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terça-feira, 26 de março de 2013

Início do Tempo Pascal do Ano C - Lucas (2012-2013)



Chama-se Tempo Pascal o período de cinquenta dias que vai desde o Domingo da Ressurreição do Senhor (31 de março de 2013) até o Domingo de Pentecostes (19 de maio de 2013). E serão celebrados com alegria e exultação, como se fossem um só dia de festa, ou melhor, na expressão de Santo Atanásio, "como um grande domingo" (cfr. n. 22 das Normas Universais sobre o Ano Litúrgico e o Calendário).

A cor litúrgica desse Tempo é branca. Entretanto, a cor litúrgica do Domingo de Pentecostes é vermelha.

Para a festa de São Marcos Evangelista (dia 25 de abril), de São Felipe e São Tiago Menor Apóstolos (dia 3 de maio) e de São Matias Apóstolo (dia 14 de maio de 2013), a cor litúrgica é vermelha.

Para acompanhar a liturgia desse Tempo Pascal, recomendo a consulta ao Diretório da Liturgia - 2013, nas páginas 84 a 105


Leia mais:



Fonte da imagem:
http://www.usf.edu.br/News97content11225.shtml

domingo, 23 de março de 2008

Tempo Pascal: as aparições do Jesus ressuscitado


Os cinqüenta dias que se seguem do Domingo da Ressurreição, inclusive, até o Domingo de Pentecostes, formam o Tempo Pascal.

Na expressão de Tertuliano (155-220): "Este tempo é propriamente um "dia da festa"." [1] É uma única festa pascal. Ou, como rezam as Normas Universais sobre o Ano Litúrgico e o Calendário: "Os cinqüenta dias entre o domingo da Ressurreição e o domingo de Pentecostes sejam celebrados com alegria e exultação, como se fossem um só dia de festa, ou melhor, "como um grande domingo"" (n. 22). Conforme nota de rodapé n. 12, para a expressão "como um grande domingo", as referidas Normas Universais se reportam a Santo Atanásio, Epist. fest., 1: PG 26, 1366.

É o tempo das aparições do Jesus ressuscitado. Não são aparições sem sentido. Ao contrário, elas visam educar, transmitir e fortalecer os apóstolos, hoje nós, na fé pascal, como, por exemplo, por intermédio daquela passagem de Os discípulos de Emaús (Lc 24, 13-35), interpretada por Caravaggio em A Ceia de Emaús (pintura acima).

Os Domingos do Tempo Pascal são tidos como Domingos da Páscoa. O Domingo da Páscoa na Ressurreição do Senhor, que é antecedido pela Vigília Pascal, é o primeiro Domingo da Páscoa. No Brasil, celebra-se a solenidade da Ascensão do Senhor no sétimo Domingo da Páscoa. No domingo seguinte, celebra-se a solenidade de Pentecostes, quando se encerra o Tempo Pascal.

O Círio Pascal, que é símbolo do Cristo ressuscitado, marca o Tempo Pascal. Estará aceso tanto nas Celebrações Eucarísticas (Missas) quanto nas laudes e vésperas da Liturgia das Horas, até o Domingo de Pentecostes inclusive.


Leia mais:

Círio Pascal: Eis a luz de Cristo!


[1] O Baptismo, n. 19, apud Antologia Litúrgica: textos litúrgicos, patrísticos e canónicos do primeiro milénio, recolha de textos, tradução e organização de José de Leão Cordeiro, Santuário de Fátima-Portugal, Secretariado Nacional de Liturgia, p. 200, n. 641.



Fonte da imagem:
http://www.pime.org.br/noticias.inc.php?&id_noticia=6557&id_sessao=2

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Antão: a santidade que vem do deserto


A Igreja Católica Romana celebra hoje, dia 17/1, a memória de Santo Antão.

Antão, em latim Antonius (Antonio), nasceu na região do Alto Egito por volta de 250 e faleceu com mais de cem anos, em 356.

Antão era cristão. Aos 20 anos distribuiu seus bens aos pobres e retirou-se para o deserto.

Antão pertence àqueles místicos chamados Padres do Deserto, cuja espiritualidade não era apenas profunda, mas simples.

Santo Atanásio (295-373), bispo de Alexandria, foi quem propagou em toda a Igreja o exemplo de vida de Antão. Santo Atanásio escreveu um livro sobre a vida de Antão - Vita Antonii (Vida de Antonio) - por volta de 360.

O deserto era considerado pelos antigos como lugar do demônio. E Antão foi para o deserto para lutar contra as tentações demoníacas, pois, vencendo-as, estaria contribuindo para o bem da humanidade.

Na feliz expressão de Anselm Grün: "O deserto é também o lugar da maior proximidade de Deus." (1)

Os israelistas não ficaram isentos de tentações na caminhada pelo deserto, mas experimentaram a maior proximidade de Deus. Jesus retirou-se para o deserto antes de iniciar a sua missão. O deserto tem, pois, uma sacralidade.

As tentações existem, como nos lembra a Oração do Pai-Nosso: e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Não se pede para Deus excluir a tentação, mas sim a graça divina para não se deixar cair na armadilha dela.

Para a celebração Eucarística de hoje, quando se faz a memória de Santo Antão, a Oração do Dia (Missal Romano) sinaliza a motivação que nos impele à imitação do Santo: "Ó Deus, que chamastes ao deserto Santo Antão, pai dos monges, para vos servir por um vida heróica, dai-nos, por suas preces, a graça de renunciar a nós mesmos e amar-vos acima de tudo."


(1) O céu começa em você - A sabedoria dos padres do deserto para hoje, tradução de Renato Kirchner, Petrópolis, Editora Vozes, 8ª edição, 2002, p. 42


Fonte da imagem: http://br.geocities.com/padresdodeserto/