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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Santa Hildegarda de Bingen e São João de Ávila proclamados Doutores da Igreja



(clique em cima da imagem para vê-la no tamanho original)

Há um mês Santa Hildegarda de Bingen foi proclamada Doutora da Igreja pelo Papa Bento XVI, em 7 de outubro de 2012, domingo, em celebração presidida pelo Papa, cujo vídeo da Missa e homilia podem ser conferidos aqui.

Na mesma celebração, São João de Ávila foi também proclamado Doutor da Igreja.


Leia mais:

Hildegarda de Bingen - universalização do culto litúrgico

Biografía de San Juan de Ávila (em espanhol)

?Qué es un doctor de la Iglesia? (em espanhol)


Fonte da imagem:
http://fratresinunum.com/2012/10/10/bento-xvi-declarou-sao-joao-de-avila-e-santa-hildegarda-de-bingen-doutores-da-igreja/

sábado, 1 de agosto de 2009

Afonso Maria de Ligório: de advogado a santo bispo da Igreja



A Igreja celebra no dia 1° de agosto a memória de Santo Afonso Maria de Ligório.

Afonso nasceu no dia 27 de setembro de 1696, em Marinella, localidade perto de Nápoles (Itália). Veio falecer, prestes a completar 91 anos, no dia 1° de agosto de 1787, em Pagani, na província de Salerno (Itália).

Terminando seus estudos universitários, doutorou-se em direito civil e em direito canônico. E começou a advogar no foro de Nápoles.

Diz a sua biografia que: "Em 1723, depois de um longo processo de discernimento, abandonou a carreira jurídica e, não obstante a forte oposição do pai, começou seus estudos eclesiásticos. Foi ordenado sacerdote a 21 de dezembro de 1726, aos 30 anos. Viveu seus primeiros anos de sacerdócio com os sem-teto e os jovens marginalizados de Nápoles. Fundou as "Capelas da Tarde", que eram centros dirigidos pelos próprios jovens para a oração, a proclamação da Palavra de Deus, atividades sociais, educação e vida comunitária. Na época da sua morte, havia 72 dessas capelas com mais de 10 mil participantes ativos."

Em 9 de novembro de 1732 reúne um grupo de pessoas para evangelizar os mais pobres, e, assim, nasce a Congregação do Santíssimo Redentor ou C. Ss. R. Redemptor, cujos filiados são conhecidos como redentoristas, com a sigla C.Ss.R.

Aos 66 anos, em 1762, foi ordenado bispo de Santa Águeda dos Godos, ou Santa Ágata dos Godos (1762-1775). Em 1775, teve permissão para deixar o ministério episcopal e foi morar na comunidade da Congregação do Santíssimo Redentor em Pagani.

Foi beatificado em 1816. Canonizado em 26 de maio de 1839 pelo Papa Gregório XVI. Foi proclamado doutor da Igreja pelo Papa Pio IX, em 1871. Em 1950, o Papa Pio XII o declarou Patrono dos Confessores e dos Moralistas.


Leia mais:

Um patrono para os usuários da Internet, por Pe. Vítor Hugo, C.Ss.R


Fonte da imagem:
http://www.cssr.pt/redentoristas.htm

domingo, 30 de setembro de 2007

São Jerônimo: o tradutor da Bíblia para o latim


No dia 30 de setembro, a Igreja Católica Romana celebra a memória de São Jerônimo, presbítero e doutor da Igreja. Entretanto, como neste ano de 2007, o dia 30 de setembro cai no 26º domingo do tempo comum, omite-se a celebração da memória. O Domingo tem precedência sobre as festas dos Santos do Calendário Geral (Normas Universais sobre o Ano Litúrgico e o Calendário, aprovadas pelo Papa Paulo VI, em 14 de fevereiro de 1969, ns. 4, 5 e 59).

Jerônimo nasceu em Stridone, na Dalmácia (hoje, Croácia), em 342, e faleceu em Belém, em 420, onde viveu seus últimos 35 anos.

O papa Dâmaso (366-384), admirador da inteligência de Jerônimo que conhecia a língua grega e tinha noções do hebraico, convidou-o para ser seu secretário. E Jerônimo tornou-se mestre espiritual da aristocracia romana.

Do papa Dâmaso, Jerônimo recebeu a incumbência da revisão da Sagrada Escritura. Entretanto, morrendo Dâmaso em 384, Jerônimo deixou Roma no início de 385, vindo a estabelecer-se em Belém, fundando aí um mosteiro para servir de auxílio aos pobres e aos peregrinos. Passou a morar no Mosteiro e dedicou-se ao estudo. Sempre ativo sem que a velhice lhe esmorecesse.

A sua fama maior ficou por conta dos seus trabalhos sobre a Bíblia, que vieram a formar a Bíblia Latina, que o Concílio de Trento (1545-1563) viria oficialmente reconhecer como a Vulgata, como se lê na Seção IV - As Escrituras Sagradas.

Diz o Concílio de Trento, na citada Seção IV:

"Se alguém então não reconhecer como sagrados e canônicos estes livros inteiros, com todas as suas partes, como é de costume desde antigamente na Igreja católica, e se acham na antiga versão latina chamada Vulgata, e os depreciar de pleno conhecimento, e com deliberada vontade as mencionadas traduções, seja excomungado."


Fonte da primeira imagem:
http://www.geocities.com/pjchronos/tathy/jeronimo/cont.htm

Fonte da segunda imagem:
http://www.bible-researcher.com/vulgate.html

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Gregório Magno: modelo a ser seguido

A Igreja Católica Romana celebra a memória de São Gregório Magno, papa e doutor da Igreja, nesta segunda-feira, dia 3/9.

Oriundo de família nobre e rica, Gregório nasceu em Roma no ano 540. A família tinha tradição política, como era costume da aristocracia. Giordano, seu pai, fora senador. Silvia, sua mãe, depois de enviuvar, ingressou na vida monástica. Conta-se que suas três irmãs viviam como monjas, provavelmente na própria casa paterna.

O próprio Gregório chegou a ser prefeito de Roma.

E ainda: o papa Félix III (483-492) fora um antepassado de Gregório.

Tempos depois de completar trinta anos, retira-se para a vida ascética, vivendo num mosteiro por ele construído em seu palácio, na colina Célio, em Roma. Antes distribuíra seus bens aos pobres e fundara seis mosteiros em suas propriedades localizadas na Sicília.

Na época de Gregório, o monaquismo era, antes de tudo, um modo de vida, e não uma estrutura organizada de vida monástica. Os monges eram, pois, leigos.

Mas, a vida monástica de Gregório não durou muito. O papa Bento I (574-578) convidou-o a seguir a carreira eclesiástica, ordenando-o diácono. O sucessor de Bento I, o papa Pelágio II (579-590), enviou-o como núncio à corte de Constantinopla, entre os anos 579 e 585, ao tempo em que Tibério II (578-582) e Maurício I (582-602) eram imperadores do Império Bizantino, também chamado Império Romano do Oriente.

Terminada a sua missão de núncio, Gregório volta a Roma e retoma a sua vida de monge.

Em 7 de fevereiro 590, o papa Pelágio II falece, vítima da peste que assolava Roma. E Gregório, pelo forte e uníssono clamor popular, é chamado, apesar de suas resistências, a assumir a cátedra de São Pedro. Aclamado papa, recebeu a ordenação episcopal a 3 de setembro de 590, iniciando seu pontificado com o nome de Gregório, mais tarde Magno (título que o povo lhe deu). Daí, Gregório Magno.

O papa Gregório Magno foi um organizador da beneficência da Igreja para socorrer os famintos e os flagelados dos sucessivos surtos de peste que se expandiam por toda a península.

Apesar de ter uma saúde frágil, foi um papa que enfrentou os problemas da sua época, num momento em que a Igreja parecia ser a única entidade organizada num mundo ocidental em ruína.

No plano diplomático manteve relações com o imperador de Bizâncio. No âmbito eclesiástico tornou mais forte o controle sobre as várias Igrejas, procurando eliminar os contrastes. Expandiu a cristianismo na Inglaterra.

Escreveu várias obras, entre elas, Tratados morais sobre Jó (escrita ao tempo em que Gregório era núncio), Homilias sobre os Evangelhos (pronunciadas entre 590 e 591), Diálogos, Homilias sobre Ezequiel, Comentário sobre o primeiro livro dos Reis, Comentário ao Cântico dos Cânticos e Regra Pastoral.

Foi um papa cônscio da importância da liturgia, e sob seu nome surgiram dois textos célebres: Sacramentário gregoriano (ou seja, um missal) e Antifonário para a missa (compilação de cantos corais), base para o futuro canto gregoriano.

Gregório Magno faleceu no dia 12 de março de 604. Logo depois de sua morte circularam biografias do Papa, por sua fama de santidade. E foi considerado um dos quatro grandes doutores da Igreja latina. É considerado Padre da Igreja.


Fonte da imagem:
www.puc-rio.br/campus/servicos/pastoral/santo_setembro.html


domingo, 26 de agosto de 2007

Modelos de santidade: Mônica e Agostinho

Falar de Santo Agostinho é falar de Mônica, sua mãe. E, inicialmente, dela falaremos.

Mônica era uma mulher cristã.

Modelo de virtudes cristãs, a Igreja Católica Romana celebra amanhã (segunda-feira), dia 27/8, a memória de Santa Mônica.

De família de classe média e de formação cristã, Mônica nasceu no ano 331, em Tagaste, na Numídia (hoje Song-Ahras, na Argélia), então província do império romano, ao norte da África, e faleceu em Óstia, Roma, no ano 387, quando retornava com o seu filho Agostinho para a África.

Era casada com Patrício, homem pagão de Tagaste.

Sabe-se que o casal teve três filhos: dois homens (Navígio e Agostinho) e uma mulher (Perpétua).

Por ser Mônica uma mulher determinada e de assídua oração, conseguiu com que Patrício se preparasse para o batismo, vindo este a morrer, depois de ter sido batizado, no ano 371. Por essa época, Agostinho estava com 16 anos.

Mônica, repita-se, era uma mulher de oração. E, mais uma vez, por sua constante oração, alcançou a graça da conversão do seu filho Agostinho, como veremos mais adiante.

Agostinho, filho de Santa Mônica, bispo e doutor da Igreja, cuja memória a Igreja celebra na próxima terça-feira, dia 28/8, é também modelo de virtudes cristãs.

Aurélio Augustinho, mais conhecido por Santo Agostinho, ou Agostinho de Hipona, nasceu em Tagaste no dia 13 de novembro de 354 e morreu aos quase 76 anos de idade, no dia 28 de agosto de 430, em Hipona, também cidade da província romana de Numídia (atual Aunaba, na Argélia).

O cristianismo deve à Santa Mônica ter Santo Agostinho entre os grandes seguidores do Cristo. Convertido a Cristo aos 32 anos (ano 386), Agostinho recebeu o sacramento do batismo das mãos de Santo Ambrósio, bispo de Milão, na Vigília Pascal da Primavera de 387.

Agostinho foi professor, filósofo, teólogo, catequista. Ordenado presbítero em 391. E eleito bispo para a diocese de Hipona em 396. Enfim, um grande pensador e escritor. Um homem apaixonado pela busca da verdade, contemplativo, defensor da fé que abraçou e promotor da vida comunitária. É autor de inúmeras obras, como Confissões, A Cidade de Deus, A Trindade, A Graça, A Doutrina Cristã, Comentários aos Salmos, A Virgem Maria, Diálogo sobre a Felicidade, além de uma regra monástica. "Seus escritos permanecem monumento de extra ordinária sabedoria e o qualificam como o maior entre os Padres e doutores da Igreja Latina", como reza o Missal Romano.

É de Santo Agostinho esta invocação: "[Senhor] fizeste-nos para ti, e inquieto está o nosso coração, enquanto não repousa em ti". [1]


[1] Confissões, tradução de Maria Luíza Jardim Amarante, da Coleção Clássicos de Bolso, São Paulo, Editora Paulus, 2ª edição, 2003, p. 19, n. 1.


Fonte da primeira imagem:
http://www.agustinosrecoletos.org/nosotros_sanAgustin_pt/sanAgustin_05.php

Fonte da segunda imagem:
http://br.geocities.com/worth_2001/Patristica.html