro do ano litúrgico, dá lugar ao Tempo Pascal.

O Tempo Pascal constitui o período de cinquenta dias entre o Domingo de Páscoa da Ressurreição do Senhor e o Domingo de Pentecostes, a serem celebrados com alegria e exultação, como se fossem um só dia de festa, ou, como diz Santo Atanásio, "como um grande domingo" (cfr. NUALC, n. 22)

No Tempo Pascal, a cor litúrgica é branca.

Entretanto, para o Domingo de Pentecostes, que cairá no dia 15 de maio de 2016, a cor litúrgica é vermelha.

A liturgia do Tempo Pascal deve ser acompanhada pelo Diretório da Liturgia - 2016, às páginas 87 a 109, e pelo Missal Romano (2ª edição típica), às páginas 297 (segunda-feira da Oitava da Páscoa) a 343 (sábado do Sétimo Domingo da Páscoa).

Sobre a espiritualidade para o Tempo Pascal, conferir aqui.


No Tempo Pascal deve-se dar especial atenção ao Círio Pascal. Este, desde a Vigília Pascal, deve permanecer, sem deslocamentos para lá ou cá, no presbitério. Se as condições do presbitério forem favoráveis, o Círio Pascal permanece no candelabro junto do ambão. Ou, como registra o Missal Romano (2ª edição típica para o Brasil), para a celebração da Vigília Pascal:
O diácono coloca o círio pascal no candelabro no centro do presbitério ou junto ao ambão. (p. 273, n. 17)
Eis o que diz o Cerimonial dos Bispos
O círio pascal acende-se em todas as celebrações litúrgicas mais solenes deste tempo, tanto à Missa como em Laudes e Vésperas. (n. 372)
O Círio não é vela de enfeite.

Entre os possíveis modos de acender o Círio, tenho comigo que o uso da chama de uma vela reveste-se de maior proximidade com o rito de acendimento do Círio na Vigília Pascal. Seguramente, esta modalidade é muito mais respeitosa do que lançar mão de fósforos, isqueiros. Então, que tal usar a vela que, com o fogo novo, acendeu o Círio na Vigília Pascal?


Leia mais:

A Teologia do Círio Pascal


Fonte da primeira imagem:
http://www.diocese-sjc.org.br/entrar-no-ritmo-pascal/

Fonte da segunda imagem:
http://sarrabal.blogs.sapo.pt/40250.html

quinta-feira, 10 de março de 2016

Cerimonial dos Bispos: guia modelar para as celebrações da Semana Santa - Tríduo Pascal



O Cerimonial dos Bispos é o Cerimonial da Igreja. Deste modo de ser do documento eclesial, segue-se que o Cerimonial dos Bispos, que explicitamente trata das celebrações presididas pelo Bispo diocesano ou com a sua participação, é uma bússola a orientar as celebrações paroquiais presididas pelo presbítero, posto que tais celebrações episcopais, segundo expressão do Cardeal Dom Geraldo Majella Agnelo,

elas se tornam celebrações modelares para as demais expressões do culto da Igreja. Por isso, é justo chamar este livro também de Cerimonial da Igreja. (Apresentação à edição brasileira)

O Cerimonial dos Bispos contempla todas as celebrações da Semana Santa, inclusive o Tríduo Pascal. Nisto, o Cerimonial dos Bispos é um seguro guia da Igreja para modelar as celebrações paroquiais da Semana Santa e do Tríduo Pascal.

Vale relembrar que na Missa da Ceia do Senhor, na tarde da Quinta-Feira Santa, a Igreja dá início ao sagrado Tríduo Pascal (Cerimonial dos Bispos, número 297, página 99).

Consulte, pois, o Cerimonial dos Bispos:

> Para o Domingo de Ramos, na Paixão do Senhor, conferir o Capítulo VI, números 263 a 273, às páginas 90 a 92;

> Para a Missa Crismal (Quinta-Feira Santa, parte da manhã), conferir o Capítulo VII, números 274 a 294, às páginas 93-97. O Bispo concelebra a Missa Crismal com o seu presbitério, ocasião em que consagra o santo crisma e benze outros óleos (Cerimonial dos Bispos, número 274, página 93);

> Para o Sagrado Tríduo  Pascal, conferir os Capítulos VIII, IX, X, XI, números 295 a 370, às páginas 98 a 116.


Leia mais:

O sacerdote na celebração do Tríduo Pascal, pelo Departamento das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice


Fonte da imagem:
http://www.icatolica.com/2015/03/sobre-os-ritos-da-semana-santa.html

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Semana Santa e Tríduo Pascal do Ano C - São Lucas (2015-2916)



No curso do Tempo da Quaresma, Jesus foi preparando-nos, gradualmente, para o Mistério da Morte e Ressurreição, e leva-nos a Jerusalém.

A caminho de Jerusalém, Jesus adianta aos doze discípulos o que irá acontecer ao Filho do Homem:
Enquanto subia para Jerusalém, Jesus tomou consigo os doze discípulos em particular e, durante a caminhada, disse para eles: «Eis que estamos subindo para Jerusalém, e o Filho do Homem vai ser entregue aos chefes dos sacerdotes e aos doutores da Lei. Eles o condenarão à morte, e o entregarão aos pagãos para zombarem dele, flagelá-lo e crucificá-lo. E no terceiro dia ele ressuscitará.» (Mt 20, 17-19)
Assim preparados, com a fé mais iluminada, chegamos à Semana Santa. Semana Maior, ou Grande Semana, e Semana da Salvação como também é denominada. Sem que um exclua o outro, são qualificativos que se somam e enriquecem os dias em que a liturgia segue, passo a passo, os últimos acontecimentos da vida terrena de Jesus (Augusto Bergamini).

A Semana Santa visa recordar a Paixão de Cristo, desde sua entrada messiânica em Jerusalém (n. 31)
O Tríduo Pascal é o tempo em que a Igreja celebra a paixão, a morte e a ressurreição de Jesus, constituindo o ponto alto da Semana Santa e o ponto central do Ano Litúrgico. O Tríduo se inaugura na Quinta-feira Santa, com a Missa Vespertina da Ceia do Senhor, em que faz atual a Última Ceia, na qual o Senhor instituiu a eucaristia, o sacerdócio ministerial e o sacramento do amor, encerrando-se com o Ofício das Vésperas da liturgia das horas do Domingo de Páscoa da Ressurreição do Senhor.

Para Santo Agostinho é o sacratíssimo tríduo do crucificado, do sepultado e do ressuscitado (sacratissimum triduum crucifixi, sepulti, suscitati).

Na expressão sintética de Augusto Bergamini, o tríduo é a 'páscoa celebrada em três dias'.

A Semana Santa do Ano C - São Lucas (2015-2016) começa com o Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, que cai no dia 20 de março de 2016, e termina no dia 24 de março de 2016 (Quinta-feira), imediatamente antes do início da celebração da Missa Vespertina da Ceia do Senhor.

O Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor vai desde a celebração da Missa Vespertina da Ceia do Senhor, no dia 24 de março de 2016 (Quinta-feira Santa), até as Vésperas do Domingo de Páscoa da Ressurreição do Senhor, e tem seu ponto alto na Vigília Pascal (Sábado Santo). Ou, como dispõem as Normas Universais do Ano Litúrgico e Novo Calendário Romano Geral:
O Tríduo pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor começa com a Missa vespertina na Ceia do Senhor, possui o seu centro na Vigília Pascal e encerra-se com as Vésperas do domingo da Ressurreição. (n. 19).

Sugestões práticas:


Para o Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor (20/3/2016) a cor litúrgica é vermelha e toda a liturgia do próprio do tempo (ou seja, para este Domingo) está no Missal Romano (2ª edição típica, em uso no Brasil) às páginas 220 a 231.

Para Segunda, Terça e Quartas-feiras da Semana Santa (21, 22 e 23/3/2016) a cor litúrgica é roxa e toda a liturgia do próprio do tempo está no Missal Romano às páginas 232 (Segunda-feira), 233 (Terça-feira) e 234 (Quarta-feira).

Para a Quinta-feira da Semana Santa (24/3/2016), há duas grandes celebrações. A primeira é na parte da manhã. O Bispo concelebra com o seu presbitério a Missa do Crisma. A cor litúrgica é roxa e a liturgia do próprio do tempo (Missa do Crisma) está no Missal Romano às páginas 235 a 246.

A segunda celebração vem ao cair da tarde dessa mesma Quinta-feira Santa. Com a celebração da Missa vespertina da Ceia do Senhor começa o Tríduo Pascal. A cor litúrgica é branca e a liturgia do próprio do tempo (Missa vespertina da Ceia do Senhor) está no Missal Romano às páginas 247 a 253.

Para a Sexta-feira da Semana Santa (25/3/2016) a cor litúrgica é vermelha e toda a liturgia do próprio do tempo está no Missal Romano às páginas 254 a 269. Nesta Sexta-feira é dia de abstinência e jejum. Ao término da Celebração da Paixão do Senhor (que não é celebração de Missa), todos se retiram em silêncio, e o altar é oportunamente desnudado.

Para o Sábado da Semana Santa (26/3/2016) a cor litúrgica é roxa. O Missal Romano (página 269) nada registra como próprio do tempo, isto é, neste dia, nenhuma celebração litúrgica há. No Sábado Santo, a Igreja permanece junto ao sepulcro do Senhor, meditando a sua Paixão e Morte. A Sagrada Comunhão só pode ser dada, se for como viático. O altar permanece desnudado.

Para a Vígilia Pascal (26/3/2016) a cor litúrgica é branca. A Vigília Pascal, que se celebra na noite santa deste Sábado, compõe-se de quatro partes.

Primeira parte começa com a Solene Celebração da Luz (bênção do fogo e preparação do círio), Procissão e Proclamação da Páscoa. O próprio do tempo desta primeira parte está no Missal Romano, nas páginas 270 a 278.

Segunda parte compõe-se da Liturgia da Palavra, com sete leituras do Antigo Testamento e duas do Novo Testamento (Epístola e Evangelho). E começa com a exortação do sacerdote (padre) dirigida ao povo (rubrica n. 22 do Missal Romano, página 279). Por razões pastorais, pode-se diminuir o número de leituras do Antigo Testamento para três ou, em situações especiais, para duas, não podendo, porém, ser omitida a leitura do Livro do Êxodo, capítulo 14.

O próprio do tempo desta segunda parte está no Missal Romano, nas páginas 279 a 283.

As leituras e os salmos estão, como se sabe, no Lecionário Dominical. O Evangelho (Lc 24, 1-12) está no Evangeliário, ou, se a comunidade não tiver este livro, usa-se o Lecionário Dominical, onde também  está o Evangelho (Lc 24, 1-12).

Terceira parte compõe-se da Liturgia Batismal e começa com a exortação do sacerdote (padre) dirigida ao povo (uma das exortações previstas na rubrica n. 38 do Missal Romano, página 283).

O próprio do tempo desta terceira parte está contemplada no Missal Romano, nas páginas 283 a 290.

Quarta Parte compõe-se da Liturgia Eucarística, com a Oração sobre as Oferendas (rubrica n. 42 do Missal Romano, página 290), Prefácio da Páscoa I (rubrica n. 41 do Missal Romano, página 421) e Oração Eucarística I ou Cânon Romano (Missal Romano, páginas 469 a 476).

O Rito da Comunhão está nas páginas 500 a 504 do Missal Romano.

Ritos Finais estão na página 505 do Missal Romano.

A Bênção Solene da Vigília Pascal e dia de Páscoa está nas páginas 522 a 523 do Missal Romano (rubrica n. 6).

Para o Domingo de Páscoa da Ressurreição do Senhor (27/03/2016), a cor litúrgica é branca, e o próprio do tempo está às páginas 295-296 do Missal Romano.


Para a Semana Santa e o Tríduo Pascal, os seguintes livros litúrgicos fazem-se necessários: Missal Romano (No Brasil, a 2ª edição típica em vigor), Lecionários (Dominical e Ferial ou Semanal) e Evangeliário.

Para acompanhar a Semana Santa e evidentemente o Tríduo Pascal, incluindo o Domingo de Páscoa da Ressurreição do Senhor, recomendo a consulta ao Diretório da Liturgia - 2016, às páginas 78 a 87.

Por fim, sugiro a leitura do "Pequeno Manual para a Semana Santa" - do site Presbíteros, que considero muito bom e prático, cujo texto pode ser lido clicando aqui.


Atenção!


Com o término do canto do Glória da Missa Vespertina da Ceia do Senhor, na Quinta-feira Santa, não mais se tocam quaisquer sinos (da torre e do altar), voltando a serem tocados somente com o canto do Glória da Missa da Vigília Pascal, no Sábado Santo.

Neste período em que os sinos permanecem silenciosos, toca-se matraca nas situações em se tocaria sino, quer da torre, quer do altar.

Para a procissão da Missa da Vigília Pascal não se leva cruz processional, nem tochas.


Leia mais:

Paschalis Sollemnitatis: A Preparação e Celebração das Festas Pascais, de 16 de janeiro de 1998, da Congregação para o Culto Divino

Decreto In Missa in Cena Domini, de 6 de janeiro de 2016, da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos

Comentário ao Decreto In Missa in Cena Domini, da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos

O Tríduo Pascal do Senhor crucificado, sepultado e ressuscitado, por Dom Edmar Peron


Fonte da imagem:
http://diocesedecacador.org.br/site/entrevista-dom-severino-explica-sobre-a-semana-santa/

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Declaração Conjunta do Papa Francisco e do Patriarca Cirilo entra para a História



A visão profética de São João XXIII vai-se tornando realidade: a promoção da unidade na família cristã e humana.

Há onze anos, São João Paulo II, na esteira da promoção da unidade cristã (ecumenismo), sonhou com um encontro com Alexis II, então Patriarca de Moscou e toda a Rússia, por ocasião da restituição do ícone de Nossa de Senhora de Kazan. Tal encontro pessoal, porém, não se concretizou.

Alexis II foi sucedido por Cirilo (Patriarca Kirill) no Patriarcado de Moscou e toda a Rússia (A Igreja da Rússia). É com ele que prosseguiram os entendimentos entre a Igreja Católica de Roma e a Ortodoxa da Rússia, para, já amadurecidos, culminar no histórico encontro entre o Papa Francisco e o Patriarca Cirilo, em Havana (Cuba) a 12 de fevereiro de 2016.

Ambas as lideranças religiosas trocaram significativos presentes. O Patriarca Cirilo ofertou a Francisco uma cópia do ícone de Nossa Senhora de Kazan. O Papa Francisco lhe correspondeu com dois presentes: um relicário de São Cirilo e um cálice.

No encontro, Francisco, Bispo de Roma e Papa da Igreja Católica Romana, e Kirill (Cirilo), Patriarca de Moscovo e toda a Rússia, assinaram uma Declaração Conjunta, que, por certo, passará para a História. Nela, entre tantos outros pontos relevantes, há o reconhecimento dos princípios fundamentais do cristianismo, exemplificativamente:

1. Por vontade de Deus Pai de quem provém todo o dom, no nome do Senhor nosso Jesus Cristo e com a ajuda do Espírito Santo Consolador, nós, Papa Francisco e Kirill, Patriarca de Moscovo e de toda a Rússia, encontramo-nos, hoje, em Havana. Damos graças a Deus, glorificado na Trindade, por este encontro, o primeiro na história. 

4. Damos graças a Deus pelos dons que recebemos da vinda ao mundo do seu único Filho. Partilhamos a Tradição espiritual comum do primeiro milénio do cristianismo. As testemunhas desta Tradição são a Virgem Maria, Santíssima Mãe de Deus, e os Santos que veneramos. Entre eles, contam-se inúmeros mártires que testemunharam a sua fidelidade a Cristo e se tornaram «semente de cristãos».

5. Apesar desta Tradição comum dos primeiros dez séculos, há quase mil anos que católicos e ortodoxos estão privados da comunhão na Eucaristia. Estamos divididos por feridas causadas por conflitos dum passado distante ou recente, por divergências – herdadas dos nossos antepassados – na compreensão e explicitação da nossa fé em Deus, uno em três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Deploramos a perda da unidade, consequência da fraqueza humana e do pecado, ocorrida apesar da Oração Sacerdotal de Cristo Salvador: «Para que todos sejam um só, como Tu, Pai, estás em Mim e Eu em Ti; para que assim eles estejam em Nós» (Jo 17, 21).

6. Conscientes da permanência de numerosos obstáculos, esperamos que o nosso encontro possa contribuir para o restabelecimento desta unidade querida por Deus, pela qual Cristo rezou. Que o nosso encontro inspire os cristãos do mundo inteiro a rezar ao Senhor, com renovado fervor, pela unidade plena de todos os seus discípulos. Num mundo que espera de nós não apenas palavras mas gestos concretos, possa este encontro ser um sinal de esperança para todos os homens de boa vontade!

7. Determinados a realizar tudo o que seja necessário para superar as divergências históricas que herdámos, queremos unir os nossos esforços para testemunhar o Evangelho de Cristo e o património comum da Igreja do primeiro milénio, respondendo em conjunto aos desafios do mundo contemporâneo. Ortodoxos e católicos devem aprender a dar um testemunho concorde da verdade, em áreas onde isso seja possível e necessário. A civilização humana entrou num período de mudança epocal. A nossa consciência cristã e a nossa responsabilidade pastoral não nos permitem ficar inertes perante os desafios que requerem uma resposta comum.

30. Cheios de gratidão pelo dom da compreensão recíproca manifestada durante o nosso encontro, levantamos os olhos agradecidos para a Santíssima Mãe de Deus, invocando-A com as palavras desta antiga oração: «Sob o abrigo da vossa misericórdia, nos refugiamos, Santa Mãe de Deus». Que a bem-aventurada Virgem Maria, com a sua intercessão, encoraje à fraternidade aqueles que A veneram, para que, no tempo estabelecido por Deus, sejam reunidos em paz e harmonia num só povo de Deus para glória da Santíssima e indivisível Trindade!

A histórica Declaração Conjunta será, certamente, fonte de referência para estudos e ações nos diversos temas nela contemplados, tais como a liberdade religiosa, família, defesa da vida, perseguição aos cristãos, Europa e sua fidelidade às raízes cristãs, conflitos, diálogo inter-religioso.

Dada a sua importância histórica não só para o cristianismo romano quanto para o ortodoxo, bem assim para as pessoas de boa vontade, leia, na íntegra e em português, a sobredita Declaração Conjunta assinada pelo Papa Francisco e pelo Patriarca Kirill (Cirilo), clicando aqui.
Carta do Papa Bento XVI à sua Santidade Aleixo II Patriarca de Moscovo e de todas as Rússias

História resumida do Patriarcado de Moscou


Fonte da imagem:
https://pt.zenit.org/articles/um-manifesto-desconfortavel-para-o-mundo-vindouro/

domingo, 7 de fevereiro de 2016

CFE - 2016 - Campanha da Fraternidade Ecumênica



A Campanha da Fraternidade para o Tempo da Quaresma deste ano é Ecumênica, porque, como diz o texto abaixo, "Todas as pessoas que assumem a fé em Jesus Cristo são chamadas a trabalhar juntas no cuido da Casa Comum".

Portanto, não é uma Campanha somente da Igreja Católica Apostólica Romana no Brasil, mas sim das demais Igrejas que comungam a mesma fé em Jesus Cristo, ou melhor, das Igrejas membro do CONIC - Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil.

Orientações para os educadores e as educadoras

A IV Campanha da Fraternidade Ecumênica tem como tema: “Casa Comum, nossa responsabilidade” e nos propõe dois objetivos entrelaçados e decorrentes do nosso compromisso de fé.

O primeiro objetivo tem relação com o tema central dessa Campanha que é o saneamento básico. Entendemos que o acesso a esse serviço é condição essencial para a garantia de justiça socioambiental, que se expressa na erradicação da pobreza, no cuidado com o meio ambiente e na redução na mortalidade infantil. O saneamento básico compreende o abastecimento de água potável, o esgoto sanitário, a limpeza urbana, o manejo dos resíduos sólidos, o controle de meios de transmissão de doença e a drenagem de águas pluviais. 

O segundo objetivo é motivar a vivência ecumênica. Todas as pessoas que assumem a fé em Jesus Cristo são chamadas a trabalhar juntas no cuido da Casa Comum. Essa responsabilidade é conferida a nós pelo Batismo. Para tanto, precisamos superar os conflitos e nos abrirmos para o diálogo, para conhecer e saber quem é o irmão e a irmã da outra igreja. Isso significa valorizar a unidade cristã sem desconsiderar que há formas diferentes de viver a fé em Jesus Cristo. Nosso testemunho torna-se mais evidente quando podemos fazer isso juntos.

Estes dois objetivos têm a ver com o que Deus quer de nós, com seu projeto de construção de um mundo mais fraterno e justo.

Leia mais sobre o objetivo geral e os objetivos específicos da Campanha da Fraternidade Ecumênica - 2016, clicando na página da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB aqui.

Confira também o material do CONIC - Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil sobre a CFE-2016, clicando aqui.

Por fim, num horizonte bem maior, universal, não se pode deixar de mencionar a Carta Encíclica Laudato Si' sobre o cuidado da casa comum, do Papa Francisco, que trata do desenvolvimento sustentável e integral, unindo toda a família humana na proteção da nossa casa comum.



Leia mais:

Papa Francisco: zeloso cuidador da Casa Comum, por Leonardo Boff


Fonte do texto:
http://edicoescnbb.com.br/CFE2016_atividade_para_crian%C3%A7a.pdf

Fonte da imagem e do vídeo oficial da Campanha:
http://www.conic.org.br/portal/cf-ecumenica

Quaresma de 2016: Mensagem do Papa Francisco



Para o Tempo da Quaresma do Ano C - São Lucas (2015-2016), o Papa Francisco, na esteira do Ano Jubilar da Misericórdia, envia a Mensagem Quaresmal centrando nestas palavras:

«“Prefiro a misericórdia ao sacrifício” (Mt 9, 13). As obras de misericórdia no caminho jubilar»

O Papa enfatiza a necessidade de aproveitar este tempo favorável à conversão para sair da própria alienação existencial:

Portanto a Quaresma deste Ano Jubilar é um tempo favorável para todos poderem, finalmente, sair da própria alienação existencial, graças à escuta da Palavra e às obras de misericórdia. Se, por meio das obras corporais, tocamos a carne de Cristo nos irmãos e irmãs necessitados de ser nutridos, vestidos, alojados, visitados, as obras espirituais tocam mais directamente o nosso ser de pecadores: aconselhar, ensinar, perdoar, admoestar, rezar. Por isso, as obras corporais e as espirituais nunca devem ser separadas.

Essas e outras mais passagens da Mensagem do Papa para a Quaresma de 2016 podem ser lidas aqui.


Fonte da imagem:
http://www.opusdei.pt/pt-pt/document/o-papa-convoca-o-jubileu-da-misericordia/

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Tempo da Quaresma do Ano C - São Lucas (2015-2016)



A primeira fase do Tempo Comum dará lugar ao Tempo da Quaresma.

O Tempo da Quaresma começa no dia 10 de fevereiro de 2016, Quarta-Feira de Cinzas, e vai até o dia 24 de março de 2016, Quinta-Feira Santa, antes do início da Missa Vespertina da Ceia do Senhor.

É tempo de preparação da Páscoa do Senhor.

A cor litúrgica é roxa, podendo usar a cor rósea no Domingo Laetare (Quarto Domingo da Quaresma), que cai no dia 6 de março de 2016. 

De regra geral, neste tempo, omitem-se o Glória e o Aleluia. Não se ornamenta o espaço litúrgico com flores.

A Quarta-Feira de Cinzas é dia de jejum e abstinência. À abstinência estão obrigados os que houverem completado catorze anos de idade e vai até o fim da vida. Ao jejum estão obrigados os maiores de idade (no Brasil, 18 anos completos) e vai até os sessenta anos começados (em outras palavras, até os 59 anos completos). A respeito, pode-se consultar os canônes 1249 a 1253 do Código de Direito Canônico aqui.

O Tempo da Quaresma do Ano C - São Lucas (2015-2916) pode ser acompanhado pelo Diretório da Liturgia - 2016, às páginas 61 a 81.


Leia mais:


Fonte da imagem:
http://www.diocese-aveiro.pt/v2/?p=13514

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Dia Mundial da Paz: Vence a indiferença e conquista a paz



Como sempre faz a Igreja, foi divulgada a Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial da Paz - 2016, que se celebra a cada dia 1º de janeiro, cujo texto completo, em português, pode ser lido aqui.

Desde que tal celebração foi instituída pelo Papa Paulo VI, a Mensagem corresponde ao XLIX Dia Mundial da Paz


Leia mais:





Fonte da imagem:
http://www.a12.com/santo-padre/noticias/detalhes/dia-mundial-da-paz-de-2016-vence-a-indiferenca-e-conquista-a-paz

domingo, 3 de janeiro de 2016

Tempo Comum do Ano C - São Lucas (2015-2016) - primeira fase



A dinâmica do Ano Litúrgico vai revelando os tempos em que ele se decompõe. Aproxima-se o Tempo Comum, que se divide em duas fases, porque, entre uma e outra, intercalam-se o Tempo da Quaresma e o Tempo da Páscoa.

A primeira fase, que é o início do Tempo Comum - TC, começa no dia 11 de janeiro de 2016, segunda-feira, e vai até o dia 9 de fevereiro de 2016, terça-feira, inclusive. A segunda fase, que é nada mais nada menos do que o recomeço do TC, começa no dia 16 de maio de 2016, segunda-feira, e vai até o dia 26 de novembro 2016, imediatamente antes das Primeiras Vésperas do Primeiro Domingo do Advento.

A cor litúrgica do TC é verde.

Para acompanhamento do Tempo Comum (Ano C - São Lucas), consultar o Diretório da Liturgia - 2016 às páginas 48-60 e às páginas 109-198.

Desde o dia 8 de dezembro de 2015, Solenidade da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, até o dia 20 de dezembro de 2016, Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, transcorre o Ano Santo da Misericórdia do proclamado Jubileu Extraordinário da Misericórdia, evento este que enriquece intensamente o Ano C - São Lucas (2015-2016).

Mais detalhes oficiais sobre o Jubileu da Misericórdia, confira aqui.


Fonte da imagem:
http://www.diocese-aveiro.pt/v2/?p=3612