sábado, 13 de fevereiro de 2010

Santo Antônio de Categeró


Minha mãe invocava Santo Antônio de Categeró. Interessei-me e, passados alguns anos, pesquisando na internet deparei-me com um livro sobre Santo Antônio de Categeró. Fiz ligação com aquele Santo que minha saudosa mãe invocava, e calculei: só pode ser este.

Assim, terminei de ler o livro Santo Antônio de Categeró - Sinal profético do empenho pelos pobres, de Salvatore Guastella, tradução de Benôni Lemos, editado pela Paulus, 4ª edição, 2002.

Realmente, não há confundi-lo com Santo Antônio (1195-1231), popularmente o Santo casamenteiro, aquele do tradicional pãozinho de Santo Antônio, também conhecido como Santo Antônio de Pádua ou Santo Antônio de Lisboa.

Antônio de Categeró, ou Antônio de Noto, em vida chamavam-no simplesmente de tio Antônio, viveu em Ávola e Noto, na região da Sicília, sul da Itália. Nasceu no norte da África, em Barca, na Cirenaica, por volta de 1.490. De origem negra, tinha o apelido de Etíope. Daí, Antônio Etíope, ou Antônio Negro.

O comércio de escravos negros não era desconhecido da Sicília. Os escravos trabalhavam na agricultura e em casa. Vinham do norte da África, sobretudo da região de Cirenaica. É desta região africana que veio Antônio.

Sem nome cristão, era simplesmente o negro oriundo dos montes de Barca, vendido em Ávola a um dono de terras (fazendeiro) chamado Giovanni Iandânula. Era um servo doméstico do campo.

Educado segundo o Alcorão, o Antônio mostrava ser uma pessoa simples, de boa índole, sem malícia. Foi-lhe confiado o pastoreio das ovelhas e cabras. O fazendeiro, temente ao Deus dos cristãos, se empenhou pela conversão do seu servo ao cristianismo. O servo pediu o batismo e foi-lhe dado o nome de Antônio.

A conversão e o batismo tiveram para Antônio o sabor de vida nova. Não se limitou a fazer-se cristão de nome apenas. Relata o monsenhor Salvatore Guastella, autor do livro:

"Desde o dia de seu batismo, ele se empenhou com tanta seriedade em ser cristão que punha em prática tudo o que ouvia ou dizia, querendo verdadeiramente servir ao Senhor e ser-lhe grato. Pobre por causa de sua condição de servo, Antônio quis, depois do batismo, ser pobre por opção e, a exemplo do Deus dos cristãos, quis fazer muito com nada, enquanto tantos ricos não fazem nada com muito." (pág. 17).

Antônio veio a ser um homem livre, mas mesmo assim ainda continuou por algum tempo trabalhando para os patrões. E depois dedicou-se inteiramente à caridade ao próximo. Recebeu o hábito de terceiro franciscano, vindo a tornar-se um eremita no Vale dos Pizões. Para todos os que o buscavam, tinha uma palavra de confiança em Deus. E muitos de seus milagres aconteceram em vida.

Antônio faleceu no dia 14 de março de 1550, na antiga cidade de Noto, Sicília (Itália).

O livro fala de um Processo diocesano de beatificação (Diocese de Noto, Itália): "Vida, morte e milagres do falecido Antônio Negro, escravo do falecido Giovanni Iandânula e, depois, de Miguel e Vicente Giamblundo, seus herdeiros, que lhe deram a liberdade, e sua vida eremítica" (pág. 14, nota de rodapé n. 8).

Sugiro: vale conferir o livro. E boa e proveitosa leitura!



Leia mais:


Santo Antônio de Categeró

Novena a Santo Antônio de Categeró (livro)

Paróquia Nossa Senhora do Ó (Oração/História de Santo Antônio de Categeró)


Fonte da primeira imagem:
http://www.paulus.com.br/lojavirtual/secoes/detalhamento.php?id=922&produto=Livros&cat_produto=produtos_livros&produto_dir=livros&categoria=Espiritualidade&id_cat=3

Fonte da segunda imagem:
http://www.cot.org.br/igreja/prece-ao-beato-atonio-de-categero.php

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