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sábado, 2 de junho de 2007

Os evangelhos perdidos

Darrell L. Bock, professor e pesquisador no Seminário Teológico de Dallas, no Texas (EUA), já conhecido do público brasileiro pelo seu Quebrando o Código Da Vinci, volta à tona, agora, com o novo livro Os evangelhos perdidos, em tradução de Emirson Justino (Editora Thomas Nelson Brasil, Rio, 2007). Além de suas atribuições acadêmicas, é missionário da Igreja da Fraternidade de Trinity, em Richardson, Texas.

Pois bem, o livro Os evangelhos perdidos, com o subtítulo A verdade por trás dos textos que não entraram na Bíblia, cuja edição original foi lançada em 2006 pela Thomas Nelson, Inc., cuida de um meditado e longo estudo, fruto final da pesquisa realizada na Universidade de Tübingen, na Alemanha, sobre os chamados novos materiais (documentos que não estão na Bíblia, ou, especificamente, no Novo Testamento), em paralelo com os materiais tradicionais (documentos que estão no Novo Testamento).


A obra, na introdução, começa com uma indagação: "As novas descobertas indicam que o Cristianismo precisa de uma reforma?". A leitura é estimulada, e até a vista dessa indagação, pela leveza do texto; e, ao término de cada capítulo, vem um conjunto de perguntas para estudo.

A promoção com status de significativa relevância desses evangelhos perdidos (novos materiais) vem sendo dada pela chamada nova escola, cujo mentor é Walter Bauer, acadêmico alemão, que, em 1934, lançou um livro, intitulado em português Ortodoxia e heresia no Cristianismo primitivo.

A resposta à indagação inicial, o teólogo Darrell L. Bock assim sintetiza: "O que precisa de uma reforma não é o Cristianismo, mas a nova escola".

Confira: vale a pena ler o livro, para um crescimento na formação cristã e, como diz, o apóstolo Pedro: estai sempre prontos a dar a razão da vossa esperança a todo aquele que a pedir (1Pd 3, 15).

Leia também:

terça-feira, 8 de maio de 2007

Jesus de Nazaré

Podemos nos referir ao recente livro Jesus de Nazaré, de autoria do teólogo Joseph Ratzinger, hoje papa Bento XVI, como uma situação de calmaria que se segue a uma tempestade.

Pois bem, em 1945 foi descoberta uma biblioteca de textos antigos, conhecidos como Evangelhos Gnósticos, ou Evangelhos Apócrifos, no local denominado Nag Hammadi, no Egito.

E ainda: em 1964 foi publicada a segunda edição, em alemão, do livro Ortodoxia e Heresia no Cristianismo Primitivo, de autoria de Walter Bauer, cuja primeira edição saira em 1934, mas sem tanta divulgação quanto a segunda edição.

A descoberta dos textos antigos e a publicação do livro de Bauer despertaram e têm sustentado o surgimento de vasta literatura destinada ao grande público. Obras como O Código Da Vinci, de Dan Brown, e Os Evangelhos Gnósticos, de Elaine Pagels, da Universidade de Princepton, se situam nessa linha de literatura.

A respeito, Darrell L. Bock, professor e pesquisador no Seminário Teológico de Dallas, no Texas, afirma que "Essas tantas obras novas não são acidentes. Existe um esforço orquestrado para mudar nossa história e a maneira como olhamos para nossas raízes religiosas e culturais" (Os Evangelhos Perdidos, tradução de Emirson Justino, Rio, Thomas Nelson Brasil, 2007, pág. 17).

O livro do papa, se assim podemos dizer, procura recolocar as coisas em seu devido lugar, como que respondendo à tempestade de teorias diversas levantadas ultimamente a respeito de Jesus.

Nesse sentido, o primeiro volume de Jesus de Nazaré estará em breve, em tradução vernácula, para reaproximar o Jesus histórico do Cristo da fé. E a bonança virá.